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 Aposentos de Erik

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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Aposentos de Erik   Sex Jun 26, 2015 5:46 pm

O quarto tem um leve cheiro de madeira, afinal existem mais objetos e móveis de madeira no quarto do que de metal, mesmo que Erik controle metais. É bom não ter sempre que usar seus poderes.



Contraditóriamente, brincar com os objetos de metal do quarto e mudá-los de lugar é um dos passa-tempos preferidos de Erik, assim como observar o capacete cinza em cima da cômoda do lado da cama.

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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Sab Jul 04, 2015 5:45 pm

"Violência não combina comigo, violência não combina comigo. Apenas uma conversa, Charles... apenas uma conversa."- eram os pensamentos que martelavam a cabeça de Xavier.
Mas era com se fossem pregos sem pontas, porque não estava fixando muito bem... ou era ele que não estava sabendo manusear o martelo direito? Mesmo assim, Charles fazia questão de repeti-los para si mesmo, de insistir naquelas frases de auto-ajuda; o cenho franzido e os olhos azuis semicerrados, tentando entender a própria informação, tentando ter certeza em si mesmo.
Por um lado, ele tinha. Tudo bem, não seja violento... tudo bem.
O carpete que cobria os corredores da mansão foi praticamente pisoteado pela sola dos sapatos sociais de Charles Xavier.
E, agora, aqueles passos pesados se dirigiam exatamente até aquela porta, naquele dormitório.
Diante da entrada fechada, os passos fizeram silêncio num solavanco repentino.
E logo, três suaves batidas na madeira da porta...
Um suspiro cortado veio do lado de fora.
Silêncio.

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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Sab Jul 04, 2015 6:23 pm

Os dias no quarto de Erik eram robóticamente repetitivos e monótomos, afinal ele nunca relmente teve afazeres que ocupassem todo seu tempo. Erik apenas martelava ideias em sua mente enquanto olha para o teto amarelado, os dedos da mão esquerda buscam pela pequena escrivaninha o objeto que o entretia tanto mas uma ligeira memoria o fez lembrar que a moeda não estava mais com ele.
E então as Três batidas fazem o polonês olhar fixamente a porta, ninguém bate em sua porta desde que chegara. Quem poderia ser?
Erik da passos lentos e com a magnetividade ele abre a porta e antes de reparar no semblante do visitante ele o reconhece:

-Ah, é você Charles? Veio atrás de uma revanche?
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Raven Darkholme

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Sab Jul 04, 2015 6:33 pm

As palavras formaisde Charles foram dolorosas como um tapa... Cortaram como uma faca afiada, e Raven não foi capaz de responder, apenas mostrando uma máscara de indiferença.
Mas as palavras lhe vieram a cabeça, milhares de coisas acumuladas ao longo dos anos que ela quisera lhe dizer mas nunca fora capaz...
Então, quando os passos dele, Raven se questionou se deveria se meter.
E concluiu que sim.
Enquanto seus passos também ecoaram pelo corredor, sua aparência voltava a ser a da garota loira e aparentemente normal. E ela parou ao ver Charles parado na porta de Erick, com uma expressão que não lhe era usual...
-Charles, Esse assunto você tem que resolver é comigo.
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Sab Jul 04, 2015 6:51 pm

Ele ouvira os passos de Raven atrás de si, mas não fez questão de parar por conta deles.
Certo, ele já quase podia se sentir calmo. Repetir os objetivos para si mesmo geralmente dava certo.

— Eu só tenho que falar com ele, Raven.— foi o que ele disse, num tom aparentemente calmo e controlado, que sequer soaria suspeito para quando o dono do quarto fosse abrir a porta...

Seria apenas uma conversa, uma conversa séria, é claro, mas Charles não seria rude com o próprio amigo e...
A porta se abriu.
A voz de Erik veio primeiro, chegando em seus ouvidos, e só então os olhos azuis de Charles fitaram o rosto do amigo...
Amigo que tinha beijado Raven, que tinha tocado nela, que tinha feito aquilo tudo e agia normalmente mesmo que isso já fizesse algum tempo. Foi inevitável juntar esses fatos ao semblante no rosto de Erik.
E, por isso... Xavier nem notou quando deu adeus aos bons costumes.


Uma marca vermelha e bem imprimida de um punho fechado no rosto de Erik, e foi isso; tão forte que faria o polonês ser jogado para trás, num empurrão da força e reação da dor.
Dor que, por sua vez, fez Charles segurar a própria mão, que também latejava miseravelmente agora...
De verdade, uma puta dor que fez Charles semicerrar os olhos e esfregar a mão como se isso fosse amenizar alguma coisa.
Aquilo - dar um soco - parecia mais fácil nos filmes de ação...
Apesar da raiva, apesar do feito, apesar do não arrependimento de ter esmurrado o próprio amigo, ele ainda era e sempre seria o "não habituado a brigas".

Para trás, Raven.— ele resmungou entredentes, a dor no nó dos dedos se fazendo presente em sua voz.— Essa parte é só com ele.

E, dito isso, ele entrou no quarto, balançando a mão com sutilidade, como se tentasse esconder que estava doendo - mas estava, e muito.
Mesmo assim, os olhos azuis do professor se focaram em Erik. Com raiva, severos; sequer Erik estava acostumado a ver Charles daquela forma.
Na realidade, ninguém estaria, afinal...
Nem o próprio professor Xavier se reconheceria naquele estado.
Silêncio; apenas a respiração pesada de raiva e adrenalina momentânea de Charles que tentava se normalizar, mas isso não dava lá muito certo...

Como você...— aquilo foi um sussurro embargado.— COMO VOCÊ PÔDE?!!— já aquilo foi uma indignação esbanjada e extrapolada num tom de voz muito mais alto que o habitual de Charles.— Vim atrás de um ultimato e, acredite, eu não estaria aqui se não precisasse!

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Sab Jul 04, 2015 7:43 pm

Erik esperava qualquer resposta, qualquer mesmo, menos aquela.
Mal abrira a porta e a resposta inesperada veio como um susto, Erik mal conseguiu raciocinar quando o punho cerrado de Charles o atingiu no rosto, o fazendo cair sobre o chão amadeirado.
Erik passa a mão no rosto que só agora sentia a dor do soco e olhando de baixo para Charles ele diz com voz falha:

-Bom te ver também, amigo. Ainda mais em forma.

O polonês se levanta com dificuldade de se manter em pé. Aquela reação do telepata era algo que Erik nunca esperaria, embora ele soubesse que era inevitável. o gosto de sangue, o sentimento de inchaço no rosto, lhe lembrava a coronhada que lavara no rosto quando criança por um oficial nazista...não era uma boa lembrança para ele.
Com uma mão no rosto, Erik levanta a outra e com a magnetividade ele puxa o capacete para si e o põe rapidamente.

-Não...não quero você entrando aqui denovo escondido, Charles!~ Erik percebe que os dois não são os unicos alí~ Ra-Raven, o quê você disse a ele?...~ uma cuspida de sangue no chão corta sua fala e ele então entende o que está havendo~...Diga o quer dizer de uma vez! Veio me acusar? ENTÃO FAÇA! RAVEN NÃO SERÁ SEMPRE SUA CRIANÇA!
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Sab Jul 04, 2015 9:20 pm

Raven ficou boquiaberta com a atitude de Charles... Ela piscou repetidas vezes, como se não acreditasse no que seus olhos viam...
Quando Erik se levantou e colocou o capacete, ela ajeitou a toalha e se interpôs entre os dois:
-Hey, hey... Parem com isso, okay? Não há necessidade disso...
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Dom Jul 05, 2015 3:08 am

Pouco me importa.- foi a resposta dele quando viu o capacete ser posto por Erik e, imediatamente, a mente do polonês fez silêncio para Charles.— Eu já vi o suficiente antes de vir. Se quer tanto se esconder de mim, Erik, é bom passar a dormir com isso. Afinal, você mora numa casa com um telepata... nem mesmo seu eu mais profundo é desconhecido por mim, e você sempre soube exatamente disso. — ele sacudiu um pouco mais a mão, suspirando enfim, o cabelo informal e desarrumado graças a agitação anterior.


Ele estava tentando.
No fundo, ele estava tentando manter o controle.
Ele nunca o perdia, afinal. Então por que estava tão agitado com aquilo tudo?
Talvez porque aquilo tudo envolvia exatamente duas das pessoas que eram mais importantes para Charles.
E só conseguiu realmente controlar a respiração quando ele viu Raven se interpor entre eles.

