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 Adega

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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Adega    Qua Jun 24, 2015 3:11 am



A Adega é algo impressionante em sua variedade enorme de bebidas expostas ali. Uma sala repleta de garrafas dos mais variados tipos de bebidas alcoólicas, sem aparelhos eletrônicos, apenas jogos de tabuleiro, principalmente xadrez, além de uma mesa de sinuca ao fundo.
Porém, na porta da Adega, há um aviso muito bem feito em letras maiúsculas e alertadoras:

"Proibida a entrada de alunos menores de 18 anos".

Regra que o diretor espera que seja levada a sério... mas será que é?
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Adega    Seg Ago 10, 2015 2:01 am

Seria uma noite normal, um pouco de uísque, algumas frases escritas ou ditadas para si mesmo, mas o silêncio daquela noite fria fazia a mente de Erik grunhir.
Grunhir alto o bastante para que ele não aguentasse ficar no quarto apenas com seus pensamentos. Geralmente quando isso acontecia ele procurava seu querido amigo Charles mas, dessa vez não sabia se devia apenas bater na porta do quarto e abordá-lo.
Magnus já estava de pijama quando essa impaciência o atacou, resmungando ele jogou longe o cobertor que estava sobre seu corpo e fez o mesmo com o pijama, pegou um par de roupas quaisquer, uma calça marrom e uma blusa polo preta, os vestiu como se estivesse atrasado para algo mesmo que ninguém o esperasse em canto algum...maldita ansiedade.
Olhando para cima da cômoda ele pode ver embrulhado num típico papel de presentes com um laço azul, uma caixa quadrada um tanto grande.
O papel foi facilmente aberto mas não rasgado, talvez por Erik ter intuito de devolver o objeto para o embrulho outra hora.
Segurando firmemente o que agora se mostrou, desembrulhado, ser um tocador de vinil. Da gaveta da cômoda, erik fez flutuar o que se assemelhava a um cone mas na verdade era apenas um amplificador do som que sairia do tal tocador. Sem muito trabalho, tudo se encaixou e com o aparelho ainda nos braços, Erik deixou seu quarto em direção para onde ele encontraria um consolo.
A Adega.



As escadas não seriam problemas se não fosse o Gramofone em sua frente tapando sua vista. Algumas topadas, passos em falso mas tudo deu certo e Erik chegou vivo o com o tocador de vinil inteiro até a porta da Adega onde seus olhos azuis percorreram o local inteiro como se procurasse uma figura que ele mesmo achou melhor evitar. E como num impulso...

- Charles...?~ Com o magnetismo Erik terminou de abrir a porta e entrou deixando-a entre aberta~...C-charles...?

Parecia estar seguro, Magnus então continuou seguindo até encontrar a mesa próxima á um balcão virado para o lado das bebidas que se enfileiravam perfeitamente em prateleiras. Sobre a mesa Erik pôs o Gramofone e tirou das contas, preso na calça pelo cinto, um vinil lacrado onde na capa havia apenas um homem diante um microfone, com roupas muito bem arrumadas, parecendo um gangster. Encaixando-o corretamente e logo depois pondo a agulha sobre o disco preto e grande, Erik rodou uma manivela que se localizava ao lado da parte amadeirada do objeto. Poucos segundos depois, o som começou a ser produzido, era a primeira faixa, Magnus vira a capa do vinil para ler a sequencia das músicas e, logo então, o nome da primeira..."Strangers In The Night."...

- Somos todos estranhos em tempos como esses, amigo.~Erik pega uma garrafa de uísque da prateleira e a destampando com a boca ele a levanta em frente a capa do vinil~ Um drinque a todos os que estão sozinhos nesta noite...

Erik senta-se numa cadeira próxima e pega um copo.

- Aceita um pouco senhor Lehnsherr?...Ah, mas é claro. Muito obrigado.

