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 Quarto de Bobby & John

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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Quarto de Bobby & John   Sab Jul 18, 2015 5:47 am


É uma suíte comum, apenas há tudo em dobro(exceto pelo banheiro, este é único). Dois closets, duas cômodas, duas poltronas e um beliche confortável no centro do cômodo. Geralmente, esse quarto é uma bagunça como um todo.
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Sab Jul 18, 2015 6:50 am

Erik sobe as escadas fazendo seus passos ecoarem pelo piso de madeira degrau após degrau, sem pressa, apenas guiando os recém chegados irmãos. Alguns passos e o homem magnético olha levemente sobre o ombro para observar o exemplar tão fascinante de sua espécie, tão bruto, tão rude, sem leis, sem ordem, será um prazer lhe por em ordem. E assim foi até chegarem no andar dos dormitórios.

-Antes que perguntem, sim, podem ir embora a hora que quiserem mas acho que não irão embora com tudo isso de graça.~ Erik ri levemente enquanto continua caminhando~ E sim, Charles é muito rico e bom...bom por que é rico ou rico por que é bom? Bem, o que importa é que ele paga minhas contas~ Erik para repentinamente e usando a magnetividade ele abre a porta que está a sua direita~ E agora pagará as suas.

A porta se abre mostrando todo o quarto, Erik espera os irmãos se aproximarem e colocando as mãos no bolso ele encara os dois.

-Essa é a casa de vocês agora mas nós ainda temos regras a seguir, certo? Aqui dentro o mínimo que podem ser é disciplinados ou então não serão bem vindos...mas calma, é só questão de tempo, vocês vão perceber que não é tão difícil andar na linha, ainda mais pra você Bob, você é um bom garoto, você tem controle e inteligência...diferente do seu irmão.~ Erik põe a mão no ombro de Bobby~ Eu acho que seria bom que desse uma volta para conhecer o instituto, as coisas de vocês já estão aqui, e bem, preciso falar um pouco com seu irmão, soube do seu histórico com as gangues, John e isso não é apropriado para a mansão. Bem, bom passeio Bob, aproveite para explorar lá fora, enquanto a você Senhor Jhon Allerdyce, entre no quarto, temos que falar sobre seus modos...~ Erik se dirige ao interior do quarto~ Feche a porta quando entrar, por favor. Ah, sente-se onde achar melhor.

Erik se senta na ponta da cama de baixo da beliche retira sua jaqueta marrom.

-Está quente hoje...ou será só você?~ Erik ri um pouco~ Antes de tudo me diga seu nome...não Jhon...seu nome real, aquele que te chamam nas ruas, o que gritam quando te temem!~ Erik se inclina aproximando-se do garoto~ Diga...
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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Sab Jul 18, 2015 8:26 am

Houve uma pausa naquele segundo em que Erik olhou por cima do ombro. Quando seus olhos azuis, que buscavam Jhon, finalmente o encontraram, formou-se um contato imediato como se uma linha unisse ambas as quatro íris...
Porque Jhon olhava Erik tão fixamente quanto poderia olhar a chama de um isqueiro por minutos a fio.

- Com certeza esse lugar já parece mil vezes mais agradável que a nossa casa.- comentou Bobby, com um sorriso de canto, os olhos azuis passeando pelas paredes decoradas no corredor.- Não acha, John?

- Qualquer lugar seria melhor do quê lá.- foi a resposta. Breve e seca.

Bobby suspirou, arqueando os ombros como quem diz "fazer o quê, esse é seu irmão".
Com os dizeres de Erik sobre Charles, ninguém julgaria que Erik era realmente um professor do Instituto de Xavier. Porém, Robert já havia presenciado os dois juntos antes, e ficara mais do quê perceptível a afeição de amizade que um tinha pelo outro; eram como velhos amigos que, embora cada um com sua ideologia, se davam extremamente bem por uma causa maior.
Bobby entendia isso. Então ele nem julgou muito as piadas sarcásticas de Erik.

- É impossível ficar rico sendo alguém bom hoje em dia.- John comentou com sua típica certeza absoluta, enfiando o isqueiro dentro do bolso da calça marrom desleixada e rasgada em um dos joelhos.

- Não diga isso sobre o professor Xavier, você não o conheceu como eu conheci.- Bobby repreendeu o caçula.