Eu sei que ela não é uma criança, mas você, Raven, você não é sozinha.— os olhos dele fitaram o rosto disfarçado de Raven, e só então se ergueram, olhando por cima dos ombros dela, Erik se levantar com dificuldade.— Ela tem um responsável por ela. Ela é minha irmã mais nova desde que a conheci. Você não tem o menor direito, Erik, e eu repito, você não pode simplesmente fazer como fez com ela e depois, OS DOIS, decidirem: "Vamos esconder do Charles". Até porque enfatizando uma segunda coisa muito importante que eu não sei se vocês lembram... mas os dois são meus alunos! Eu não quero invadir a privacidade de ninguém...

Ele suspirou, profundamente.
Mais uma vez.
Não havia mais uma raiva gritante nos olhos dele, nem quando eles decidiam fitar apenas Erik, vez ou outra.
Havia uma sensação ruim indecifrável.
Não era algo como "o que eu fiz para que isso acontecesse?"; era mais para "o que eu deixei de fazer?".
E, talvez, apenas talvez, Raven entendesse aquela sensação...

Se Raven gosta de você e é correspondida... ótimo.— aquele "ótimo" teve efeito totalmente contrário no tom de voz dele, mas foi inevitável.— Mas não sinto que você corresponde assim, meu amigo. Até hoje, eu não sabia das confrontas que você andava tendo com Raven, falando sobre sua aparência da mesma forma como você fala disso comigo, mas achei que os debates fossem apenas entre nós. Achei que podia confiar em você sobre isso, mas estava debaixo do tapete fazendo a cabeça dela com seus ideais radicais, meu amigo... e isso não é uma novela. Me sinto lidando com dois adolescentes!

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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Dom Jul 05, 2015 4:48 am

Erik apenas mantém o olhar fixo nos olhos também azuis de Charles, ele sabia que o telepata ja havia passado pelos vales mais obscuros de sua mente mas esconder algo não era o objetivo e sim impedir o amigo de fazer algo que ele se arrependeria depois.

-Me esconder? É isso que pensa que estou tentando fazer? Sempre se trata disso com você!

Erik demora para se manter fixo ao chão mas após isso ele permanece imóvel olhando para frente fixamente, seus olhos claros quase se escondiam na sombra deixada pelo capacete e logo então Raven surge em meio aos dois, o polonês não move nada além da mão esquerda e a põe no ombro de Raven.

-Quem é você? Quem é você para reclamar de se esconder algo? Você esconde sua irmã por todos esses anos! E PORQUE, CHARLES? COMO QUER LIBERTAR A NÓS NOS PRENDENDO EM NOSSOS SERES? Como vai elevar o potencial dela se ela tem que se concentrar em se disfarçar? E para quê? Para parecer um deles? Não se ja tolo!

Erik sabia que enfrentar Charles era dar um tiro no pé, mas o telepata escolheu o pior jeito de lidar com aquilo e nao sobraram muitas opções para o magnético.

- Pare de se esconder Raven! Se mostre! Charles, você é o mutante mais poderoso que já conheci...como pode ser tão cego?~ Erik aponta para a janela~ Tem uma guerra começando lá fora! Raven veio até mim, eu não negaria ajuda a nenhum irmão, eu não a obriguei a nada! O que queria que eu tivesse feito? Manda-la de volta para você? Você passa mais tempo no seu quarto com papéis do que conosco! Você quer um ultimato e me chama de radical, talvez devesse cuidar mais dos seus!


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Raven Darkholme

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Dom Jul 05, 2015 6:02 pm

-CHEGA!! - a voz de Raven se elevou num grito, o que fez a atenção dos dois se voltarem para ela. Seus olhos claros se focaram em Charles, e talvez ele pudesse perceber que havia mais do que rispidez em seu semblante. Havia... mágoa- Não lhe contei porque achei que isso não seria de sua conta. Afinal, no fundo, isso tudo é culpa sua. Se você tivesse... olhado em volta com outros olhos...
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Dom Jul 05, 2015 7:21 pm

Uma guerra, Erik...?— o riso de Xavier não podia ser mais cínico... e triste.— Você deve estar amando isso, não? Porque é tudo com o que você está acostumado e é tudo o que você busca: guerra. Há caminhos, opções, alternativas melhores que isso... você escolhe a mais rebelde e violenta, que com certeza não reserva para você, nem para nenhum de nós, um futuro melhor... e então você me chama de cego por tentar alertar você.

Ele precisou de um momento de silêncio para rearticular as palavras em sua mente; na verdade, precisava de coragem e força para dize-las firmemente, de toda maneira.
Ele odiava ter que enfrentar Erik assim, porque sabia de toda a dor e sentira toda a agonia do amigo...
Mas, às vezes, Charles tinha mesmo que ser rígido com ele, porque era como lidar com uma criança teimosa.

Talvez, Erik, seja porquê você não veja que, na sociedade em que nós vivemos, ser fisicamente um mutante significa ser chamado de deformado, escória, ser exposto a humilhações e até mesmo a agressões. Talvez seja porque você não vê que Raven se machucaria ainda mais se não pudesse se esconder, mas ela tem a sorte de poder fazer isso. O mundo vai mudar algum dia, meu amigo... eu acredito nisso. Só precisamos de paciência, e luta, é isso o que eu digo a Raven desde o princípio. Mas talvez você não acredite nisso.

Um suspiro forte. Eles não paravam de vir, e Charles sequer piscava os olhos ao fitar Erik.
Sem cerimônia alguma, ele apenas continuou:

Ou ainda talvez, você queira que esse dia seja o amanhã, e quer mudar tudo numa guerra que impõe medo e soberania. Talvez seja porque você não acredite em coexistência pacífica com humanos, ou então tem raiva demais deles para querer aceitar. Talvez seja porque você acha que vai vencer esse tipo de guerra que quer travar...

Ele ajeitou os cabelos - ou tentou -, jogando-os para trás, pondo os fios para trás da orelha. Um movimento calmo, que já podia combinar com a voz dele, embora, ao invés de demonstrar organização, seu tom demonstrasse apenas uma fúnebre findada.

Mas numa guerra, meu amigo... não há vencedores.

Suas mãos desceram, se escondendo dentro dos bolsos da calça. Erik apenas fitaria aquelas duas pedras de diamante nas íris de Xavier se tornarem marejadas.
Era sempre assim, certo...?
Charles era sensível demais. Não importava o quanto tentasse esconder, aqueles olhos não mentiam; eram portas transparentes para seus sentimentos.
E, naquele tipo de discussão, principalmente diante de Raven, que via toda a cena, ele não podia se sentir pior em ter que falar aquilo tudo diretamente para ambos, numa situação pesada... mas ele fez.

Quem é o cego agora...?

O grito de Raven ecoou pelo quarto, ousando tinir nos ouvidos de Charles e fazer estremecer sua espinha dorsal de uma forma violenta que ele encolheu os ombros como se fosse um garotinho sob ordens...
O fato é que ela e, geralmente, apenas ela, tinha o poder de calá-lo daquela forma.
Mas fitar o olhar dela daquela forma, dirigido exclusivamente a ele...
Não houve como se sentir pior.
De alguma forma, ele se sentiu culpado por isso antes mesmo que fosse acusado a seguir.
De repente, ele quis sair, quis pedir desculpas à ela e apenas à ela por toda aquela agitação, quis pedir muitas desculpas e ele nem sabia exatamente quais seriam os motivos...
Mas já era tarde demais para isso, afinal.
Então ele se viu tendo que fazer uma força imensa para sustentar o olhar de Raven...
Havia confusão em seu rosto. Muita confusão.
Tanta que ele até perdeu Erik de foco.

O que você quer dizer, Raven? Como eu posso ser o culpado? Eu não eduquei você assim...— ele esfregou rapidamente o canto do olho esquerdo, matando uma lágrima que não teve tempo de jorrar.— Você está distante. Raivosa. Agitada. Se afastando cada vez mais de mim. Se eu... se eu fiz algo para te afastar, se eu fiz algo que te causou o mal, eu sinto muito. Eu sinto muito mesmo. Não foi de propósito. Mas meus olhos são esses. Eu não posso mudar, sabe?