E então bebe metade do copo de uma vez, a garganta arde, o seu semblante deixa isso claro mas não parece ser um incômodo afinal ele faz o mesmo um, duas, três, quatro vezes até que piscando forte ele põe a mão no rosto apoiando o ombro sobre a mesa. O vinil parecia mais alto que o comum aos ouvidos do polonês e era mais que agradável para quem apenas quer fugir do silêncio. Voltando o olhar sobre o balcão, Erik pode ver um livro ao seu alcance, ele então o pegou e leu o título preto na capa branca: "O convívio pacífico e equilíbrio entre as espécies: Estudo biológico e social". Parecia ser mais um dos livros bobos que Charles lia, bobagens apenas.
A mão se estendeu como se fosse arremessá-lo mas no último instante não o fizera.
Voltando o livro para perto de si, Erik o abriu na página onde estava marcada e por alguma razão resolveu ler...como se tentasse...entender...

"As espécies existem por que devem existir e por razões biológicas e de equilíbrio nenhuma deve ser extinta ou o simples caos ambiental e social se iniciará. Toda espécie desde os menores vermes são importantes para que a vida do mais desenvolvido exista, os humanos no caso, ou que por ventura vier depois..."
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Adega    Seg Ago 10, 2015 5:07 am

Se deparar com a porta da adega entreaberta definitivamente não foi a maior surpresa naquela noite. Ele até chamou por Erik, mas sua voz soou inteiramente imperceptível e inútil para competir com a música que ecoava pelo corredor.
Por que chamara por ele?
Bem, porque, primeiramente, ele esperava que o professor de filosofia ainda fosse o único além dele próprio que tivesse a chave para passar daquela porta...
E, ora, quem mais estaria escutando Frank Sinatra plena madrugada?
Mas o fato era que Charles conhecia o amigo polonês tão bem para afirmar com toda a certeza que não o estava reconhecendo naquela noite, quando o espiou sem querer pela fresta.

Erik?— porém, dessa vez, seu chamado poderia ser ouvido pelo homem sentado à mesa da adega... justamente porque a voz de Charles soara logo acima de seu ouvido, tão perto que Erik também poderia sentir, por um segundo, a respiração do outro provocar um som chiado em sua audição.

Quando o polonês finalmente se virasse para ver, fitaria um Charles com um sorriso tão sapeca e displicente na face que ele poderia julgar quase raro vê-lo no rosto do diretor.
Mas os olhos de Charles estavam focados não apenas em Erik... mas sim nele, e o livro que ele tinha em mãos.
Quando Erik finalmente percebesse isso, então ele entenderia que aquele Charles sorridente nada mais queria dizer do quê um "peguei você no flagra".


Xavier parecia ter sido mais sorrateiro que um gato, entrando ali silencioso e camuflado pelo ambiente íntegro, como um todo. Vestido com um suéter azul-marinho por cima de uma blusa que deixava apenas a gola branca aparecer desabotoada em seu pescoço, junto de calças bege e seus típicos sapatos marrons, sua imagem se postava atrás da cadeira de Erik displicentemente.
Seu cabelo parecia estranhamente meio desarrumado, assanhando na parte de trás como se ele tivesse puxado-a com força, e, para um bom observador - quem sabe para Erik -, havia uma marca muito suspeita cor-de-rosa meio brilhante em seu pescoço, bem ali, quase totalmente escondida pela gola social, embora ainda teimasse em ser visível...

O que você está lendo?— ele indagou apenas para ver qual seria a resposta, porque Xavier enxergava bem o "Convívio pacífico e equilíbrio entre as espécies" ali, em negrito, na capa.

Ele esperou pela resposta de forma paciente, antes de, então, simplesmente erguer a cabeça e olhar ao redor.
O cheiro amadeirado presente por toda a sala, misto ao toque de uísque caramelado que vinha do copo de Erik, parecia ter se unido a mais um aroma diferente desde que Charles entrara na sala; aroma que, por sua vez, realmente parecia de um perfume feminino que não era exatamente típico dele... mas que estava impregnado em sua roupa.

Bom ver você, Erik, depois de um dia longo, mas... que clima depressivo, meu amigo. Isso não faz bem a você. Por que tão sozinho?

