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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Diretoria    Qua Jun 24, 2015 3:30 am



É o lugar onde Charles Xavier passa mais tempo, principalmente à noite, quase sempre escrevendo, anotando conferências ou mesmo estudando para suas próprias aulas/teses/palestras por aí à fora à cerca do termo "mutante".  
A sala é acomodada com poltronas, cadeiras e um estofado grande para o conforto. Uma peculiaridade é que ela é repleta de certificados emoldurados pregados nas quatro paredes do lugar.
"1º Lugar Na Feira de Ciências"; "Instituto Aprovado pelo Governo em companhia de apoio da CIA e FBI";"Doutorado em Psicologia e Genética de Charles Francis Xavier";"Instituto Aprovado Pela Melhor Educação Do Ano: 1962"; estes são alguns dos títulos que podem ser lidos nos certificados.

A porta da diretoria está sempre aberta e Xavier está pronto para receber qualquer aluno ou professor que estiver precisando falar com ele; basta vir aqui e bater na porta.

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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Dom Jun 28, 2015 11:11 pm

Paz...uma simples palavra, uma monossílaba, como pode pesar tanto nas costas do mundo?
"Não há trevas, mas sim a ausência da luz."-foi o que um físico teórico disse, então seria esta guerra infinita a ausência de paz? O que causara esta guerra, nas ruas, nos campos...dentro de nossas cabeças?
Tais questionamentos beliscavam a mente de Erik, que tinha seus motivos para não estar em paz...e um deles estava bem perto, e isso o fez decidir corrigi-lo.
Passos firmes ecoavam pelos corredores, ele estava apressado ou talvez ancioso, a mente de Erik era uma bagunça e ele espera que o faxineiro esteja em casa.
Á sua frente está a porta da diretoria.
Um respirar forte e fundo, a mão levanta á altura de bater mas uma dúvida temporária faz ele a abaixar e olhar para os lados...e então finalmente bater três vezes na porta...
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Dom Jun 28, 2015 11:35 pm

Já eram mais de cinco folhas grandes e pautadas completamente escritas, frente e costas, e ainda não havia terminado. Na sala, apenas silêncio contrastando com o arranhar da ponta do lápis no papel; ao menos era assim que Xavier preferia enquanto concentrado.
Mas ele não estava lá tão concentrado assim...
Escrever aquilo tudo tinha demorado muito mais do quê o habitual; seria fichinha, normalmente, mas daquela vez deu um trabalho danado, principalmente porque ele simplesmente amassava as folhas quando estava na metade delas, alegando mentalmente que "não estava bom" e se passando broncas sozinho.
O fato era que a mente de Charles flutuava bem além dos livros de pesquisa e estudos espalhados ao redor dos papéis, pela mesa.
Geralmente ele conseguia lidar com complicações pessoais - ou era assim que as pessoas viam, porque ele raramente se mostrava abalado diante dos outros, ao menos tentava não transparecer.
Porém, sozinho, a história era outra.
"Vou matá-lo, Charles".
Se Xavier fosse daqueles que escrevem diários, as cinco folhas escritas teriam frente e verso com apenas essa frase, porque ela simplesmente não saía de sua cabeça.
Por isso, ele suspirou e parou um pouco, desencostando o lápis do papel, apenas para reler a última frase que escrevera:

"[...] organismos pluricelulares que nos levaram a uma nova forma de..."

Ele voltou a escrever. Escreveu um V, e depois um I, os olhos meio em transe, e isso não parecia sono.

"Vingan-... quê?"

Ele riscou a palavra.
E depois amassou o papel também.
Que coisa, ele não podia simplesmente ignorar aquilo, podia? Ainda era seguro manter Erik na investigação? Ou melhor ainda, seria justo retirá-lo dela?
Não...
Mas, ao mesmo tempo...

Toc toc toc.
Foram os estrépitos na madeira da porta que fizeram Charles cortar a linha de pensamento completamente oposta a de antes, e então ele ergueu os olhos para a entrada fechada, mas não trancada.
Mais por impulso do quê por certeza, depois de lançar um olhar sobre o relógio e julgar apenas ser cedo da noite, ele indagou:

Ahn, Erik, é você?— a voz de Charles soou abafada do lado de fora, mas audível o suficiente para Erik.— Quer dizer, pode entrar...



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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Jun 29, 2015 12:02 am

Após segundos do silêncio deixado ao término das batidas na porta, Erik pensou que talvez Charles não estivesse lá mas a voz abafada lhe dando permissão de entrar o fez perceber que estava errado.
Erik abre a massaneta mas não a toca, afinal ele não precisa, ele apenas girou os dedos e empurrou a porta em seguida. Ele o olha a sala antes de dar o primeiro passo para dentro, tudo está organizado e...bem, isso era uma característica inegável de Charles, dava em Erik um certo receio de acabar desarrumando algo por lá.

- Espero não estar atrapalhando...~ olhando em volta ele vê os papéis amassados que já caíam da lixeira~...oh, está com dificuldades em escrever o roteiro de alguma palestra? O quê houve com o homem que me covenceu a mover uma antena enorme?

Erik levanta uma das mãos na qual segura uma garrafa de uísque ainda lacrada com um pequeno laço.

- Lembra do que bebemos naquela tarde na CIA? Eu lembro! Reconheço bem um bom uísque europeu.~ ele o põe sobre a mesa~ não queria bebê-lo sozinho e vai ser bom pra você fugir desse típico alcóol americano...posso sentar, amigo?
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Jun 29, 2015 2:05 am

Não está, tenho tempo. A tese é só daqui a dois dias.— ele alegou num tom de voz tranquilizador.

A pergunta de Erik fez Charles abrir um sorriso sútil.

Esse homem só está meio... cansado. Mas não há nada com o quê se preocupar. — pigarreou, girando o lápis entre os dedos para logo em seguida enfiá-lo detrás da orelha, se levantando da cadeira, fitando então a garrafa de uísque que Erik colocava sobre a mesa, dessa vez abrindo um sorriso engraçado.— Oh, eu lembro, e isso é muito forte. Você é uma má influência para mim, sabia? É tentador. Não diga que está pegando bebidas da adega assim, descaradamente. Eu devia te repreender.

Ele segurou a garrafa com a ponta dos dedos, e rasgou o lacre, jogando-o para o lado.
Ele olhou dos papéis para o uísque, e suspirou, já estando mais do quê clara sua decisão; ainda com o sorrisinho de canto, então, ele abriu uma das gavetas na escrivaninha e retirou um copo largo junto de uma taça.
Charles agarrou a garrafa e, com um tanto de força, foi capaz de abri-la. Despejou o líquido meio amendoado no copo, e encheu a taça logo em seguida, empurrando-a pela mesa até que se tornasse ao alcance de Erik.
Por sua vez, ele tampou o uísque, e segurou seu próprio copo.

Mas vou deixar você passar dessa vez. E sente, é claro, por favor. Um brinde?— ele estendeu o copo à frente, na direção de Erik.


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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Jun 29, 2015 2:55 am

Erik ri ao perceber a falta de negação por parte de Charles, ele pensara que o telepata iria repreendê-lo mas...acabou que ele se engara novamente.

-Eu não peguei da adega, eu comprei. ~Erik olha com desdenho para o lado~ como eu disse, esse não é um dos seus uísques americanos.

Uma risada e antes que erik pudesse dizer algo mais, um brinde é proposto.

-Claro, um brinde ao homem com mais condecorações e reconhecimentos do governo ~ a taça de erik toca a de charles~ Ao homem que luta pela igualdade entre nós e os tais homo sapiens, ao maior beberrão das tavernas e flertador de donzelas indefesas, protejam suas filhas! ~ Erik ri dando mais ênfase aos dizeres~ ...Um brinde ao meu amigo...Charles xavier!

Erik bebe a taça de uma só vez sem tirá-la da boca, uma queimação, uma careta eram inevitáveis. O objetivo do polonês não era ficar bêbado mas tentar criar um clima de harmonia era complicado para alguém como ele. Mas com Charles...bem, Erik dava o braço a torcer.

-Está pronto para perder hoje no xadrez? ~A empolgação é perceptível no sorriso e nos seus olhos azuis~ venha, levante dessa cadeira! Você passa tanto tempo nela que vai acabar 'desaprendendo a andar!
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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Jun 29, 2015 3:54 am

Ele ouviu o falatório de Erik sem realmente interrompê-lo, embora Charles tenha baixado o rosto com um sorriso trocista e meio sem jeito, pondo uma das mãos sobre este.

Deus, por favor, não... ah, flertador de donzelas até pode ser.— ele ergueu o olhar, numa expressão engraçada de cenho franzido que a princípio quase parecia séria, entrando na brincadeira.— Mas nem tão indefesas assim... — resmungou num tom de brincadeira, franzindo o cenho, numa encenação perfeita de seriedade.


Pôs o copo entre os lábios, esvaziando-o também, sentindo o líquido descer queimando, o que o fez comprimir os lábios numa careta muito sútil e semicerrar os olhos, antes de pigarrear forte, quase numa tosse.

Como eu disse...— ele tossiu de novo.— Isso é muito forte.

Charles se recostou na escrivaninha, querendo rir da empolgação de Erik.
Então, apesar da discussão anterior, estava tudo bem...
Bem, ele já devia estar acostumado com as discussões, afinal. E eles ainda tinham assuntos a tratar, mas daquela vez Charles decidiu não só dar trégua na papelada, mas naquele debate também.

Eu não costumo desaprender as coisas assim, se quer saber. E você quer mesmo me desafiar para uma partida agora? Quando você ficar bêbado desse jeito, eu ganho fácil...

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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Jun 29, 2015 5:03 am

- Claro, ou vai me negar esta dança 'mon chérie'?~ Erik solta uma gargalhada que quase ecoa pela sala~ não foi assim que aquele...aquele moleque francês te chamou? Eu não gostei dele mas você insistiu dizendo que deveríamos tentar...ele acabou roubando nossas carteiras e nós tivemos que voltar a pé!