Qual o motivo, no fim?
Talvez apenas a inocência de Xavier não o deixassem perceber... ou melhor, acreditar.
Inocência essa, impregnada na própria mente que provém de seu próprio coração; algo como a certeza ilusória de uma ideia fixa: a ideia de que Raven estava muito além de qualquer alcance mais íntimo seu porque simplesmente estava. Inalcançável.

Por isso, se alguma vez em todo esse tempo, eu errei em como cuidar de você... então abra meus olhos.

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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Dom Jul 05, 2015 8:36 pm

Charles sempre falava como se fosse oniciente e dono da razão, isso causava admiração na maior parte do tempo mas especificamente naquela hora não era bem assim. Tanta certeza na sua fala, tanta razão, impôr aqueles pensamentos a Erik apenas o faziam perder mais o controle. Os músculos magnéticos se contraíam enquanto seu olhar frio ainda encarava Charles, seu olho esquerdo tremia em pequenos intervalos de segundos, as frases do amigo telepata não faziam mais sentido, em momentos como aquele nada fazia sentido, o garoto polonês assustado voltava a tomar conta de Erik mas não o mesmo inofensivo, se Charles soubesse do esforço dele para não explodir...não continuaria.

-Você não...você...VOCÊ NÃO SABE COMO É SER CRUCIFICADO POR SER QUEM VOCÊ É! NUNCA SENTIU EM SUA CARNE!~ As luzes piscam num rítimo crescente, os objetos acima da cômoda tremem~ EU SEI COMO É, ELES ENTRARÃO AQUI E LEVARÃO TODOS NÓS! SE HOUVER UMA GUERRA NÓS, OS MUTANTES, NOS ERGUEREMOS SOBRE ESSE HOMO SAPIENS!

Era inevitável fazer com que más lembranças viessem á mente de Erik, guerra tinha um significado ainda mais cru para ele. Seus olhos se arregalaram e uma breve memória surgiu diante seu olhar espantado



Uma lágrima de angústia ameaçava atravessar seu rosto e então as luzes voltaram ao normal.

-Eles levaram tudo que eu tinha...Charles...~ erik levanta uma das mãos e movendo os dedos ele abre uma gaveta da cômoda e dele sai uma bala amassada~ Vê? É tão pequeno...Eu poderia ter parado, mas não consegui...~ Com a magnetividade, Erik leva bala até a frente de Charles~ Quando balas como essa chegarem para você...para Raven...você as parará?~ Erik faz a bala girar cada vez rápido e próximo ao telepata~Eu espero que balas como essa nunca venham a cair sobre você...~ A bala para de girar e cai no chão~...por que você não estará preparado, vai ter passado o tempo ensinando seus alunos a se esconderem ao in...

"Culpa", a palavra adentrou fortemente os ouvidos de Erik e quem a disse foi Raven, Lehnsherr poderia ser um radical com ideais de ditadura mas não, não era um tirano e nem seria injusto mesmo com os nervos agitados.

-Raven...~a voz de Erik estava seca e firme~ Calada! Você não pode culpá-lo assim, ele fez mais por você...por mim...do que qualquer um faria.

Erik não concordava de nenhuma forma com a forma que Charles tinha controle sobre Raven e nem com as razões de escondê-la mesmo em casa. Mas Erik não era tolo nem burro, aos poucos ele percebia que naquele tabuleiro, naquele jogo ele se tornava cada vez mais um peão. Seus olhos se fixaram na falsa imagem de Raven enquanto sua mente lhe pregava peças ou talvez lhe mostrasse a verdade



-Raven...por que realmente veio até mim? ~ Erik solta o braço da garota~ E por favor...Não...minta...
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Raven Darkholme

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Dom Jul 05, 2015 10:49 pm

Raven balançou a cabeça, não desviando o olhar de Charles um só instante... Por um instante, ela abriu as mãos, numa atitude que poderia ser interpretada de várias formas. Ela poderia apenas segurar o rosto dele, ou bater com toda a força... Entretanto, ela nada fez.
Charles nunca a vira como nada além de sua irmãzinha. Ele não compreenderia seus anseios, ou seus sentimentos...
E, no fim, ela se sentiu extremamente . Nenhum dos dois ali era capaz de entendê-la de fato, ou aceitá-la como realmente era.
-Vocês são dois imbecis. -foram as palavras que ela deixou escapar, quando Erick soltou seu braço- Podem continuar com sua discussão inútil. Ficarão ai por horas, e não chegaram a concesso algum. Sabem porque? Porque nenhum dos dois é capaz de ceder...
Com isso, ela lançou um último olhar indecifrável a Charles, e saiu do quarto em passos apressados, que logo se transformaram em uma corrida pelo corredor...
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Seg Jul 06, 2015 10:00 am

Erik, por favor...— foi tudo o que ele disse quando as luzes tremelicaram, piscando, enquanto a voz do polonês se proliferava com força, passando para a visão de um projétil de liga de chumbo flutuar à sua frente, cada vez mais violentamente. Charles deu um passo para trás com a afronta descontrolada, parecendo sutilmente intimidado; ele sequer parecia o cara que havia esmurrado o rosto de Erik... na verdade, parecia exatamente o contrário agora.— Não é assim que as coisas funcionam. Eles não vão vir com armas para cima de nós, porque vamos mostrar um caminho melhor a eles do quê isso. Temos inimigos em comum: russos, Shaw; eles precisam de nós.

Não entendeu, apenas a seguir, a questão de Erik dirigida à Raven. Até mesmo ele havia entendido algo que Charles não era capaz de ver com clareza?
Esses pensamentos foram praticamente empurrados para trás depois das palavras de Raven, que fizeram com que risse entristecido ao ser chamado claramente de "imbecil".
Talvez ele fosse isso mesmo...
Mas não se tratava mais da questão dos mutantes; era quando se tratava de Raven. Talvez Charles fosse sempre alguma espécie de imbecil com ela.
"Vista mais roupas ou não vou deixar você sair assim", quando ela usava aquele vestido decotado e curto.
Ou as vezes como ela se deparava com ele quase tendo um ataque cardíaco todas as vezes que Raven chegava tarde em casa.
Ainda haviam as ocasiões em que alguns rapazes se interessavam pela farsa de cabelos loiros e olhos claros. Charles realmente bancava o CSI com cada um deles caso Raven aceitasse um encontro - e ele sempre dizia que "ele não é bom o bastante para você". Sempre.
E, pensando melhor, ela nunca quisera nada com aqueles rapazes além de amizade ou alguém para conversar. Apesar de sempre falar com Xavier a respeito da própria mutação e aparência, ela nunca saía muito satisfeita depois daquele tipo de conversa com ele...
E o fato é que ele sabia exatamente o porquê.
Todas as mulheres com quem flertava, fossem nas tavernas ou nas convenções, podiam muito bem serem irmãs dele também. Então o que elas tinham que Raven não tinha também?
Bem, o que elas não tinham, na realidade...
Elas não tinham o amor incondicional de Charles. Elas não tinham a intimidade ou a preocupação extrema que o professor dirigia apenas à Raven, e somente ela. Porque Raven era a única pessoa que conhecia Charles melhor do quê qualquer um e ele era a única pessoa que poderia ouvi-la em todos os momentos, para qualquer coisa; e toda essa relação só se fortalecia mais e mais durante os anos.
Mas era como se de uns tempos para cá as coisas estivessem se tornando mais estreitas. Como se a paciência dela em esperar ser notada estivesse se esgotando, e ela realmente estivesse se tornando mais rebelde...
E seria apenas para chamar mais a atenção?
Charles não poderia saber.
O que ele sabia, é que com certeza havia algo mais do quê um "amor protetor e fraterno" quando ele sentiu a raiva ferver ao saber de tudo aquilo naquela noite.
Havia muito mais em si mesmo do quê uma simples preocupação na relação que aqueles dois tiveram: Raven e Erik.
O problema era que... mesmo com doutorado em filosofia e psicologia, Charles Xavier não podia sequer se entender, às vezes.
E era por isso que ele não entendia o que sentia por Raven, exatamente.
E, como ele sempre disse... "as pessoas tem medo das coisas que elas desconhecem".
Ele tinha medo de onde aquilo poderia acabar, caso ele demonstrasse o que de fato sentia pela... bem... irmã...?
Não era assim que ele a chamaria caso demonstrasse o fato. Caso ele fosse capaz. Caso ele fosse capaz de ceder...
E, sobre ceder...Raven também tinha razão.
Mas Charles só não cedia pelo medo.
E, desse medo, nascia uma coisa bela e mortal. Uma coisa que começa com amor... e terminava com platônico.
O quão ingênuo e imbecil isso poderia soar?
É, Raven tinha razão...
E ele só percebeu isso quando ela passou por ele, indo até a porta, deixando o cômodo.  
E, quando ela se foi, ele sustentou o olhar dela com seus próprios olhos azuis marejados, até que a conexão de seus olhos claros se perdessem...

