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 Sala de Perigo

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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Sala de Perigo    Qua Jun 24, 2015 2:28 am








A princípio, a Sala de Perigo parece ser apenas uma sala vazia. Embora completamente robotizada, com paredes compostas de quadrados separados prontos para se adaptar a qualquer coisa, ela é praticamente indestrutível, e treinos sérios e profissionais podem ser facilmente executados aqui, com uma tecnologia que permite a toda a sala se transformar da maneira desejada pelo treinador/professor/monitores, sendo estes os únicos que possuem a chave para o acesso ao painel de controle que há na sala.
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Sala de Perigo    Sab Ago 08, 2015 7:51 pm

O sol bateu nos olhos fechados de Erik, o dia começou. Na cabeceira da cama um relógio digital tocava um alarme lembrando o polonês de seus afazeres logo de manhã cedo.
Magnus se levantou da cama e procurou os chinelos com os pés as sem sucesso, rapidamente ele arrumou a cama que foi sua companheira da noite mal dormida de ontem, deixando-a impecável ele seguiu até o banheiro e se olhou no espelho por alguns minutos até tirar o pijama e o jogar no chão do quarto.
Um banho rápido e frio era o mais apropriado para se manter acordado, fazia isso desde criança como de costume, mesmo que ficasse com o queixo trêmulo por conta da temperatura.
Ainda de toalha, os passos molhados pintavam de escuro o chão por onde ele passava, abrindo o guarda roupa Erik procurou alguma coisa ais adequada e puxou um cabide, nele havia um moletom cinza. Talvez não fosse tão formal para ele mas era o moletom do Instituto e jpa que iria levar os garotos para "treinar"...iria servir.
Magnus até teria vestido-o se não tivesse visto de relance uma caixa, a mesma que todos os alunos também recebiam, e embora o conteúdo fosse diferente ainda era o mesmo.
O uniforme de treinamento.
No começo vestí-lo foi um tanto incômodo mas logo se mostrou bem confortável, num leve sorriso que se parecia com um "Você pensou em tudo", Erik fecha os zíperes e fivelas com seu magnetismo e acaba preferindo nao dobrar a gola escura deixando-a levantada quase colada ao pescoço.
Virando-se e agora ficando de frente ao espelho, Erik arruma o cabelo enquanto analisa sua imagem com aquele uniforme um tanto amarelo.

- Vai servir...



O treinamento causara um certo tipo de ansiedade no polonês, seria gratificante ver Pyro colocar seus poderes em ação e demonstrá-los em coisas que realmente poderiam lhe ameaçar, serviria além de treinamento, seria um tipo de confirmação de que John tinha uma real capacidade. Magneto apenas queria vê-lo demonstrar seu poder contra (literalmente) um perigo (não tão literalmente) real.
A porta do quarto se abre e Erik segue pelo corredor após trancá-la. O silêncio seria torturante se não fosse um aconchego para ele, era como se na ausência do barulho, das pessoas e de todo o movimento por lá seus pensamentos pudessem ocupar o espaço vazio da mansão. Passos estalados no piso, cantos de pássaros nas janelas e de vez em quando roncos podiam ser ouvidos e eram a única coisa a ser ouvida enquanto o polonês descia alguns andares pela escada.
Cada passo lento e firme cessou quando Erik chegou ao terceiro andar, o corredor mudara contrastando com o marrom do piso e as paredes mais claras.
Uma porta quadrada e metálica com um enorme "X" em seu centro se mostrava no fim do corredor, a porta tinha o tamanho da parede toda do fundo do local.
Uma nova duvida surge-"Como diabos vou abrir isso?"- Mas a resposta veio tão rápido como se alguém tivesse lido seus pensamentos. Um tipo de ruído veio da porta fazendo Erik parar, parece que tudo na casa tinha um certo tipo de sensor ou alguma forma de identificar quem quer sair ou entrar, e assim se fez, na porta, no centro do "X", um barulho de despressurização se iniciou e logo o plano redondo do centro girou após uma piscada de luz azul.



E a porta abriu.
Alguns passos um tanto receosos e Erik adentra o lugar que era dividido por duas salas.
Uma menor, que tinha uma visão de um andar mais abaixo, um painel cheio de botões, alavancas e acionadores ligados a uma tela.
E uma outra como um andar abaixo da sala do painel onde havia um tipo de escada que servia de caminho até lá, este andar mais baixo era enorme e rodeado por placas retangulares e metálicas que justas pareciam cerâmicas nas paredes, de lá sairiam armas ou o que fosse necessário para criar um situação mais realista possível de batalha ou algo do tipo que Charles havia falado outra vez.
Erik deu uma olha rápida no painel e não parecia tão complicado de se entender, mas mesmo assim ele esperava que não acabasse matando um dos irmãos, em especial Pyro.
O mais importante ele já havia descoberto, onde ligar, desligar e qual botão acionava os extintores.
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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Sala de Perigo    Seg Ago 10, 2015 6:11 am

- Eu odiei esse uniforme.

Click.

- Ah, achei que você ficou muito sexy nele, até marcou seu quadril mais.

Click.

- Ha-Ha, Bobby.- John revirou os olhos, com sarcasmo.

E click. O isqueiro tinha voltado à tona, afinal, ecoando pelos corredores freneticamente.
Os dois irmãos andavam lado a lado. Seus cabelos e altura - ao fato de que John era um tanto mais baixo que Robert - eram o que os distinguiam um do outro se visto de trás, porque aquelas cores, amarelas e azuis, deixavam-nos como cópias um do outro.
Ambos uniformizados, chamavam a atenção pelos corredores, enquanto eles subiam para o segundo andar da mansão, o que fazia especialmente Bobby olhar para os rostos os encarando e encolher os ombros, como se tentasse esconder a cabeça na gola amarela em seu pescoço.
Já Jhon, tampouco se importava, e a gola preta em seu pescoço apenas era cutucada por ele nas poucas pausas em que parava com o isqueiro por questão de segundos. Não era como se eles fossem os primeiros a usar o uniforme, mas entendia que eram raras as vezes em que fora pedido aos alunos que o utilizassem. Além do fato de terem sido apenas os dois, sem mais comunicado; geralmente, quando esse tipo de treinamento tinha que acontecer, eram em grupos maiores.
De qualquer forma, ele estava pouco se lixando, como sempre, embora seus ouvidos já fossem especialmente aguçados para os sussurros aqui e acolá a respeito de suas vestes. Contudo, vozes mais baixas, mais rápidas, chamaram-lhe tanto a atenção quanto a de seu irmão, enquanto eles apenas começavam a subir os degraus para o terceiro andar.
Um grupinho de garotos, três, mais precisamente, que Jhon particularmente dera o azar de conhecer bem no dia anterior numa longa história que Bobby já tinha conhecimento...

- Quem você acha que era?- indagou um garoto de cabelos pretos, aparentemente asiático, de um gorro na cabeça e roupas de frio, embora estivesse calor naquela manhã.

- Eu não sei nem O QUÊ era! Eu só, eu só... acho que foi depois que a gente bateu naquele...- engasgou um maior, musculoso até demais - era difícil definir se era gordura, na verdade - de cabelos castanhos e olhos pretos.

- Naquele cara? Mas ele não passa de um doente, demos a maior surra nele ontem, não pode ser.- tentou falar um garoto loiro, de topete, enquanto mastigava um chiclete desleixadamente.

- Olha, eu só tô com muito medo, ele disse que era amigo do psicopata e...

- John.

A atenção de Pyro foi obrigada a se voltar ao irmão depois de ouvir o chamado, percebendo que Robert o encarava com uma expressão condenadora. Quando se deu conta, enquanto eles agora acabavam de passar dos três garotos na escadaria, também notou que os três se calaram, olhando assustados para o rosto de John - e até o brutamontes estava meio choramingando, com os olhos marejados, e, quando percebeu que John estava olhando para seu grupinho, desviou imediatamente o olhar e abraçou a parede, tremelicando.
Aquilo fez John sorrir com vontade, num gesto que simplesmente lhe subiu à face tamanha a satisfação de vislumbrar aquela cena, embora suas sobrancelhas se mostrassem confusas com todo o assunto que ele e o irmão foram capazes de ouvir...

- John!! - sussurrou Robert com força, batendo um dos pés no chão, no próximo degrau à frente.

- O que foi?

- O que você fez, cara?! Não me diga que você foi se vingar, eu não acredito que depois de ter que te ajudar a limpar o sangue do seu nariz escorrendo ontem a noite você teve a audácia de...