Erik anda até uma mesinha, rindo a cada passo, era óbvio que coisas como aquela aconteciam sempre que os dois estavam juntos, eles são extremos, ou riem ou discutem, ou tem memórias felizes ou nem tanto. Para a sorte de ambos, tudo parecia harmonioso.

- Vem garanhão, e traga essa garrafa com você, eu pego o tabuleiro! ~ Erik se senta próximo a mesinha, e nela, põe o tabuleiro, e começa a arrumar suas peças~ Vamos fazer assim, a cada peça capturada você dá um gole e calma, também vale pra mim...e vê se não usa seus truques dessa vez!

Erik põe os dedos nas têmporas e faz caretas para provocar o telepata.

- Sabe, sobre o jardim...~ mesmo fugindo de tocar no assunto, erik não podia deixar pra lá~ Eu nao deveria ter dito aquilo...~ Erik gira uma peça entre os dedos~ Você tem tanto para se preocupar, você tem tantos afazeres, tantos problemas...eu não quero ser um deles, Charles. Sabe, lá na Polônia, tiraram meus pais cedo demais de mim...eu me sentia só...enquanto você brincava com pequenos caminhões eu era obrigado a destruir os de verdade, eu brinquei com armas...eu deveria ter morrido na noite que me encontrou, mas eu acabei conhecendo um louco idealista, um sonhador, um amigo...o irmão que nunca tive...~Erik abaixa o rosto e move um peão~...mas isso não te ajudará a ganhar de mim ouviu Senhor Doutor em Genética!
Erik ri e encara o par de olhos azuis de seu velho amigo.


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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Jun 29, 2015 6:59 am

Esse tipo de coisa só acontece quando estamos por aí sozinhos à procura de mutantes. Porém, aquele rapaz tinha potencial... até mais do quê imaginávamos.— brincou, ocupando as mãos com a garrafa de uísque e o copo, se aproximando de Erik que agora estava se entretendo em arrumar as peças sobre o tabuleiro quadriculado.— Como se alguma vez eu tive que precisar de truques para vencer você, meu amigo.— disse Charles, com um tom de superioridade na voz, embora o sorriso gentil não fizesse daquilo um desafio tão sério.

Era apenas um jogo entre amigos. Como sempre fora.
E, quando Erik mencionou o assunto no jardim, Charles apenas se concebeu o silêncio...
Porque simplesmente não havia algo melhor para se ter escutado naquela hora.
E, por algum motivo, ele sentiu que, quando tudo aquilo passasse, ele estaria bem melhor para se concentrar em escrever o roteiro da tese, afinal...
Nada realmente perturbava sua mente agora.
Erik estava em paz com ele. Ou o máximo próximo de paz que Charles conseguia ver nos olhos azuis do amigo.

Tudo bem...— Charles praticamente sussurrou aquilo, mas foi compreensível.— Toquei num ponto sensível seu de uma forma meio repentina. Desculpe por isso. Eu sei das nossas diferenças, desde a infância até o presente, Erik... e eu realmente sinto orgulho de você por estar sendo forte o bastante para seguir um rumo do qual você nunca imaginou que existisse antes... algo próximo de paz, talvez. E, como eu disse no primeiro minuto que nos conhecemos no meio daquele mar gelado...

Ele encheu a taça e o copo novamente, tampando a garrafa, pondo-a de lado, na cômoda.
E então fitou Erik, os olhos azuis de ambos se encarando com fraternidade.

Você não está sozinho, meu amigo.— ele sorriu... mas aí ele viu a peça se mexer, e franziu o cenho, com uma indignação brincalhona.— Ei, eu devia ser as peças brancas, Mr.PHD em filosofia... ou quase isso.— ele riu, tomando um gole grande do whisky.— Vai apostar algo dessa vez ou estamos no amistoso?— Charles indagou, mexendo as peças mais escuras, uma delas, mais precisamente, avançando sem dó no tabuleiro.

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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Jun 29, 2015 6:19 pm

- Potencial para um batedor de carteiras! A probabilidade de ele um dia entrar aqui é a mesma daquele cara do bar...ele parecia um lenhador!~ erik coça a testa e ri~ Eu sei quando você está por aqui seu intrometido.

Erik poderia não estar com todos os seus mortos enterrados mas o fato de poder ter uma parte da paz que seu amigo tanto falava...lhe acalmava.

- Não se desculpe, Charles. Não quero chorar hoje. ~ uma risada desconfiada surge~ Eu não fui o único a ter sofrido aquilo e as vezes eu penso que não deveria ter sido um dos poucos a viver...~ Erik volta a dar sorrisinhos desajeitados e como resposta á jogada de Charles, ele move o cavalo~ Orgulho...usamos a mesma palavra para casos tão distintos mas obrigado amigo, só não esqueça de se orgulhar de si, você é um bom homem...menos perto das universitárias, o professor de genética Vira de biologia.

Risadas pareciam estar constantes por parte do magnético, talvez pelas taças de uísque que Charles insistia em repôr.

- Sabe, eu soube que estão pensando num registro obrigatório de mutantes para nos manter sob controle, e isso foi ideia do CCD, estão nos vendo como doentes e perigo a sociedade...os mesmos homens de bem tementes a deus. Sempre acher que deus era uma figura de iluminação e que nos traria o entendimento, por que temeríamos a ele? Sabe Charles, acho que eles não temem á deus...e se temem, nós os causamos ainda mais medo...

Erik dá um gole forte no uísque e aponta para um crucifíxo na parede

- Ele andava sobre as águas, multiplicava comida, curava enfermos e até enganava a morte, fazendo mortos viverem...veja o que fizeram com ele...pelo menos dessa vez, nosso líder não está só! Sua vez...Messias dos mutantes...a propósito, vamos apostar...~ Erik olha em volta~ ...sua cafeteira? O café é ótimo, ou você acha que venho aqui porquê gosto de você? Vamos jogue logo.

Embora erik sentisse um aperto que o mandava gritar sua raiva, seria injusto desperdiçar o tempo que passava com seu velho amigo.
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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Jun 29, 2015 7:22 pm

Eu não diria isso com tanta certeza. Alguma coisa me fala que aquela não será a última vez que veremos o "lenhador". Você sabe que o instituto é aberto para os que estiverem dispostos a melhorar, a lutar por uma causa em comum... e para os desamparados também. Aquele homem, bem, talvez ele perceba isso algum dia.— comentou Charles, com uma certeza incomum.

Era quase assustador quando ele fazia aquele tipo de coisa como se fosse capaz de prever o futuro; ele realmente parecia alguma espécie velho ancião sábio falando daquela forma.
Ele riu do comentário de Erik, se calando com um gole de uísque, antes de continuar:

Você vai causar má impressão de mim se sair falando de universitárias por aí desse jeito. E sim, eu também ouvi falar sobre essa proposta.— a golada de uísque foi mais forte dessa vez, o que o deu tempo para formular direito as palavras em sua mente:— Estou lutando contra isso. Nosso ponto forte é justamente o anonimato. O governo não entende isso, querem saber se em cada esquina há um mutante e quem ele é, para que possam desviar na rua ou mudar a direção. Não estou generalizando, só que esse projeto absurdo deles está quase saindo fora do controle... então talvez mais para frente, se isso prosseguir, eu tenha que...

Ele suspirou.
E suspirou muito forte.
Desviou o olhar, como se estivesse tentando evitar lembrar de algo; ou seria alguém?

Me afastar de tudo o que tenha a ver com o governo, ao menos por um tempo... indeterminado. — ele esvaziou o copo, ao mesmo tempo que moveu seu cavalo também, embora fosse o do lado oposto ao do tabuleiro onde Erik havia movido o seu próprio.— As pessoas temem a coisas que elas não entendem, meu amigo. Na própria bíblia há algo como "nenhum mortal é ou será capaz de entender as ações de Deus". Eles tentam entender, mas na maioria das vezes só distorcem as coisas... e então eles se afastam do verdadeiro propósito ou ideia, se prendendo a uma ideologia findada e ignorante criada por eles mesmos.

As íris azuis de Xavier ergueram-se pela orbe, brilhando - mais que o já comum - em contraste com a luz amarelada da luminária da sala, até que pudessem fitar o crucifixo também.
Ele não sabia porquê mantinha um ali, afinal... ele apenas gostava da arte.
Charles não era assim tão religioso; ele gostava de encarar tudo como um belo ensinamento do qual se propõe a tirar coisas boas. E era isso.
Por isso, como alguém que assiste a um filme ou lê um livro que o faz ter inspiração para a vida real, Charles apenas admirava - não a religião, mas a crença como um todo, de longe.

Messias? Eu? Não, meu amigo.— o copo encheu-se com uísque novamente, enquanto Charles sorria de canto. A garrafa já chegava quase abaixo da metade agora.— Sou apenas um homem ordinário que simplesmente não pode descansar enquanto as coisas continuam indo de mal a pior lá fora com a nossa própria espécie.

E então ele riu um tanto mais alto.

Sabia que você ia apostar isso. E, se eu ganhar...— ele pareceu pensar por um segundo, e então focou seus olhos azuis nos de Erik, fixamente.— Vou querer aquela moeda com o símbolo nazista que você tanto carrega consigo, pode ser? É claro que pode.— ele mesmo se respondeu, na maior cara de pau, é claro.— Sua vez.— ele disse, apontando par ao tabuleiro com o queixo.

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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Jun 29, 2015 8:07 pm

- Você tem tanta fé nesta causa, que todos mutantes se unirão e viverão e felizes com nossos irmãos humanos, não sei se é muito sábio ou muito...~ Erik engole seco~ Apenas vejo se repetir o que vi quando criança, colocavam braçadeiras em nós, os judeus, para que todos soubessem quem éramos! Sabe a quê o registro cheira pra mim? Cheira a extermínio!

Erik move seu bispo que ganhara espaço livre desde a primeira jogada e captura entao o cavalo recém movido de Charles-" Não esqueça de beber um copo inteiro!"- Exclamou Erik para lembrar o amigo das regras que ele mesmo criara.