Raven...! Raven, espere, volte aqui.— ele tentou chamar, mas era inútil. Ela já havia sumido pelo corredor.

"E você só a ama quando a deixa ir..."

Você...— ele tentou dizer, se voltando lenta e metodicamente para Erik.— Você percebeu o mesmo que... que eu percebi?

Ele estalou a língua, e abaixou o olhar, desviando-o imediatamente de Erik.


Quer saber... não responda. — ele apertou as mãos por dentro dos bolsos, mas não voltou a fitar Erik. Não queria ter que olhar a marca feia e vermelha em seu rosto.— Apenas... trate de... passar um gelo nisso. Posso, posso pegar uma compressa para você se quiser, me desculpe, de verdade, Erik. Eu não devia ter vindo aqui e ter batido em você não passou de um grande e doloroso erro...

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Seg Jul 06, 2015 9:27 pm

-"como eu pude ser tão tolo?"- Era a pergunta que se repetia freneticamente na cabeça de Erik.-"imbecis"- Raven estava sendo injusta com ambos. Charles entregou tudo em suas mãos e ainda assim não era o bastante?
O polonês embora idealizador de algo contrário aos ideais de Charles, nunca se mostrou ingrato perante tudo ao que ele fizera.
Os olhos claros não se moveram, Erik não movia um músculo, sua mente maltratada calculava inúmeras respostas e conclusões que acabavam sendo iguais...ele fora cruelmente enganado...assim como fora sua vida toda.
-"ceder"- Raven disse, ceder? Erik viu que tal comentário era tão inútil diante á situação quanto ele mesmo fora nessa tentativa infantil e suja de atrair a atenção de Charles.
Como seu amigo telepata conseguia ser tão...tão...tão inocente?
-"quem é o cego agora?"- a pergunta ecoava junto aos vários pensamentos retorcidos.
Erik acreditou que a "irmã" de Charles também acreditava em seus conceitos, acreditava no orgulho...na verdade, ela fora esperta, tocou os pontos mais frágeis dos dois para ter o quer...ótima educação ela teve.
O campo de visão de Erik estava virado para o corredor e observou quando a garota o percorreu até sumir da vista, mas também viu seu amigo chamar por ela...-"Por deus! Era recíproco!"-
Erik apenas falava consigo mesmo em sua mente, imóvel mas trêmulo e talvez...triste.
Seu olho esquerdo tremia enquanto o rosto permanecia parado, a boca entre aberta, e entao a pergunta de Charles cortou o seu transe caótico. Seu rosto se vira para baixo e lentamente, como se tirasse sapatos apertados, Erik tira o capacete e o solta no chão. Seus olhos se erguem fitando o rosto que não mais o encarava:

-Só dessa vez...não me diga o que não devo fazer...

Erik arruma os cabelos deixa soar um leve gemido ao tocar na parte machucada do rosto.

- Charles, muitas mãos já atingiram meu rosto e fizeram coisas piores...mas...~ Erik não diria, mas embora não estivesse tão machucado, aquele soco foi o mais dolorido, mas não doía apenas em seu rosto~...você pensa que isso foi um erro? Ah amigo, você não sabe o quão grande os erros podem ser! Acha que pode me trazer gelo e estará tudo bem?~ Erik dá pequenas risadas doloridas~ Eu só quis ajudá-la...mas ela não precisava de mim...ele veio a mim procurando o que você não parecia querer dar...quem são os dois adolescentes agora? E traga uísque com o gelo...

Erik se senta na cama e cobre o rosto com as mãos, ele poderia saber mais que charles mas ainda se perguntava-"O que diabos está acontecendo?"-
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Ter Jul 07, 2015 4:53 pm

Charles apenas observou com olhos distantes o capacete bater contra o piso de madeira, rolando pelos pés de Erik.
Aquilo seria uma cena vitoriosa não fosse todo o contexto por detrás dela.
O esforço de Erik para se conter anteriormente não passara em vão por Charles; mas agora, algo muito mais angustiante envolvia Magnus.
Charles sabia disso antes mesmo que o capacete que impedia seus poderes se interligarem à mente de Erik fosse retirado, porque, muito antes - e talvez além - do próprio poder, ele tinha a capacidade forte e sempre presente de se pôr no lugar dos outros. Era algo praticamente automático e, geralmente, quando isso ocorria, ele podia suportar a dor dos outros o suficiente para apenas entendê-los sem de fato se quebrar com isso.
Porém, havia algo muito mais pessoal para Charles em Erik, do quê jamais havia visto.
Ele se calou diante do amigo.
Pela primeira vez, Charles Xavier não tinha uma resposta certa na ponta da língua. Então, como alguém que já não sabe mais o que fazer, mas tem uma vaga ideia do que é o certo, ele disse:

Eu sei... eu sei que não vai resolver... eu imagino como você se sente, Erik, eu só... é tudo culpa minha.

E era mesmo.
Quantas vezes Raven tinha chegado para Xavier, questionando sua beleza?
Quantas vezes ele a tinha dispensado, dizendo que ela estava sendo ridícula ao se martirizar sobre isso?
Ele com certeza devia ter dito - mesmo que não fosse capaz de lembrar agora - que ela era uma criatura bela, requintada e maravilhosa ao seus olhos, e como era.
O problema era que...
Por muito tempo ele tinha se concentrado em mantê-la fisicamente protegida, que se esqueceu completamente do quão vulnerável ela era em sua forma sentimental.
Fora Charles quem praticamente empurrara Raven para os braços de Erik, deixando-a frágil e desarmada para todas as frases de aceitação e orgulho decoradas e condecoradas pelo polonês.
Era tudo culpa de Xavier.
Ele a havia mantido debaixo do palmo protetor de sua mão como se ela não pudesse tomar as próprias decisões sozinha, quando ela era mais forte do quê ele poderia imaginar. Mas ele imaginava. Mas ele sabia. Sabia que ela era.  
Aquilo perdeu as rédeas e simplesmente afetou os três.
Era culpa de Charles ter ignorado todo o show e teatro óbvio de Raven dizendo, gritando por todas as paredes, que ela o amava.
Quando ela dizia isso, ele respondia com um sorriso inocente e um "eu também te amo".
Dois irmãos felizes... certo?
Charles sabia desde a ida deles à Inglaterra que não era bem assim... e foi lá que Raven começou a
se perder cada vez mais na frustração desse amor platônico. Foi lá que ela descobriu isso - e ele também -, é claro, mas ele não era corajoso o suficiente para admitir que sentia o mesmo por ela, que sempre sentiu.
E, exatamente por isso, fazia questão de julgar as ações acerca disso como se ela estivesse apenas confusa sobre si mesma.
Tantos rapazes por aí à fora mais atraentes e com certeza mais jovens que Charles, que ele não podia simplesmente acreditar que Raven estava falando sério.
No fim, foi tudo um grande mal entendido.
E agora, como nunca havia feito tão fortemente, ele se arrependia amargamente do dia em que fez aquela promessa à ela: "não vou ler sua mente nunca".  
Se ele pudesse ler...
Se ele tivesse como tê-la entendido melhor...
Se ele pudesse ter certeza, da mesma forma que tinha certeza quando a mulher na taverna tinha como drink preferido um Martini com gelo, ou ainda a certeza de que tinha como quando Moira se aproximara dele já com definitivas segunda intenções e então ele apenas correspondeu à ela, se apegando, de certa forma, à agente da CIA; se ele pudesse ter o mesmo tipo de certeza sobre os sentimentos de Raven antes, apenas pondo dois de seus dedos na têmpora...
O desfecho teria sido diferente do que foi.
E, mais importante, no momento...
Ele não estaria vendo Erik daquela forma.
A raiva por ele havia passado, havia mudado para uma tristeza que era mais contra si mesmo do quê contra o amigo polonês.
Afinal, o que Erik fizera...?
Tudo o que Charles devia ter feito.
Apenas.

