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 Aposentos de Erik

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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Sex Jul 17, 2015 8:46 am

Não é ser babá, é o seu dever, lembra?— ele brigou um pouquinho, como de costume.— Construímos esse lugar juntos, Erik. Temos de tratar deles, dos mutantes, pessoas como nós e...

E ele já estava mais do quê pronto para dar um discurso motivador, até que Erik resolveu ceder antes disso.
O sorriso de Charles não poderia ser mais doce e satisfeito...

Ótimo. Eu tenho certeza que você vai se sair bem, Erik.

A prancheta foi dirigida a Erik, com as duas folhas, cada uma sendo a plena e assinada ficha de ambos os rapazes, com uma foto de cada um deles ao canto superior esquerdo.
Erik não poderia reclamar, poderia?
Charles especificara o máximo sobre os garotos ali...
Mas os dizeres de Erik o lembraram de algo que precisava dizer e que não estava anotado ali.
"Queimar vivo".

Ah, sobre isso...— as mãos agora livres, ele enfiou-as dentro dos bolsos.— Erik, eu peço que você tenha um cuidado especial com esses garotos. São irmãos, eu acho que você lembra de um deles. Robert, ou melhor, Bobby. Falamos com ele, lembra? Há algumas semanas atrás fomos até a casa deles e acabamos por ser praticamente expulsos pelos pais. Tentamos pedir para falar com os dois garotos a sós, mas o caçula, John, não estava em casa. Ao menos, Robert foi capaz de nos entender... e, bem, os pais dele também, até anteontem, quando...

Ele deu um suspiro pesado.

Eu não sei se você anda assistindo as notícias, mas uma espécie de... gangue de mutantes simplesmente começou a fazer justiça com as próprias mãos contra o governo e todos os oficiais do senado que aprovavam a lei do Registro Mutante... bem, acontece que o irmão de Bobby estava no meio desses mutantes e, focando nisso, só assim, os pais deles permitiram que ambos viessem para cá, acham que é a última opção. Então... — ele pigarreou, ouvindo a voz de Erik se interpor, então, sobre a sua.— Licença? Ah, claro, desculpe. Boa sorte, Erik. E obrigado.

Charles dirigiu um sorriso a mais para o amigo, antes de dar as costas pelo corredor.

Eles já estão lá embaixo. — Charles disse, antes que seu sapato pudesse alcançar o primeiro degrau da escada...

E, quase automaticamente, logo depois de seu dizer, a campainha na entrada tocou, ecoando pela mansão.
Charles subiu em rumo a diretoria, e não estaria livre tão cedo...

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Charles and Raven:
 
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Sex Jul 17, 2015 7:12 pm

-sério? São eles? Interessante. É claro que me lembro, o tal garoto...Robert, congelou minha xícara de chá, é fascinante o quanto poderíamos aperfeiçoar tais capacidades!~ Erik olha a prancheta recém recebida e demonstra um pouco de surpresa~ Você disse que...o mais novo estava no meio disso, não?

Erik sabia das notícias, ele tinha como se manter informado, afinal ele fazia as notícias. Quando Charles falava das tais "gangues", o polonês ficou tenso, imóvel mas se surpreendeu quando Charles, o homem que desconfia de tudo pois sempre tem razão, não questionou se Erik teria envolvimento naquilo.
Felizmente, o telepata não perguntou nada pois Erik teria dito...-"Sim."-

- Não se preocupe, como eu ja disse. Vou apenas mostrar os quartos e ensinar a não destruirem tudo.

Erik ri enquanto olha o rosto sério do amigo.

-Só você pra usar as "três palavras mágicas" numa mesma frase, obrigado Charles, vou apenas me trocar, até logo.

A porta se fecha e Erik põe as costas contra ela olhando as fichas mas ele foca em uma das duas em especial, olhando-a com um ar de admiração.

-Bem vindo ao lar...minha criança!

Então o som da campainha o lembra que os visitantes chegaram. Rapidamente ele veste um suéter preto e uma jaqueta marrom dm ajeitando o cabelo, Erik sai do quarto com um semblante cativantemente intimidador.
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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Seg Jul 20, 2015 6:47 am

O silencio arrebatador da noite e o breu imenso já eram capazes de indicar o tempo contado minuciosamente pelos quase imperceptíveis estrépitos contínuos vindos do relógio de pêndulo no corredor. Apenas as janelas espalhadas por ali e entreabertas, que esvoaçavam muito brevemente as cortinas, eram os meios de iluminação, impulsionando para dentro através da névoa o fulgor da lua gorda e amarela lá fora. Graças à altura do andar dos Dormitórios, a lua gigantesca parecia muito maior e nítida, deixando para baixo a cortina de neblina lá fora, se alguém parasse para olhar.
Mas uma miúda e mais fragilizada luz, que tremia no escuro dos corredores, brigava para chamar mais a atenção do quê o espetáculo do panorama que se estendia no horizonte tenebroso àquela hora. Uma luz que proviera de um barulho que também brigou e ganhou para vencer dos ruídos do ponteiro do relógio.
Click.  
A luz trêmula do isqueiro matizado com dentinhos de tubarão chamava mais a atenção de John do quê qualquer outra coisa, tanto que ele sequer se dava o trabalho de olhar qualquer coisa ao seu redor.
Ele apenas se esgueirava, como um gato no escuro, os olhos, tão noturnos como o céu, brilhavam um reprimido verde-escuro que suas íris só revelavam quando a fonte de luminosidade estava próxima de seu rosto, e aquele era o caso.
Com o isqueiro à sua frente, ele logo divisou o que lhe atraiu mais do quê o ambiente novo ou a vista nova; o real motivo de ter saído de seu quarto morno e aconchegante, mesmo que ainda estivesse de pijama, o qual se resumia a uma blusa de gola V da cor cinza e uma bermuda marrom-escuro. Seus pés descalços deixaram sua cama e em seguida seu quarto, onde Bobby se dera o trabalho de aproveitá-lo totalmente e por isso roncava sem parar.
Seus pés, já gelados por conta do vento frio, pararam de repente.
A porta à sua frente. Amadeirada, lustrada. A chama quente do isqueiro iluminou a maçaneta redonda e dourada, e John a tocou, girando-a sem cerimônia.
A porta abriu...
Bem, era isso o que ele esperava, certo?
Sim.
Uma certa luminosidade mais forte vinda do interior do quarto fez seus olhos clarearem mais, e então ele entrou, fechando a porta atrás de si.
Só então, John olhou ao redor, procurando uma coisa - alguém, quem - bem específico com os olhos...
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Seg Jul 20, 2015 7:32 am