"Andar na linha"; "Disciplina".
Enquanto aquelas palavras soavam estridentes e incômodas nos ouvidos de John, para Bobby, elas eram apenas um certificado de segurança e, ultimamente, isso era o que eles mais precisavam - ou o que ele mais ficaria feliz em ter.
Porém, ambos encararam o quarto ao mesmo tempo e, talvez, aquela tenha sido a primeira vez que eles dois realmente tenham conseguido parecer o que de fato eram: crianças.
Um sorriso doce surgiu na face de cada um, embora o de John quase tremelicasse.

- A cama de cima é minha.- ele declarou, e Bobby resmungou alguma coisa ininteligível, mas parecia chateado o bastante por não ter sido tão rápido para dar a ordem primeiro.

Bobby adentrou o quarto primeiro, largando a mochila ao lado da porta. Ele olhou ao redor, parecendo realmente maravilhado, somente feliz por pensar que tudo aquilo era seu...
E de John.
Droga.

- Muito obrigado, senhor.- ele riu.

Porém, apenas John pôde reconhecer que o riso do irmão fora mais para zombar dele do quê qualquer outra coisa, afinal, Erik praticamente o chamara de burro e descontrolado.
"Qual a punição para quem acaba machucando um professor propositalmente?", era a pergunta que de repente começou a ecoar na cabeça de John.

- Uuh...- Bobby fingiu estremecer.- Embora eu esteja cansado, talvez seja melhor eu ficar fora disso, de qualquer forma. Adoraria ver John tomando um esporro...- ele dirigiu um sorrisinho completamente trocista para o irmão, que o retribuiu com uma bela amostra do dedo do meio.- Vou tomar um ar.

Como pedido pelo professor, Bobby deu meia volta, deixando o quarto e passando por John, dando um leve tapinha sobre o ombro do irmão como quem diz um "boa sorte".
No caso deles, aquilo soaria mais como um "não toque fogo no nosso quarto".
John revirou os olhos escuros, fitando de soslaio Bobby apertar o botão do elevador logo ao lado das escadarias. Ele entrou lá dentro, e a porta se fechou antes que ele pudesse se virar novamente.
John bufou com força. Adentrou o quarto e empurrou com a sola suja do all-star surrado a mochila de Bobby para o canto do quarto, e só então pôde fechar a porta atrás de si.
Por um momento, ele apenas se encostou na madeira, fitando Erik enquanto ele se movia pelo quarto afim de se sentar na beliche de baixo.
Broncas...?
Tanto faz.
John já estava mais do quê acostumado com broncas.  
Mas, por algum motivo - o mesmo que lhe causara a sensação familiar no Hall - ele não achava que se trataria disso...
Por isso, ele desencostou da porta. Deixou que as alças de sua própria mochila escorregassem, simplesmente caindo contra o chão a seguir. Puxou a gola rasa do moletom de cor escura, ajeitando-a sobre a clavícula e enfiando os dedos polegares na circunferência que havia para eles, na extensão da manga do moletom, e imitou Erik no fato de retirar o casaco cinza que estava ainda por cima do moletom. Amassou a peça de roupa como se estivesse formando uma bola, e então atirou-a na beliche de cima.  
Se dirigiu até a poltrona em frente à cama de baixo, mas não se sentou nesta; apenas encostou o quadril e a cintura nesta, apoiando-se, de frente para Erik.
Arrancou o isqueiro do bolso.
Click.


Ele soltou um riso abafado, fitando o isqueiro intensamente.

- Engraçado. Depende de qual você gostaria que fosse o motivo para o calor.- o sorriso dele sumiu. Só então, seu rosto se ergueu, e seus olhos escuros encontraram os de Erik novamente... tão fixados que era como se o olhar que eles trocaram no caminho pelo corredor, estivesse sendo reproduzido - ou se dado continuidade.

Um segundo de silêncio. Dois, três...
Já se fizeram quatro click's metálicos no isqueiro. John simplesmente não deixava aquilo. E aqueles movimentos de abrir e fechar a tampa, resvalar contra o fusível para que a pedra fosse riscada e o gás liberado, formando a chama, e então cobri-la com a tampa, para em seguida recomeçar tudo de novo, pareciam dar um tempo suficiente a John para encontrar aquela palavra dentro de sua própria mente...
E então ele a disse:

-... Pyro. - ele engoliu em seco. O nome lhe era um orgulho, mas o jeito como aquele homem o encarava fazia Pyro pensar duas vezes antes de falar qualquer coisa - e aquele era um feito raro.- E o seu nome...? O seu real também.
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Sab Jul 18, 2015 10:03 am