- QUÊ?!- John protestou, e bateu o pé também, não deixando, embora, de seguir o caminho ao lado de Bobby.- Eu não fiz nada! Eu não sei do que eles estão falando, Bobby, mas acho bom continuarem assim e ficarem bem longe de mim da próxima vez!

- Ah, é? Tá dizendo que o cara tá alucinando? Não brinca com a minha cara, John, eu te conheço. Anda logo, diz o que você fez. Cara, se o professor Xavier descobrir que você repetiu a dose você vai estar ferrado!

- EU NÃO FIZ NADA, P*RRA!- o grito de John praticamente chamou a atenção dos garotos que já tinham ficado para trás, o que fez os três correrem aos tropeços escadas à baixo, como se a voz repentina de John tivesse sido um alarme de incêndio ou algo parecido.

- Então quem foi, John?- Bobby sussurrou a pergunta, quase como se tivesse medo que o irmão gritasse outra vez e mais pessoas saíssem correndo.

- Professor...- quando John disse aquilo, seu olhar estava focado muito longe de Bobby.- É aqui, Bobby.

Pyro olhava para dentro de uma sala que já estava aberta, enorme, por se dizer, sua entrada.
Lá dentro, ele apenas podia ver a imagem de Erik cercada por cinza e paredes metálicas... e era isso.
Bobby também prestou atenção, e os dois irmãos adentraram o lugar, olhando ao redor.
Não havia muita coisa para se olhar, afinal.
Exceto o quanto aquele lugar era enormemente enorme... e cercado daquelas placas cinzas estranhas...
E que a porta se fechou atrás deles.

- Aarh, bom dia, senhor Lensherr.- Bobby saudou, por sua vez, forçando-se a esquecer do assunto que até alguns segundos atrás martelava sua cabeça. Sua voz ecoava. Aliás, tudo ecoava, desde o isqueiro de John até os passos deles. Na verdade, até suas respirações pareciam audíveis ali. - O John me disse que você chamou a nós dois para um treinamento hoje, é isso, não é? Tive sorte, porque eu ainda não marquei nenhuma aula no meu horário dia de segunda feira de manhã, então... eu estou aqui.- ele sorriu, enquanto o irmão revirava os olhos e praticava mais alguns trocentos click's no isqueiro em sua mão, se mantendo calado diante de Erik.
Ou melhor... diante de Bobby.
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Sala de Perigo    Ter Ago 11, 2015 4:18 am

Quando a imagem dos dois garotos se projetou no fim do corredor Erik estava ocupado demais procurando entender melhor como funcionava aquele sistema ligado a tantos botões, alavancas e telas. Aquilo, aquele treinamento poderia ser o erguer de Pyro mostrando suas habilidades em combate, o tornando um aliado essencial para a irmandade ou aquele lugar poderia ser a cova dos dois irmãos...isso só dependia se Erik aprenderia ou não a controlar a tal sala que parecia ser mais complexa do que parecia.
Na tentativa de achar algum manual ou anotação que o pudesse ajudar a não fazer do final do treino uma tragédia, Erik remexe um monte de papéis e acaba esbarrando numa pasta logo ao seu lado com o cotovelo.
A pasta cai ao chão e espalha várias folhas com números, contas, datas, desenhos e rabiscos e o que parecia ser gráficos de aceleração e velocidade média.
Isso era um tanto interessante mas um papel em especial o chamou a atenção...mais do que isso. O fez segurar aquele papel como se houvesse achado o Santo Graal.
Os olhos de Erik brilharam ao ver o que se parecia ser o futuro tecnológico do transporte e meu deus...pelas contas de física ao lado do desenho, que parecia um esquema de uma jato militar, aquilo voava muito rápido, mais rápido que qualquer coisa que Magnus já havia visto.
Havia mais turbinas que um jato normal e havia até um reator e mais estranho ou maravilhoso...Invisibilidade?
No topo da folha havia escrito em preto e sublinhado:

"PROJETO PÁSSARO NEGRO-X"

Erik pega a folha e só então após levantar-se do chão ele percebe que os dois garotos estão se aproximando mais e como quem tenta decidir se rouba ou não aquilo, Magnus respira fundo e volta ao chão para recolher os outros papeis que lá ficaram e os guarda na pasta os colocando de volta onde caíram.

- Dai a Charles o que é de Charles!

arrumando de volta os papéis e frustrado com a busca do manual, Erik apenas ajeita a gola e espera ambos os garotos se aproximarem o bastante para poder dar as boas vindas ou na pior das hipóteses...um adeus?

- Bom dia, Bobby.~Erik vira o rosto de modo que posso encarar os olhos castanhos de Pyro~...John. Fico feliz em saber que não tinham tarefas hoje, sentiria muito em atrapalhar ambos nos seus afazeres. Trouxe vocês hoje com alguns objetivos em especial, e por isso não chamei os outros. O porquê? Bem, embora estejam arrumando confusão por aí, vocês foram os que mais demonstraram controle de suas habilidades, o que poupou trabalho ao seu diretor e aumentou o meu. Tenho duas metas com vocês dois, impedir que John destrua essa casa...~E ensinar a destruir outras, Erik olha Pyro com um olhar um tanto cínico e com toda certeza, ele entenderia~ E saber se você Bobby, sabe fazer algo além de congelar isqueiros e arranjar briguinhas com seu irmão. Não lhes trouxe aqui para dar uma bronca, isso é coisa que o charles faz melhor que eu e bem, fiquem mais alegres, hoje vão poder fazer algo realmente empolgante e parecem que ainda estão acanhados. Já devem ter ouvido falar das tais sentinelas não? Robôs criados para simplesmente matar!~Erik acerta o punho na mesa ao lado do painel~ Matar nossos irmãos. Vocês não estão com esses uniformes a toa, imaginem que dois dos nossos irmãos estão andando normalmente pela rua e são abordados por uma dessas máquinas, o que vocês fariam?~ O professor não espera resposta~ Não digam nada, me mostrem.~ Com um balançar de mãos, uma porta ao lado dos garotos se abre e uma escada se projeta da porta até a sala enorme logo baixo da sala de controle~ Vocês serão os dois mutantes andando normalmente e não se preocupe, eu vou estar controlando tudo, vai parecer muito real mas é tudo uma simulação, certo? Boa sorte.~ Ou seria melhor um Adeus?~ Bobby e Pyro seguem pela porta, Bobby passa primeiro mas antes que Pyro passe pelo retângulo metálico, Erik o pega pelo braço~ Ficou ótimo em você, só meio cafona.~ Um riso seguido de um tapa nas costas e Erik observa ambos descerem até chegarem no meio da sala, a porta fecha e com ela a escada se esconde nas placas metálicas das paredes.

Com ambos os alunos lá embaixo na sala, Erik liga um tipo de microfone onde sua voz seria transmitida até a sala abaixo da sua de uma forma robótica-"Certo, garotos. Vamos começar."- Alguns segundos de digitação e então Magnus aciona um botão vermelho ao lado do teclado.
Das caixas de som dos cantos da sala, uma voz ainda mais robótica se fez presente.
"Simulação iniciada: Cidade de Nova York"
As placas rapidamente começaram a brilhar e ao redor deles não havia mais uma sala enorme a vazia, mas sim a cidade, o centro da cidade, e até o vento frio poderia ser sentido se prestassem atenção.
Havia lojas, casas e até pessoas por lá, embora se tentassem tocá-las veriam que eram apenas hologramas.

- Não temos uma sentinela para simulação mas temos umas máquinas que servirão, só não se esqueçam, é só uma simulação...mas as armas são reais o bastante. Isso é um treinamento em dupla, então por favor, se mantenham vivos! ~Era mais um teste para Pyro mas embora Erik soubesse que Bobby era um cordeiro de Charles, seria bom matar dois coelhos com uma machadada só, mas não matar literalmente, embora esse fosse um medo em Erik nesse instante.

Mais alguns segundos de digitação e Erik apenas acena como um "Boa sorte", um puxar de alavanca e o mesmo botão de antes foi pressionado e a voz robótica se fez presente novamente na sala. "Exterminar: Iniciado"
Das placas metálicas saíras garras, atiradores e bolas metálicas com espinhos enormes, embora os garotos apenas visses tais armas saírem dos muros e lojas da cidade fictícia e começaram simplesmente a mirar nos dois como se quisessem apenas matá-los.