Após a conversa curta mas produtivamente empolgante com o jovem Pyro mais cedo, Erik fez pequeno ritual apó chegar em seu quarto.
Tirou os sapatos e logo em seguida toda a roupa, foi até o banheiro onde tomou um banho, era uma noite fria, mais fria que o comum, Erik notou quando a água gélida tocou seu corpo fazendo-o se contrair e com um mexer de dedos ligar a água quente do chuveiro. Que irônico ser uma noite tão fria, o polonês riu ao pensar que há pouco falava com um mutante que controla fogo e agora quase pulou fugindo do frio.
Tudo seguia comum e monótomo até que Erik notou o vermelho no chão, seus pontos abriram. -"Merda!"- ecoou pelo banheiro enquanto ele procurava a antiga amiga pontuda com a linha para refazer o pontos quebrados. Cada vez que a agulha o furava a pele uma dor fina o acertava e então o polonês lembrou de mais cedo quando Pyro simplesmente ignorava a dor no seu dedo que queimava.-"Como a dor pode ser tão pouca para ele?"- um sorriso surgiu enquanto a agulha o costurava magneticamente flutuando.
O banho acabou, Erik pôs seu roupão, e apenas isso, afinal era como passava suas noites olhando a parede com fotos de futuros alvos da sua tão sonhada irmandade. Magneto pôs o roupão cinza com um X branco como brasão e sentou-se na cama com as costas na parte de madeira e suas pernas estiradas sobre a cama cobertas com um lençol e esticou a mão para a porta afim de trancá-la mas...algo o fez apenas abaixa-la sem nada fazer e voltar a encarar a parede até que a escuridão tomou conta de todo o quarto, Erik ligou o abajur do lado de sua cama fazendo daquele uma forte foco de luz amarelada.
O sono lhe puxava as pálpebras cansadas mas algo fez sua mente se acordar totalmente, Erik sentia cada miligrama no ambiente e isso inclue a maçaneta, ele estica a mão fazendo o capacete cinza chegar até elas e o coloca rapimente e mantém seus olhos vidrados na porta, talvez deixá-la aberta não tenha sido uma boa ideia...era o que o polonês pensava até ver que o visitante era ele, Pyro, sua cria atômica favorita.

-Meu deus, Pyro. É você, pensei que fosse o...pensei que fosse outra pessoa.

O ar de espanto logo é trocado por um alívio acompanhado de um mover de mãos que fizeram seu capacete flutuar até seu lugar de origem mas Erik não se move da cama. Seu braço se estica novamente em direção á porta, os dedos giram "Click", a porta tranca.

-O que faz aqui, minha criança? E ainda mais a essa hora. Problemas para dormir?

Erik sorri sutilmente enquanto fita fixamente o recém chegado mutante.

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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Seg Jul 20, 2015 8:44 am

Quando a luz amarelada fez seu isqueiro se tornar dispensável, clareando seu campo de visão à frente o suficiente para que Pyro pudesse divisar o homem que estava deitado na cama, seus olhos escuros se focaram apenas nele, ouvindo sua voz quando ela soou a seguir. Pyro franziu o cenho, com uma certa aversão no olhar; não era a aparência ou o estado atual de Erik que lhe incomodava, mas sim suas palavras.

- Quem você achou que foss-...- seu tom de voz despertou arrogância, mas ele morreu junto com sua voz quando, a seguir, só então, John realmente se deu conta de como Erik estava à sua frente e do contorno que havia em seu rosto.

E então ele deixou um riso escapar, que logo se tornou uma risada enquanto ele erguia a mão que estava livre, mordendo a unha do indicador.


- Aí, que gracinha, cara, mas esse capacete é muito brega... talvez ficasse melhor se fosse vermelho.- ele riu mais um pouco, antes que o capacete simplesmente flutuasse para cima daquela cômoda de novo.

O ruído na tranca da porta fez Pyro olhar por cima do ombro, se certificando de que a porta tinha mesmo trancado.
Tudo bem.
O riso se tornou apenas um sorriso quase invisível em seu rosto, para logo depois murchar completamente.
O isqueiro se fechou num barulho metálico, e John deu um passo à frente, seu rosto podendo ser iluminado pelo brilho do abajur no quarto.

- Eu tive um pesadelo... com a droga dos meus pais. Eu sei que não devia estar aqui, não a essa hora, e que eu já sou grande demais pra ficar pedindo conselho por estar assustado, não estou. Só estou impaciente. Não consigo dormir. Eu achei que você poderia, bem... me deixar ficar aqui por um instante, professor.
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Seg Jul 20, 2015 9:33 am

-Brega?~ Erik demonstrou uma cara de indignação mas logo a deixou de lado por um sorriso meio sem jeito~ Você realmente não sabe como ter modos, hein garoto, mas...~Ele olha para o capacete recém posto na cômoda e volta o olhar para Pyro~...você tem um pouco de razão, o antigo dono era meio...ultrapassado mas querendo ou não, é ele que me protege do fuxiqueiro de mentes que também mora aqui, pensei que poderia ser ele.~ os olhos azuis de Erik agora passeiam pelo rapaz de uma ponta a outra~ Vejo que embora tenha chegado hoje, já está bem a vontade...~um novo riso e o polonês balança a cabeça~ Gracinha? Nunca ouvi nada do tipo direcionado a mim.

-"Pesadelo..."- Magneto não tinha como ignorar aquela afirmação, aquele tom de voz, pesadelos já eram comuns na mente conturbada do polonês mas Pyro é ainda tão jovem, e Erik o entendia mais do que qualquer outro.

-Eu posso fazer um chá ou...~ Erik faz força contra a cama para levantar mas logo para e pela segunda vez ele analisa o jovem por completo~...Está tudo bem, é normal até para nós termos medo, não é motivo para vergonha ou negação.~ Erik se afasta para a direção contrária a de John~ As vezes também sonho com meus pais e não é nada agradável, cada um tem seus motivos para temer o escuro ou acordar no meio da noite mas não serei eu que vai discutir sobre isso. Está tarde então...fique á vontade, minha criança, apenas se acalme e fique o tempo que precisar.~ Magneto olha para o abajur~ Quer ver um truque? ~Erik toca a lâmpada e a luz se torna mais fraca fazendo o quarto ficar mais escuro ao redor da cama~ Eu mudei a força magnética das moléculas, diminui a frequência dos elétrons com um toque, vê, o poder é maior do quilo que os olhos vêem, você não viu os átomos mudando mas viu o que ocasionou, você não viu como eu fiz mas viu que algo aconteceu. Você tem que aprender a fazer as coisas sem parecer que você as fez. E por deus, você deve estar congelando, venha~ Erik joga um cobertor para Pyro~ Se esquente...e não! Não quero queime a cama!~ Erik para um pouco e pensa sobre o que acabou de dizer e ri ajeitando os cabelos que cairam em sua testa~ Pyro...quero que se deite...

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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Seg Jul 20, 2015 10:21 am

- Eu sei de quem você está falando. Digo, sobre o leitor de mentes. Então esse é o seu truque pra se esconder do Xavier? Ele deve ficar com muita raiva te vendo usar isso.- John sorriu ao imaginar a cena mentalmente, mas logo deu de ombros.- Mas... quem era o antigo dono desse capacete? - foi o que ele indagou, a seguir, sem cerimônia.

- Não, tudo bem. Eu odeio chá.- alegou, mesmo que Erik já parecesse ter desistido da ideia por si só.- Eu não estou com medo, já disse.- ele reafirmou aquilo, num tom de voz insistente.

Seu cenho franziu, então. Talvez ele tenha notado alguma coisa nos olhos azuis de Erik? Por acaso, John os havia visto aquelas íris azuis percorrerem sua imagem mais de uma vez, por completo?
Muito possível que fosse só sua impressão, influenciada pelas coisas que ele próprio tinha em mente.
De qualquer forma, sua atenção foi logo voltada para quando o quarto escureceu assim que a lâmpada pareceu falhar, e seus olhos piscaram, tentando se ajustar à escassez de luz só para que pudessem tornar a fitar Erik a seguir.