-Pyro!~ Erik enche a boca para pronunciar o nome do mutante e dá um leve suspiro~ Você, minha criança, tem um poder enorme, você tem a vida em suas mãos...e você tem a morte! Você é forte mas destruir não é o de mais importante, você é um deus, meu irmão, um deus dentre os vermes, não deixe que ninguém diga o contrário!~ Erik se levanta da cama e anda lentamente em direção a Pyro~ Você tem a força, você tem o ódio, mas precisa de disciplina! Você fala bem, muito bem, mas diz palavras que nao vêm de sua boca, você diz palavras que eu conheço muito bem.~ Erik anda até chegar por trás do jovem mutante~ Agora me diga...Porque faz perguntas das quais já sabe as respostas?~ Erik se inclina levando novamente o rosto de encontro ao ouvido do garoto~ Eu sou aquele que cansou de esperar!~Erik põe a mão em seu ombro~ Eu sou aquele que trocou flores por armas! Eu sou quem trará paz a todos nós apenas abrindo seus olhos, Eu sou quem os procura nos becos lamacentos~ A mão aperta o ombro de Pyro~ é minha a boca da qual você roubou frases prontas e pensamentos de revolta...~ Alguns segundos de silêncio e então um outro "Click" é ouvido, ele vem da porta que acabara de ser trancada magnetivamente por Erik~ Eu sou Magneto!

O polonês se afasta se encostando na parede e cruzando os braços com um sorriso um pouco dissimulado.

-Pensei que os motivos de estar quente já estivessem óbvios mas vamos devagar com isso, mantenha ele aí guardado por enquanto...o seu isqueiro.

Erik volta a se mover pelo quarto enquanto não deixa de fuzilar Pyro com seus olhos azuis.

-Bem, desde a hora que você chegou eu tenho te testado, testado suas motivações, seus medos, e não foi difícil de entender tanta raiva contida em você. Eu sei, deve estar pensando que ninguém é capaz de entender, eu já pensei assim, eu sei da sua raiva, eu já senti em minha pele o que ser tratado como uma aberração...mas você não tinha como saber tinha? Claro que não! Eu escondo todo a raiva bem aqui~ Erik aponta para a cabeça~ Deixe a raiva morar em seus punhos e todos já estarão prontos para sua raiva. Esconda-a em sua mente e as pessoas não notarão, haverá a hora certa para que possamos liberar a dor, não deixe a raiva a mostra, não seja previsível! Assim eles não se prepararão...e você os derruba facilmente! Eu sei da sua angústia minha criança, eu sei o quanto isso lhe perturba, mas como você mesmo já viu...~Erik aponta para a janela~ Nosso inimigo está lá fora! Nosso inimigo são eles e eles tem armas, não temos o direito de nos armar?~ O polonês extente a mão como se saudasse a John~ Você é uma das nossas armas mais poderosas!


Erik puxa uma cadeira até perto da poltrona e se senta nela.

-Eu apenas dou o comando e espero vocês, os mais aptos, responderem, eu estou procurando os mais dedicados a causa, mas isso tudo tem de ficar em segredo...principalmente de Charles. Pyro, você veio até aqui, agora deixe-me ir até aí~ A mão do polonês se extende e toca o peito de John, ele fecha a outra mão de forma escondida fazendo com que o isqueiro de Pyro trave a tampa com a magnetividade~ Me queime, vamos, é fácil pra você, estava ameaçando o próprio irmão, não era? vamos, faço o que sabe fazer de melhor! ME QUEIME PYRO, ME QUEIME!

Magneto sorri enormemente enquanto grita encarando os olhos tão escuros e diferentes dos seus.
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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Dom Jul 19, 2015 2:56 am