-Não é engraçado meu amigo, que um mutante tão poderoso, que pode ler a mente de todos...tenha seus sentimentos tão á mostra?~ Erik dá uma leve risada~ Eu sei que você está com aquela agente, mas você sabe muito bem que ela sabe demais. Caso o governo decida nos investigar, eles teriam uma fonte e tanto não? Não estou dizendo que ela esteja aqui como espiã mas se precisarem saber de nós...vão fazê-la falar. Então faça a escolha certa, de que lado vai ficar quando esse medo dos mutantes chegar ao ápice? Por maior que seja sua fé nos homo sapiens, ficar do nosso lado é perigoso para eles...deus nos pôs juntos, nós merecemos ser tão livres quanto eles, não estamos cobertos pelo mesmo céu? Não estamos vulneráveis a morte? Se nos furar nós sangraremos...por que somos tão reprimidos? Charles? Charles, é sua vez.~ Um gole seca o copo de Erik que já se vê tonto~ você ao menos luta para que isso pare...minha...moeda? Mas você sabe, ela está destinada a outra pes...~ Charles o impede de completar, respondendo a própria pgta~...tudo bem, seja feita a tua vontade!
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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Jun 29, 2015 8:55 pm

Não sou ingênuo.— ele respondeu Erik, sem realmente precisar que ele completasse a frase. Nunca precisava, afinal. A palavra simplesmente ecoara da mente de Magnus para a de Charles.— Desde que eu era uma criança, como você disse, brincando com carrinhos,dentro de uma casa enorme com uma família cercada de dinheiro e luxo... mesmo assim, Erik, eu pude ver tudo isso. Desde pequeno.

Charles suspirou, trincando os dedos algumas vezes no copo.

A inveja por debaixo de uma bajulação estúpida. Hipocrisia na face de um cavalheiro. Amor se transformando em ódio num piscar de olhos. Eu sempre ouvi e vi isso tudo dentro da mente de cada um, e eu não sabia como fazer pra parar, porque era assustador... acredite em mim... a mente das pessoas é sempre algo assustador. Porém, meu amigo... — o uísque desceu pela garganta dele novamente, mas já não queimava tanto assim mais...— Ninguém é irremediável. Ninguém é um vilão. Bem perfeito e mal perfeito não existem...— no meio daquela frase, as íris azuis se desviaram do tabuleiro para o crucifixo novamente.— Desde a primeira vez que eu entendi que boas intenções podem causar estragos, eu decidi não julgar.

Seus dedos indicador e polegar tocaram um simples e pequeno peão com o qual havia avançado no início da partida. E, com ele, ele derrubou o bispo branco de Erik, levando a peça para fora do tabuleiro, pondo-a de pé logo atrás de seu exército.

E eu apenas tenho fé que as minhas boas intenções possam evitar um estrago maior no mundo. Podemos sangrar como eles, respirar como eles... mas só nós podemos fazer com que eles nos entendam. E, quanto à Moira...— ele engasgou um pouquinho.— Eu vou tentar achar uma solução.

Os olhos azuis de Charles olharam para seu cavalo capturado, e então para o bispo também capturado de Erik.
Ele ergueu o copo meio cheio, e encheu a taça de Erik também.

Você também tem que tomar todo agora, ô imã.— ele riu. E depois riu de novo. Ah, o efeito do álcool... ele mal podia sentir os próprios dentes, pareciam dormentes, assim como o resto do corpo, na realidade.— Eu espero que eu ganhe a moeda... se nós dois sobrevivermos essa noite.

Ele sorriu, e tomou o uísque do copo, até secá-lo.
Quando isso aconteceu, ele pôs o copo sobre a mesinha de centro, e suspirou, com um sorriso engraçado e retardado permanente graças ao efeito do álcool.

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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Jun 29, 2015 9:43 pm

- Eu não tenho fé nos humanos, como podem viver em paz conosco se nem conseguem paz entre eles? Mas, Charles...~ Erik bebe a taça toda e tosse um pouco~ ...eu tenho fé em você meu amigo e não será um senador, um general ou...presidente que vai nos tirar a esperança nao é mesmo? O peso sobre seus ombros um dia será reconhecido e o próprio governo verá que teve sorte pelo Professor Xavier estar do lado deles...por que afinal de contas eu mataria metade ou mais deles!

Erik ri muito alto, estava claro que o alcóol tirava a seriedade de seus dizeres, e entao, como quem dá conselho á um adolescente, Erik fala mais brando e sério.

- Suas roupas e seu dinheiro não me fazem ter um pensamento diferente sobre você, nós viemos de mundos diferentes mas acabamos no mesmo lugar. Sei que não é ingênuo mas sua fé pode te cegar, relacionamentos se tornam complicados quando se tem nossa bênção, a última mulher que me relacionei...lembra daquela mulher que havia brigado com o ex-marido naquele noite? Bem, ela me procurou um mês depois me dizendo que estava grávida de gêmeos, até hoje eu não sei o que houve com aquela louca mas você é um cara esperto...talvez por isso eu saí com ela e...não você...

Erik baixa o rosto rindo e move sua rainha até chegar a posiçao segura e estende o braço, girando os dedos ele abre a porta com a magnetividade e mantém o braço erguido enquanto move os dedos como se guiasse algo e então finalmente entra voando pela porta, a tal moeda, erik a pega na mão e ao mesmo tempo que a põe sobre a mesa ele levanta os olhos fitando os olhos tão claros de charles:



- Fique com ela, é só uma moeda...Charles, nós queremos a mesma coisa, eu quero você do meu lado!
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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Jun 29, 2015 10:54 pm

Nem brinque com isso.— o tom dele não foi bem sucedido em parecer sério, então soou como se ele estivesse brincando - para piorar, ele acabou rindo dessa falha, se juntando a Erik enquanto este também ria.— Não só eu. Todos nós vamos ser... você também e... é, você também.

Ele coçou a cabeça, parecendo meio perdido, a tontura começando a lhe afetar também.
Porém, quando ele ouviu o amigo a seguir, Charles levou uma das mãos ao rosto e suspirou.

Grávida?! Gêmeos?! Oh, deus, que diabos você fez, Erik? Sabe se são seus?

Se calou a seguir apenas para divisar a moeda que flutuava num caminho direto para as mãos de Erik.
Charles moveu os olhos azuis de Erik para a moeda, repetidas vezes, e só então ele raciocinou direito.
Ah, o álcool...


Ah, sim... espera, posso ficar com ela? E a aposta, eu já ganhei, então?— o olhar dele baixou para o tabuleiro.— Porque eu já não faço a menor ideia de quantas casas sequer o peão pode andar... acho que bebemos demais. De novo.

Ele pegou a moeda, entretanto, e girou-a entre os dedos. Quase parecia Erik fazendo isso, mas não olhava o pedaço de metal circular com raiva ou frieza.
Apenas o olhava como se fosse... misterioso.
Mas aí seus olhos voltaram a se erguer para Erik.

Eu estou do seu lado... e espero, meu amigo, que nós continuemos querendo a mesma coisa até o fim...

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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Ter Jun 30, 2015 5:48 pm

- Eu não sei mas...eu realmente espero que não sejam meus e além de contas eu só saí com ela uma vez e...ela me amarrou na cama e...é melhor você não ouvir o resto.

Erik apenas sorri, talvez de si mesmo ou de Charles que já se aparentava bêbado. Um soluço e o polonês aponta para o tabuleiro:

- Pode ficar...antes nas suas mãos do que na cabeça de alguém, não acha?~ Erik movendo a rainha até o rei do lado do telepata~ Eu estou vendo, te coloquei em xeque e você nem disse nada, a propósito, você não tem para onde fugir amigo~ A rainha é empurrada magnetivamente tirando o rei do tabuleiro~ Parece que teremos um bom café agora na "magnetocaverna"!

Erik ri e descruzando as pernas ele encosta a mão no rosto e resmunga um -"...eu também"-, ele olha para Charles e o silêncio parece reinar entre os dois embreagados.

- Está do meu lado mas só enquanto puder ficar em pé, o que eu acho meio difícil agora...nós secamos a garrafa...~ Erik balança a garrafa vazia de cabeça para baixo~ No momento eu quero conseguir andar até meu quarto levando a cafeteira...mas...oh, droga, sua tese~ Erik cobre o rosto e resmunga~ eu acho que já é hora de ir, tente não tropeçar e entrar em coma.

Erik no fundo sabe que o álcool teve participação na sua vitória daquela vez-"te pego depois!"-ele fala meio desengonçado apontando para a cafeteira que estava numa das mesas. Ele volta seu olhar a Charles:

- Até mais, amigo...tente não dormir em cima das folhas...

Um sorriso encerra a tal despedida, Erik já disse muitos "adeus" para dizer mais um para o amigo que pretendia ver novamente em breve.



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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Ter Jun 30, 2015 11:29 pm

Ele escondeu o rosto com uma das mãos, abafando um riso. Apesar daquela situação ser realmente tensa, não havia como permanecer sério naquele estado, ainda mais com Erik narrando algo tão bizarro.

Aquela mulher é maluca... sabíamos disso, não sabíamos? O que tinha na nossa cabeça naquele dia? — então ele se concentrou no dizer de Erik a seguir, e só então parou de girar a moeda, guardando-a rapidamente no bolso da camisa.— Tem razão. Essa moeda é mais do quê um perigo nas suas mãos e... ei!

Sua testa franziu quando ele viu seu rei ser derrubado.
Mas Charles não conteve o riso que até soou meio desafinado.

Então esse é seu truque, Mr.Lehnsherr? Me embebeda dessa forma para depois ganhar no xadrez? Isso foi um golpe baixo... mas divertido, tenho que admitir. — estalou a língua, erguendo os olhos azuis para o amigo que se levantava.— Não se preocupe com a tese... nem que você já esteja indo, eu não vou conseguir continuar isso hoje. Se sentar na mesa para escrever, talvez umas coisas bem bizarras saiam naquele papel, e eu com certeza vou me arrepender se disser tudo na frente de um monte de pessoas.

Charles sorriu com o alerta de Erik, ainda mais fortemente.

Tente não fazer isso também.