- É fácil assim... mas, se essa lâmpada por um acaso pegasse fogo, todos saberiam que fui eu. - John desafiou, num suspiro que foi inaudível.

Ele riu minimamente a seguir da exclamação de Erik. Um riso que, mesmo soando junto ao do polonês, durou pouco, e murchou de tal forma a ser trocado por um olhar indagador - mas de nenhuma forma era discordante; muito pelo contrário.
Em sua mão direita, o isqueiro foi apertado de forma ligeira e intensa. Sem exitar, seus pés o levaram até a borda da cama, e ele logo se aconchegou sobre o colchão, se vendo tão próximo, logo ao lado de Erik.
O silêncio reinou.
Sua respiração falhou, travou.
Mas, em nenhum momento, ele deixou que Magneto percebesse isso.
Pyro se sentou na cama, recostando-se no encosto, cobrindo os ombros com o cobertor atirado por Erik.
Abraçou as próprias pernas envoltas pela bermuda, pôs um dos braços sobre os joelhos, brincou de girar o isqueiro entre os dedos.
Abriu-o. Fechou-o.
E só então voltou a fitar Erik, observando-o pelo canto dos olhos.

- O que aconteceu com eles? Seus pais...- ele pigarreou, voltando a desviar o olhar para a chama que surgira no isqueiro quando ele o abriu pela segunda vez, então.- Sabe... você conhece tanto sobre mim e eu não faço ideia de quase nada sobre você... não acha injusto?  Eu não consegui dormir por causa disso também. Você... a Irmandade... eu quero ouvir.
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Seg Jul 20, 2015 11:22 am

Aquela deveria ser apenas uma conversa entre professor e aluno, entre amigos, com simples frases prontas e conselhos bobos, o tipo de conversa que Charles gosta de ter, e seria uma dessas conversas se não fossem os reais interesses de Erik em Pyro.
Interesses que talvez se intensificado com essa visita noturna do rapaz, visita que se depender de Erik, será muito produtiva.
Alguns resmungos o garoto se move para cima da cama o que causa novamente espanto em Erik, afinal ele não tinha certeza se Pyro viria ou não. Poucos segundos e o garoto já está lá, sentado na cama ao lado de seu atual mestre e fazendo o que mais faz desde que chegou, abrir e fechar o maldito isqueiro.
A ação de John apenas deu impulso para que pensamentos antes vagos, agora se tornem reais, se tornem objetivos.
Não demorou até que Magneto observasse novamente o garoto com seus olhos claros e começasse a falar após uma leve mordiscada no labio inferior.

-Digamos que Xavier não sabe que uso tanto esse capacete, mas pra falar a verdade, ele já está mais que acostumado em me ver com ele.~ Magneto logo lembra da outra pergunta que estava completamente ligada a anterior~ O último dono? Espere um pouco~ Erik se aproxima o bastante para ficar com o peito colado ao garoto que está entre ele e o abajur~ olhe pra frente~ Erik se aproxima mais e instantâneamente seu rosto toca o pescoço de Pyro, desde o nariz até a boca, Erik toca novamente a lâmpada e a luz aumenta e ele volta a se sentar como antes~ Vê aquele? Bem do centro?~ Magneto aponta e uma caneta prateada voa acertando o rosto do homem na foto~ É Sebastian Shaw, ele usou este capacete para se proteger de Charles também, mas Shaw não é um dos bons mutantes, não é como nós...ah, sobre meus pais, Shaw os matou, ele e seu maldito grupo de nazistas doentes! Mas ele terá seu pagamento e eu terei minha vingança...assim como você também se vingará! A vingança é prazerosa, Pyro, e eu posso te ajudar com isso~ Erik fita fixamente os olhos de Pyro~ Posso ajudar a saciar sua sede! A Irmandade vai lhe dar essa chance. Assim como a Irmandade nos ajudará, ela também ajudará todos os nossos irmãos desamparados, você será o líder deles também e quando nós estivermos no topo, homem algum levantará uma mão contra nós!~ Erik olha em volta e olha novamente para Pyro~ olhe, desculpe, está tarde e não é hora para um discurso~ Afinal fazer discursos a qualquer hora é coisa do Charles~ por favor fique a vontade, eu vou me deitar.~ Magneto se move até deitar-se alí colado a pyro que ainda estava sentado, e entao ele se inclina um pouco para o jovem.

-Quando eu disse que devia fazer coisas sem as pessoas saberem que você fez...eu não estava falando do abajur!~ um sorriso meio desconfiado surge no rosto de Erik~A propósito, apague a luz quando vier deitar...e aceite como teste para agora: queimar cara do Shaw e apagar essa luz antes que eu durma...
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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Ter Jul 21, 2015 4:20 am

Pyro não soube descrever em nenhum tipo de sentença ou linguagem a sensação que o capturou e surpreendeu-o quando Erik chegou tão perto daquela forma, o peso da respiração quente e a umidade dos lábios contra seu pescoço despertaram imediatamente um suave tremor em seu corpo e foi apenas seu físico que soube relatar para sua mente o que de fato era aquele sentimento que reinou durante toda àquela proximidade com o professor; seu corpo narrou a emoção como um choque que desceu ardendo por sua espinha dorsal, passando como um condutor vinculado a todos os pelinhos de seu corpo que se eriçaram até mais violentamente do quê seu próprio cabelo espetado e jogado para trás e uma segunda parte da informação veio como uma dormência que coçou brevemente, e ele só teve que agradecer pela camisa de gola V ser frouxa o suficiente apenas para que não marcasse seu peito, ao menos não na posição em que estava sentado, de modo que seus joelhos podiam cobrir muito bem seu tórax atiçado...
Mesmo que seu corpo estivesse insistindo em ficar estático naquela posição, John forçou o rosto para que pudesse virá-lo na direção onde Erik apontava rumo à foto daquele homem de bigode na parede... que foi rapidamente atingido com uma caneta que voou apressada até o meio de seus olhos.

- Então você esteve lá... no meio dos nazistas? Wow...- talvez o tom como ele tratou aquilo pudesse ser no mínimo desrespeitoso para Erik, porque John parecia apreciar aquilo como uma criança que não entende a gravidade que algo pode causar - ou causou.- Deve ter sido um saco.- e o complemento dele só deixou a ingenuidade dele mais clara ainda.