Charles deu meia volta, silencioso. Do frigobar presente no quarto de Erik, ele apenas retirou uma garrafa pequena de uísque e um saco transparente com pedras de gelo.
Voltando para perto do amigo - será que Erik ainda chamaria Charles assim? Poderia ler a mente dele se quisesse, mas Charles não achou que ia aguentar mais informações do quê as que já estava tentando processar no momento - dessa forma, ele despejou uísque num copo que já estava sobre a mesa de centro amadeirada, antes de se inclinar à frente, encostando muito suavemente a compressa gelada contra o rosto de Erik. Fez isso por alguns segundos, algumas vezes, sempre retirando e recolocando para que o frio realmente não agredisse a pele sensível. Sempre em silêncio, o olhar tentando a todo custo não se encontrar ao de Erik - provavelmente envergonhado o bastante para isso.
Se Charles pudesse voltar o tempo, ele o faria, e então daria um soco em seu eu do passado quando estava na porta de Erik, sem sequer pensar duas vezes.
A seguir, ele entregou a compressa para que Erik continuasse sozinho, afastando-se do amigo a seguir.

Xavier moveu os olhos azuis pela porta, por onde Raven tinha saído...
"Eu prefiro a Raven verdadeira", e então a chamou de perfeição. Foi isso o que Erik disse.
Ele disse a ela que ela era bonita, para se orgulhar de quem ela é...
Foi tudo o que ele precisou para atrair Raven daquela maneira?
Será que realmente tão poucas palavras no curso de uma semana dentro daquela mansão, tinham o poder de desfazer o amor que Charles deu à Raven por mais de década?
Ele estava com medo disso...
Mas talvez devesse descartar essa hipótese.
Foi cruel o modo de como Raven usara Erik para chamar a atenção de Charles.
Mas também foi cruel o modo de como ele tentava ignorá-la e... ignorar a si mesmo.
Se ele tivesse dado essa atenção antes... se ele tivesse cedido antes...  
De novo.
Era tudo culpa do professor X... como ela chamava-o aos risos...

Eu não sei o que dizer... mas eu vou entender se você não quiser me perdoar. Eu fui longe demais, porque estava movido por um sentimento que há muito tempo eu decidi guardar em um canto da minha mente onde não me aventuro a explorar...

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Ter Jul 07, 2015 7:54 pm

-"Culpa..."- era o que mais se dava ênfase naquele dia? Erik era acostumado com muitas coisas e quase todas ruins mas Charles lhe trouxe para uma zona de conforto e o fez fazer o que nunca fizera...baixar a guarda.
Os mutantes são superiores e nem mesmo Charles poderia negar, mas por deus, todos estavam movidos pela maldita culpa? Erik se questionava enquanto balançava a cabeça lentamente.
Talvez sentisse como se lhe tirassem de casa novamente, dos pais, de si mesmo, talvez sentisse o ório roer seus ossos e suas entranhas como os ratos famintos roíam a pele dos já falecidos no campo de concentração.
A culpa é que faz você acordar apressado pois se culpa de ter dormido muito, a culpa te faz pensar ou deixar de pensar coisas pois se sente culpado de fazê-las ou não, culpa leva as pessoas ás lojas, culpa gera lucro para o governo, culpa leva pessoas as igrejas...culpa faz elas matarem e serem mortas...mas Erik não sentia culpa, mesmo que ele tivesse culpa naquilo mas não era o caso.
Lhe irritava ver Charles, o homem de todas as respostas, perdido na própria mente, sem saber o que dizer e apenas fechou os olhos apertando-os quando ouviu o...amigo...dizer que tinha culpa por tudo e não demorou até que o toque gelado tomasse conta do rosto de erik que tentou não demonstrar dor nos primeiros toques mas logo não precisou mais pois seu rosto se acostumara ao frio e ficara um pouco dormente.
Dor...
Charles nunca sentiu na pele o peso do braço tirano que caiu sobre Erik nos tempos de guerra mas...estava claro que o telepata sabia o que era a dor, a dor que gelo algúm tornaria dormente.
Um leve frio em seu abdômen se iniciou quase instantâneamente quando Charles se afastou e disse tais dizeres que pareciam naquele instante inúteis, Erik não tinha nada para perdoar e tirando um gelo ele o põe no copo com uísque e dá um gole estalado e leva o copo até o rosto enquanto se levanta.

- E agora vai ficar choramingando como uma menininha? Vá e faça algo e pare de se culpar, é...decepecionante ver você assim!

Erik seca o copo e o poe sobre a cômoda.

- Perdoar você pelo quê?~ ele percebe que Charles desvia o olhar~ Ao menos olhe pra mim quando eu falar! Por que errar te dói tanto? Você não consegue não se sentir responsável por todos não é? Deixe me dizer algo...Todos que conheci que eram como você, todos morreram...eles olham demais pelos outros e esquecem de olhar o caos que criam dentro de si! Não quero ter que te enterrar!

Erik anda até mais próximo de Charles e o encarando ele aponta para o próprio rosto que ainda está vermelho pela pancada e por pequenas gotas de sangue.

-Isso dói...~ Erik toca com os dedos no peito esquerdo de Charles~...Isso dói também...

Erik põe o capacete em seu lugar usando a magnetividade e fita o rosto que expresso o pensamento longíquo de Charles.

-Um dia, haverá uma guerra, uma como nunca vimos e vamos nos arrepender de termos que vê-la, nós estaremos provavelmente em lados opostos mas esse dia...esse dia não é hoje...apenas resolva seus problemas, esta casa é você, e se você cair estará levando ela junto...

Erik pega outro copo e coloca uísque até a borda.

-Quando que o garanhão da universidade virou uma mocinha de saias? Vamos, beba logo antes que eu tenha que te socar tambem!
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Qua Jul 08, 2015 1:27 pm

Não é assim tão simples, Erik... droga.— ele resmungou, o semblante se deixando franzir a testa ao ser chamado de "menininha", colocando as mãos no rosto afim de escondê-lo. Talvez aquela fosse uma bela simulação - ou uma alternativa econômica - de quando se usa a expressão "gostaria de enterrar minha cabeça num buraco".
Mas os dedos dele abriram brechas e, mesmo na sombra, seus olhos azuis cintilaram novamente à vista, buscando as íris claras de Erik sem muita vontade, na realidade...

Porque eu errei com as duas pessoas que significam mais pra mim. E venho errando com Raven há muito tempo, pelo visto.— ele suspirou, desviando o olhar outra vez. Parecia não haver muita força para sustentar o de Erik, afinal.
Muito menos argumentos para rebater a possível preocupação - Charles deveria chamar assim? - do amigo.

Eu não vou morrer...— foi o que ele conseguiu falar, mas o tom de voz dele já parecia estar de luto.— Eu só preciso descobrir um modo de colocar essa situação no controle...

Controle.
Seria isso sempre a chave de tudo?
Talvez Xavier achasse que sim.
Mas não foi esse pretenso controle quem fez Raven se sentir tão pequena e criança que se tornou rebelde?
E não foi esse controle quem o fez se conter - não ceder - durante esse tempo todo com ela?
E até mesmo Charles tinha suas escapatórias desse tal controle.
Se alguém prestasse um tanto mais de atenção, veria o que sempre, sempre fora óbvio para Charles, mas ele nunca expôs sequer para si mesmo; dizia que era apenas coincidência.
Mas era só porque estava tudo trancado num lugar na mente dele onde ele não ousava realmente explorar...
Era a única coisa que ele tinha sempre procurado - e essa mesma coisa era algo que ele nunca poderia realmente ter; única coisa que ele nunca admitiria ter.
As mulheres com quem ele costumava arrastar a asa, fosse onde fosse, eram praticamente todas uma cópia física do disfarce de Raven: estavam praticamente á mesma altura dela, compleição semelhante, ou então um rosto redondo e inocente emoldurado por longos cabelos loiros.
Mas, não importava todas as suas semelhanças, nenhuma delas jamais poderia ser sua Raven.
Deve ser por isso que elas não duravam mais de uma noite - com exceção de Moira, mas talvez fosse exatamente isso que o fizesse ficar perto dela. Todos aqueles pitis e acessos de raiva cada vez mais presentes de Raven contra Charles praticamente o jogavam na parede todas as vezes. Foi aí que a escapatória chamada Moira surgiu, e aos poucos, o apego concreto.
Mas ainda não era suficiente...
E, por pensar nisso tudo, por estar pela primeira vez em toda sua vida, lendo as páginas daquele diário velho mas tão bem tratado que ainda parecia novo, porém nunca antes aberto, em sua mente, ele se sentia mais do quê perdido consigo mesmo. Ele se sentia querendo dar o fora o mais rápido possível daquele controle.