Ele ouviu o "até mais", acompanhado de um sorriso da parte do amigo. E então ele soube realmente que estava tudo bem. Podia amenizar as lembranças da discussão no jardim, podia simplesmente reforçar o saber que Erik estava ao seu lado porquê queria, não por ser forçado a isso ou por ter planos por debaixo do tapete.

Se cuide, Erik.— foi a despedida dele, retribuindo o sorriso de Erik.

Quando o amigo se foi, Charles fitou a porta fechada recentemente com o olhar meio longínquo, antes de se levantar da cadeira, não fazendo questão, pela primeira vez, de arrumar o tabuleiro e as peças.
Ele fitou os papéis sobre a mesa e suspirou, num dar de ombros. Ele tinha tempo... tudo bem em dormir um pouco, certo?
Mas não sobre as folhas.
Foi por isso que ele simplesmente deitou no estofado confortável da sala, virando de lado, o antebraço apoiando a cabeça.
Amanhã seria bem mais fácil de terminar a tese, afinal, ele estaria mais tranquilo...
O problema só seria livrar-se da ressaca, mas isso ele podia lidar depois.
Os olhos azuis se fecharam e não demorou para que ele estivesse respirando baixinho, com uma expressão serena levemente escondida pelos cabelos bagunçados que, pela primeira vez também, ele não ligava tanto para isso.

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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Sab Ago 08, 2015 7:20 pm

----------- X -----------

Eu seria incapaz de fazer algo assim.— foi o que a voz de Xavier falou, enquanto que ele subia pelas escadarias.— Não importam se seus poderes te permitem uma regeneração tão acelerada e precisa que pode facilmente curá-lo. Eu realmente nunca pretendo usar minhas habilidades mutantes dessa forma agressiva com ninguém.

O professor lançava olhares baixos por cima do ombro, apenas para confirmar se seu mais novo anfitrião o estava mesmo seguindo ou se estava confortável. Quando confirmou que sim, Charles pulou um degrau, apressando-se para chegar ao corredor do terceiro andar. Abriu um sorriso gentil com as palavras de Logan. Charles não estava realmente dentro da mente de James naquele momento, então não poderia adivinhar que os segundos de silêncio no homem de costeletas grossas significavam lembranças - mas Xavier sabia da existência delas. Por isso, ele pode perfeitamente imaginar o acampamento na floresta como se tivesse uma visão nítida assim que Logan mencionou sua antiga casa.
Mas ele não comentou nada sobre isso, e avançou para o próximo ponto discutido por James.

Ah, eu... na verdade, a CIA, tem uma certa parceria conosco, mas não sabem onde nos localizamos. Tento apenas manter o apoio da organização, é uma grande ajuda com pesquisas e recursos.

Sua testa franziu muito brevemente e seu tom de voz, antes animado, soou um tanto mais fraco a seguir:

Sobre isso, você está certo. É exatamente por esse o motivo que nossa união com o governo, bem, anda por um fio. Hoje mesmo terei uma reunião numa das sedes para negar, mais uma vez, minha posição diante dessa proposta absurda de registro mutante que está saindo do controle.— ele comentou, calmamente, embora ele tenha embolsado as mãos e parecia meio inquieto remexendo-as dentro do tecido.— O anonimato é justamente nosso ponto forte diante da sociedade atual. É loucura e covardia tirá-lo de nós. Estou tentando fazê-los perceber isso.


Ele diminuiu um tanto a velocidade de seus passos, apenas para lançar mais um olhar por cima do ombro, fitando de relance o toque do homem em suas próprias mãos.

Eu entendo, Logan.— foi tudo o que ele disse; achou que não valeria exatamente à pena discorrer sobre aquilo. Não naquele momento. Apenas para certificar, Charles acrescentou:— Nós apenas fazemos nosso melhor para que as de ninguém precisem ser movidas por violência aqui.

No entanto, um sorriso gentil surgiu em sua face a seguir, de tal que Logan apenas pôde ver o começo deste, pois Charles voltara seu rosto à frente novamente. Em seu semblante, o sorriso era quase jeito, mas ainda assim, satisfeito, como um simples funcionário que é bem recebido e elogiado no primeiro dia de trabalho.
Pai...?
Aquilo soava forte demais, mas era fofo, por um lado.
Não que Charles tivesse algum desejo paterno dentro de si; para ser sincero, ele simplesmente nunca parara para pensar na hipótese.
Tinha que confessar que chegava a ser um tanto assustador pensar dessa forma, principalmente em relação aos estudantes.
Porque, de fato, ele não queria substituir os pais de nenhum deles ali. Pais eram pais, biologicamente unidos pelo sangue e genes, DNA. Charles não tinha nenhuma ligação biológica com as crianças exceto pelo gene X avançado presente em todos eles.
Mas ele não poderia também esquecer das vezes que Clarice abria um portal onde quer que estivesse só para poder chegar à diretoria e dar um abraço em Charles porque de repente sentira saudade.
Também seria impossível esquecer das vezes que Klara Prast, uma garotinha suíça pré-adolescente, lhe trouxe um jarro de flores que ela mesma fizera desabrochar graças à sua habilidade de fitocinese e floracinese, dons mutantes treinados e aprimorados pela garota justamente com o acompanhamento e ajuda de Xavier.
Ele ainda se lembrava de quando ela lhe disse que as rosas azuis eram porquê combinavam com seus olhos brilhantes.
Entre outras tantas demonstrações de carinho e compreensão que aquela casa e escola lhe deram a oportunidade de experimentar, Charles poderia não se ver exatamente como uma figura paterna, mas podia afirmar que todos aqueles gestos lhe enchiam de uma felicidade imensa que ele não pararia nunca mais de sentir, se dependesse apenas de si mesmo.
De qualquer forma, essa corrente de pensamentos o levaram para bater de frente com a porta de sua sala, e ali os pensamentos decidiram tomar outro rumo quando ele precisou se concentrar de novo em abrir a porta da Diretoria e empurrá-la levemente, mas não entrou. Ele fez um gesto para que Logan passasse primeiro e, quando o homem se aproximou, Charles franziu imediatamente o cenho.

Oh, Deus, seu braço.- ele disse, os olhos azuis aparentemente preocupados observando apenas os restos de cinzas de nicotina que sujavam o braço de James como se elas fossem o próprio ferimento, num sensacionalismo que era naturalmente parte do professor... algo que o tornava um tanto mais especial, talvez.— Desculpe, eu devia ter prestado atenção. Da próxima vez, me peça um cinzeiro, eu tinha um lá embaixo, mas eu esqueci completamente. Não se machuque.- aquele pedido soou como se Charles realmente não fizesse ideia de que, diabos, não havia mais nenhum ferimento ali, e aquela dor era fichinha para Logan.

Mas ele fazia mais do quê ideia disso.
Mesmo assim, a ideia de apagar um charuto na pele, por mais sútil que fosse para Logan, incomodava Charles tanto quanto pensar em apagar um cigarro em seu próprio braço.
Era algo que Logan poderia notar desde que chegara... o quanto Xavier se preocupava com os outros como se fossem ele mesmo.

Fique à vontade, por favor. Então...— ele pigarreou, a seguir, logo depois que observou o homem entrar à sua frente.— Disse que precisamos conversar, certo?

Depois de fechar a porta atrás de si, o professor se dirigiu até a cadeira confortável detrás da escrivaninha principal, sentando-se nela - o que, diga-se de passagem, fez a cadeira parecer bem maior do quê ele agora sentado.

Diga-me o assunto então, com suas próprias palavras, Logan.

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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Dom Ago 09, 2015 12:09 am

A educação tão evidente em Charles poderia irritar alguns mas fazia com que Logan se sentisse desconfortável, como se até mesmo seu andar fosse desajeitado, fazendo-o prestar atenção nos movimentos Charles enquanto subia as escadas. Era como se aquele homem vivesse a margem do mundo, como se a brutalidade do exterior morresse nos portões do lugar, isso soava ainda mais desconfortável, Logan não entendia ou talvez não quisesse entender como por iniciativa própria um homem poderia se responsabilizar por tantas vidas dentro de sua casa.
Logan não daria o braço a torcer tão fácil, mesmo que Xavier pudesse o ajudar.
Mesmo com um ou talvez os dois pés atrás, era inegável que Charles parecia ser um bom homem, ou sabia fingir muito bem. Geralmente o poder deixa as pessoas estranhas, como ele conseguia concentrar tanto poder e não usá-lo da maneira mais comum? Parecia ser como as poucas outras vezes que Logan não precisou bater, cortar ou ameaçar alguém. Ele só teria que conversar.

- Você não tem saído muito não é, Xará? Na cidade as coisas estão ficando difíceis de se resolver sem violência, eu tenho sorte de poder me curar mas acho que seus alunos não. Acha que ensiná-los matemática não vai fazer deles preparados pro que tem lá fora? É engraçado.~Logan balança levemente a cabeça enquanto observa cada quadro ou mínimo detalhe durante a subida para a sala do Professor~ Vocês tem parceria com a CIA? Está ficando cada vez melhor. Va a uma reunião com o governo? Você poderia...~Por um instante Logan pensou naquilo mas mesmo que os privilegiasse, era algo que não era justo manipular a mente de alguém, assim como o Professor disse, não é certo~...poderia tentar, mas desde que me lembro isso só tem piorado.

Após a rápida subida pela escadaria amadeirada, Logan quase segue andando mas percebe a parada repentina do Professor e então dá alguns passos de volta ficando frente a frente com a porta recém aberta. Por alguns segundos Logan olhou para o interior da sala, um estofado, cadeiras e muitos livros e papéis sobre o que parecia uma escrivaninha um pouco maior que o normal.
Wolverine ergue um pouco o queixo e então franzindo e contraindo o nariz, cheira o ar a sua volta como um lobo que busca algo, voltando o rosto para Charles ele nem ao menos desfranze a testa, se aproximou de Charles, estende a mão e tocou em seu ombro.

-Tem uísque aqui perto, Xará? Ou estou enganado?