De qualquer forma, ele se encolheu mais, reclamando para si mesmo o frio na barriga que ainda se fazia presente, afinal, Erik ainda não tinha se afastado; pelo contrário, agora o olhava diretamente.
As íris escuras do adolescente o fitaram, mas não olhavam o azul de seu rosto... olhavam um traço polposo e muito sutilmente rosado que estava bem ali entre o nariz e o queixo do professor.
Mais uma vez, prestando atenção naquela voz - a voz - a única que poderia em todas as horas fazer sentido para Pyro, o jovem garoto apenas se manteve em silêncio.
Ele queria dizer que iria ajudar Erik a encontrar Shaw também, e seria lindo quando o líder nazista fosse morto pelas mãos de Magneto.
E então, aquele nome triunfaria pelo mundo, assim como a raça mutante.
Sim. Era tudo o que Pyro queria ouvir. Era tudo o que ele gostaria que acontecesse. E iria.
Pela primeira vez, ele acreditava num futuro incerto.
Mas, talvez... só quando Magneto parou de falar, foi que Pyro se deu conta de que seu futuro não precisava ser tão incerto assim...
Não o futuro que ele queria que virasse o presente.
Por isso ele abriu o isqueiro. O clique metálico ecoou pelo quarto, logo antes que o barulho riscado se fizesse, e então uma tacanha chama se formou entre as mãos de John.
A chama imediatamente subiu, deixando de fazer parte do isqueiro. Agora o objeto metálico estava apagado, e a chama flutuava no ar, logo na frente de John, à altura de seu rosto.
E foi rápido quando a chama tomou a forma de uma tira flamejante, formando um bico e um apoio em pontas separadas: um dardo de fogo.
Que fez o mesmo percurso da caneta anterior. Num barulho suave quando o fogo cortou o ar, ele se chocou com força contra o papel onde estava desenhado o rosto do tal Sebastian Shaw.
Bem no meio dos olhos.
A chama, então, rodeou a caneta, sem, contudo, atingi-la ou fazer seu cano de plástico derreter.
E então o fogo se espalhou como uma praga, como um ácido, quente, corroendo, tornando o papel em cinzas que aos poucos flutuavam para o chão antes de simplesmente virarem um pó invisível que se perdia no ar com o vento que adentrava pela janela...

"Se não estava falando do abajur..."

- Sabe... eu já consegui isso. Eu sou uma coisa que ninguém sabe que eu sou e eu minto muito bem. Mas...- enquanto o papel ainda crepitava lá naquela parede, Pyro umedeceu os lábios com a língua. Então ele fechou o isqueiro.
Click.
O pôs sobre a cômoda ao lado da cama.
Talvez fosse a primeira vez desde que chegara ali que aquele objeto tinha ficado tão distante dele. - ... eu decidi que eu não preciso fingir pra você, Magneto.
 
Suas mãos se estenderam e os joelhos abaixaram, não mais impossibilitando seu corpo de fazer qualquer movimento maior - o que foi justamente o que ele fez. Suas mãos encostaram no ombro de Erik, apertando-o o suficiente para se apoiar ali, e o rapaz subiu sobre o professor, sentando-se sobre seu abdômen num movimento rápido e sem cerimônia.

- Bem, ninguém sabe que eu sou gay.- ele disse, na cara dura, com um sorriso engraçado e muito malicioso de canto.- E, na verdade... eu não tive pesadelo nenhum....
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Ter Jul 21, 2015 6:09 am

-"Um saco? Eu deveria..."-
Uma frase se preparava para ser pronta e dita para Pyro, o que houve com Erik junto aos nazistas era um assunto extremamente sensível de se tocar e geralmente acabava com bom humor do polonês mas pela primeira vez...a frase, a resposta pronta não saiu, travou na garganta.
O garoto alí tão perigoso mas tão vúlnerável, Erik poderia fazer o que quisesse com ele...e isso era estranhamente cativante.
A cada fala e movimento do corpo de Pyro, Magneto percebia que algo acontecera após aquela breve aproximação, ele podia sentir os impulsos elétricos que faziam os pelinhos do garoto arrepiar assim como sentia ainda o cheiro do seu pescoço de John...o cheiro da evolução, da perfeição da espécie, do poder.
Um leve sorriso aparece no rosto semi-iluminado pelo abajur, era uma manifestação de uma confirmação ou quase isso, mas uma pergunta começou a se formular em sua mente-"Isso é certo?"-.
No meio daquela conversa acompanhada de pequenas sensações e cartar de cigarras do lado de fora que parecia mais e mais envolvente para Erik, um clarão se formou, o mesmo clarão que causou espanto a ele quando viu Pyro no Hall do Instituto, mas esse clarão que vinha do fogo tão facilmente manuseável pelo menino não mais espantava mas sim hipnotizava os olhos claros que agora brilhavam com a luz da chama que aos poucos criava forma.
-"Incrível!"-
Um suspiro quase mudo lutou para sair pela boca aberta e sorridente de Erik que olhava agora Pyro cada vez mais maravilhado. O dardo de fogo cortou o ar e transformou o rosto imundo de Shaw numa pequena nuvem escura e pedaços mínimos que se dissiparam assim como a pergunta que se formulava na mente de Magneto, ele chegara a uma resposta.
-"Foda-se"-
Mas antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, o garoto voltou a fala ainda mais certo e direcionado a Erik.

-Como assim fin...~ As mãos de Pyro apertam os ombros do polonês~...gir...

A voz falha antes que a pergunta seja realmente ser feita, mas Erik ja tinha sua resposta. Ah, se Pyro soubesse o quão prazeroso para Erik ouvi-lo dizer "Magneto" tão forte...ele diria mais vezes. O corpo do garoto loiro se move e se aconchega em Magneto com uma destreza enorme se encaixando na cintura do professor.
Em uma resposta instantânea um gemido se liberta, um gemido que não teve força alguma para se conter. O espanto foi inevitável, assim como a contração do seu abdômen seguido de um formigamento que se extendeu do vente até as coxas passando por todo a região, especificamente onde Pyro estava sentado.
Um momentâneo sentimento de desconforto se inicia aos poucos mas não pelo de Pyro por cima de seu corpo mas algo que agora lutava para ganhar espaço embaixo do corpo do jovem mutante.
As mãos de Erik que ainda respondendo ao primeiro contato seguravam-se na colcha da cama agora aos sobem até os braços de Pyro.

-Charles ficará louco se souber que...~Um sorriso ainda mais dissimulado toma conta do rosto de Erik~...mas ele não vai.~ Um leve riso e as mãos do polonês se movem até chegarem á bermuda de Pyro, onde lá se seguram~ Sem pesadelos, você disse? Parece que vou ter que te dar um novo bom motivo para ficar a noite toda acordado, minha criança!

Erik puxa John pela bermuda o inclinando para cima de seu tórax fazendo seus peitos se tocarem, talvez para a alegria de ambos o movimento fez o roupão se afrouxar fazendo o peito de Erik ficar a mostra. Os rostos ficam próximos, próximos o bastante para que a respiração seja compartilhada. Embaixo do roupão, o que buscava espaço agora ganha mais volume fazendo-o ficar ainda mais apertado e a sensação do corpo de Pyro se movendo sobre ele...não era das piores, tanto que fez Erik gemer, alí com o rosto colado ao do garoto. A respiração está ofegante mas ainda o permite falar claramente.

- Você é meu agora!

As mãos que antes seguravam apenas o pano da bermuda agora apertam ferozmente as suas coxas e então Erik o empurra para mais perto ainda. Não foi lento, nem calmo, foi forte! Como um predador que abocanha a presa, Erik morde o lábio inferior de Pyro e sem lhe dar tempo para dizer algo ele o beija com força, um beijo molhado...magnético. O polonês sentia que seu corpo anseiava aquilo desde a chegado do garoto...como dois ímas de pólos diferentes que precisam de alguma forma se ligarem. As mãos agora sobem ás costas mas por debaixo da blusa tão frouxa e com as unhas Magneto se prende a Pyro e logo desce o arranhando até o começo da bermuda onde ele não pensa duas vezes antes de seguir descendo e apertar forte aquela região tão redonda e macia na qual seus dedos apertavam e moviam, puxando e afastando-as.
O beijo se torna cada vez mais molhado e quando para aos poucos, pequenos e quase imperceptíveis choques tocam seus lábios. A voz agora mais ofegante tenta soar sem pausa.