- Por favor...~Aquele sempre fora o jeito de Erik de treinar os tais jovens, colocá-los na situação de fazer direito ou morrer e mesmo sempre dando certo, ele estava com um receio~...só não morram...
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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Sala de Perigo    Ter Ago 18, 2015 7:48 am

Bobby teria ajudado com os papéis quando estes se espalharam pelo chão, mas Erik fora mais rápido com isso. Nenhum dos dois jovens pareceu querer comentar sobre a papelada que Erik folheava, embora John não tenha contido um olhar curioso por cima da pasta quando o professor a guardou.
Tudo bem, ele pensou. Se fosse algo importante - não devia ser - mas, se fosse, então Magneto o contaria mais tarde. Gostava de pensar assim.
Jhon também não se mostrou ofendido com os dizeres do professor, de forma que até retribuiu o sorriso, mostrando o compreendimento completo da mensagem...
O que fez Bobby olhar torto de um ao outro, numa ação que mostrava completamente o oposto de John.
Com o murro na mesa, Bobby pareceu franzir ainda mais o cenho, enquanto John apenas inclinou a cabeça.
No fim, nenhum dos dois interpôs Erik até que ele terminasse de falar. Bobby parecia estar pronto para opinar, pela sua expressão, definitivamente discordaria de algo, mas a escada que se abriu tomou seu foco por completo.
Ele seguiu por ela, sendo seguido atrás por John que, por sua vez, lançou a Erik um olhar típico de "eu te pego na saída".

- Acha que é bonito usar minhas palavras contra mim, cara...?- os dois sentiram que naquela frase faltava algo.

Bem, além de ter soado mais suave do quê deveria, geralmente algo do gênero sobre a língua de John terminaria com algum apelido à altura.
Mas Erik sabia bem o porquê de isso não acontecer, e sabia que era apenas com ele, afinal. Mas a expressão desafiadora de John compensava sua suavidade no quesito.

- Vai parecer bastante real, ele disse...- Bobby disse como se repetisse um ditado.- Com medo, John?

- Não tanto quanto você vai ficar. - ele respondeu com um sorriso de canto, e ambos os irmãos se atentaram a voz que ecoava pela sala.

- Espera, vamos ficar sozinhos? Mas eu achei que...- mas a tentativa de chamar a atenção de Bobby foi respondida por aquela voz robótica antes de todo o ambiente prateado anterior se tornar plenamente a própria cidade de Nova York, sem pôr nem tirar...

Bobby até poderia jurar sentir cheiro de churros fresquinhos na esquina que se moldara ali perto. John também fugava o mesmo cheiro, por algum motivo relembrando que ele não exatamente tomara café da manhã e começava a se arrepender por isso. Enquanto cutucava algumas pessoas, percebendo que seu dedo traspassava-as completamente num brilho azul como projeções de luzes eletrônicas, mas ele parou com isso quando uma criancinha começou a olhar estranho para ele, como se perguntasse que diabos ele estava fazendo cutucando pessoas...
Embora John impusesse seu ego contra o que ele julgava, diferente do irmão, que parecia quietinho em seu canto, apenas uma máquina controlada e limitada, ele decidiu recolher a mão incherida para perto do próprio corpo novamente, como se tivesse uma pontina de dúvida se ele continuava sendo sólido. Ao confirmar que sim, sua expressão foi nada menos que a imagem de um sussurrado: "que coisa de maluco".

- Exterminar?!- os dois exclamaram em conjunto, no mesmo instante que suas visões foram preenchidas por todas aquelas armas saindo de todas as direções e prontas para atacá-los.

As pessoas, por sua vez, formaram uma correria que seria capaz de deixar qualquer um confuso. Os lasers foram atirados, as bolas de espinhos se aproximavam. Imediatamente os irmãos empurraram-se para trás e suas costas chocaram uma contra a outra, desviando instantaneamente dos primeiros tiros.


Click.


Um sonoro suave como o estampido comprido e preciso de uma rajada de vento frio foi ouvido. Uma condensação das pequenas partículas de água no ar, transformando-se numa geada esbranquiçada que se alastrou num tiro contínuo até congelar uma das armas que pretendiam lançar outro pacote de tiros esverdeados.


Do isqueiro, o fogo de John implodiu numa velocidade tremenda, engolindo oxigênio de uma forma absurda, crescendo violentamente para em seguida suas mãos, estendidas à frente, guiarem uma  labareda de fogo que alongou-se sem perder a intensidade até acertar uma das armas que se preparava para o segundo lance de algum tipo de objetos cortantes contra eles.
Ambas as armas destruídas, eles foram surpreendidos por mais duas que se localizavam afastadas e as quais acabavam de fazer-lhe de alvo novamente, atirando de tal forma que os irmãos se separaram; John se abaixou, e Bobby rolou pelo chão habilmente, se levantando prontamente a seguir, lançando mais um guincho gelado para inutilizar completamente aquele outro atirador.

John, por sua vez, também disparou, a quentura flamejante acertando certeira a outra atiradora e fazendo-a desprender-se da vitrine da rua, voando alto pela explosão, soltando fumaça pelo metal esquentado e quebrado, agora, dando o bônus de se chocar fortemente com uma das bolas espinhosas e tirá-la de campo, fazendo ambas as máquinas destruírem uma cabine do MCDonalds ali e ficarem por lá, debaixo dos escombros.
Porém, o azar de seu foco ter sido apenas para a arma e o fato de ter permanecido no mesmo lugar, sem se mover como o irmão, o fizeram um alvo único, que resultou em olhar para o lado e se deparar direto com a bola de metal espinhosa e gigantesca que vinha em sua direção. Cada vez mais perto, muito perto, o susto o fez paralisado por aqueles segundos.
Com essa cena, Erik devia ter pensado seriamente que suas preces não haviam sido atendidas... e alguém ia ficar órfão de irmão... e Robert entrou na frente.
Bobby foi ágil, correndo para a frente do irmão e abrindo as duas mãos, estendendo-as à frente. A borrasca de gelo disparou, mas não foi como um tiro; ela atingiu a bola de espinhos e se alastrou pela mesma, acumulando gelo em muita quantidade, congelando-a completamente a ponto dela se tornar num formato não redondo mais, de tal que forma que apenas escorregou inofensiva pelo chão até lentamente parar um centímetro do nariz de Bobby.


- Posso me defender sozinho, Robert!!- John rosnou, o fogo miúdo do isqueiro dando pequenas explosões sobre o alumínio como se até ele estivesse com raiva.

- Aham, claro que pode.- Bobby ironizou, revirando os olhos azuis.- Eu não esperava um obrigado mesmo.  

- Por que você não se manca? Para de querer ser o exemplo do irmão mais velho perfeitinho e protetor!

Em resposta, Bobby apenas ergueu o palmo, apontando-o para o irmão. O gelo que saiu de sua mão se espalhou pelo chão à frente, debaixo dos pés de John, fazendo-o perder o equilíbrio e cair feio no chão, de forma que seu corpo escorregou bonito pela estradinha de gelo que Bobby moldara, levando o irmão para o outro lado ao que estava. Revidar dos dizeres do irmão teria sido um perfeito e compreensível motivo para tal ato de Bobby, mas tudo foi explicado quando a última das três bolas espinhosas passou veloz exatamente por cima do chão ode John estava, e, com um desvio rápido, Bobby observou a bola se chocar contra sua amiga congelada e as duas se afastarem para o canto do campo.

- Infelizmente, John...- Bobby observou o irmão de canto de olho, que agora se levantava do chão com uma expressão de ódio, o isqueiro sendo apertado firmemente pelas mãos e o uniforme com as costas umedecidas pelo passeio no gelo.- Você ainda é o exemplo perfeitinho do irmão mais novo que precisa de proteção.
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Sala de Perigo    Dom Ago 23, 2015 6:16 am

"A natureza da convivência pacífica entre espécies tão distintas é o simples embora complexo equilíbrio, como uma liberdade para cada um, liberdade que também permite que cada espécie tenha dentro de seu meio pensamentos diferentes por mais que sejam exatamente os mesmos. Pensamentos como moradia, onde conseguir alimento e até como deveria ser o próprio convívio entre eles, vendo desse ponto, se uma espécie se divide numa ideia, se torna também de sua natureza que ambas as partes se tornem tribos distintas...Irmandades."
Era o que havia em uma das páginas um tanto amareladas de um dos livros na instante da biblioteca, propositalmente ou não, tudo o que homens comuns haviam dito antes da explosão, antes dos mutantes virarem notícias, tudo o que eles haviam estudado sobre si se encaixava na própria evolução também, propositalmente ou não Erik entendera muito bem cada linha que leu, desde as origens até os aprimoramentos e preparos que cada espécie e tribo deve ter, como os próprios livros diziam "Toda espécie está sempre fadada á ataques das outras", leões amolam garras e treinam suas corridas, cobras preparam sempre seus botes antes de efetuá-los, humanos...bom, humanos e suas armas já tem um longo histórico, tudo para poder se proteger e ter força o suficiente para revidar, por que com os mutantes do Instituto seria diferente? Cada jovem precisa aprender a se proteger e a revidar, mesmo que um em especial tenha de revidar contra sua própria espécia de vez em quando. Aqueles livros poderiam estar ali para apenas para que os alunos entendessem melhor sua posição no mundo, mas para um bom entendedor, para alguém que sabe usar as palavras certas, um livro de Darwin era como uma bíblia para a evolução.