Logan logo percebe o rosto do professor o encarando como se esperasse alguma atitude por parte do canadense que logo pode perceber que a cortesia de Charles não dava folga nem um segundo.
Mas antes que pudesse estender o braço para a porta e dizer o que tinha em mente-"Primeiro as damas!"-Charles parece realmente assustado com o que para Logan não passava de...uma saída mais fácil, porque o Professor se preocupava tanto? isso realmente era estranho, quase tão estranho quanto o próprio Wolverine estar percebendo que Xavier não era um perigo mesmo filiado ao governo, e nem tão ingênuo quanto parecia.

- Ei xará, calma aí! Isso nem doeu tanto assim, não tem problema, da próxima vez eu acendo um lá fora.

Logan adentra a sala tirando uma garrafa de cerveja da mochila que trazia e jogando a tal mochila em cima do estofado do seu lado e estica as costas fazendo um estalar ser escutado-"Ele disse pra ficar a vontade"-No mesmo estofado, Logan joga sua jaqueta tomando cuidado enquanto a tirava para não derrubar a cerveja. Puxando a cadeira logo em frente á uma mesa que estava logo alí diante dele, Logan se sentou se acomodando como quem há muito peregrinava. E durante um longo gole da cerveja que já estava quente, Xavier que já se acomodava lhe fez novamente lembrar do porque estava alí-"com suas próprias palavras, Logan"- fazendo-o engolir de uma vez o que tinha na boca e se forçar um tanto para ouvir.



Mas logo resolve ir direto ao ponto.

- Professor...~Um respirar forte quase como se tragasse o ar era um reflexo do que na verdade era mais medo que desconfiança~ E-Eu não vim aqui para ser seu aluno ou para lhe pedir um favor, eu pretendo retribuir de alguma forma mas...pensei que pudesse me ajudar. Algo aconteceu comigo há muitos anos atrás...eu gostaria de lhe dizer mas...não me lembro, não me lembro de nada. O máximo que me recordo é o que vejo em pesadelos mas não passam de figuras destorcidas como se alguém tivesse posto uma furadeira na minha cabeça...~Logan põe a cerveja sobre a mesa e mostrando as mãos para Charles ele faz suas garras saírem~ Eu não sei como elas vieram parar aqui, não sei por que e nem de onde...~as garras voltam deixando feridas abertas que logo cicatrizam e somem~ E nem sei por que eu me curo...só me lembro do que aconteceu depois que acordei naquela maldita ilha, um cara, Remy, me tirou de lá e isso é o mais longe que posso ir, mas você, ouvi falar que pode ir além...apenas vá além, faça o que tiver que fazer e eu irei embora, por favor Charles...me diga quem eu sou!
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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Ago 10, 2015 4:10 am

Diante das palavras de Logan, Charles riu, sutilmente. O cenho arrebitado e a testa curvada mostravam o quanto a risada foi contida e seca, quase amarga.  
Mas o motivo dela não era pelo fato que ele mencionava, da violência nas ruas, do perigo aos mutantes. Não dessa triste realidade.
Ele apenas achou graça da ingenuidade de Logan presente naquelas perguntas.  

Eu não sou leigo ao que está acontecendo lá fora.— seu tom de voz soou deveras mais firme, quase severo, de tal forma que seu olhar franziu para Logan.— Apesar de poder afirmar que esse é um refúgio seguro do preconceito violento lá fora, posso dizer que não é só matemática que ensinamos aqui. A escola é uma mera fachada, meu caro. O real propósito é bem diferente. Nós instruímos mutantes a controlar os próprios poderes da maneira correta afim de usá-los para o bem, para uma luta justa pelo direito e reconhecimento... lá fora. Nós não estamos nos escondendo aqui, senhor Logan. Nós estamos aprendendo a agir e temos orgulho de nos chamarmos carinhosamente de... X-men. E não, realmente...— ele disse antes que Logan pudesse completar sua frase, como se tivesse lido seu pensamento, tornando vã a tentativa de Wolverine de camuflá-lo.— Tenho fé que posso resolver isso com uma boa índole.

O interior da sala não havia nada de anormal para um escritório elegante e muito bem arrumado - exceto a própria escrivaninha, de onde derramavam-se papéis e mais papéis, transbordando em pequenas pilhas por toda a extensão.
Charles se mostrou um tanto confuso ao ouvir a pergunta de Logan, perguntando a si mesmo se o cheiro de uísque estava tão evidente, porque isso causaria uma má impressão - para não dizer péssima - a qualquer pai ou mãe que viesse ali mais tarde.
Então, o nariz do professor fez o mesmo movimento que o de Logan, embora sem a mesma praticidade que o outro tinha.
Charles concluiu que apenas podia sentir o aroma refinado da madeira misturado à fragrância doce e agradável das hortênsias azuis cuidadosamente arranjadas sobre um vaso no parapeito da janela, e lembrou a si mesmo do quanto o olfato de Logan era diferente do seu, aguçado demais, então estava tudo bem.
De tal forma, ele apenas respondeu com um sorriso a afirmação de Logan.
Um sorriso que meio que sumiu quando viu o rapaz simplesmente despejar suas tralhas aqui e ali, agarrando aquela garrafa de cerveja.
Contudo, Charles não protestou. Estava mais curioso para ouvir o que viria a seguir. Ele afastou uma papelada para mais o canto da mesa, podendo visualizar Logan com mais precisão...
E então ele apenas se calou. Como um professor que ouve uma dúvida, atentamente, ele apenas escutou.
Quando as garras saíram, um leve sobressalto da parte de Charles, tal como ele apenas se reajustou na cadeira, mas nada além disso.
No fim, suas sobrancelhas frisaram e sua testa encrespou, mas não era confusão que estava imposta em seu semblante; era algo como se estivesse tentando buscar respostas como se pudesse investigá-las a distância.

Bom, Logan... eu devo te dizer que isso não é nenhuma surpresa para mim. Quando tentei buscar sua ajuda há tempos atrás, quando rastreei sua mente pela primeira vez, eu senti um enorme vazio misturado à dúvida e confusão. Esse foi um dos motivos que me levou até você. Mesmo sabendo o que esperar, um toque rude ou algo assim, eu gostaria de te oferecer ajuda na época... bem, eu não tenho do quê reclamar agora, não se preocupe.— ele acrescentou rapidamente, suspirando a seguir.

Eu posso ajudar você, claramente, mas eu não quero que crie expectativas. Eu posso entender sua ansiedade, Logan, mas meus poderes são...— num pigarreio, ele piscou os olhos azuis com força, ao mesmo tempo que se levantava, suavemente, da cadeira.— Digamos que eu sou muito jovem com os meus poderes. Apesar da minha habilidade telepática ser treinada o tempo todo, ela ainda não é exatamente perfeita. Ainda mais numa situação como esta. É delicado, muito delicado.

Seus passos, lentos e ensaiados, ecoando abafados por cima do carpete e contrastando com sua voz, o levaram para mais perto de Logan, dando a volta na escrivaninha. Foi a vez de Charles puxar uma cadeira, sentando-se ao lado de Wolverine e virando-se de frente para o mesmo, esperando ser retribuído em tal ato, encontrando um contato visual com o homem que era fixo e cintilante.
Um segundo de silêncio e era como se Xavier pudesse ir muito além da percepção física apenas naquele olhar...

Já são quase quinze anos, não é? Vivendo o dia a dia, mudando-se de um lugar a outro, sem lembrança de quem ou o quê você é.— Charles engoliu em seco, por alguma razão não especificada, talvez não tão importante.— Eu estou muito feliz que tenha me dado essa chance, Logan, que tenha confiando em mim o bastante para te ajudar. E eu prometo a você, eu farei o meu melhor.  

Era como o clima antes de uma cirurgia ou algo assim, e Charles seria sincero em dizer que o sentia também.
Deveria alertar Logan de mais alguma coisa?
Se deveria, então ele decidiu pular esse passo por algum motivo que apenas Xavier poderia explicar.
O professor, então, estendeu as mãos para a frente, á altura do rosto de Logan, e o encarou honestamente, a seguir.

Venha aqui, me deixe sentir sua têmpora.

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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Ago 10, 2015 3:01 pm

- X-men? E do que te chamam? Mr.Engomadinho?~ Logan resmungou quase como um sussurro grunhido antes de falar com voz audível~ Espero que esteja certo Xa...Professor. O último cara que ouvi falar que fazia o mesmo que você faz pelos outros...acabou numa cruz e apenas 12 o seguiam, você tem muitas vidas aqui.~Uma mão segura o ombro de Charles~ Não se deixe crucificar, esse lugar parece ser um abrigo e confesso que me pareceu uma armadilha mas agora se parece mais uma pousada que abriga quem não tem como pagar, pra mim ainda pode ser que eu esteja errado mas essas quatro paredes podem ser tudo para aquelas crianças...tenho que perguntar se alguma Mari...~Sua fala e semblante um pouco tenso foram cortados por um riso que veio depois da fala de Charles~ Fé? Poxa, Xará! Não comece a usar vestidos e deixar o cabelo crescer, isso vai pegar mal.

Logan de certa forma perceber o rosto de Charles frisar a cerveja em suas mãos, um reflexo trêmulo fez ele pensar que deveria guardá-la mas o professor nada disse diretamente, isso parecia ser engraçado, a figura paterna de Charles era forte, ele falava e agia como se fosse um parente distante ou conhecesse Logan há anos...isso até que seria algo bom na verdade. A mente perturbada e com memorias quebradas e retorcidas poderiam causar confusão em Xavier mas não em Wolverine, afinal, como poderia se sentir assim se não lembrava de nada? Como poderia lembrar se parecia ter sido obrigado a esquecer?
E por isso como um aluno que tenta entender uma disciplina ou apenas um leigo ouvindo falar de teorias e teses, o que geralmente devia ser comum nas palestras do professor, Logan fixou os olhos atentamente no homem que se mostrou tão seguro e sincero mas então uma palavra fez a audição se aguçar ainda mais -"Quando tentei buscar sua ajuda há tempos atrás"-...Porque ele precisaria de Wolverine? Oh, droga, aquilo realmente parecia não ser apenas uma ajuda á um homem sem memória, e Logan não via isso de forma mesquinha ou interesseira, via de forma...justa. Uma mão lava a outra.