- Eu sei que fogo não é seu único truque, Pyro. Me mostre o que você sabe fazer
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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Qua Jul 22, 2015 1:07 am

Não houve de fato como conter o sorriso de deleite jovial e aproveitador que desabrochou em seu rosto infantil quando ele sentiu a fricção que de súbito lhe foi atribuída logo embaixo e não houve sensação melhor do que constatá-la com o murmúrio que foi simplesmente largado pelos meios dos lábios de Erik.
Para ser sincero, John não achava que iria conseguir. Geralmente quando alguém sabe o que aquele garoto é de verdade - e isso ia muito além de uma simples opção sexual - ou tenta derrubá-lo ou se junta a ele. Não existe e nunca existiu meio termo para Pyro. Ou as pessoas o odeiam, ou elas o amam, apesar de que ele não saberia dizer de que lado do muro - oito ou oitenta - seu irmão, Bobby, estava.
Talvez ele fosse a exclusiva pessoinha que estivesse do lado do "amam", e ainda era só mais ou menos...
Mas Bobby?
Ele não era assunto para o momento... simplesmente porque ele não era mais o único.
Desde o segundo que descobrira que aquele homem na sua frente - ou melhor, abaixo de si, praticamente empurrando para se fazer presente e querendo se libertar - era, na verdade, o mesmo homem que por muito tempo fora um símbolo inalcançável e extremamente estimado por John, então ele não poderia desejar algo realmente melhor que estar sendo envolvido pelas mãos quentes de Magneto.
Sem contar o fato de que estava, aparentemente, se saindo bem em atrair a testosterona alheia que sem dúvida era apenas o que Pyro necessitava no momento...
Talvez um pouco mais.

- Para. Você fala demais sobre esse Charles.- foi o que ele alegou, num tom de voz autoritário, sem dar realmente tempo que Erik completasse sua sentença.
Porém, quando o professor o fez, o sorriso de John dilatou em suas vértices.- Isso. Ele não vai. Eu só não quero ter que usar um capacete pra me proteger dele igual você, ou vai estragar meu cabelo.

Sentiu-se ser puxado e seu corpo inclinou para baixo sem oferecer resistência. Suas mãos desceram macias ao toque pelos ombros de Erik, e escorregara por seu peito que acabara por ser desvelado do roupão. As respirações se uniram invisíveis, porém sensíveis, esquentando e abafando o miúdo espaço que ousara restar entre os rostos. John se aproximou instantaneamente; ele não iria mais esperar uma vez que estava sendo retribuído. Ele mordeu muito levemente o lábio inferior do outro antes que ele pudesse afirmar o fato a seguir com tanta certeza.
Então John era dele? Na voz de Erik, aquilo não soou fofo; soou como um peso, como um fardo e como uma ameaça.
Pyro adorou isso.  
Então, quando Erik também o puxou para beijá-lo, ele já estava preparado, de forma que suas mãos envolveram o pescoço do outro com força, intensificando o beijo o máximo que pôde.
Mas ele não pode continuá-lo quando sua blusa foi invadida e suas costas arderam freneticamente.
Atrás deles, um clarão que se fez imediatamente após as unhas machucarem sua pele. Acontece que o papel que antes já não passava de um pedaço fragilizado e tostado preso na parede simplesmente entrara em combustão novamente quando as brasas nele ainda corrosivas simplesmente implodiram numa crepitação que levou a uma explosão leve, a qual tomou forma de uma rajada de fogo que, bem, acabou por deixar aquela parte do teto do quarto meio... bronzeado.  
Além de ter torrado muito bem a lateral do guarda roupa onde agora a madeira estalava, com nunvenzinhas de fumaça dançando pela corrente de ar do quarto.

- F-Foi mal.- ele resmungou, os olhos fixos em Erik, sem vergonha alguma. Seu rosto brilhou por segundos enquanto a chama na parede era capaz de iluminá-lo mais do quê a lâmpada; a boca mais do quê só entreaberta e molhada formava um sorriso mínimo que parecia envolto demais em algum tipo de desfrutação da sensação que restara após uma experiência prazerosa.

Era o que a dor era para Pyro, afinal.


- Você é o professor.- ele justificou, agora com intensos olhos provocadores.

Seus dedos agarraram o cós da blusa em sua cintura, e ele a arrancou de seu corpo tão rápido quanto poderia, atirando-a de fora certeira contra a parede lá atrás; feito que extinguiu o fogo lindamente, e esvoaçou as cinzas por um segundo.- Por que você não me mostra?  
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Alex Crowlie

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Qua Jul 22, 2015 2:11 am

Uma terrível sensação de ser observado reinou durante alguns segundos dentro daquele quarto, aquela sensação, aquele sentimento que todos já sentiram pelo menos uma vez na vida estava lá presente e devia ser  deveras desconfortável para os dois, ainda mais em um momento intimo, e por mais que procurassem alguma coisa no recinto só achariam a mobília corriqueira e algumas cigarras próximas ao vidro da janela na parte externa.
Aquilo foi passageiro, depois de alguns segundos aquela sensação se dissipou como a fumaça de um churrasco contra a leve brisa de verão.
Um som de sapateado podia ser minimamente escutado vindo da porta, porém ele se embaralhava ao canto das cigarras, tal som provavelmente seria ignorado, e assim como a sensação de ser observado, o sapateado se distanciava cada vez mais do quarto até por fim ser silenciado novamente.
As coisas entre as quatro paredes foram esquentando, elas pareciam fluir bem, e poderia resultar em uma boa noite para ambos, se é que me entende, porém algo novamente rasgava o silencio da madrugada: passos fortes no corredor e entre eles, outros passos mais leves e rápidos podiam ser diferenciados devido ao piso de madeira, os passos se silenciaram, cochichos que soavam como abelhas em uma colméia agora eram escutados por mais alguns segundos até que se cessaram de vez.
Uma explosão repentina arrebentou a porta do quarto de Erik, a fumaça levantada tapava a visão de John e do proprietário do quarto, Alex deu um pequeno salto do corredor para dentro do quarto saindo do meio da fumaça cinza.
Movido pelo calor do momento ele disparou alguns... lasers para dentro do quarto pela luva brega e bizarra que tinha em seu punho direito, ela era igualzinha a Power Glove da Nintendo que foi lançada a anos atrás, só que ao contrário da original que era toda defeituosa e não funcional esta era totalmente a prova de erros além de ser uma poderosa arma nas mãos do rapaz, e em meio ao show de disparos Alex falou alto.

Eu vou te salvar gatinha! Desse... — A fumaça se dissipou por completo e Alex já mais calmo pode ter uma visão limpa da situação e só assim completando sua frase que agora soava sem nexo algum. — Estuprador...?

QUE PORRA É ESSA BILL?!