- Darwin teria um infarto se visse isso...

Um pensamento alto demais ou um sussurro, foi o que escapou da boca de Erik quando ambos os jovens mutantes uniram-se costas com costas desviando dos tiros laser disparados e antes que o polonês pudesse aconselhar algo para os novatos uma nuvem esbranquiçada partindo das mãos de Bobby tomou conta da superfície de um dos atiradores, transformando-o num cristal de gelo, fazendo o isqueiro de John, congelado daquela vez, parecesse uma miniatura do que Robert acabara de congelar.
Foi uma incrível forma de demonstrar o poder até então não visto em ação por parte do polonês que apenas tinha tido pequenas e bobas amostras do tal poder congelante.
Embora um espanto acompanhado de um leve sorriso tenha partido de Erik, seus brilharam, não só pela luz que se propagou pela sala mas por uma completa admiração ao que não se comparava ás outras chamas feitas por Pyro, aquela era maior, mais forte e mais mortal.
Praticamente implodiu a arma em metal derretido e sem mais nenhum funcionamento, era aquele poder que ele queria para concretizar o real futuro, futuro talvez incerto, tão incerto quanto rumo que aquele treinamento repentino.
Tudo parecia estar fluindo bem se não fosse pela separação do irmãos em meio ás novas armas que surgiram, um leve sorriso companhado de um olhar fixo e brilhantemente azul em direção a Pyro tomaram conta da face de Erik, separados então ele poderia focar mais no desempenho do pupilo flamejante, era esse o objetivo, embora o resultado não tenha sido como o esperado.
Quando a arma se desprendeu após as labaredas de John e voou até se chocar contra uma das bolas metálicas, foi uma ótima estratégia mas o que veio a seguir fez isso parecer apenas um tiro de sorte, a falta de atenção em tudo que havia ao seu redor fez Pyro não perceber a aproximação da bola espinhosa que veio tão rápido, rápido o bastante para surpreender até mesmo Erik que pôs fortemente as mãos no vidro que era a única forma de visualizar o treino, pensou em fazê-la parar  antes de atingir o jovem, seus olhos arregalaram, a boca entre aberta e a respiração contida foi a única coisa que restou quando entrando na frente daquela enorme esfera, Bobby a fez parar quase como se soubesse que qualquer segundo amais seria de certa forma fatal.
A testa de Magnus agora colada no vidro após um alívio fortemente ocasionado pelo ocorrido, quase lhe impossibilitou de ver John escorregar pelo chão congelado no qual Robert criou para tirá-lo de lá.
Era um tanto complicado, eram próximo, muito próximos, mesmo com ideais tão distintos.
De uma forma interessante, Pyro fazia facilmente Bobby perder a noção daquele tipo de bondade que ele apresentava, era claro que John o irritava mas Bobby o afetava da mesma forma, era como se a afirmação do jovem manipulador do fogo fosse o mais importante quando ambos tinham de fazer algo que exigia o mesmo esforço de cada um, era como se Pyro precisasse se mostrar superior, Pyro tem um poder incrível, então por que não se mostrava superior? Se estar junto ao irmão lhe fazia perder a atenção dos reais alvos, o melhor a se faze era fastá-los ou ensinar Pyro a derreter picolés.
Embora acabando de sair de um susto, Erik indagava para si, "Todo aquele poder que Pyro demonstrou no quarto, as chamas que embora estivesse em toda parte não queimavam o carpete, os corcéis e todo o resto, onde estava todo aquele controle?"
Isso era algo que Magnus sentia um certo receio em responder para si, aquele jovem no quarto estava controlando o fogo ou estava sobre seu controle para usá-lo tão formidavelmente bem?
A porta que separava a sala debaixo com a sala de controle se abriu e abaixo dela um escada apareceu, mas não para que os jovens voltassem para a parte de cima.
Da escada, aos poucos, passo após passo, a figura de Erik se fez presente, o olhar que observava tudo o que a sala era capaz de criar deixava claro a surpresa de ver como aquilo tudo era realista, Magnus terminou de descê-la e enquanto arrumava as mangas tratou de começar a falar.

- Isso foi excelente, muito bom mesmo. Não esperava muito de um trabalho em equipe de ambos...~Talvez nem eles mesmo esperavam~...afinal, seus poderes por natureza se anulam, mas vejo que...~ Erik já está perto o bastante, o bastante para encara ambos~...fizeram um bom trabalho destruindo as lojas nas quais pessoas trabalham, casas onde moram e todo o resto, se elas não fossem hologramas, estariam mortas.~ Um leve riso serviu de disfarce naquela frase que deveria soar como algo ruim, ou talvez nem tanto~ Esse foi o primeiro teste de vocês então não foquem nos erros, eu deveria ter pegado mais leve...~ A pressão exercida sobre o metal do isqueiro podia ser algo simples para Pyro mas não para quem pode sentir cada mínimo campo magnético, o jovem estava lhe transferindo uma pressão que a julgar pelo que Pyro poderia fazer com o fogo gerado por ele, seria perigoso, então Erik sutilmente tão quanto discretamente segurou a mão que segurava o isqueiro e apertou levemente enquanto falava por alguns segundos~ Você fez um bom trabalho, John.~ Aquilo foi dito mais sussurrado que o normal, Erik vira o rosto para Bobby~ Você também, mas não esqueça que...~O olho direito de Erik treme enquanto na sala de controle, algumas teclas são pressionadas, um som que apenas poderia ser ouvido da sala de controle confirma uma ação e por detrás das costas do garoto de gelo uma lâmina cortante se projeta mas antes que ele ou Pyro possa fazer algo, Erik ergue a mão esquerda na direção da lâmina metálica fazendo o para alguns centímetros antes de acertar Robert~...todos nós precisamos de proteção!~ A lâmina se dobra como fosse um pedaço de papelão e cai ao chão inutilizada~ Não devia debochar disso. Eu lhes disse para trabalharem em equipe e não tentarem mostrar quem é o mais forte, não é uma competição e sim sobrevivência, afinal, somos todos irmãos, não é mesmo? ~ Uma leve fitada de olhos para Pyro enquanto os braços de erik eram brevemente abertos dando ênfase~ Vou lhes dar uma segunda chance e uma colher de chá, irei ajudar vocês como deveria ter feito antes, vocês precisam de um líder e eu acho que Charles não seria muito eficiente usando telepatia em máquinas, ignoremos os cidadãos agora...

Treinar apenas com Pyro, especialmente na mansão, seria muito perigoso, ainda mais sabendo o quanto é fácil criar pulgas atrás da orelha de Charles.
Se Erik queria treinar seu "aprendiz" direito, não poderia deixá-lo em campo apenas com seu irmão, John tem de aprender a ter foco e em especial nas ordens de Magneto, seja por obediência ou por precaução.
A cada dia que se passava, cada nova descoberta ou conversa, ficava mais claro que até mesmo entre os alunos havia uma divisão de interesses, haviam questionamentos, e Erik não podia continuar jogando dois jogos, o dia de firmar a Irmandade estava se aproximando, e Magneto levaria consigo quantos jovens puder.
Magnus levanta uma das mãos com punho fechado e ao mexer os dedos, a porta que antecipava a escada se fecha e os degraus se recolhem.
Na sala de cima onde estão computadores e grandes telas, as teclas e botões se pressionam, todos os hologramas e imagens realisticamente criadas alí sumiram como se Erik tivesse mudado de canal dando lugar a um cenário muito diferente.
A voz robótica apenas disse chiadamente "Sessão de treino iniciada: Nova York 0035" e tudo se tornou noite novamente mas dessa vez ao redor dos três haviam carros que aparentavam terem sido esmagados, destroços e entulhos, alguns cobertos de fogo, embora estivesse muito frio.
"Preparando arsenal!"
seguido da voz chiada, as placas de metal a frente embora distante dos jovens e seu mentor se abriram dando abertura há um tipo de outra sala, não se era possível de ver direito, estava muito escuro lá dentro, mas os passos firmes e estalados como marteladas em uma bigorna podiam lhes dar um dica do que os esperava. Marchando da sala escura vinham dezenas, talvez centenas de robôs, se dividindo em hordas que os atacariam mas não ao mesmo tempo.
Hologramas de um sentinela não os acostumariam a destruir máquinas tão potentes, então pareceu ser uma boa escolha optar pelos hominídios robóticos que Charles uma vez havia citado.
Pouco a pouco as máquinas se moviam para fora do canto escuro se mostrando, alguns deles, mais potentes que outros, alguns tinham foguetes agregados ao corpo, metralhadoras e até pequenos mísseis, mas apenas pararam após a primeira horda sair completamente da sala.
"Iniciar Treinamento: Exterminar."
Todas as máquinas viraram os olhos tão realistas para o trio de mutantes que se encontravam praticamente no centro da sala.