Você, Erik Magnus Lehnsherr, me dando conselhos sobre meus sentimentos...— ele sussurrou aquilo quando Erik tocou seu peito e disse aquelas palavras, logo depois de acompanhar os dedos do polonês tocarem seu rosto machucado.
E foi só então, debaixo daquele toque, que Charles fitou o amigo diretamente nos olhos, sendo capaz de abrir um sorriso rápido, e meio sem graça.
Mas ainda era sincero.


Você tem razão. Eu me sinto como um adolescente agora, sendo relembrado à força que havia um sentimento me dominando e que eu sequer percebia isso. E é exatamente disso que eu tenho medo, Erik, admito essa parte. Raven não pode ficar comigo, é perigoso para ela, eu posso decepcioná-la e, acredite em mim, eu deveria ser a última pessoa que faria isso com ela. Talvez, algum dia, quando essa guerra passar e as pessoas ganharem pela paz, quando eu tiver certeza que eu não vou pirar ou ficar careca, quando o mundo voltar a ser bom... então eu possa dizer à ela que eu a amo.

Ele pigarreou, limpando a garganta do que as lágrimas de antes deixaram - e que queria voltar, mas essa parte ele já podia controlar bem.

Não, não...— ele suspirou, tirando a garrafa de uísque de seu campo de visão.— Não é uma boa hora para se anestesiar. Eu preciso sentir isso. Não vou fugir... apenas... estou desculpado ou... vai ter revanche?— Charles indagou, apontando com o queixo para o machucado de Erik...

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Qui Jul 09, 2015 11:57 pm

Erik, embora da sua posição no meio daquilo tudo, ainda tentava manter a calma mesmo que fosse necessária uma força extrema para se manter onde estava. Ele não diria mas na realidade todo o falatório de Charles chegava aos seus ouvidos como se nada fossem, mas não por que ele não se importava, Erik se importava com seu amigo mas talvez nem ele entendesse o que estava havendo dentro de si, uma tempestade de contradições e questionamentos. Entao ouviu Charles falar sobre ter errado com as "duas pessoas que significam mais" para ele.

- Eu não sabia que Raven era mais de uma...~Erik contrai as sobrancelhas~ não me ponha ainda mais no meio disso, já tive o bastante por hoje, ok?

"Eu não vou morrer."-foi o que Charles disse, era engraçado como o telepata via o futuro, mesmo confuso ele dava as suas típicas certezas...infelizmente Erik era movido pela densa nuvem escura do passado e quando era criança, e tinha pesadelos com a morte dos pais, ele corria para abraçá-los e seu pai dizia -"eu não vou morrer"-...agora, essa e outras promessas fazem companhia aos seus pais no túmulo. Como acreditar? Como acreitar em alguém? Era simples, ele não acreditava em ninguém além dele mesmo.

- Controle? Charles, não seja 'patético'!~ aquela palavra ecoou pelo quarto e deixou claro a instabilidade emocional do polonês~ Você está falando como um típico...humano! Não é sobre ter controle, você não tem e nunca terá controle sobre nada! Isso é apenas uma ilusão alimentada pelo seu ego...olhe, não estou te ajudando por mim, não estou fazendo isso por Raven, estou fazendo por você pois você é meu irmão mas...~ A mente turbulenta do polonês grita e os pensamentos saem por sua boca~ ...não sei se posso mais acreditar em você.

Charles o fez crer em esperança e numa nova visão de mundo mas a imagem que ele fizera poderia ter sido quebrada naquele dia. Erik engole seco e contrai as sobrancelhas apontando para Charles como um acusador que lhe setencia a algo.

- Vocês, você e sua irmã, nunca entenderão o que a causa realmente representa! Vocês não entendem! Vocês não conseguem ver! Vocês olham o mundo e não veem nada além de uma imagem com suas versões distorcidas! E isso ficou mais claro ainda quando começaram essa algazarra! ~ O psicológico de Erik se tornava mais quebradiço e instável a cada segundo~ Não foi sua culpa que Raven tenha se tornado rebelde mas isso que ela fez a mim e a você, esse plano cruel e infantil, isso sim foi sua culpa! Você sempre a tratou como uma coitada! Nunca a puniu de verdade, palavras não resolvem tudo! E veja, veja o que vocês estão fazendo! Isso não é um jogo de xadrez, Charles! Você não pode jogar com vidas! Não pode me por no meio do jogo e depois me descartar para fora do tabuleiro, me deixando num canto como um mero espectador observando você se lamentar! VOCÊ NÃO DEVIA...VOCÊ NÃO PODIA TER PERMITIDO ISSO! VOCÊ DEVIA SER MEU IRMÃO!

Erik abre os braços com força e o alúminio das janelas se dobram fazendo-as quebrarem.

- Quando a guerra acabar? NÃO VAI HAVER PAZ! PAZ NUNCA FOI UMA OPÇÃO!

Erik se aproxima de Charles com seus olhos claros arregalados como faróis, sua boca entre-aberta mostra o quanto sua respiraçao está ofegante. O magnético segura Charles pelo colarinho e o aproxima a ponto de sua respiração poder sentida no rosto.

-Tem medo de um sentimento, Charles?~ as luzes piscam até que a lâmpada do quarto explode em pequenos pedaços de vidro~ Você devia ter medo de mim!

Erik empurra Charles para fora do quarto enquanto cospe por conta do gosto de sangue.

-Saia daqui e se resolva com seu reu real problema. Só volte aqui quando não estiver consumido por essa bobagem!

E então a porta se fecha fazendo a imagem de Erik sumir aos poucos
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Sab Jul 11, 2015 2:25 am

Não seja ridículo, ora.— ele disse, com um sorrisinho amigável. Era quase como se ele não estivesse vendo a explosão de coisas que estava acontecendo na mente de Erik - mesmo que Charles fosse tão capaz disso.— Sabe que é importante pra mim. É uma das pessoas com a mente mais incrível que já conheci. E é um dos meus alunos que mais me dá orgulho. Você, Erik, é um... homem muito especial.  

Porém, quando Erik disse a seguir aquelas palavras contornadas e recheadas com uma raiva extrema e contida, uma impaciência que só parecia crescer à cada sílaba, Charles franziu o cenho.
Ah, como se ele não conhecesse Erik...
Seus olhos fizeram um contato visual mais forte com o polonês,e só então Charles pode ver. Ele pode ver a lembrança que Erik estava a recordar naquele exato segundo, sobre seu pai e a promessa de vida descumprida cruelmente.
Mas isso não o fez ficar menos surpreso - ou, mais precisamente, assustado - quando Erik exclamou o "patético", que reverberou pelo quarto por um segundo, e mais um, dentro da mente de Charles.
E ele já sabia o que viria a seguir antes que Erik pudesse verbalizar...
"Não sei se posso mais acreditar em você."
Xavier engoliu em seco. Se viu diante daquilo sem ter palavras para rebater, ou brigar pelo seu lado. Aquilo era algo pessoal de Erik, e estava tão embaralhado dentro da mente dele que mesmo Xavier estava com dificuldades de decifrá-lo.
Talvez, não houvesse o que decifrar. Talvez Erik estivesse apenas sendo sincero. E aquele pensamento assustou Charles mais do quê tudo.

Erik, eu sei que eu fui longe demais... eu sinto muito, eu disse, eu realmente sinto. Mas eu sou um homem, mutante, mas ainda um homem, de carne e osso. Eu sei que tento passar a imagem que nunca erra, que sempre aconselha, que sempre sabe sobre o certo... mas eu tenho emoções, e às vezes eu me perco para elas e-...— não houve tempo para continuar.

Erik simplesmente o interrompeu, exclamando mais e mais vezes. Todas aquelas frases conjuntas soavam como chicotadas nos ouvidos de Xavier, e sua mente tratava de espremer as palavras de Erik mais um pouco, transformando-as em um "você é um ingênuo"; e outro "você foi longe demais".
E ainda outro...
"Você é patético. E eu não acredito mais em você."
Os olhos azuis de Charles se arregalaram e se perderam, sem saber o que realmente fitar - ou melhor, sem acreditar no que viam, um Erik completamente fora de controle, e perdendo o controle ainda mais.
Aquilo parecia ser contagioso, porque atingia Charles de uma maneira que ele próprio começou a se sentir em choque, mas seus lábios não puderam permanecer paralisados quando o polonês mencionou Raven daquela forma.
A expressão de Charles tomou uma pitada de emoção mais severa, como se tentasse se sobrepor sobre o perigoso Erik naquele momento.