O rapaz que empunhava a luva e vestia vestes casuais resumidas a seu casaco leve de flanela vermelha e preto junto as calças jeans e um par de tênis marrons virou-se dando suas costas ao casal que já estava no quarto.

Ora, veja bem, na verdade isso é um estupro, só que consciente, e digamos que em algum universo alternativo eles são garotas.

A outra voz que cortou o silencio da sala era de Bill, um triangulo amarelo com um olho no meio que vestia uma cartola e que tinha braços e pernas, algo bem estranho e fora do convencional certo? O triangulo voou saindo da frente de Alex e foi para perto do casal rodeando-os algumas vezes.

Hey hey, Magneto e Pyro, é um prazer conhecer vocês, meu nome é Bill Cipher, mas pode me chamar só de Bill, o babaca que empatou a foda de vocês é meu "criador" e melhor amigo Alex "Hirsch" Crowlie,  aliás ele pediu pra entregar isso pra vocês.

Bill retirou de dentro de seu olho um cartão e entregou na mão de Erik, de alguma forma eles podiam perceber um sorriso de Bill que partia de seu olho, e ele fez um leve estalo de dedos como cumprimento.



Cartão


Porra Bill eu não empatei a foda de ninguém não, você disse que tinha uma garota sendo estuprada aqui e eu vim fazer o que é certo! E para de copiar o cartão que eu dei pra minha ex-namorada!

Nhe nhe, você empatou a foda sim, não tem como negar.  

O triangulo voador deu algumas risadinhas e enfiou o seu braço minúsculo dentro do olho de Alex, após isso uma pequena perseguição entre Bill e Alex se iniciou no quarto quebrando todo o clima que existia entre o casal.

[PS: Desculpa empatar a foda, tava alone.
PS2: Não vou fazer de novo relaxa.
PS3: Não comam meu cu please.
PS4 > Xbox One.]
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Qua Jul 22, 2015 3:58 am

Aquela noite parecia no mínimo um anti-depressivo para o polonês que tinha os ouvidos como o noticiário da noite, lotados de más notícias.
Os últimos acontecimentos com Charles e Raven tinham deixado ferimentos além dos da sua mão, mas tudo parecia ter dado uma trégua na mente agoniada do polonês que agora ficava estranhamente calma, o que gerava um certo tipo de sossego que resultava em frequentes sorrisos sem graça.
Pequenos sustos pareciam estar sendo comuns naquele quarto, e talvez o clarão que queimara o guarda-roupa tenha sido o mais preocupante mas foi momentâneo, Erik apenas observou o queimar olhando sob os ombros de Pyro...o fato do fogo vir do rosto de Shaw realmente amenizou o foto do móvel ter sido queimado.
Tudo aquilo realmente fazia Magneto querer prolongar aquela noite.
Um inclinar de costas de Pyro.
-"Você é o professor."-
E então a blusa voa até acertar a parede.
A boca entre-aberta de Erik agora parece estar em ênfase, quase instantâneamente as mãos do polonês criam força para se erguer e tocar o toráx esposto do garoto...mas a visão de Magneto é simplesmente coberta por uma poeira cinzenta que rapidamente se espalhou pelo quarto.
O transe ainda se mantem por alguns segundos mas logo a boca se fecha, as costas se inclinam e com os os cotovelos contra a cama Erik se levanta um pouco olhando de um lado pro outro contraindo os olhos tentando ver alguma coisa.

-Mas que por...~A voz de Erik e é cortada por luzes que saíram da densa fumaça~ ...Abaixa!

Ele segura Pyro pela cintura e o joga na cama do seu lado tirando-o de cima de si. Logo a fumaça se dissipa e uma figura surge diante seus olhos...é um homem de casaco com uma luva que mais parecia ter vinda do que restou do figurido de algum filme de George Lucas. -"Estuprador..."- Erik estica o braço para a cômoda ao lado da cama, uma gaveta se abre mas a ação nao continua pois uma figura ainda mais bizarra aparece flutuando ao seu lado e...lhe entrega um cartão.
Cartão que é esmagado e jogado de lado sem nenhuma importância dada por Erik, e ele nem poderia dar importância estando sendo abordado daquele jeito.

-Do que diabos vocês estão falando? E...~Erik encara a criatura triangular~ Onde ouviu meu nome? Onde?~ Magneto levanta a outra mão e a fecha com força afim de fazer com o triângulo voador o mesmo que fez ao cartão mas aí seus olhos arregalaram ao perceber que nada acontecera~ Não...não há metal em você?

Nada que ambos falavam fazia sentido, e como que o maldito triângulo falava? Não demorou até que os estranhos visitantes começassem a correr pelo quarto, o braço esticado de Erik agora volta a posição inicial mas da gaveta aberta vinha uma Mause c96 flutuando até sua mão.


Ele então a aponta para os intrusos, seu olho sofre pequenos espasmos, sua mão treme mas uma curva proposital para acertar um dos dois não seria difícil, toda bala para Erik é teleguiada, por ele é claro.

-PAREM! NÃO ACHAM QUE O QUARTO JÁ ESTÁ FODIDO O BASTANTE? Que porra vocês estão~ A respiração falha~ fazendo aqui? QUEM DIABOS SÃO...~ uma breve memória de quando olhara as fichas na mesa de Charles vem a sua mente, ele as olhava para ver quais mutantes poderiam se unir a irmandade e aquele com certeza não~...vocês?

-"Merda!"- Erik se senta na cama sem deixar de apontar a pistola para os dois. Sim, ele sabia quem era aquele tal de Alex, já olhara a ficha dele antes. Era um aluno novato. Erik abaixa a arma e põe uma mão na testa tapando os olhos.

-Vocês entram no meu quarto...desse jeito! Vocês não podem! Ah, eu poderia mandar você de volta sabia seu fedelho?~ uma risada alta se inicia~ Mas você ia acabar sendo perdoado pelo bom moço que dirige esse lugar. Olhe, eu não quero mais saber o que diabos está acontecendo aqui, apenas vão embora...saiam daqui...todos...Mas se ouvir um dos dois dizer "Magneto" ou falar sobre hoje aqui dentro denovo eu dou um jeito de calar até você ~ Erik aponta para o tal de...Bill~ Sua criatura sem boca!

Erik cobre o rosto com as mãos e mentalmente se pergunta-"Está vendo porque paz não é uma opção?"-



[TA DE BOA, SÓ TOMA CUIDADO COM ESSAS PIADAS. PEGUEI CANCER DE PRÓSTATA NO CEREBRO AQUI]
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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Qua Jul 22, 2015 6:31 am

O verdadeiro fundamento que fez John não se preocupar tanto com a fumaça que rondou o quarto de repente, foi que ele realmente pensou que ela poderia provir do fogo que acabara de tostar algumas coisas lá atrás. Porém, quando Erik se ergueu sobre o colchão a se apoiar sobre os antebraços, o garoto franziu o cenho, e só então se deu o trabalho de olhar ao redor.
Mas aquilo era fumaça demais para provir de um descontrole tão simples como aquele. John conhecia a fumaça tão bem quanto poderia conhecer o fogo.
Por isso, ele escapuliu de Erik antes que os lasers pudessem ser atirados.
Cerca de um segundo, foi o tempo que ele teve de escorregar da cama antes que um daqueles raios vermelhos, que passaram zunindo por seus ouvidos, não pudessem de fato atingi-lo. E em seguida, quando mais destes vieram e a porta foi devastada de alguma forma que ele não saberia realmente explicar como - na verdade, saberia: mutantes. Estava numa casa cheia deles, certo? Tinha que se acostumar a isso... ou não.
Não daquela forma.
O fato foi que ele permaneceu abaixado ao lado da cama durante toda a discussão - que, para ser sincero, ele entendeu pouca coisa, porque sua cabeça ainda estava se perguntando da onde diabos um triângulo falante entrara no meio da história - e, quando os dois começaram a simplesmente correr um atrás do outro, John suspirou, revirou os olhos e ergueu-se do chão. Ele estava pronto para começar um discurso de xingamentos que iam muito além dos já vocabulizados ou registrados no dicionário, quando fitou, de relance, Erik segurar aquela arma em mãos.