- Você, Bobby, ataque os robôs mas foque em imobilizá-los, crie algumas estacas de gelo se conseguir e as arremesse. John, tente não usar tantas labaredas para alvos distantes, pode acabar perdendo o tempo que poderia usar para queimar outros, tente usar bolas de fogo naqueles que já estiverem parados, eu vou manter ameaças maiores longe. Não percam o sentido do que está acontecendo ao redor de vocês! Pyro~ Aquilo foi cochichado quase que no ouvido do jovem~ Tente não usar tanto o isqueiro, isso é tudo simulação mas o fogo em cima dos entulhos e de alguns carros é real, tente achar outros focos para o fogo...Pense que eles são todos aqueles malditos e sujos humanos, aqueles que nos pisaram durante esse tempo todo...Pense que algum deles são Bobby!~ Voltando a falar em tom normal, agora audível  para os dois jovens~ Boa sorte...~ Erik dá alguns passos mas não muitos para trás contraindo os joelhos e mantendo as mãos para frente enquanto os robôs começam a avançar aumentando a velocidade~ Aí vem eles!

Por alguns instantes além dos necessários para as máquinas se aproximarem o bastante para que se iniciasse a real batalha, Erik apenas resolveu não intervir com o intuito de observar como os dois se sairiam e em especial, Pyro.
Isso não demorou muito, repentinamente pelo menos para os dois jovens, Magneto virou os palmos para cima e ao levantar as mãos robôs começaram a subir do chão e a sere arremessados uns contra os outros se tornando uma bola de fogo no ar.
Um robô levita de braços e pernas abertos.
Com um balançar de mãos ele é partido ao meio e tem seus restos jogados contra outros fazendo-os explodirem.
Pyro e Bobby podiam estar vendo apenas máquinas se partindo...mas Erik não, um sorriso enorme aprecia em seu rosto, o metal presente em cada máquina, tão viva, tão manuseável, fazia-o sentir como se pudesse controlar o mundo inteiro, todos seriam apenas latas velhas e inúteis para Magneto, afinal para ele...humanos estavam se partindo ao meio pelo ar.
Se ao menos por um instante, Pyro olhasse para trás talvez fosse o único a realmente entender que Magneto, seu mentor sentia o mesmo ao ter em mãos o que lhe foi dado como dádiva, era como uma dança, um balançar suave das mãos rústicas pelo ar fazendo as máquinas se trucidarem entre si, movendo os dedos Erik fez um dos robôs armados, que já se aproximava bastante de ambos os jovens, virar os punhos que continham armas para os outros robôs semelhantes fazendo-o atirar neles e logo depois em si mesmo.

- John! Queime esses!

Dos que já se aproximavam pela frente, dois deses voaram pelo ar a espera das chamas de Pyro, que se fosse rápido o bastante entenderia que os robôs queimados serviriam de mísseis artesanais para os que ainda se encontravam distantes.


Última edição por Erik Magnus Lehnsherr em Dom Ago 23, 2015 6:40 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Sala de Perigo    Dom Ago 23, 2015 11:40 am

- Eu vou matar você... juro que vou matar você...- foi o sussurro, inaudível para Bobby, enquanto o mutante manipulador de fogo tentava tirar parte da umidade que se acumulara no uniforme e agora estava gelando desconfortavelmente suas costas.

Quando a simulação foi interpolada ao baixar da escada e a imagem de Erik que descia os degraus metálicos, ambos os irmãos passaram a fitá-lo, embora John tenha demorado mais a fazê-lo por parecer entretido demais trucidando Bobby com o olhar como se pudesse tostar ali mesmo toda a irritante e gelada parte que ele chamava de cara.
No fim, a voz de Erik, ao soar, praticamente o forçou a virar o rosto afim de encarar o professor.

- Er...- Bobby murmurou, coçando a nuca, aparentemente sem jeito, e até trocou um olhar com John, sendo retribuído por aqueles dois olhos castanhos brilhando de raiva; coisa que serviu ao menos para fazer Robert se endireitar.- Bem, se é tudo truque, pelo menos a gente pode simular que era feriado, né?- ele abriu um sorrisinho torto, o qual sumiu imediatamente depois que John o retribuiu bufando forte.

Bobby franziu o cenho, observando a cena onde o professor agarrara a mão onde John segurava o isqueiro, se perguntando onde estavam seus parabéns também...
Oh, eles vieram logo em seguida - Bobby não estava, tinha que admitir, acostumado a ficar no segundo lugar, e isso era algo que acontecia o tempo todo quando estava diante de Erik. Isso começava a desconfortá-lo, ainda mais o fato de claramente perceber toda a marcação que aquele professor tinha consigo ainda mais quando John estava por perto...
Mas ele não teve tempo de rebater ou se defender - na verdade, essa possibilidade foi covardemente tirada de si mesmo quando aquele ataque surpresa se fez, e tudo o que Robert pode fazer foi se abaixar, as mãos abraçando a cabeça, até que ele percebesse que tudo não passara de um susto...
Marcação?
Parecia ser algo muito além daquilo. Era como se tentasse fazer John se sentir melhor, não importava quais métodos Erik teria que usar para isso.
Ele suspirou profundamente, vendo o irmão - que parecia estar assustado quase ao mesmo ponto que Bobby estava, numa ligeira demonstração de fraternidade - mas que agora desatara a rir do acontecido, bem ali, logo ao lado do professor.
Bem... depois daquela, ele realmente se lembraria de que, se encontrasse o professor Xavier mais tarde pelo caminho, então buscaria ter alguma conversa rápida com ele - não queria prejudicar ninguém, ele apenas gostaria de saber mais sobre o que estava havendo - era seu direito como aluno, certo?
O olhar de Erik foi retribuído com um sorriso comprimido e travesso da parte de John, como quem está imaginando um telepata em ação contra máquinas daquelas. Seu pensamento era muito além de decifrável, por isso era fácil deduzir o que exatamente o fazia rir: julgar o quanto, algumas vezes, telepatia pode ser tão útil e em outras vezes tão inútil.
Mas isso eram só detalhes.
Os dois, dessa vez, observaram aquela série de comandos e respostas acontecerem, movidos por Erik como se ele tivesse uma varinha de condão que comandasse toda aquela sala - mas era fácil deduzir; era tudo de metal, mesmo.
O novo panorama se estendeu diante deles, e John particularmente não parecia tão surpreso quanto a primeira vez, mesmo que a palavra "exterminar" ecoada pela sala tivesse causado arrepios em Robert.
Não em John, não dessa vez.
Havia fogo por toda parte. Um espaço vasto.
Ele se sentiu intocável ali...
Até que eles encararam o exército de robôs, e foi em sincronia que suas respirações travaram no mesmo segundo.
E, quando os robôs avançaram enquanto a voz de Erik entrava atenciosamente pelos ouvidos dos irmãos, Bobby atirou contra o chão logo abaixo de seus pés uma quantidade considerável de gelo, que se acumulou a ponto de criar um batente enorme, mantendo-o tão alto quanto Erik de repente começou a flutuar.
Por sua vez, John, vendo a horda robótica se aproximar mais e mais, deixou o aperto contra o isqueiro afrouxar, até abri-lo num rompante, riscando-o para que o fogo se liberasse.
A chama implodiu, violenta assim como sua expressão, e ele atirou contra a multidão, abrangendo o máximo de robôs que conseguia á frente.