- Você me pegou num dia ruim..~Logan deu um jeito na cerveja que estava pela metade bebendo-a de uma vez~ E tinha algo que não me cheirava bem naquele cara que tava com você...~ Literalmente.~ Eu entendo professor, mas de qualquer forma eu vim aqui, você deve ter feito a coisa certa...mesmo não fazendo...olha, eu só espero não ter sido um dançarino de tango antes disso tudo~ Logan riu enquanto acompanhava com os olhos os movimentos de Charles ao redor da escrivaninha~ Eu não sou uma criança, Charles. Eu esperava que me mandasse voltar quando chegasse aqui, não criei expectativas nem sobre mim.~ Aquilo não era tanto verdade, alguns pesadelos lhe mostravam coisas que lhe davam pistas mas nada muito claro e embora não tivesse expectativas sobre si, Logan criou sobre outras~ Muito delicado? Não se preocupe, professor. Eu estou acostumado com coisa mais perigosas, é uma pena não ter cicatrizes para lhe provar.

O corpo de Charles se move lentamente pela sala sendo acompanhado pelo olhar atento e um tanto preocupado de seu visitante rústico, o olhar o acompanha até que não possa mais e logo continua quando o Professor se mostra a sua frente preparando uma cadeira para se sentar próximo o bastante de Wolverine para que o próprio se sinta um tanto desconfortável, Charles não era ameaçador mas era misterioso o bastante para causar tal desconforto, ainda mais quando estendeu as mãos como se esperasse tocar algo extremamente concreto porém abstrato, sólido mas como o ar.
A mente.
Wolverine ficou um tanto em dúvida sobre o que diabos eram Têmporas mas logo pela posição das mãos ele pode entender que era algo na lateral de sua cabeça.

- Nenhum aviso?~A voz um tanto risonha e temerosa se fez presente no silêncio deixado pelo professor~ Apertar o cinto? Manter mãos e pés para dentro do veículo durante a viagem? É só...?~O rosto de Logan se aproxima das mãos de Charles que já parecia concentrado o bastante e então lhe faltaram palavras~ E-Eu confio...em você...

De dono, Logan passou a ser um expectador de sua mente e isso o fez pensar que Charles também era, e ambos poderiam ver o que haviam em sua mente como um filme Surrealista, sem ordem ou sequencia correta para as cenas.
Sua mente apenas se tornou uma enorme tela mesmo que os seus olhos permanecessem abertos.
Não demorou até que as imagem tortas e erradas começassem a desacelerar e a tomar foco como se Charles ajustasse um tipo de projetor avançando lentamente pela estrada das lembranças de Logan.
A lembrança que viera talvez não fosse a mais necessária nem a pior de se lembrar, era de uma semana atrás quando Wolverine lutava numa jaula num bar em troca de dinheiro.



- Eu g-ganhei essa...e todas as outras...~Logan ri suavemente enquanto se esforça para falar enquanto Xavier está dentro de sua cabeça...isso era seguro? não devia ficar em silêncio? Na verdade, estar seguro não importava tanto para Logan. E logo as memórias continuaram...



- M-marie...Eu não s-sei aonde ela está...M-marie...

As mãos de Logan apertam forte os próprios joelhos sobre a calça jeans que veste. Marie, ou Vampira como ela mesmo se chamou, o ajudou numa última briga num bar e acabou buscando refúgio em sua caminhonete, Não foi fácil convencê-lo a levá-la consigo mas não poderia deixá-la sozinha naquela neve. A caminhonete serviu de quarto e casa para os dois mas há poucos dias ela havia dito que estava cansada de fugir e se esconder, dormir em caminhonetes e pousadas por um dia e depois ser expulsa apenas por ser quem é.
Wolverine não poderia prendê-la aquilo, e acima de tudo, ela tinha razão.
Marie disse que iria até o tal Instituto Xavier que se tornara mais e mais famoso na boca dos mutantes mais jovens e realmente parecia um bom lugar, Logan não a impediria de ir mesmo achando que poderia ser algo como uma armadilha do governo.
Depois de uns dias, saber se Marie estava bem se tornou um motivo ainda maior do que entender sua mente.

- Continue...V-vá em frente, C-charles! Apenas vá!
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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Dom Ago 16, 2015 6:44 am

Pelo visto, o professor não se deu o trabalho de responder a pergunta que mais parecia uma piada de Logan, da mesma forma que as seguintes questões levantadas tampouco foram comentadas por Charles, embora, quando Jesus fora claramente mencionado ali, fosse perceptível que seus ombros tivessem ficado um tanto tensos, ainda mais depois do toque de Logan.
Por sua vez, o professor apenas o fitou de baixo, comprimindo muito sutilmente os lábios, como se estivesse prestes a falar algo, mas nada realmente saiu.
Logan tinha deixado Charles Xavier mudo com sua preocupação?
É claro que não.

As crianças também são tudo pra mim. É recíproco, não se preocupe. Mas, Logan.— ele chamou.— Pode ser pra você também.  

Ele deixou aquela fala no ar, antes de simplesmente rir ligeiro sobre o cabelo cumprido e o vestido,  coçando a cabeça brevemente.

Está tudo bem, não se preocupe. Ah, Erik, você diz? Bem... é complicado, mas ele é melhor quando você o conhece bem.

Com certeza, quando a voz de Wolverine soou após Charles poder sentir as têmporas do homem debaixo de seus dedos, ela pareceu ter ecoado longínqua para o telepata, como se ele estivesse lentamente se afastando do real... do concreto.

Apenas, quando tentarmos ir no fundo... então pode causar uma enxaqueca leve... — ele murmurou aquilo, e seus dedos fizeram uma leve pressão em Logan, onde estavam postos.

E então ele viu aquilo tudo.
A voz de Logan para si, que ainda fazia questão de soar, era um eco que, embora distante, era compreensível.
De alguma forma, Xavier era o guia e era o turista. Era ele quem estava levando Logan naquela viagem por suas memórias, e era ele quem estava esperando certo esclarecimento da parte do homem sobre cada lembrança, embora o próprio professor pudesse claramente sentir as emoções deste e dizer do quê cada memória se tratava por si só, de tal forma que as palavras de Logan soavam atrasadas para a compreensão de Charles. Mas não o atrapalhavam.
Não foi difícil que mais coisas começassem a surgir, mas, de alguma forma, Logan saberia que Xavier anotaria o nome Anna Marie. As mentes estavam interligadas, por mais que só a de Logan estivesse sendo explorada.
Até um ponto em que ele decidiu que teria que assumir sozinho.
Tudo parecia mais difícil. Estava mais escuro, mais embaralhado, mais apertado.
As memórias se tornaram pedaços distorcidos e sem conexão e Logan pôde sem dúvida acompanharia tudo de perto, por mais que de repente as informações tenham distribuído uma dor de cabeça que aumentava gradativamente a cada flash fragmentado de memória, como se o abstrato então começasse a refletir em seu físico.
Eles viram de tudo ali. Eles não puderam exatamente contar as brigas de bares nem o número de relações íntimas que passaram num piscar de olhos naquela jornada, mas que não tinham realmente importância graças às emoções que ela guardavam consigo.
Não havia segredos quando se estava tão inteiramente dentro da mente de uma pessoa. E, para Charles, por mais que aquilo fosse inteiramente particular... ele tinha a permissão.
Era exatamente para isso que estava ali e porque queria ajudar.
Então ele o fez.
Foi mais fundo.
Estava difícil, muito difícil agora. Era como tentar pilotar uma aeronave fora de controle, era como tentar segurar mercúrio com as mãos. Estava cada vez mais doloroso para Logan e Xavier tinha consciência disso.
As memórias estavam se perdendo, e agora apenas um breu. Sentiu que estava perdendo-se dentro da mente do canadense. Era complicado, ainda mais trazer o homem consigo, fazer Logan enxergar tudo o que ele estava enxergado - isso exigia uma concentração além do comum.
Mas agora, tudo estava misterioso. Era o que mais tinha ali. Era como se não houvessem rastros mais. O telão que se tornara a mente de Logan estava em penumbra, e nenhum dos dois podia visualizar nada além disso. As vozes, os murmúrios, os gritos, o barulho; o silêncio atropelara todos eles. Era como se o filme tivesse chegado ao fim.
Os quinze anos acabavam ali. E nenhum rastro que o pudesse levar para mais longe...
Nada que os guiassem para mais longe do quê a vida que Logan conhecia de si mesmo.
Concentração.
Xavier precisava de mais concentração de poder. Seu poder.
Sua mão direita desprendeu-se do rosto de Logan, e então seu indicador e médio tocaram sua própria têmpora. Eram músculos que ele executava o tempo todo. E precisava deles, do máximo deles, agora. Seu contato visual antes tão imerso nos olhos de Logan foi ligeiramente interrompido quando o professor fechou os olhos e inspirou profundamente, apertando com força sua têmpora...
E então ele encontrou.
Um rastro. Uma voz. Os dizeres de uma mulher, sussurrados numa pergunta clara e suave...

"Por que a Lua é tão solitária?"


E então Xavier reabriu os olhos. De repente, eles pareciam brilhar muito mais do quê antes, num azul que se espalhou pela mente de Logan tomando todo aquele blecaute como se seguissem aquela voz que domava, de alguma forma, dentro da mente do canadense...
E tudo se tornou azul.
Azul...
Xavier se prendeu naquele azul com todas as forças que tinha...

Comigo, Logan... concentre-se também. — foi seu murmúrio, e ele preferiu falar de fato do quê fazê-lo ecoar dentro da mente de Logan porque o foco era completamente ali.