- Não pode. Não deve machucar eles.

Na verdade, se John pudesse, ele os tostaria ali mesmo. Ah, e ele queria muito fazer isso.
Seria muito fácil iniciar uma briga; uma piscada de olho, um gesto com o mindinho e o quarto todo poderia ir pelos ares, se quisesse.
Mas, talvez, aquela noite não tenha sido tão em vão, e a voz do adolescente soou acompanhada de um olhar que Erik reconheceria bem.
Um olhar de "não deixe que eles percebam você".
E, quando a arma foi abaixada, John se voltou aos rapazes(esse termo incluiria o triângulo voador?) que ainda tratavam de tentar se esganiçar.

- Ninguém tá sendo estuprado aqui, que fique bem claro, seus babacas.- ele rosnou, e não era nem o começo do que realmente gostaria de dizer.- E nenhum de nós tem que dar satisfação pra nenhum de vocês.

Ele bufou, caminhando até o canto do quarto onde sua blusa estava jogada. Ele bateu-a brevemente, e as cinzas do fogo que antes crepitava naquela mesma parede se espalharam pelo ar como poeira.
John vestiu a blusa, passou uma mão pelos cabelos, jogando-os para trás, concertando o penteado.

- Pode ficar com o prazer pra você.- ele grunhiu para o triângulo de um olho só quando este cumprimentou, e passou por Alex e Bill, sem se importar se bateria no corpo de algum deles, e apanhou o isqueiro de tubarão que estava sobre a cômoda.- Eu não preciso dele. - foi o que ele completou, praticamente cuspindo as palavras no ar e se dirigiu à saída do quarto.

Lançou um último olhar por cima do ombro, para Erik.
E então John sumiu pelo corredor com passos pesados.
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Qua Jul 22, 2015 2:41 pm

Alex levou seu palmo destro ao próprio rosto e o impactou com força fazendo um breve estalo, também conhecido na internet a fora como facepalm.

Espera um segundinho eu posso arrumar essa cagada, eu sou bem... digamos que versátil.

Ele soltou um suspiro e sacou de um de seus bolsos do casaco diversas canetas coloridas e enquanto Pyro dizia algumas palavras que para Alex se quer se importava em ouvir o mesmo começou a desenhar uma bela porta de madeira no ar, aquilo não fazia sentido algum, porém não precisava, pelo menos não no lugar em que estavam.
Quando Alex terminou de desenhar a porta ela se tornou tão real quanto a mobília rústica do quarto, ela combinava perfeitamente com o estilo do lugar, ela era até mais caprichada e mais bonita do que a própria mobília real, sua maçaneta apesar de ter sido desenhada era feita de ouro real, já que Alex tinha o dom de dar características as coisas.
Ao ver outras imperfeições no lugar, como queimaduras na parede e coisas do gênero, ele levou sua mão destra até sua têmpora e com o mínimo de esforço os locais queimados começaram a desaparecer, era como se alguém estivesse empunhando um lápis invisível gigante da cor da parede e estivesse pintando sobre as queimaduras, Alex poderia ter feito usando as canetas que tinha em mão mesmo, mas estava com preguiça demais pra arranjar uma escada para alcançar o teto e a parte superior da parede.
Nesse meio tempo Bill continuou a encarar os dois rapazes do quarto, um riso partindo do olho rasgou novamente o silencio daquele lugar.

Ora, ora Magn... ou melhor dizendo Erik... — Aquele caricato triangulo passou uma sensação estranha aos demais do quarto, uma sensação um tanto quanto ruim, parecia na verdade um misto de coisas perturbadoras, o olhar antes brincalhão de Bill agora era penetrante e um pouco assustador e uma pequena esfera azul envolvia suas costa. —Eu sei de muitas coisas.


Ele continuou encarando o polonês, nisso seu corpo antes amarelo começou a piscar diversas imagens em uma velocidade extremamente alta, praticamente em 60 frames por segundos, se Erik prestasse atenção no que via saberia que aquelas imagens eram relacionadas ao passado e presente de todos os envolvidos naquela sala.


Mas não se preocupe querido, eu não vou dizer nada, até por que eu nem tenho boca, hahahaha!

Bill começou a dar risadas histéricas no quarto até que foi interrompido por um tapão de Alex.

Então seu, Erik, é Erik né? Me desculpa ai, essa triangulo vacilão ai me disse que tava tendo um estupro aqui, quer dizer um estupro real, e que tinha uma garota, não me leve a mal por isso, de qualquer forma se precisar de alguma coisa, tipo... um avião, um macaco, ou um bisão voador você pode contar comigo, eu posso fazer qualquer coisa que você quiser.

Alex desenhou rapidamente um fantoche com o rosto de Erik, e assim como a porta ele se tornou real, escreveu "magnetismo" em ambos os pulsos do boneco e o manuseou fazendo uma posse, nisso alguns objetos metálicos menores do quarto se movimentavam e passaram a girar na volta dos punhos do fantoche.

Eu disse qualquer coisa, enfim é melhor eu ir embora por hora, e você também Bill, vemos você outro dia. "Ou melhor dizendo daqui a bastaaaante tempo".

O rapaz jogou o fantoche levemente sobre a cama e pegou em um dos pulsos minúsculos de Bill impedindo-o de uma fuga, já triangulo ignorou Alex e fixou o olhar em Pyro prestes a sair do quarto, sem pestanejar o mesmo retirou sua pequena cartola e fez uma reverencia a Erik, nisso o quarto inteiro girou em 90º e fez com que Pyro caísse sobre o corpo de Erik, por algum motivo Alex e Bill não foram afetados.


Er... foi mal de novo então... eu tenho que ir!

Ele saiu correndo do quarto puxando Bill pelo braço sumindo no corredor.

Se lembrem! A realidade é uma ilusão, o universo é um holograma, comprem ouro! BYE!
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Qui Jul 23, 2015 8:05 am

Uma simples pergunta reinava na mente de Erik.
-"Que merda aconteceu aqui?"-
A resposta estava alí mas era tão rídicula ao ponto de nao servir.
Alí estava o grande Magneto colocado numa situação tão estranhamente cômica e perturbadora, a raiva que crescia em seu interior doía em suas tripas como um chute na beira do estômago e então Pyro corta sua frente indo em direção ao corredor.

-Pyro...