O fogo deixou um rastro de destruição por onde passou, varrendo todos os robôs que conseguiu tomar, remoendo em cinzas os entulhos de metal que se arrumaram no chão das máquinas humanóides destruídas.
Naquele espaço de tempo, quando apenas o fogo devastava à sua frente, ele virou-se para trás afim de ver o mentor responsável por fazer outra metade de robôs se despedaçarem sem cerimônia.
E então John entendeu...
O sorriso no rosto de Magneto. Seus olhos brilhantes. As mãos suaves provocando ações violentas.
Ele entendeu tudo.

A seguir, os não afetados pelo fogo se reergueram do chão, outros se juntaram a estes em maioria, logo se aglomerando novamente e, embora em menas quantidade, ainda eram muitos.
Bobby se saía bem lá em cima, lançando uma chuva de estacas de gelo que derrubou uma quantidade considerável de inimigos.
Porém, um dos mísseis atirados pegou-o de surpresa, acertando o gelo abaixo de si e o fazendo voar para trás, de tal forma que seu corpo caiu no chão longe da torre de gelo, numa queda muito feia.
Quando tentou se levantar, uma manada dos robôs se aglomerou sobre si, alcançando-o, arranhando-o, chutando seu abdômen, esmurrando seu rosto...
Em alguns segundos, não se via mais Bobby. Ele tinha sido completamente coberto, e os robôs não mais eram empurrados para trás em suas tentativas frustradas de se soltar.
Mas aconteceu; aconteceu antes que alguém pudesse fazer algo para ajudar.
No meio de todo o caos da batalha, um barulho congelante se fez soar. Foi rápido, mas foi como se cada celulazinha em seu corpo fizesse um treck, virando o mais puro e transparente gelo, moldando lindamente toda a água presente em seu corpo inteiro...
Os robôs amontoados voaram para longe, todos eles, numa reviravolta gelada onde Bobby se ergueu do chão logo a seguir.


E ele era literalmente o Homem de Gelo agora. Seu rosto, cabelos, até mesmo seu uniforme; estava tudo abaixo dos zero graus. Muito abaixo disso.
Robert saltou, estendendo uma das mãos no ar. Ela moldou uma espécie de ponte de gelo que o fez escorregar e permaneceu dessa forma, passeando pelo salão, passando por Erik ao mesmo tempo que se impulsionava em distribuir geadas tão intensas com a outra mão que foi capaz de imobilizar completamente mais alguma impressionante quantidade de robôs.


John não havia se machucado além de um arranhão sangrento logo acima de sua sobrancelha. Ele parecia se sair bem atirando labaredas de fogo contra os inimigos, e nos três últimos havia retrucado fazendo três réplicas perfeitas dos robôs humanóides, que agora batalhavam pelo meio campo controlados de longe por John em um belo ataque a distância.
Mas ele não pode ver quando um tiro a laser veio em sua direção, por trás, atingindo-o no braço - mais especificadamente, seu punho. A dor o fez gritar, e o isqueiro voou alto para sabe-se lá onde. Os três guerreiros de fogo se desfizeram no ar como se nunca tivessem existido, uma vez que John tinha perdido o controle e a fonte do fogo, de tal forma que a horda de robôs agora só tinha ele próprio como alvo.
E eles avançaram. Derrubaram-o no chão, provocaram hematomas roxos em seu corpo que não o deixariam tão cedo. Embora o uniforme o protegesse do calor das máquinas e dos lasers, que não transpassavam o tecido, ele ainda podia sentir as pancadas contra sua pele e rosto, de forma que fechou os olhos por um segundo...
E ele lembrou; foi muito além da visão de um Magneto em deleite dentro da própria imaginação ao trucidar os robôs.
John encontrou as memórias não distantes de homens sobre si - embora não exatamente do jeito que ele gostava, sendo sincero.
"Pense que eles são todos aqueles malditos e sujos humanos, aqueles que nos pisaram durante esse tempo todo", Magneto lhe dissera. John tentou fazer...
"Aberração", eles gritavam. "Matem ele!"; "Mostrem o que é evolução de verdade, ele não tem como se defender agora!"
Mutantezinho grotesco, se não for pra trabalhar no circo, então nem merece viver...

- Calem a boca...- ele sussurrou, mesmo que duas mãos metálicas apertassem seu pescoço com força.

"Você é um maldito erro de genética que o Diabo criou para confrontar Deus! E nós vamos corrigi-lo!"

- Calem a... boca...- sua respiração estava faltando. Ele não via robôs à sua frente...

Ele via homens de terno e gravata. E, a cada vez que o oxigênio se tornava mais escasso, eles se tornavam mais reais...
Sem oxigênio, não há fogo.
Sem fogo, só há pesadelos.

"Tirem a roupa dele. Isso vai ser divertido."

- CALEM A BOCA!- dessa vez, os sussurros viraram um grito que reverberou pelo campo de batalha.

Com destreza, a mão esquerda de John se moveu ao lado de seu corpo, erguendo-se e se estendendo na direção dos carros e entulhos que fritavam com o fogo que veio praticamente embutido no cenário.
Foi como se o alimentasse...
As chamas crepitantes se ergueram, todas de uma vez, flutuando no ar, e se uniram como massinha de modelar, implodindo, se tornando cada vez maior, bem ali, logo atrás de John. Uma mão gigante se fez visível - uma mão de fogo, mortal, que agarrou o robô que prendia John pelo pescoço e simplesmente o torrou durante o ato. A mão tomou formas repicadas; aos poucos, não era mais humana: era animalesca. Uma pata com unhas afiadas, gigante, que cresceu diante dos robôs próximos a John e tomou forma a cada vez que o fogo ali explodia, aumentando de tamanho, aumentando de intensidade, consumindo o oxigênio.
Oxigênio. Era o que voltava para dentro dos pulmões de John. Sua respiração estava pesada, arfante, rápida, puxando o ar com toda força.
A sala inteira estremeceu com um urro alto e estridente. O urro de um animal feroz tentando se libertar - e conseguindo.
Uma fera enorme e quente se moldava com veemência e violência do balançar da torrente de fogo.


- Meu Deus... não, isso não... não dessa vez...- ele tentou dizer, mas seus olhos fitaram o clarão que se originou a seguir, e Bobby gritou em desespero:- JOHN!

O fogo se espalhava descontroladamente, tomando o espaço que precisasse sem se importar se chegaria a aingir Erik ou Bobby - e atingiria, se ambos não tivessem cuidado.
Aos poucos, a forma tomou os traços como se o fogo fossem pinceladas de cores vivas sobre uma tela, consumindo forma e se proliferando pelo ar como se o próprio fosse gasolina.
A sala já estava completamente iluminada por aquele caos de quentura e o ambiente fechado começava a sofrer as consequências. Alguns dos robôs simplesmente tinham as configurações irrompidas e desfiguradas pelo calor que esquentava tanto o metal em sua carcaça a ponto de fazer seu sistema operacional incendiar de dentro para fora. Além de Erik claramente estar diante daquilo tudo, Bobby deixava uma poça d'água por onde pisava, precisando parar com a ponte de gelo e parar de lançá-lo, pois simplesmente não estava mais congelando os inimigos como antes.
Até mesmo John parecia estar sofrendo as consequências de seu descontrole - não havia outra forma de chamar; era mesmo um descontrole a partir do momento que até mesmo o atingia. Seu uniforme estava em pedaços, quase não existia mais. Estava completamente rasgado - ou melhor, queimado. As mangas cumpridas já não existiam, esburacadas pelo fogo que pegara ali. Seu peito estava metade à mostra e seu corpo brilhava em suor.
Mas ele ainda estava ali, logo debaixo da fera... que, grande o bastante para preencher a sala com toda a sua luminância, urrou mais uma vez, alto e forte.


E o fogo se espalhou. Como um mar, não de lava, mas das mais puras chamas; era o apocalipse para quem o visse.
Bobby fez uma última ponte, agarrando Erik pelo braço, trazendo-o para o chão e então protegendo a ambos com uma esfera de gelo. Não foi difícil, mesmo por através do gelo embaçado, ver os robôs sendo tomados, sumindo perante as chamas, algumas cinzas no chão...
Uma labareda do fogaréu invadiu a porta por onde eles saíam, e então queimou todo o estoque que ainda estava lá.
O grito da fera foi o suficiente para espalhar fogo aos tetos, alcançando a vidraça do painel que Erik estava antes e quebrando-a completamente, praticamente derretendo-a.
O panorama começou a brilhar vermelho, enquanto um alarme agora começou a soar freneticamente por todo o lugar, indicando uma destruição em massa que não estava nos planos da sala em sua inteligência artificial...
Mas a imagem final do fogo já estava feita...