Não ouse falar sobre minha educação para Raven, você NÃO TEM o menor direito de fazer isso, Erik!— ele aumentou a voz também, mas se arrependeu no mesmo segundo disso, apertando os punhos, a respiração começando a ficar pesada. Mas, apesar de tudo, ele não obteve sucesso ao controlar o tom de voz - sentia que precisava falar alto, ou então Erik sequer iria ouvi-lo... e sentia que, mais do quê tudo, o amigo precisava ouvi-lo naquela hora. Mesmo que fosse impossível para o polonês realmente ouvir Charles, quando sua mente sozinha já fazia tanto barulho.— Não estou descartando você! Você nunca devia ter sido envolvido nisso, eu sei, eu não deveria ter deixado as coisas chegarem a esse ponto! Mas não venha me dizer que não entendemos a causa! Isso não tem nada a ver, Erik, está tornando as coisas mais violentas do quê realmente são!

As janelas tremeram. Se espatifaram, na verdade. E Charles se encolheu na cadeira como se fosse um gatinho indefeso no meio de um tornado furioso.
Mas, mesmo assim... ele encarou Erik no fundo de seus olhos frios, mas que, naquele momento queimavam mais do quê o fogo; trucidavam Charles, várias e várias vezes, e Xavier sabia disso sem precisar ler a mente de Erik.
Mesmo assim, Charles não teve medo de se queimar...

Erik, por favor... acalme sua mente.— aquela frase ecoou, mesmo que ele tenha a dito num tom de voz mais baixo.
A frase mergulhou, assim como ele, assim como a mente de ambos, provavelmente, numa lembrança profunda no mar agitado e gelado.
A mente do polonês... ela não havia mudado nada desde àquela noite, afinal.

Você só diz isso porque você não tem esperança. — foi o que Charles sussurrou, os olhos mais do quê assustados, vendo Erik se aproximar... mas em nenhum momentos seus olhos falharam.
E, mesmo que se enchessem de lágrimas uma vez mais, mesmo que Xavier se sentisse sufocado com o aperto em seu colarinho, suas mãos tocaram as de Erik, e ele apenas disse num tom de voz baixo e rápido, entredentes:— Se recusa a ter, porque julga isso um sentimento humano, humano demais pra você, um sentimento fraco e falho, que só pertence aos seres menos evoluídos... e você está certo.— ele tossiu aquilo, fungando, o choro querendo vir, o oxigênio só se esvaindo cada vez mais. Ele apertou as mãos de Erik com mais força; Charles era sempre tão indefeso. Ele não era nada bom com violência. E, nas mãos de Erik, naquele olhar trucidante do próprio amigo, do melhor amigo, foi a vez de Charles dar um pulo na nuvem escura do passado.


Mas ele não viu arames farpados, nem soldados.
Ele viu as paredes de uma mansão enorme. Ele viu fotos de Albert Eistein, esculturas de Platão. E então ele viu dois olhos tão azuis como os de Erik... cheios de raiva, ódio...
Os pares de olhos de um irmão que há muito tempo foi capaz de causar grande dor em Charles.
E pensar que Erik era outro irmão que o fazia, assustou o telepata ainda mais.
Mesmo assim, não era difícil para Charles deixar aquela nuvem do passado para trás. E só então ele voltou a encarar Erik como um amigo, um amigo completamente fora do controle, mas ainda assim, Erik.
E, se ele tinha que aceitar aqueles olhos cheios de raiva para cima de si, ele aceitaria. E esperaria pelo pior. Esperaria por uma dor no rosto, pelo sangue que escorreria pela sua própria boca.
Mas ele não se calaria diante daquilo.

Mas é esse mesmo sentimento que me fez suportar sua agonia desde o primeiro dia em que a senti, e ainda sinto, todos os dias, todas as vezes que olho para você. Eu sinto sua dor nesse exato momento. Meu poder, ele me faz capaz de experimentar todas as emoções, sem acrescentar ou tirar nada. Exatamente na mesma intensidade. Oh, pobre garoto polonês... eu não tenho medo de você.— ele sorriu. Um sorriso torto, o qual uma lágrima pesada passou por cima, escapando dos olhos já vermelhos de Xavier... mas não mais apavorados.


Você não é tão perigoso quanto você diz... você apenas está com medo de ser usado e deixado para trás mais uma vez.

Então ele sentiu-se ser empurrado. A violência daquele movimento fez Charles se desequilibrar, franzindo violentamente o cenho.

Mas você sabe que eu não farei isso! Sabe o quanto gostaria de ter podido evitar que isso chegasse até você e sabe o quanto eu vou fazer para tentar tirar essa sensação horrível dos seus ombros!— ele exclamou aquilo, as mãos tentando impedir a porta de se fechar, mas a força do poder de Erik era muito mais forte do quê o franzino Xavier.— Eu só peço, Erik, não deixe a sua raiva corromper você. Não deixe que ela rompa nossa... irmandade.

Mas aí a porta se fechou, ganhando o jogo de força que fazia contra as mãos de Charles.
Xeque-Mate.

Me desculpe...— finalmente ele cedeu. Tarde demais.— Eu não quero perder você...— o sussurro se fez. Talvez, impossível para que Erik ouvisse do outro lado.— Eu tenho esperança em você... porque você é...

"Um homem muito especial..."

Mas não havia como.
Não naquele momento.
Não havia como convencer Erik do contrário; não havia como acalmá-lo dessa vez, pois ele mesmo se privara disso.
Charles não se deu o trabalho de enxugar as lágrimas. Ele apenas deu meia volta, depois de ficar segundos em silêncio, fitando a porta...
Ele era mesmo muito sensível.
E Erik também o era, afinal.
De qualquer forma, ele apenas começou a andar, enfiando as mãos nos bolsos da calça, suspirando fundo.
Se afastou cada vez mais do quarto, até sumir.
Sumir para algum lugar da mansão.

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Sab Jul 11, 2015 4:08 am

Erik ouviu cada palavra, mas não se manisfestou sobre nenhuma delas.
O sangue mutante fervia nas veias e ele mal podia entender o que realmente acontecia a sua volta, mesmo que os cacos de vidro o acertassem, mesmo que que segurasse Charles pelo colarinho e o ameaçasse...Erik mal se controlava...mas ouviu cada palavra, cada uma.
A porta se fechou e Erik permaneceu em pé a sua frente até que um suspiro cortou o transe como o vapor que sai de uma chaleira aliviando a pressão e entao Erik olha, ainda em pé, para seu lado direito onde há um espelho trincado, e nele talvez esteja a real imagem do polonês...desmontado, em pedaços separados mas unidos, como o monstro de Frankenstein.
Ele volta até a cama e se senta, olha paralisado para o teto, ele era realmente importante para Charles? Sentia orgulho? Duvidas apenas surgiam e um sentimento de raiva, mas não a mesma de antes, uma nova, raiva do telepata por ter feito Erik mesmo que por um instante...se sentir culpado.
Sim! Erik sentia que algo estava mais que errado, algo estava...imperfeito.
E Charles fez que o homem cheio da razão virasse o homem culpado que Erik se tornara.
-"Filho da puta!"- O polonês exclamou ao dar um soco na cabeceira da cama, quebrando-a e fazendo as pontas da madeira cortarem fundo sua mão. Levando as mãos á cabeça ele ouve ainda em sua mente-"Você não tem esperança!"- se repetir incansavelmente. Erik balança a cabeça mas a voz de Charles ainda está lá mesmo que ele ponha os dedos nos ouvidos.

-FAÇA PARAR!