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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Adega    Seg Ago 10, 2015 5:17 pm

Envolvido pela música tão suave, embora alta, era impossível não estalar os dedos ou bater o pé no seu ritmo. Quase cantarolando, Erik continuava a ler o livro: "Uma simples prova disso é que se nós, humanos, tivéssemos que dividir o nosso mundo com outros seres semelhantes porem muito superiores, nós entraríamos em guerras pessoais de conceitos simplesmente por medo mesmo que pudéssemos tirar tantos privilégios de dividir o mundo com tais seres. E quando nós percebermos isso, a guerra será simplesmente inútil."
Num balançar de cabeça como uma tentativa de negação, Erik enche novamente o copo e inicia um gole que infelizmente não pode ser concluído, ao ler aquilo parecia até ter sido escrito por Charles...e falando no diabo...ele apareceu, se bem que "diabo" não era um termo muito certo de se referir ao amigo.

- P*TA MERDA!~Erik se engasga e cospe um pouco da bebida que estava na boca quando resolve falar,ele olha em volta enquanto se levanta rapidamente com os olhos arregalados da cadeira como se estivesse se preparando para atacar um intruso que só depois entende ser Charles que ri como uma criança que acabou de pregar uma peça embora discretamente nas curvas rosadas de seus lábios~ É VOCÊ? DE...D-DE ONDE CÊ VEIO? EU...~Erik respira fundo~Eu pensei que...Que droga cara, já te disse pra parar de aparecer desse jeito! Parece uma duende, brotando do chão, eu poderia ter te acertado com essa garrafa sabia?

Erik se senta e coloca a garrafa de vidro que segurava tão forte sobre a mesa, arruma os cabelos que a pouco assanhou por conta do susto que fez seu coração acelerar drasticamente e ri enquanto cobre o rostos xingando Charles mentalmente. A mão desce até sua boca e agora Erik finalmente olha diretamente para o Xavier que agora se demonstrava, ao contrário do que Magnus pensava, nem um pouco tenso.

- O quê? E-eu não estou...~Erik olha para o livro que segura em sua outra mão, o qual está marcada com seu próprio dedo~Oh, isso?~Ele põe o livro sobre a mesa ao lado copo de uísque agora o olhando com desdenho, ele nunca diria realmente o que o levou a ler o tal livro~ Estava me sentindo em desvantagem e apenas queria saber mais sobre o que se passa aí nessa sua cabeça que a propósito...parece ter sido um tanto sacudida, não é.~Magnus ri enquanto aponta com o queixo para o cabelo que por causa do gel se manteve mais do que assanhado a partir da nuca~ Depressão parece ser a roupa adequada para aqueles que veem as coisas como são lá fora mas não quero falar sobre isso, E-eu to tentando relaxar, cara!~ Erik continua rindo, talvez estivesse um pouquinho embriagado...ou seria um pouquinho sóbrio?~ Como assim? Você sabe o porque!~Erik se levanta com as sobrancelhas franzidas e segura forte Charles pelo colarinho o encarando seus olhos tão azuis~ Não tinha uma agente da CIA pra me fazer companhia, seu garanhão! ~ Sentando denovo na cadeira o polonês pega outro copo com um tanto de esforço~ e pra sua informação...não estou mais sozinho.~Magnus enche o copo para o amigo e o empurra em direção a uma cadeira vazia ao seu lado~ Se veio pela música tenho uma boa notícia, se veio saber das boas novas...tenho umas má.~Magnus tira uma foto do bolso, é a foto que roubara do retrato de Karenina~ Embora ainda esteja em boas condições, ela ainda está casada...
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Adega    Qua Ago 12, 2015 7:31 am

Erik não se assustou sozinho. Seu xingamento gritante foi suficiente para provocar o mesmo estado súbito de  surpresa no amigo.
Embora o susto de Charles tenha sido mais suave, de forma que ele apenas se afastou alguns passos para trás e espalmou as mãos em frente ao corpo como quem acalma um touro recém-acordado - ou como quem tenta não tomar uma garrafada -, ele desabrochou a gargalhar quase ao mesmo tempo, sua boca moldando um O perfeito, consequentemente produzindo uma risada mais grave e acentuada com a mesma vogal.

Me desculpe, me desculpe...- ele tentou dizer, ainda em meio a risos.— Eu só queria ser sútil, mas acabei provocando o oposto, acho...

No fim, aquele olhar semicerrado que exuberava suas bolsas nas pálpebras inferiores já era o suficiente para traduzir a Erik um simples e claro "eu queria muito te dar um susto".

Tinha que ver sua cara nesse segundo, até parecia que eu estava interrompendo um momento íntimo.