Durou pouco. Num último urro estrondoso, a sala, de alguma forma, sabe-se lá como, acionou sistemas de segurança para jogar não apenas gotas, mas uma enxurrada de água exatamente sobre o garoto, John.
Metade da água evaporou antes de tocá-lo. A outra metade, evaporou depois de encostar nele.
Porém, não tinha a necessidade. John não era inume ao próprio fogo. Ele nunca foi.
Seu estado não aguentou por mais tempo. Seu corpo pediu clemência. O suor que molhava às cachoeiras abaixo de si, que também era evaporado, mostrava o quanto ele estava desidratado só por estar tão próximo daquele calor.
Então o garoto cedeu. Ele foi ao chão, caindo de uma vez, de bruços.
O fogo fraquejou, e fraquejou mais, até que o último fio de consciência se esvaísse de Pyro...
E então o fogo inteiro sumiu, deixando apenas fumaça e a paisagem de uma destruição em massa que não sairia tão cedo da cabeça de ninguém que a viu...
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MensagemAssunto: Re: Sala de Perigo    Ter Ago 25, 2015 4:12 am

O futuro.
Era isso que fazia os olhos de Erik brilharem observando sem perder nem um segundo de cada demonstração de habilidades, de controle, de poder!
Há tempos o polonês apenas falava, discutia, argumentava e debatia sobre tudo o que os rodeava: Cadastro mutante, assassinatos, preconceitos, vingança...soberania, mas aquilo era diferente, não haviam conversas, não haviam debates e se até mesmo Bobby prestasse mais atenção, perceberia que inconscientemente estava treinando sob os reais objetivos de Magnus, dizimar a raça inferior de Homo sapiens.
Por muito tempo papéis e um escritório foram os únicos métodos utilizados não só por Erik mas por todos, os alunos tinham como foco maior apenas seus livros e canetas, cadernos e lápis Mas o que esperar se tudo alí era movido nos padrões de Charles? Xavier poderia ter seus métodos, mas Magnus tinhas os seus também, e embora Charles preferisse treiná-los para controlar seus poderes, Magneto preferia treiná-los para saberem usar! Nem mesmo o pacífico Professor Xavier poderia discordar que os tempos eram outros e treinamentos mais rigorosos era necessários mesmo que os reais motivos daquele treinamento específico não fosse o preparo para o mundo exterior, mas sim para aprender a destruí-lo.
Comandados por Erik, ambos os jovens se prepararam e iniciaram seus ataques, a horda de robôs se aproximava cada vez mais e após cada ataque seguido de esquivadas e novos afrontes, Magnus pode realmente perceber o quanto havia demorado, o quanto Charles havia feito suas vontades e desejos se tornarem pensamentos opacos e escondidos num espaço secundário de sua mente, o quanto agora tudo se mostrava mais claro!
Com o passar do tempo, Bobby que se encontrava acima do chão apoiado numa coluna gélida e incrivelmente sólida, acertava com maestria as estacas de gelo em cada máquina que lhe ameaçava por perto, era como se o garoto já houvesse treinado antes, as suas habilidades eram dignas de um...de um Charles Xavier.
"Me diga"
A mente de Erik perguntava-se.
"O que é mais arriscado: Um homem controlado quando perde o controle ou um homem que não o tem?"
A resposta teve de esperar pois os olhos azuis de Erik apenas retribuíram a rápida e brilhando olhada para trás por parte de seu pupilo, suas mãos moviam as máquinas como brinquedos, partindo cada robô como papelão.
Num sorriso sádico Magneto faz um dos robôs, que se aproximava ainda distante, socar a própria cabeça até que a própria se abrisse em partes, Erik podia imaginar até como seria se eles sentissem dor, a dor que sentiu ao ter seu braço tatuado a força, ao ser separado dos pais e ter sua mãe morta.

- ESTÃO GOSTANDO DISSO?!? É BOM NÃO É?!?

Erik gritou enquanto permanecia balançando as mãos fazendo mais e mais robôs se destruírem, era como se regesse uma sinfonia de morte e destruição. No céu, ou melhor, teto, surgia-se uma grande nuvem esbranquiçada, provavelmente consequência do grande choque térmico que cada vez mais se agravava, no mesmo instante um certo receio de quem ambos os garotos houvessem ouvido o que ele falara fez seu abdômen gelar mas logo percebeu que John estava entretido o bastante transformando aqueles montes de robôs em apenas sucatas de metal, algumas se tornando avermelhadas por conta da alta temperatura, outras já se tornando líquidas.
Robert? Ele também não ouviria, afinal acabara de perder seu apoio que lhe mantinha tão alto, o impacto chamou a atenção do polonês que sentiu um contrair de seus músculos quando um certo tipo de impulso o fez pensar em imediatamente tirar alguns dos robôs que se amontoavam ali mas...talvez por sorte ou azar, Bobby não viu, por estar coberto de máquinas que lhe agrediam fortemente, mas os olhos semi-cerrados de Erik acompanhados de uma seriedade sórdida apenas fitaram aquela cena como se a apreciasse, "Vamos ver o quão bom você é, escória de Xavier!", ele disse mentalmente enquanto se focava em martirizar mais das máquinas numa valsa destrutiva.
"FILHO DA P*TA!"
Foi apenas o que a mente de Erik foi capaz de dizer enquanto um trincar começou a ser ouvido desde o grupo de robôs que se amontoava em cima do mutante gelado até seus pés, Bobby ascendeu para o alto num esquivar enquanto seu corpo, já completamente transformado em uma gélida silhueta quase transparente de gelo, o chão se esbranqueceu um tanto mas logo aquele leve esbranquiçar se tornou uma pequena poça de água.
Ao seguir as gotículas Erik pode ver a sua frente três formas humanoides a sua frente, elas haviam se formado a partir do fogo assim como daquela vez no quarto de Pyro, eles estava conseguindo alcançar aquele mesmo patamar de controle mas...isso trazia para Magneto uma memória bem recente, os olhos do jovem mudando de cor, o suor extremo escorrendo pelo seu corpo, o fogo se alastrando, um transe psicopático...Piromaníaco.

- P-Pyro, já...chega...P-Pyro!

A voz de Erik provavelmente não seria ouvida, estava escondida demais entre os ruídos metálicos e pelo som de trincados e explosões flamejantes.
A distância entre Magnus e Pyro apenas aumentava cada vez mais por conta do calor que apenas crescia como se o fogo se alimentasse da vontade destrutiva que jorrava de dentro do jovem, Erik dava leves passos para trás enquanto percebia o fogo aumentar até que seguido de uma luz, rápida como uma bala, o fogo se apagou.
Erik pode sentir o metal do isqueiro se afastando da mão do jovem.
Os olhos azuis que brilhavam ás chamas, acompanharam o corpo de Pyro cair ao chão e ser rapidamente coberto pelos robôs hominídios.

-Não...~Aquilo saiu como um sussurro enquanto os olhos arregalados de Erik observavam o lhe causava um extremo medo...~...Não...~ O polonês dá passos lentos se afastando dos robôs que violentam fortemente Pyro, a mão direita de Erik se contrai fortemente~ NÃO! SAIAM DE CIMA DELE!

Numa tentativa atrasada de livrar John dos robôs que já tapavam-o da vista de Erik, o polonês moveu os braços bruscamente expulsando um por um de cima do jovem, mas eram muitos, eram muitos! Aquele treinamento havia sido um erro, Pyro era apenas uma criança mesmo que tendo poderes tão fascinantes.

- Desativar simulação!~ Erik gritou mas o comando de voz não mostrou resposta assim como a tentativa de cancelar manualmente.