Erik grita enquanto corre até o capacete e o coloca rapidamente mas a voz não para...ela vem de sua própria cabeça.
Erik joga o capacete no chão e põe a mão vermelha de sangue no rosto manchando-o.
Sua mente está o encurralando, e ele acabara de expulsar o único que poderia ajudar.
-"Você se recusa a ter porque é um sentimento humano demais pra você"- a mente do polonês o fazia entrar mais em desespero até que ele se pôs de frente ao tal espelho trincado e com um rosto de dor ele o encarou e o desespero fez Erik levantar a trêmula mão direita e entao uma bala surgiu entre ele e o espelho.
A bala que matou sua mãe.
A bala que agora se encontra girando em frente a testa do polonês, cada vez mais rápido.
-"Humano demais!"-
Erik se contrai e a bala gira mais veloz.
-"Humano demais!"-
Erik grita e aperta a madeira da cômoda.
-"Humano demais!"-
A bala se aproxima mais e mais.
-"Humano..."-
Erik grita mas dessa vez é um grito longo sem pausa. -"...demais!"-
Erik arregala os olhos-"Me desculpe, Charles!"-
Um silêncio toma conta do quarto e um estouro se aglomera...
-"Você é um homem muito especial..."-
A mente de Erik se silencia, e a sua frente há seu reflexo mas agora com uma bala no centro.
Erik abre os olhos como se estivesse confirmando o que fez e entao sorri mesmo que lágrimas caiam.

-Eu te odeio, Charles! Você é...meu irmão. Você também é especial...

Erik apoia o rosto nas mãos e olha para a porta como se dissesse-"Não acabou aqui!"-
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Sex Jul 17, 2015 3:56 am

Ele já estava ali há, o quê, dois minutos?
Parecia mais.  
Chegara tão sorrateiramente - se decidindo no caminho se deveria deixar sua presença ser notada ou não - e até agora não havia realmente decidido.
Porém, quando duas linhas de pensamento entraram em sua mente, duas vozes que não eram suas, cada vez mais nítidas e próximas, Xavier suspirou.
"Tudo bem", ele disse para si mesmo. "Erik precisa de uma distração. É o certo a se fazer, Charles" .
Ele ergueu a mão, puxou levemente a manga da camisa social que caía pelo pulso, e a repôs levando-a ao cotovelo.
Três batidas muito sutis na porta. Era quase como se ele tivesse medo que o barulho ali pudesse acordar uma fera perigosa...
Mas também não deveria surpreendê-lo, deveria?
Não mais.
Chega de surpresas à porta. A última delas não havia sido nada agradável. Então, após um pigarreio, a voz de Charles declarou mansamente, ecoando breve para o interior do quarto:

Erik, eu... preciso falar com você. Posso entrar por um instante?

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Sex Jul 17, 2015 4:41 am

Pequenos ruídos no banheiro eram perceptíveis mas talvez nao fora do quarto.-"Eu odeio isso! AAAH!"- foi a última coisa que Erik disse antes de pôr a mão ensaguentada embaixo da torneira aberta fazendo algo como transformar agua em vinho...que na verdade era sangue. Ao serem limpas, as feridas se tornavam mais e mais visíveis, a madeira cortou a mão de Erik três vezes, um corte entre o indicador e do meio que se extendia pelo palmo, um corte fundo na parte de cima da mão e outro abaixo do pelegar. Ele então pegou um copo de uísque e derramou um pouco na sua mão e logo em seguida rosnou de dor mas logo parou e com cautela abriu um estojo velho do alumínio de onde tirou linha e uma agulha em formato de "C" e as preparou para o uso passando com destreza enorme a linha pelo buraco da agulha dando um nó. A habilidade era de se esperar, aquela não era a primeira vez que fazia aquilo, e então, olhando imóvel para o espelho, Erik usa de sua magnetividade para iniciar a costura dos cortes. Nenhuma expressão além de contrações faciais vinham do polonês.
O primeiro foi rápido, o segundo dolorido mas ao chegar no mais fundo...batidas na porta fazem Erik virar e encarar a porta, a agulha cai...era a voz de Charles pedindo para entrar. Erik extende a mão e a gira trancando a porta que estava apenas no trinco.

-Espere um instante! Eu...Ai...estou indo!

Erik corta a linha e cobre a mão ainda com um corte aberto, veste um moletom cinza do instituto e vai até a porta, destrancando-a mas abrindo apenas um pouco para Charles não ver aquele caos. Ele mostra apenas o rosto na brexa de um palmo deixada pela porta pouco aberta.

-Melhor não entrar...é que...eu...eu to nu! É! To sem nada!

Erik tenta esconder o corpo que estava vestido de moletom. Uma gota fria do sangue de sua mão escorria e ele torcia para que o telepata não visse.

-O que quer falar comigo? Pode dizer.
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Sex Jul 17, 2015 5:50 am

Xavier voltou a pousar a mão numa prancheta que trazia firmemente nos dedos e, enquanto torcia para que Erik tivesse ouvido seu chamado, observou as duas folhas de papel presas sob o pegador, antes de se voltar à porta quando ela fez click.
Ela tinha destrancado?
Bem, a voz de Erik, quando soou a seguir, indicava que não. Que tinha feito justamente o contrário.
Charles não pode realmente fazer nada além de esperar e aguçar bastante o ouvido afim de tentar assimilar os ruídos que podia ouvir do interior do quarto. A curiosidade e uma certa confusão lhe tomaram por um, dois segundos. Seu cenho franziu, e continuou assim mesmo depois de Erik ter aberto a porta, o que denunciaria para o polonês o quanto Charles estava achando aquilo... bem, estranho.
Os olhos azuis do professor fitaram um pedaço do rosto de Erik pela fresta da porta, até que pudessem encontrar ali, com uma certa dificuldade, os olhos do amigo.

Consigo ver o capuz do seu moletom e... — engoliu em seco, num dar de ombros sútil, embora sua expressão suspeita tivesse a sobrancelha esquerda arqueada tão perfeitamente que elevava seu semblante ao nível acusador, mesmo que sem querer. Estalou a língua, declarando a seguir:— Bem, não interessa. Sugiro que se vista, até mais apropriadamente, sim?

Para a sorte de Erik, Charles ainda não tinha a capacidade de ver através de superfícies sólidas e opacas. O sangue passou completamente despercebido por ele, embora isso não fosse nem de longe um motivo para amenizar uma certa preocupação exposta no rosto de Charles.
Ele queria perguntar um "você está bem?", mas seria hipocrisia indagar algo assim, depois de tudo o que acontecera...

Temos dois novos estudantes vindo aí, Erik. Em pouquíssimos minutos, eles vão tocar a campainha da mansão, e eu, bom, gostaria que... você fosse atendê-los. Não é difícil, sabe... basta mostrá-los o caminho do quarto, que inclusive já está portando as bagagens deles, e ser simpático.— aquela última indicação recebeu uma ênfase alarmante na voz de Charles, mas ele apenas continuou, afinal:— Eu sei, geralmente eu atendo as crianças, mas dessa vez...— ele desviou o olhar, não fitando nenhum ponto específico, realmente.— Eu acho que vai ser bom pra você desenfurnar desse quarto e conversar um pouco com pessoas diferentes.

Charles não era lá muito bom em disfarçar suas intenções...
Por isso, em sua voz, aquelas palavras praticamente gritaram um "conversar com pessoas além de mim e Raven".
Talvez ele tenha percebido isso, porque passou um segundo em silêncio, provavelmente se reprendendo mentalmente, antes de se voltar a Erik.

Acha que pode fazer isso?

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Sex Jul 17, 2015 7:01 am

-Me desculpe...eu não...não sei se estou em condições de...~ Erik aperta firme a mão que ainda sangra~...ser babá!

Naquele instante a mente de Erik perde o foco da dor e de tentar se esconder e agora apenas foca em Charles...unicamente e especificamente em Charles, naquelos olhos tão redondos e azuis que sempre cativaram Erik, talvez por transpassem paz, calmaria, algo nada comum para o polonês, ou até fosse algo mais que ele nunca realmente entendera mas diante aquele homem que era motivo de raiva e tranquilidade no polonês, ele pensou em dizer -"Embora tudo esteja estranho, não se culpe"-
-"Você fez mais por mim do que todos"- mas nada ele diz. Erik apenas se mostrou um pouco mais mas sem abrir a porta.

-Tudo bem, eu acho que posso levar os tais garotos pros quartos. Vou me arrumar e esperar, certo? E eu já sei, nada de bebidas e nada de palavrões, eu conheço o padrão. Apenas me dê essa prancheta, precisa saber mais sobre esses fede...garotos.

Erik ri de canto de boca e extende a mão para pegar a prancheta.

-Eu posso fazer isso, não se preocupe, aposto que não vão me queimar vivo, então, não se preocupe com isso...agora pode me dar licença? Não posso receber novos alunos de moletom, nãn é mesmo...professor?
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Aposentos de Erik
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