E não era isso o que ele próprio estava pensando antes quando cogitou a brincadeira com o susto?
Erik, claramente lendo um de seus livros, do qual ele esquecera na adega na noite anterior por motivos que se espalhavam pelas prateleiras... aquilo era um verdadeiro flagra, afinal.

Oh...— foi a vez dele de murmurar aquilo, ao mesmo tempo que passava rapidamente as mãos pelos cabelos, procurando cuidadosamente alguma falha, e claramente a encontrou.

Seus dentes cerraram-se perfeitamente sob os outros enquanto os cantos de seus lábios se curvaram para baixo por um segundo, num espasmo ligeiro, apressando-se imediatamente para tentar pentear com os dedos e acalmar aquela parte que se mostrava uma revolta de fios castanho-escuros forçadamente puxados que nem de longe eram de seu feitio.

Erro de cálculo, acontece... mas e então? Sua leitura— ele fez questão de frisar isso.— te rendeu o resultado esperado?

Mas o suspiro de Charles a seguir parecia que ele já tinha ganho sua resposta.

Bem, eu não estou depressivo...— ele disse mansamente, até mais baixo que seu tom habitual, e Erik, como se já previsse que aquilo precedia um discurso, fez mais do quê bem em chutar o assunto para escanteio, pois Charles, então, forçou-se a fazer o mesmo.

Ele estava pronto para comentar algo diante dos dizeres divertidos e claramente desafinados do amigo. Erik não estava nos seus melhores estados, isso já era perceptível. Charles, não realmente conhecendo o princípio da história que levara Erik ali, começou a ocasionalmente se perguntar se ele bebera para tentar entender o livro... ou para justamente ser incapaz de tal.
Porém, antes que Xavier pudesse realmente dizer algo, seu colarinho foi completamente amassado pelas mãos de Erik. Suas mãos encostaram suavemente sobre os ombros do outro, dando leves tapinhas ali ao mesmo tempo que seu rosto puxou-se para trás num reflexo, mantendo uma distância segura entre os narizes, embora Xavier ainda fosse capaz de sentir emanar da respiração de Erik o futum pertinente e pesado de um belo e forte uísque caramelado com teor alcoólico muito mais alto do quê os que se vê simplesmente nas primeiras prateleiras...

Não grite isso, era para ser mais sigiloso do que você imagina.— ele sorriu, mas inclinou a cabeça, meneando-a em negação uma, duas vezes, como quem avalia um trabalho.— Bem, acho que a companhia de si mesmo para você sempre te é uma má influência, não?

Suas sobrancelhas arquearam num movimento só quando seus olhos azuis que cintilavam até mesmo apenas com as luzes do lustre acima deles fitaram, então, o copo que Erik enchia e empurrava pela mesa de uma forma que Charles admirou-se quando este apenas saiu deixando pontinhos amarelados de uísque sobre a madeira da mesa e sobreviveu sem desequilibrar até aquela cadeira vazia.

Uh, eu diria que isso é um convite perigoso, na verdade...— talvez tenha sido por isso que ele não pegou o copo de primeira, apenas se aproximando da mesa o suficiente para agarrar, ao invés disso, a foto que Erik lhe estendia.— Ahn, você realmente trouxe? Não acredito. Que amável.

Seus olhos azuis de repente pareceram ainda mais brilhantes olhando sem piscar a imagem exposta em suas mãos...
Se fosse uma HQ, sairiam coraçõeszinhos por todo lugar em sua cabeça.

Ela cortou o cabelo, eles batiam na cintura e agora estão moldando os cachos em suas bochechas. Ficou lindo, me lembre de escrever uma carta à ela sobre isso.— mulheres e cabelos, Charles pensava; junte os dois e algumas palavras bonitas e está feito.

Ele praticamente forçou-se a desprender os olhos do papel, guardando-o dentro do bolso da calça cor-de-pele. Seus olhos não baixaram para fitar Erik, eles fitavam alguma parte da parede ali do lado como se ainda pudesse vem Karenina em algum canto.

Ah, eu vim pela música, então qual é a boa?— em sua voz, aquilo seria impossível de se reconhecer ou soar como uma gíria - e nem era esse o objetivo. Ele ainda falava das notícias, afinal.