Seria trágico, porém, era a vez de Magneto ser ingênuo e subestimando o poder que vinha do jovem seu corpo sofreu um forte impulso para trás logo após de ver que dentre os corpos metálicos, a mão de Pyro que buscava sedenta por qualquer chama, e assim o fez.
Uma nuvem de fogo que se alimentava faminta do ar que a rodeava se tornava cada vez maior até novamente assumir a uma forma, forte o bastante para livrá-lo do robô que lhe prendia, forte o bastante para não simplesmente parar por aí, forte o bastante para ser como uma chama acessa dentro de uma caixa de fósforos, se acender um...toda a caixa queimará, e bem, Bobby e Erik estavam dentro da tal caixa.
E assim como o relinchar dos corcéis de fogo, o urro soou como um lançar de chamas animalesco, e aquela pergunta voltou a ser feita mentalmente: "O que é mais arriscado: Um homem controlado quando perde o controle ou um homem que não o tem?"
A resposta era clara.
Não havia como Pyro ser tão disciplinado e habilidoso como Bobby, não por falta de tal habilidade, mas por excesso de poder...havia tanto poder no jovem que o próprio poder tomara seu controle, sua consciência, fizera-o ser consumido por ele, fazendo com que tudo ao seu redor pareça gasolina pronta para explodir...e isso era fascinante, era a forma de John lidar com seu poder, queimar e ser queimado num relacionamento recíproco de dor e paixão pelas chamas que se alimentavam ao seu redor.
A voz de Bobby se destacou entre o espanto admirado de Erik, "não, isso não... não dessa vez...", como assim? Aquilo já acontecera antes?
A cada segundo a besta se tornava maior e quando as chamas se aproximaram rapidamente tomando praticamente o espaço que Magnus ocupava, sem pensar duas vezes o polonês sugou com o magnetismo todo o metal que pode, mesmo o derretido, e fez a sua frente um escudo com os restos robóticos que se encontravam pelo chão.
Teria sido eficaz mas o calor, aquele calor, era como ter milhões de maçaricos cuspindo fogo para todo lado, o metal que se pôs a sua frente foi perfurado transformando pequenas partes do escudo em metal derretido fazendo-o pingar sobre o uniforme de Erik, o corroendo assim como o fogo que entrou por essas aberturas, consumiram praticamente toda a manga do braço direito do uniforme do polonês que por sorte, se ele parasse para notar, apenas sofrera queimaduras no seu ombro se estendendo até um pouco do peito direito.
A sala deveria ter parado o treinamento ao perceber que Pyro se encontrava encurralado, ou talvez quando o fogo começou a se tornar enorme, mas o calor do fogo de Pyro afetara os controles da sala, era como se estivessem todos entregues a própria sorte. O escudo de metal já inutilizado foi jogado ao chão enquanto a imagem turva de John que se tornava quase indecifrável pelo tremer do ar queimado ao redor do jovem. O que entrou pelas retinas do polonês não podia ser facilmente entendido, era o inferno na terra, Erik não sabia diferenciar o medo do fascínio, Pyro ainda se mantinha em pé mesmo com todo aquele poder, era maravilhoso e assustador.
Se o jovem alimentava-se de tanta fúria assim como o fogo de todo o ar, destruindo tantas máquinas...o que poderia Pyro fazer em meio a uma multidão de anti-mutantes?
A besta avermelhada cintilante em chamas era como um ser mitológico, avassalador, o ar estava pesado e era como se estivesse acabando, o suor era inevitavelmente o que Erik mais produzia depois de arfadas por falta de ar e foi justamente após o início de um tontura que o polonês pode sentir uma superfície gélida tocar seu corpo e puxá-lo lhe tirando do caminho do que se aproximava como uma onda em meio a um oceano de fogo, antes de ser coberto por uma couraça de gelo Erik pode ver ao seu redor o que um dia já havia lido há tempos, na bíblia, o fomo consumia tudo como se purificasse onde tava, como a salvação, talvez fosse disso que os humanos precisassem.
As casas estavam em chamas explodindo e implodindo em um clarão.



Os últimos robôs que sobraram foram tomados por uma chama tão forte que os desintegrou facilmente, mostrando o quanto eram réplicas exatas e hominídios, deixando apenas os restos espalhados pelo chão.



A sala avermelhada pela luz do dragão, da besta que havia se formado e pelas luzes que surgiram como um alarme de perigo mesmo sendo um pouco tarde demais serviu de palco para a ascensão de uma besta incontrolável e agora, seja pela exaustão de Pyro ou intervenção da própria sala, fechava-se as cortinas para a sua queda.
Com um chute Erik partiu o gelo já fragilizado por conta do fogo que há pouco o flagelou ganhando espaço para então tentar chegar até o chovem que se encontrava deitado, caído entre os restos metálicos dos robôs, deixando a antiga posição antes mesmo de Bobby. Tudo aos poucos começou a sumir como um canal que sai do ar, de um chuvisco todas imagens sumiram deixando apenas as placas metálicas que delas muitas se encontravam soltas ou já caídas das paredes.

- JOHN!~ Os passos de Erik eram rápidos e firmes se tornando rapidamente numa corrida em direção ao corpo caído e quase desnudo do mutante, ao chegar perto o bastante Magnus deslisou de joelhos até conseguir virar o corpo de Pyro, que se encontrava de rosto para o chão, fazendo virar seu rosto para os olhos azuis que o encaravam sem consciência~ O que eu você fez...? O que eu fiz?~ Sem pensar se funcionaria e julgando que Pyro havia respirado muita fumaça, Magnus faz uma breve porém forte respiração boca-a-boca mas não ganha nenhuma resposta do jovem, com uma mão por debaixo da nuca do mutante Magnus encosta sua testa contra a do jovem desacordado e num soluço olha para Bobby mediante aquele ambiente destruído onde cinzas caíam pelo ar como se fosse neve~ Eu não queria que tivesse sido assim! Eu não pensei que seria assim, nós somos todos irmãos! Nós deveríamos...~ Erik aproxima rapidamente o ouvido á boca de John~...E-ele está respirando... ~ Tirando o que sobrou da parte de cima do seu uniforme Erik enrolou o corpo desidratado de Pyro e o pôs em seus braços o segurando firmemente se erguendo e olhando fixamente para Robert~ Me encontre na enfermaria o quanto antes! E Bobby...você me salvou, obrigado, eu não esquecerei disso! Agora confie em mim, eu salvarei seu irmão.
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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Sala de Perigo    Ter Ago 25, 2015 7:21 am

Quando o professor abriu a passagem na redoma protetora de gelo e correu até o garoto desacordado, Bobby fez o mesmo, logo atrás de Erik, em uma corrida apressada e quase aos tropeços para perto do irmão. O metal extremamente aquecido do chão e das placas ao redor deixavam a atmosfera da sala tão insuportável para o Homem de Gelo que ele julgou ainda não ser seguro para se desfazer da sua armadura de gelo - talvez fosse a única coisa que o mantivesse acordado e consciente, embora sentisse um mal-estar forte com o calor que fazia seu corpo inteiro gotejar e arder de uma forma muito estranha, provocando estalidos aqui e acolá por todo o gelo que o moldava. Ele tentou de toda forma se manter frio, o mais frio possível diante de toda a quentura que fora provocada ali...
Uma quentura que o fizera tremer na própria base. O medo do fogo era algo constante para Bobby, por motivos lógicos...
E principalmente aquele fogo.
Ele sequer tinha palavras para descrever o quanto estava em choque com tudo o que presenciara; seu corpo inteiro estalava e tremia - e não era de frio, é claro.
Robert se ajoelhou ao lado de Erik, à frente de um John em um estado deplorável de um misto de suor, queimaduras e esgotamento.

- E-Ele já teve esses ataques antes... ele deve ter se estressado em combate. Jhon é uma bomba, muitas vezes ele não pode se controlar... ah, meu Deus, eu devia ter prestado atenção. Eu devia ter ficado prestando atenção. - era impossível dizer se ele estava chorando ou sequer lacrimejava devido à sua forma congelada, mas sua voz estava falhando, embargada em tom de um choro contido e o semblante aflorado contornava o gelo com susto e preocupação, mesmo diante da tentativa de respiração boca a boca.- Ele está muito quente.- confirmou Bobby depois de tocar o ombro desnudo do irmão e vendo deixar ali a mais transparente água que logo se tornou apenas um rastro úmido na  pele de Jhon.- Não dá pra saber se foi o fogo ou se ele está com febre, ele se desgastou muito, usou muito energia nesse surto...- aquela última palavra saiu como um engasgo, mas ele não poderia descrever mais sinceramente.

Bobby conhecia bem, embora nunca tivesse presenciado um tão forte. Um surto. Um dos que Jhon geralmente tinha... embora aquela vez tenha sido estrondosamente mais forte, coisa que ele jamais vira.
O que um jovem psicopata e piromaníaco como Jhon poderia ter na cabeça?
Muita coisa.
Muita coisa que Bobby, o garoto livre de distúrbios, sequer poderia imaginar.
Ele se ergueu assim que Erik também o fez já com Jhon nos braços.

- Espere, eu vou com você! É meu irmão, eu só quero que ele fique bem...- sua voz deu uma última embargada, antes que o garoto de gelo seguisse pelo corredor juntamente com Erik à frente quando a porta da sala se abriu.
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