O azul então mostrado foi cortado por um barulho imenso dos motores pesados de um avião que rasgou o céu em alta velocidade e tão próximo do chão. E então, mais sons em plano de fundo. O azul se mudou para a visão de um campo de batalha devastado. Tiros, estampidos, gritos furiosos, gritos de morte.
Era uma amostra abstrata - embora real - de uma guerra, uma guerra de verdade. Logan poderia sentir seus braços pesarem como se ele segurasse uma arma igualmente grande e parecida com as que os soldados que começavam a surgir na lembrança também empunhavam uns contra os outros, num verdadeiro matadouro e rendição das próprias vidas.
Logo, no meio deles, a imagem de Logan se fez, e Xavier a acompanhou de longe, tentando, buscando se aproximar... e as memórias se embolaram, misturaram, juntando guerras e mais guerras,uniformes diferentes, pessoas diferentes, campos diferentes.
Ele estivera em muitas... muitas guerras.
E a maioria delas, Xavier podia reconhecer pelos uniformes e pelo que havia tanto estudado nos livros em época de escola.
Todas aquelas guerras... haviam acontecido há muito, muito tempo atrás...
Num tempo que ele não passava de uma incerteza no universo.
Num tempo que seus pais, Brian e Sharon Xavier, sequer tinham avôs...


Todas aquelas miragens arrebatadoras pareceriam tão reais a ambos. Embora Charles pudesse distinguir isso, poderia ser mais do quê complicado para Logan ignorar o fato de se sentir exatamente como numa guerra, sentir emoções lhe aflorarem o psicológico e o físico que antes ele não estava sentindo. Adrenalina, suor, raiva. Tudo estava surgindo novamente, e foi exatamente por questão disso que Xavier tentou um outro rumo ou a enxaqueca em Logan se tornaria insuportável com aquelas sensações tanto quanto o eram para o franzino professor.
Ele buscou, buscou alguma outra coisa, mais atrás, mais suave, mais... esclarecedora.
Nenhuma imagem conseguia se formar. Estava tudo tão apagado que era como uma cortina branca manchada esvoaçando com o vento.  Mas então, eles puderam ouvir vozes. Vozes. Muitas vozes. Só elas naquele espaço branco e sem imagem.
Embaralhadas.

"O QUE VOCÊ É?!"- gritou uma mulher sabe-se lá da onde ou como.

"Ele não é seu pai, James"- uma voz jovial e masculina soou.

"O QUE VOCÊ FEZ COM ELE?"- a mesma mulher, aparentemente.

"Tomou seus remédios?"- uma voz mansa e branda de um homem.

E então se embaralharam mais:

"Você é meu irmão... e irmãos se protegem"

"Você sempre fica doente!"

"Venha, vamos correr para a colina"

"Vai ficar tudo bem..."


Mas não ficou.
A imagem de um garotinho assustado, de pijamas e cabelos negros que se embolavam em sua testa suada e gélida... erguendo garras retráteis do mais puro ossos cravadas em seus punhos...
E cheias de sangue.


A confusão que aquela imagem trouxe foi inexplicável até mesmo para Charles. Ele se sentiu atordoado como nunca estivera, como jamais se encontrara. Ele sentiu na pele - ou melhor, em sua própria mente, o tormento de uma criança que foi obrigada a entender o mundo cedo demais...
Aquilo o fez recuar. A imagem não durou por mais tempo na frente deles. Foi substituída por algo sem nexo à corrente de pensamentos, à corrente de datas.


"Kayla, me desculpe..."- a voz de Logan soou, ecoando em sua própria cabeça, naquela lembrança desconhecida até então, o fragmento tão abalado que permanecera escondido no canto mais profundo de sua cabeça e que, Xavier poderia afirmar, era uma das memórias mais rasas que ele poderia encontrar...ainda restava muito. Muito. Escondido.

"Foi só um arranhão."- a resposta veio numa voz feminina. Logo depois, um sorriso surgiu, sem realmente ter rosto. Dois olhos azuis encaravam Logan, ele poderia sentir...
E não eram os de Xavier.
Eram dois olhos com rímel e sombra marrom.
Aqueles olhos, sorridentes, lhe disseram:

"Significa 'Wolverine'"

A ligação se rompeu.
Se perdeu, o poder falhou por um segundo e o progresso foi por água abaixo, de tal forma que Charles rapidamente afastou a mão de Logan e então de sua própria têmpora.
Os olhos azuis do professor fitavam intensamente o cordão metálico ao redor do pescoço de Logan.
Wolverine, estava gravado. Imaginou consigo mesmo...
A viagem pela mente de Logan não parecia ter sido das mais agradáveis; Xavier arfava, talvez tanto quanto James estivesse fazendo o mesmo. Suas mãos tremiam e sua testa estava suada ao ponto de seu cabelo desprender do gel e assanhar-lhe para o lado. Era como se ele tivesse feito muito esforço, mas não fora realmente esse o real motivo...
Charles sabia que podiam ir além. Ele podia ir além.
Era como se as emoções de Logan e todo o pacote de processos da história daquele homem discorrida em cacos fragmentados à sua frente o tivessem abalado mais do quê qualquer outra coisa já o fizera antes e tão rápido...

"Pobre homem..."- ele escolheu não dizer.

... Escute...— ele tentou dizer, enquanto fazia esforço para tentar controlar a respiração.— Eu preciso de exames. Agora mesmo, se possível. Nós precisamos, se você ainda quer saber alguma coisa do seu real passado. Estou disposto a fazer um trato com você. Está calmo o suficiente para me ouvir...?

O professor passou uma das mãos pelos cabelos, ajeitando-os brevemente novamente. Já parecia estar devidamente mais calmo, afinal. Sua língua umedeceu os lábios secos, devolvendo-lhe sua coloração naturalmente rosada - quase avermelhada. E sua proximidade com Logan não diminuíra, de forma que ele ainda encarava o homem de perto.

O trato é sobre os exames, eu preciso de uma coleta completa do seu DNA e de uma avaliação sem precedentes do seu corpo por inteiro. Tenho um laboratório, tenho como fazer isso aqui. Me dê algum tempo, talvez quarenta e oito horas, fique no Instituto e eu prometo lhe dar minha palavra para pesquisar o máximo que eu puder para juntar o que você perdeu... e o que você está procurando. Enquanto isso, meu rapaz... nós precisamos conversar sobre seus sentimentos, emoções. O farei quando estiver mais à vontade para falar sobre isso, eu não vou desistir de você embora esteja realmente complicado alcançar sua mente. É como se alguém tivesse... apagado-a à força...— ele engoliu em seco.— Olhe, se ainda quer a minha ajuda, apenas por um tempo até que possamos resolver isso... — Charles deu um suspiro, como quem tem medo da resposta - ele só pensava em toda a rejeição que Wolverine demonstrara ao lugar -, mas ainda assim propôs: — Fique aqui, no Instituto.

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James Logan Hawlett

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MensagemAssunto: Re: Diretoria    Seg Ago 17, 2015 3:44 am

Uma palavra resumia bem os sentimentos daquele homem bruto perante as mãos de Xavier que tocaram lentamente sua cabeça: Cobaia.
Era apenas um pensamento, na verdade era quase como um tipo de "Você não sabe onde tá se metendo.", um tipo de aviso? Nem mesmo Logan sabia.
Já havia lutado com motoqueiros em troca de dinheiro.
Levantado motos para ganhar apostas.
Beber sem parar durante dias como desafio para ganhar uma caminhonete velha como recompensa. O que lhe deu uma cirrose que não durou mais que algumas horas até que seu fígado se reconstituísse.
E já lutou com um urso em para conseguir um jantar.
Mas entrar em sua mente? Vasculhar a curiosidade misteriosa lhe causava um receio mesmo que seus sentidos tão aguçados pudessem lhe dar certeza que charles não tinha más intenções, mesmo sabendo que qualquer dano poderia ser reparado, o fato de ir aonde ele nunca conseguiu ao menos imaginar como seria lhe fazia suar frio, afinal, antes daqueles quinze anos, tudo que havia eram imagens borradas, tão obscura quanto a noite que tem a lua coberta por nuvens...era assim que Logan via sua vida, seu passado, sua felicidade e sua paz.
Uma distante...e solitária lua.
"Pode ser pra você também."
Esse sujeito, Charles Xavier, era realmente um cara muito estranho. Aceitar ajudar Logan sem nem ao menos falar sobre um "pagamento" e agora lhe oferecer um abrigo? Oh, sim. Era realmente um cara bem estranho...agradavelmente estranho.
Mesmo que Wolverine não acreditasse nas existência dos tais, Charles parecia ser um dos mocinhos, daqueles que o canadense via passar nos filmes de faroeste na TV, incorruptíveis, a maldade nem lhe passava pela mente e caso passasse, era tratada com repulsa. Ele podia saber disso talvez pelo cheiro? Nem ele mesmo sabia, era como um sexto sentido, como uma mosca que voa antes de sua mão a atingir, ele apenas sabia, sabia quando algo "cheirava" bem e quando nem tanto. Era isso que sentira quando o tal de Erik se apresentou, seu nariz, seus ouvidos e seus pelos que vibravam com a menor mudança de ar do ambiente podiam lhe dar certeza que ele não era como o professor.
Wolverine acreditava apenas que você poderia ser bom no que faz, e isso poderia lhe trazer benefícios assim como para outras pessoas, acontece que o que Logan sabia fazer não era muito agradável.
Mas aquele homem que com as mãos em suas Têm...Têmpi...Têmporas! Isso! Lhe aconselhando sobre uma possível dor forte de cabeça, mesmo sabendo que dores são insignificantes para Logan, há pouco ele apagara um charuto na mão, porque o professor se preocupava com uma simples enxaqueca? Ele parecia ser bom no que fazia, em tudo que fez por todas aquelas crianças e com certeza aquilo era mais, muito mais do que qualquer coisa que Logan poderia fazer com suas garras.
Quando as primeiras visões começaram a surgir como uma televisão quem tem suas antenas mudadas constantemente em busca de um melhor foco. De imagens distorcidas e rústicas como pinturas mal feitas elas se tornaram tão nítidas como se Logan pudesse vivê-las novamente. como se fechando os olhos, ele acabaria voltando para aquele momento. Até então tudo era como apenas lembranças iúteis, afinal não fora por elas que Wolverine pediu ajuda a charles, mas ele entendia que não se podia chegar ao fim da estrada sem começar do início mesmo que o Professor estivesse fazendo o percurso contrário. As lutas, a caminhonete velha, as garrafas de bebidas viradas fortemente pelo gargalo e secadas em minutos, a dor das garras quando se faziam presentes, as várias agressões e...Marie, a antiga dúvida de onde ela estaria só cresce mais, ela devia ter encontrado o Instituto, por que não estava lá? o que aconteceu?
Pobre Logan, tais perguntas se tornaram meras e pequenas pulgas atrás de seus ouvidos apurados quando pode sentir a pressão aumentar de uma lado da cabeça e diminuir do outro lado "Por que ele tirou uma das mãos?" Logan pensou que poderia estar dando algo errado ou pior, não está dando nada, as visões se tornavam mais fracas e então ele pensou em abrir olhos para tentar ver o que estava acontecendo e tudo que pode ver foi um Charles concentrado e imóvel como uma estátua, uma das mãos com os dedos em suas têmporas e a outra em suas próprias.