O fato foi que, ainda nesse meio transe, ele agarrou o copo de uísque e o tomou num gole só...
A garganta queimando foi mais do quê suficiente para despertá-lo, e ele divisou Erik enquanto tentava controlar uma careta engraçada que marcava suas linhas de expressão - ou seria de idade? - fortemente...
Até se deparar com um detalhe sútil na mesa que o fez se recompor como se a queimação tivesse simplesmente sumido num piscar de olhos.

Péssima ideia. Eu iria perguntar como tinha sido a viagem, você sabe, depois de tudo, mas acho que você precisa ir deitar um pouco, meu amigo. A garrafa, você a deixou abaixo da metade em minutos. Mais alguns minutos e você vai ser torturado se levantar dessa cadeira...

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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Adega    Sex Ago 14, 2015 12:14 am

- E você interrompeu! Eu estava quase conseguindo o telefone dessa belezinha aqui...~Magnus olha para a garrafa e dá uma piscada de olho acompanhada de um sorriso~ Sinceramente, Charles. Você sempre parece querer fazer isso de propósito. Não me venha com esse olhar de "Senhor cara legal", eu sei que você adora pregar peças nos desavisados, mas por favor, eu estou bêbado, não é justo!~ Erik olha Charles de cima para baixo buscando o brilho azulado em meio aquele escuro do local~ Quem é você para dizer que um simples drinque é algo perigoso? Você pulou no mar gélido pra não...~Um soluço corta um pouco a fala~...deixar eu me afogar, você convenceu a CIA a fez...~um balançar de cabeça por conta da vista que já embaçava vez Erik perder um pouco a noção do que olhava~...a fez nos apoiar e ainda está pega...saindo com a moça que veio te pedir ajuda...você é o Esplêndido Professor charles Xavier!~ Magnus levanta o copo com um sorriso no rosto em direção ao amigo telepata como se comemorasse algo~ Nada é perigoso pra você, cara! Nada é perigoso para o professor Xavi...~o copo que antes estava levantado acerta vazio a mesa com um tanto de força~...você é um homem especial...~Os olhos azuis de Erik agora buscam apenas consolo no chão da Adega mas rapidamente volta a encarar o amigo mudando completamente de assunto, talvez de propósito~...Ela cortou o cabelo sim, eu teria dado em cima dela mas Alexie foi tão gentil~Uma risada um tanto alta e Erik põe a mão na boca como se tentasse tapá-la e logo começa a rir denovo~ Eu vou acabar acordando as crianças assim, Olha, eu só não sei o que fazer agora, não queria te atrapalhar a essa hora e a jugar pelo seu pescoço...eu fiz o certo.

Mesmo que Magnus quisesse, ele não poderia ter prestado tanta atenção no que o telepata havia dito, sua mente estava cheia de coisas e seu estômago cheio de álcool.

- Minha leitura? Só me deu sono, que nem sua palestras, senhor "messias"! Até parece que você escreveu essa bobagem! "O convívio pacífico e equilíbrio entre as espécies", Olhe! Sabe o que eu leio de verdade quando leio isso? Espere, deixe-me conferir...~Erik aperta os olhos olhando para a capa do livro e logo volta o olhar para Charles~ Eu leio "Charles, Charles Charles Charles Charles Charles!"~ Mais um risada e talvez erik estivesse rindo sozinho das próprias bobagens sem fim, coçando a cabeça sem se preocupar se assanhava o cabelo, Erik levanta os olhos para charles que parecia esperar uma resposta de algo~ Ué, que foi? E-eu disse algo errado?...cara, eu não sei direito o que estou falando, melhor ficar calado antes que você saiba das minha visitas aos bares russos, você sabia que mulheres nuas dançam nos bares? Eles nem são de strippers mas elas dançam em troca de dinheiro e vodka~ Erik ri mas agora um pouco mais leve e olhando para a garrafa de uísque pela metade ele confirma que o amigo estava certo e envolvido pela música e aquele ambiente, o pobre polonês parecia um adolescente que brigou com os pais e fugira para um tipo de consolo depressivo...que lástima~ É verdade, e você...amigo, parece não querer beber comigo esta noite...não, não. Tudo bem, eu entendo, mas é errado deixar essa garrafa assim esperando por um salvador!