A voz é muito fraca para o garoto ouvir. Erik volta a cobrir o rosto ignorando aquelas demonstrações infantis de poder.

-Tá! Tando faz...vai embora logo, porra!

Depois daquele falatório o polonês se vê sozinho finalmente. A pistola voa até a gaveta onde permanecerá um bom tempo se Erik não mudar de idéia. Em cima da sua cama um fantoche...um ohar de reprovação e então ele o pega e o encara como se olhasse a si mesmo.

-Você é mesmo um babaca, hein?

O fantoche é jogado pela janela e cai além dos portões da mansão...Erik faz o mesmo com a tal porta criada pelo novato, mas a porta acaba caindo nos arredores do jardim para onde o polonês olha com reprovação fechando a janela. Alguns passos e Magneto retira do guarda-roupa seus típicos suéter preto e jaqueta marrom, uma calça bege e os veste, o cinto se põe com a ajuda da magnetividade, e de acordo que os sapatos eram calçados as imagens presas com clipes na parede voam e se agrupam em cima da cama onde agora há uma mala aberta que Erik tirou debaixo da cama, dentro dela Erik põe roupas em especial para o frio, um punhal, varios papéis, as fotos da parede e seu capacete. Ele fecha a mala, ainda é madrugada, Charles disse que estaria ocupado hoje, mas Erik pensou que seria melhor olhar em seu quarto antes da diretoria. O polonês tira um papel da gaveta e rapidamente escreve algo nele. Na porta Erik dá uma última olhada em tudo, não havia nada que o -"Incriminasse"- e a falta da porta...Charles entenderia. Erik põe as mãos no bolso.
-"Já está na hora de começar"-
E então caminha em direção ao corredor com passos firmes.
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Erik   Ter Jul 28, 2015 3:50 am

Era madrugada ainda quando Erik chegou ao porto onde o navio esperava quem precise dele, e lá ele se tornou apenas mais um, camuflando sua mutação da melhor forma...entre os mais comuns dos homens, os pobres e desprovidos do dinheiro que todos veneram tanto. A viagem foi longa mas deu tempo para que Erik planejasse cada passo dentro do país gelado, e assim que desceu no porto russo ele avistou rapidamente o amigo, Alexander, que o levaria até sua casa e o abrigaria por lá.
-"Você tem que entender que tudo vivo ou não que exerce força neste mundo tem campo magnético!"- Dizia alexander que acabara de entregar uma maleta cheia de papeis com cálculos e esquemas que envolviam plantas de alguns prédios e projetos de espécies de armaduras. Um café é posto sobre a mesa coberta com papéis dos estudos de Alexie, Anna quem trouxe-"O seu amigo, Charles. Não veio por quê?"-Ela perguntou, a resposta veio fria e rápida afirmando com certeza extrema que o amigo adoecera repentinamente e não iria aparecer fora de casa tão cedo. Os dois, Erik e o estudioso que o recebera em casa estavam um de frente para o outro, a conversa parecia se torna cada vez mais envolvente naquela sala.-"Eu entendo seu interesse pelas campos magnéticos mas por que deseja saber tanto assim sobre fogo? É algo que nunca me foi de muito interesse."- Erik apenas deu um gole no café e o encarou firmemente-"Você tem que estar preparado, não é mesmo? Não se sabe quando vai precisar que alguém queime umas casa."- Ambos riem mas aquilo não era uma piada, não chegava nem perto disso. -"O fogo nada mais é do que a agitação das moléculas de oxigênio resultando em combustão."-
-"Então se um mutante controla fogo, ele controla essas agitações?"-
-"Exatamente, basta agitar essas moléculas e haverá fogo, se um mutante manipulo o fogo é porque ele as agita."-
Erik dá um último gole no café tomando-o todo, seu sorriso é enorme, como se fosse possível ver todos os seus dentes, o brilho em seus olhos era simplesmente notável e dos seus lábios apenas se ouviu um sussurrar.
-"Fascinante!"-
O polonês permaneceu lá até o outro dia e logo de manhã se preparou para ir embora, ele tinha que visitar um velho conhecido...Shaw. Nos últimos minutos que lá ficara, pediu para que Alexander escrevesse uma carta para Charles apenas para lhe contar das boas novas e mandar lembranças, o polonês acompanhou cada letra para saber se realmente poderia entregá-la e a recebeu de bom grato mas antes de ir embora lhe pediu um copo com água...mas ele não estava com sede, Erik aproveitou que o amigo o deixara só e pegou um dos porta-retratos que haviam pela casa, um com uma foto apenas de Anna.

Não foi difícil achar aonde Shaw estava, os arquivos que Erik roubara da CIA o ajudaram como uma bússola, e após achar o maldito barco onde o nazista descançava sossegadamente não foi difícil enganar Emma Frost que tentava ser o radar de Shaw mas só conseguiu ganhar uma dor de cabeça após Erik contrair o campo magnético dos seus pensamentos e me mudar de forma não ajudou afinalela estava presa ás correntes que seguravam a âncora mas por sorte não estava embaixo d'água. Sem Emma para avisá-lo, Shaw estava desprotegido quando sua cria arrombou a porta do quarto que ele se resguardava.

-Não repare, mas o seu capacete ficou melhor em mim e por favor, não perca tempo tentando se mexer!~O metal das paredes de partiu em tiras e o prendeu antes que pudesse se mover, prendendo também sua boca~Você é tão inofensivo quando está só, aonde estão seus puxa-sacos? devem estar vendendo irformações suas para a CIA, ninguém consegue ser fiel a um porco como você por muito tempo! Deve ser prazeroso pra você ver a besta que criou a tanto tempo agora voltar mais forte que da última vez não é?~O metal que envolve Shaw o faz chegar mais perto~Aqui estou eu, e você não tem nada a dizer? hãn? claro que não tem, e mesmo que tivesse~Erik aproxima o rosto do ouvido de Shaw~ É tarde demais...~O metal se contrai cada vez mais fazendo o nazista gemer e arregalar os olhos enquanto é observado pelo o que seu projeto havia se tornado, os ossos estalam até que Erik apenas o solta no chão e uma breve memória de casa vem á sua mente, uma promessa, uma promessa que significava mais do que vingança, talvez ir contra aquela vontade que o consumia realmente fosse lhe trazer paz.~Não! Shaw...Eu não vou te matar! Eu poderia...mas não vou. Eu sou mais do que aquele garoto que você deixou órfão agora! Só quero que se lembre de hoje, o dia que a sua vida não significou nada, o dia em que eu poupei a sua maldita vida...

Três dias contados se passaram e o filho pródigo voltou para casa. Após o encontro com quem deveria ter matado não foi difícil fazer o caminho de volta, ele havia dado a sorte de ter encontrado Shaw tão desprotegido e Shaw teve a sorte de ser encontrado por um Erik um pouco diferente. As malas grandes que Erik trouxe com as encomendas não incomodaram nas escadas embora pesadas, Erik considerava o que havia lá dentro. Ao chegar no quarto ele rapidamente as colocou embaixo da cama e levemente olhou para trás reparando na porta que acabara de abrir, um leve sorriso de reconhecimento e então ele se ergueu novamente certo que deveria contar as boas novas para o amigo e torcia para que ele não houvesse entendido o bilhete que deixara.
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