- Professor? Algo errado? É que...

Sua fala foi cortada por uma tontura, Logan não sabia exatamente o que o professor estava vendo mas ele via apenas uma imagem distorcida de charles, a tontura aumentou e então os olhos verdes do canadense foram cobertos por suas pálpebras. A escuridão era tudo que havia por lá, nenhuma lembrança ou fragmento de memória. A tontura se fazia mais forte e mais presente, mesmo sentado, a cabeça de Logan girava mas...uma voz, uma voz feminina e assustadoramente familiar vem aos seus ouvidos..."Por que a Lua é tão solitária?"
Sua boca ficou entre-aberta e quase como um sussurro Logan deixou sua voz soar.

- Qual?

A voz de charles embora um tanto abafada, pode ser ouvido, e assim como tido pelo guia das mentes, Logan apertou os olhos e se concentrou ainda mais em busca de uma resposta, em busca da voz que há pouco ouvira, e ele a teve. " Porque ela costumava ter um amante."

Antes que o canadense pudesse fazer qualquer coisa, o tal aviso sobre a enxaqueca se fez mais do que verdadeiro e toda aquela história de dor ser irrelevante se tornou um grunhido a escapar pelos dentes cerrados de Logan que levantou da cadeira mas permaneceu com o rosto na mão do professor.

                                                                         



- Onde eu estou professor? ~A dor só aumentava enquanto Logan prendia os dentes, era como se um broca fosse posta contra sua cabeça enquanto o plano azulado era cortado por uma aeronave~ S-sou eu? Professor...quando?~ Novamente foi inevitável que as perguntas de Logan fossem feitas corretamente ou com sucesso, o uniforme azul escuro que o aparentemente Wolverine do passado vestia foi perfurado por algo enquanto o peso do fuzil faziam seus braços baixarem, o queimar tomou conta de seu peito, fora um tiro e logo depois outro e outro, sua pele suava como a de um porco enquanto seu coração acelerava até que como quem muda de canal, as imagens foram sumindo e trocadas por um canal fora do ar porém podia-se ouvir claramente muitas vozes como um discussão.
"O QUE VOCÊ É?!"
- E-eu não...sei!
"James..."  
- Como sabe meu nome? ~Logan vira o rosto de lado para o outro enquanto procura ver algo ou achar de onde vem as vozes.
"Você é meu irmão... e irmãos se protegem"
-Irmão? Q-quem é ele professor?~ As perguntas eram como sussurros de Logan e a jugar pela concentração de charles, se tornaria difícil de o professor ouvir ou entender~ Eu não...não quero ir...Victor...

Uma dor forte e aguda se inicia nas mãos de Logan, uma dor familiar mas parecia ser a primeira vez que doía. Suas garras saíam lentamente, mas apenas as pontas se fizeram ficar a mostra. Quem era aquele garoto? Era Logan? As garras lhe diziam claramente que sim mas não eram como as suas, não era metálicas, o que diabos havia acontecido?
Por um instante Wolverine quis que seu passado permanecesse num hiato obscuro mas movido por um apertar em seu peito, um embrulho em seu estômago lhe forçou a perder o foco da dor ou de qualquer coisa que não fosse sua mente e aquela voz feminina...é tão familiar.
No bolso da jaqueta de Logan havia, no mesmo bolso que foi encontrado, um bilhete assinado por uma mulher e a jugar pelo conteúdo do bilhete, eles tiverem algum relacionamento.
E a julgar pelo marejar dos olhos do canadense ao ver o par de olhos azuis lhe encarando,  havia amor.

- Me desculpe...Kayla.

Poderia ser ela quem escreveu o bilhete? poderia ser Kayla a Raposa Prateada?
A mente de Logan poderia não lhe dar certeza mas seu peito lhe dizia que sim, e o viajante que era levado para os campos vastos e escuros da própria mente, que segurava a mão de seu guia apenas tomou por conta própria um caminho singular e paralelo ao de Charles e a certeza de quem aquela voz pertencia se fez como se em suas mãos fosse entregue a resposta de uma pergunta que nem ao menos chegou a ser formulada.




O calor dos lábios daquela mulher era mais que familiar, Logan sentiu-se em casa, em paz, era como se a dor daquelas balas que recebera nas guerras perdessem o valor perto cheiro que adocicado que exalava da pele da tal mulher...Kayla...Raposa prateada!
Poderia ser felicidade?
Não...tudo menos felicidade poderia ser carregado pelo nome Wolverine.
Assim como dois ímãs ao serem colocados em polos opostos, charles e Logan se afastam. O corpo do canadense cai como um estátua de puro metal sobre a cadeira causando um leve tremor mas praticamente imperceptível.
Charles saiu da mente do canadense de forma como uma televisão que puxada pela tomada ao invés de ter um botão apertado, atordoado Logan escuta tudo o que Xavier diz mas tudo ainda parece muito confuso, a cabeça ainda dói muito embora charles já não esteja mais lá.
Uma vez que o Professor lhe fez lembrar de tantos momentos, o fez trazer consigo muita coisa como rostos, nomes, datas, lugares, sons e principalmente cheiros, para um caçador era o bastante.

- E-Eu agradeço, Xará mas acho que...~ Logan leva a mão a testa franzindo as sobrancelhas~...sua cabeça não vai se regenerar se acabar explodindo. Vai por agulhas em mim? Não sei, não gosto nem um pouco da ideia...porquê? porquê quer me ajudar? Acha que posso servir de complemento pra alguma tese ou palestra? Me desculpe professor, eu procuro por uma amiga e agora eu tenho mais alguns para procurar...Espere...Meus sentimentos? O que você quer dizer com isso? Olha isso tudo parece muito...muito utópico, Melhor eu ir embora.~Logan por dentro apenas queria sentar-se lá por horas e ter todo seu passado entregado a ele pelas mãos de Charles, e se ele pode ler as mentes, saberia o quão grato ele estava, mas seu instinto repulsor de boas intenções o fez apoiar as mãos nos braços da cadeira e se levanta, apenas o bastante para perceber o quanto deveria ter ficado sentado.

sua cabeça aos poucos ficou mais e mais pesada e então pelo seu nariz entrou água ao invés de ar, na sua boca um tudo lhe fornecia ar e por ele Logan tentou respirar enquanto olhava ao redor do que se parecia um enorme caixão de vidro cercado por homens de jaleco e máquinas. Eles falavam mas tudo que o canadense ouvia era o som abafado da água nos ouvidos. Os olhos arregalados de Logan se manteram arregalados e fixos na água trêmula que se movia fortemente enquanto a temperatura aumentava, ao tentar se mover, mãos e pés atados, presos fortemente ao piso da banheira transparente lhe impediram de fazer qualquer movimento, Wolverine então começou um sequência de bater de braços e pernas para tentar sair dali, tudo inútil.
aos poucos ferros desciam na direção dele, ao correr os olhos verdes pelo próprio corpo, pode ver marcações, linhas e pontos, ao olhar para si e para os ferros com enormes agulhas ou ferrões que adentravam a água fazendo-a evaporar causando uma nuvem de vapor acima dele, teve certeza que não eram marcaçoes e sim alvos.



As agulhas se aproximavam mais e mais, a cada segundo e então Logan não pode ver mais nada além da água ficar levemente avermelhada quando as agulhas giratórias apenas adentraram sua pele, queimando, perfurando sua carne e músculo, cartilagens e seus olhos.
A pele queimava e a cada centímetro que se queimava, um novo vinha e assim ocorreu com seus músculos, as agulhas apenas pararam ao acetar algo sólido o bastante...seus ossos.
A dor lancinante poderia ter acabado...se não fosse por uma queimar ainda maior.
Algo foi injetado, veio pelos tubos e passou pelas agulhas, o copo de Logan saltava enquanto a água evaporava cada vez mais, mesmo que o volume da água se alterasse tão pouco.
O que veio pelos tudo queimou ainda mais, porém, queimou Logan por dentro, os gritos abafados pela água, as unhas que arranhavam o vidro e acabaram sedo arrancadas pela força exercida, eram pequenos aperitivos para a cria final.
Com o corpo extremamente dolorido, sua alma queimava, as agulhas saíram e seu corpo permaneceu embaixo da água...alguns segundos e nada...apenas pausas para que o verdadeiro animal, a verdadeira besta mostrasse as garras saindo água como um urso que amedronta sua presa, sua garras queimavam suas mãos, tão brilhantes e prateadas, seus ossos ardiam e num grito horrendo de dor e raiva Logan voltou para si, alí na sala e Charles, a dor pode ser sentida de forma assustadora porém em dose menor, o grito permaneceu contínuo enquanto os olhos de Logan se arregalavam.
Suas garras se tornaram a mostra e então num movimento bruto e certeiro, ele acaba acertando por sorte ou azar um vaso em cima da escrivaninha do professor, vaso que se estraçalha voando em pedaços até a parede.
com uma respiração falha e ofegante, Logan se da conta de onde está e do que acabara de fazer, seus olhos arregalados, sobrancelhas contraídas, ele ofegava como um logo que muito havia corrido.

- Você disse...dois dias não é? Eu vou...ficar!

Logan pegou suas coisas nos braços após de esconder suas garras e olhou de maneira assustada porém confiante para os olhos azuis de Charles, havia mais um mutante no Instituto.
Mais um aluno para as aulas.
Mais um filho para Xavier.
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