Erik como um bom europeu, segura a garrafa pelo gargalo e com os dentes arranca a parte plástica que limita a saída da bebida, fazendo-a então descer mais forte e livremente quando ele a virou direto em sua boca, alguns segundos e a garrafa quase secou.
Magneto a bateu na mesa mas não a quebrou e soltando o gargalo ele tentou limpar a boca com o braço mas como numa tontura que atacou repentinamente e de forma fortíssima, ele gira o rosto junto ao tronco mesmo sentado na cadeira e acaba parando com as costas esticadas nas costas da cadeira e o rosto inclinado para trás como se não tivesse mais força no pescoço.
Mais alguns segundos se passaram e o homem já cheirando a bebida até pelos poros, levanta o rosto com dificuldade e encara o amigo que o olha de forma tão piedosa como se realmente fosse lhe dar um tipo de perdão pela cena que acabara de lhe fazer.

- C-charles...~ A mão direita de Erik se estende até tocar o braço do amigo~...se eu te pedir pra...me levar P-pro meu quarto...promete não abusar de mim? ~Erik dá um riso sem forças e sem graça~ Pelos velhos tempos...
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Adega    Sex Ago 14, 2015 5:30 am

Deus...— foi seu murmúrio diante da piscadela do amigo para uma garrafa de uísque como se esperasse que o álcool sorrisse para ele afim de confirmar sua versão da história.— Hm, claro, eu só não esperava ver você bêbado à essa hora. Na verdade, até esperava, mas não nesse estado. Se eu colocasse um espelho na sua frente então me daria razão.

Ele deu um sorriso que não era exatamente engraçado, arqueando o cenho a ponto de linear sua testa por um segundo, em resposta ao soluço do amigo.


Dê uma garrafa de uísque a um homem entristecido ao som de Frank Sinatra e você verá algo mais deplorável que dois estranhos no mar gelado se abraçando debaixo d'água!— mesmo em seu tom mais forte de brincadeira, ele ainda parecia conter um recheio sisudo que soava grave em sua voz nas mais refinadas sílabas da frase.— Vamos lá, não pode me chamar de professor enquanto não estiver dando aulas e...

Parou um pouco, uma pausa, apenas para dar lugar a um silêncio que em sua mente tentava reconstruir a frase que o amigo dissera por debaixo de sua própria voz.

Ah... você também é um homem muito especial, Erik. E exatamente por isso não posso deixar que esse seu show se prolongue mais. E, ora, não seja tão direto dessa forma, ela ainda é uma mulher casada, lembra? Eu cometi um erro ao querer me aproximar mais, mas isso foi numa época passada e você sabe bem, então não fa-... o que tem de errado com meu pescoço?  — ele imediatamente ergueu a mão, tocando um ponto específico em sua nuca como se sua mão já soubesse direitinho o caminho até a marca de batom cor de rosa...

Quando ele sentiu a textura ficar pegajosa na ponta de seu polegar e indicador, e trouxe a mão à frente do rosto fitando a mancha que agora estava em seus dedos, sua cara não poderia ser mais engraçada quando suas sobrancelhas enrugaram para o meio da testa, brevemente, ao mesmo tempo que um biquinho se formava em seus lábios naturalmente cor de magenta.
Ele procurou imediatamente uma caixinha de lenços que estava bem ali, logo detrás de um cinzeiro vazio, e arrancou um dos lenços, limpando os dedos ali antes de atirá-lo para dentro de uma lixeira.
Charles displicentemente embolsou ambas as mãos e fitou Erik até que ele terminasse de falar.
As duas riscas bem no meio de suas sobrancelhas carimbaram sua seriedade em sua expressão facial.
Não lhe agradava ouvir aquele tipo de bobagem - chamando a si mesmo de bobagem, afinal.
Fosse em outra hora, mesmo que sempre fosse inútil(com Erik, pelo menos. Sempre), Charles arranjaria um debate para aquilo afim de tentar provar que aquele livro oferecia muito mais do quê o mostrado, ou então ao menos para mostrar que também tinha argumentos.
Mas, tinha que saber.
Ele não seria tão imprudente de discutir com um homem bêbado, é claro.

Está vendo? Eu esperava ouvir algo sobre Alexei, mas tudo o que você é capaz de falar é sobre as russas nuas. Sinceramente, Erik, você precisa de um café quente ou de uma boa dormida. Talvez os dois.— aquilo, por mais que fosse uma bronca, não soava tão severo quanto deveria. Era como se Charles de alguma forma estivesse familiarizado com aquela situação de tal forma que lhe impedia de realmente brigar.
Talvez porque ele se visse ali, em algumas vezes passadas. Não precisava de um espelho para notar.
Se estivesse sóbrio, Erik saberia bem - e até lembraria - do quê isso significava.

Como poderia aceitar beber com você se já bebeu até por mim? Erik, não, isso vai...!

Já era a terceira vez.
Terceira vez que suas palavras eram meio barreadas para trás.
Será que ele também dava esse mesmo trabalho para Erik, já chegou a dar?
O quão difícil era lidar com um homem bêbado?
Talvez nem tanto... quando este era seu melhor amigo.

Eu te devo isso, não é?— um sorriso gentil. "Dever".  Aquele não era o único motivo.

A música entrara em seu solo melódico, e Charles puxou muito suavemente o braço do amigo, levantando-o para sentá-lo na poltrona, e então se curvou bastante ao lado dele. Passou um dos braços de Erik por seu pescoço, segurou-o pelos dedos ali, e então agarrou sua cintura enlaçando suas costas. Descurvou-se, e levou Erik no processo, de forma que seu braço direito tivesse total apoio do corpo de Charles...
Foi a vez de Erik de ficar meio curvado, afinal... Xavier era meio...desproporcional à ele.
Mas ainda era forte, ao menos. Forte o suficiente para começar passadas firmes para fora da sala.

Nem se eu lê-se seus pensamentos sobre a viagem, meu amigo... nós temos muito o que conversar, mas amanhã. É injusto confrontar você agora... é injusto.— ele repetiu mais para si mesmo do quê qualquer outra coisa e seu sorriso sumiu. Sua expressão se tornou abatida... mas ele ainda não deixou de dizer:—  Os velhos tempos te fizeram... um homem muito especial...

And...
Ever since that night we've been together
Lovers at first sight, in love forever
It turned out so right
For strangers in the night

E a música que ficava para trás pelo corredor simplesmente engasgou quando a agulha do tocador de vinil simplesmente pareceu tremelicar sobre o disco e então arranhá-lo, deixando-o mudo.

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MensagemAssunto: Re: Adega    Ter Ago 18, 2015 2:30 am

- Se colocasse um espelho na minha frente sabe o que eu veria, Charles? ~ Erik levanta ambos os braços para o alto~...O futuro!

Como não chamar Charles de professor? Em todo instante, com as crianças, universitários ou amigos e até com Erik, Xavier sempre dava um jeito de ensinar algo, direta ou indiretamente. "Voce sabia que..." "Na verdade não é bem assim..." "De acordo com Darwin..."
Era mais do que comum ouvir coisas assim na presença do telepata embora ele não tivesse a intenção de parecer saber mais que os outros ou de se sobressair sobre o intelecto inferior. Charles era teimosamente inteligente mas não era esperto, acabava sempre pensando que ao corrigir as pessoas ou lhes dizer algo que, segundo ele, elas não sabiam estaria ajudando de alguma forma, nem todos pensavam assim.
Isso acabava alimentando a imagem de Professor que o telepata carregava por conta de seus bons modos e seriedade...deveriam vê-lo nas noites de sábado, a imagem do professor cairia ao chão junto com ele durante as bebedeiras. Esse é o professor...o Charles que poucos tiveram a sorte de conhecer, dentre esses poucos estava Erik. É, ele tinha razão, dentre todos os outros, Magnus era quem menos deveria chamá-lo assim.
"tudo o que você é capaz de falar é sobre as russas nuas."
Por deus, lá vamos nós, a típica mania de sempre ter razão.
Mesmo embriagado, Erik era capaz de reconhecer que ele próprio se desconhecia.
E por detrás daquelas respostas prontas havia apenas confusão, uma dificuldade de dizer o que lhe vinha na garganta, Xavier não tinha como saber disso se não lesse sua mente...mas na verdade, e isso era umas das coisas que mais irritava o polonês, Charles não precisava sempre ler sua mente para saber o que está havendo. Por conta da bebida e da música que atrapalhava um bocado seus ouvidos já confusos, os dizeres de Charles quase se tornaram inaudíveis mas o polonês pode entender claramente que aquele sorriso gentil dado pelo amigo era uma confirmação do pedido.
Quando Erik sentiu seu braço sendo apoiado sobre o corpo do amigo, um sorriso leve tentou se manifestar em seu rosto um tanto pateticamente sem expressão, estar bêbado daquele jeito não trazia orgulho para quem se dizia ser tão superior aos Homo sapiens, bom, parecia que ambos ficavam bêbados da mesma forma e a julgar que após tantas saídas de bares e boates agora era charles quem carregava Erik, era até um tanto cômico.
Erik não sentia muito além dos atritos dos pés do telepata e dos seus próprios contra o chão numa dificuldade de se locomover.

- Charles...~Erik ficou calado como se esperasse uma demonstrar de atenção por parte do amigo~...foi muito bom lhe ver, ainda mais em forma~Uma leve risada sem graça e depois de um balançar de cabeça Erik continua~ Eu não falei sério sobre Anna, me desculpe se...eu bebi demais...~Vez ou outra a cabeça de Magnus tocava a de Charles devido ao balançar do seu corpo mas de forma leve, embora dito tão baixo, pode ser ouvido mesmo que não muito claro: "um homem muito especial...", por um estante, sua garganta travou como se tentasse engolir algo que não queria descer, seus olhos se comprimiram e o braço que passava pelo corpo de Charles apenas o apertou mais forte mas após engolir seco impedindo de uma manifestação maior saísse Magnus mudou o foco~ Porquê a música parou? Droga, espero que não tenha quebrado, aquela geringonça foi a minha única saída depois que não encontrei o "Origem das espécies" original do Darwin...ah, ele é seu, pensei que gostaria do livro mas não encontrei então pensei que iria querer ouvir umas músicas. Já ouviu Edith Piaf? Parece ser muito bom e cara, desculpe por ter usado, eu juro que pretendia embrulhar tudo denovo.

Com decorrer que ambos iam andando pelo corredor, melhor, com o decorrer que Charles levava Erik pelo corredor, o polonês podia sentir seu peso se tornava um fardo cada vez maior para o amigo, mesmo cômico, não era algo que ele gostaria de lembrar.
Bem, eram apenas dois andares e Charles parecia estar aguentando bem...ou então sabia fingir muito bem. A mente de Erik viajava e mesmo que o telepata entrasse nela, ele também ficaria confuso diante tantas encruzilhadas, mas na realidade, o perigo estava mais em sua própria boca que em sua mente, Erik não estava psicologicamente apto a não dizer bobagens assim como não era capaz de esconder outras verdades nem tão bobas.

- Ei, Charles, você tá bravo? Deixe-me tentar andar sozinho, como vamos subir as escadas? Você vai acabar fraturando a coluna me levando por tanto tempo! Não fique bravo cara, vamos, cante comigo! Two little boys had two little toys, each had a wooden horse...~ Erik olha para o rosto de Charles quase que esperando uma boa reação, no fundo ele sabia que não importa qual fosse a expressão, Charles deixaria transpassar seus reais sentimentos sobre o último recado de Magnus antes da viagem, não com o polonês bêbado e caindo sobre seu ombro, o telepata poderia saber de tudo com apenas um toque nas têmporas do amigo mas Erik tinha certeza isso nem passara pela sua mente~...T-temos que...~Uma leve tossida atrasa o resto da frase~...conversar sobre a viagem, e eu não quero dizer russas nuas ou mulheres casadas. Só espero que cheguemos vivos no meu quarto...

A ingenuidade de Xavier fora e ainda é, e é certo que será razão de discussões em meio aos debates de ideologias dos dois amigos. Ingenuidade que o impedia de tomar decisões e fazer coisas que Erik julgavam certas e necessárias.
Ingenuidade que Magnus não entendia.
E quando não se entende algo, tende-se a temer isso.
A ingenuidade de Charles poderia não ser defeito, mas o deixava mais forte...e isso era assustador.
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