Diante daquelas palavras que não deixaram de surpreender o adolescente a cada sentença, Pyro se fez quieto e atento.
Era como ter um deja vu, um flashback. Sua mente escureceu o ambiente e o forjou um frescor que aos poucos se tornou desconfortável, gélido. E então ele estava ali. Da mesma forma, com o mesmo olhar, o mesmo isqueiro abrindo e fechando freneticamente em suas mãos... e a mesma voz soando para seus ouvidos que se aguçavam a cada nova sílaba.
Não fazia lá muito tempo, talvez mês passado. Mais uma noite fora de casa, mais uma vez nas ruas e debaixo delas. A lembrança de um cheiro ferroso que infestava suas narinas se fez presente.
Ah, claro...
Naquele dia, após uma briga feia - aquelas típicas, de humano para mutante - dentro de um bar que o adolescente frequentava, ele saíra com o nariz ferido e uma costela extremamente dolorida; em compensação, levava no bolso uma carteira de cigarros de filtro vermelho e deixava para trás um estabelecimento completamente arruinado em chamas...
Deixando para trás todo o tumulto de bombeiros e policiais que tentavam acalmar as pessoas com intoxicação pela fumaça, se afastando de todas as sirenes que se uniram no casarão tostado que um dia, tinha que admitir, fora um bom bar, e teria perpetuado por mais tempo se não fosse frequentado por anti-mutantes idiotas, John se esgueirou pelos becos mais fétidos e escuros de Nova York.
Onde estaria Bobby agora? Era uma pergunta que, vez ou outra, sempre estava presente em seu dia a dia.
Talvez se escondendo e tremendo de frio como uma menininha, no porão.
Ele ajudaria-o, sabe, ele socorreria o irmão... se, da última vez que tivesse tentado fazer isso, Bobby não tivesse preferido ficar ao lado dos pais.
Hpmf. Agora, tanto fazia. John deixara de se importar.
Ele tinha coisas melhores para dirigir a atenção naquela noite, como, por exemplo, o homem encapuzado e de rosto ou origem desconhecida, que simplesmente se misturara aos Morlocks daquela região. No esgoto, o barulho de uma TV com antena roubada e improvisada tinha acabado de ser desligada - muito repentinamente, inclusive, quando o botão simplesmente se apertou sozinho - depois do fim do noticiário.
Registro Mutante, eram as duas palavras que ecoavam na cabeça de todos os seres ali embaixo.
E aquelas mesmas duas palavras eram trucidadas por aquele homem encapuzado, que simplesmente se levantara diante deles e os chamava de irmãos.
Cada palavra, gravada ardentemente na mentre de John, repetida e analisada, penetrando sua mente como se fossem as boas novas de uma verdade absoluta.
Aquelas palavras faziam o sangue não mais ser incômodo.
Todo o discurso que deixava, no momento, os Morlocks em silêncio; o discurso o qual John observava numa posição mais afastada, tragando com força um de seus cigarros, brincando com o isqueiro de uma forma tão desvairada e apressada que não lhe era assim tão comum.
O discurso que fazia com que sua respiração falha e a dor física já não mais importassem.
Era sempre assim, quando ouvia aquele homem. Não era a primeira vez, e não seria a última. Desde a primeira vez, num porto de barcos abandonados, John ia para onde achava que aquele homem fosse estar também. Sabia que ele não pararia, que iria continuar, que não ia se calar e John somente admirava isso cada vez mais.
E, talvez, fosse apenas ouvindo o desconhecido mutante que ele sentisse algo que ele deixara para trás há muito tempo: esperança.
A esperança de John há anos deixara de ser um mundo de paz e florido; agora, ela estava localizada no fogo e no calor. E, as palavras daquele homem lhe saciavam mais do quê uma explosão poderosa e lhe aqueciam muito mais confortavelmente que uma brasa lenta.
Seus olhos se arregalaram quando o jovem ouviu a voz atrás de si. Ele ainda não havia saído do transe, ele ainda não havia parado de escutar aquilo tudo.
A sombra daquele homem encapuzado estava em sua mente, vívida o bastante para que ele se lembrasse dela enquanto Erik falava tão perto, tão perto de seu ouvido, tão próximo de seus próprios pensamentos; tão ligado a eles.
"Ele trocou flores por armas!"- John gritou, para que todos os Morlocks ouvissem."Esse homem está certo, os humanos estão armados contra nós, por que temos que abrir os braços para eles se vão apenas atirar em nosso peito?! Nosso inimigo está lá fora!"
A sua própria voz envolta naquela lembrança ecoou em sua cabeça, ao mesmo tempo que a voz de Erik pronunciou envolvida por sussurro, aquelas mesmas palavras...
"É por causa dos humanos que vocês estão escondidos aqui embaixo. É por causa deles que a porra da minha vida está queimando em um mar de fogo que eu não posso controlar. Vocês vivem como coitados, roubando e comendo migalhas a vida inteira! Vai ser assim pra sempre? As coisas vão piorar se não fizermos nada. Temos que ir lá, temos que fazer alguma coisa."
A raiva que ele sentia naquela noite e a motivação que corria em correntes elétricas e quentes por seu corpo tal forma o eco de sua voz passeava pelo esgoto quando o homem encapuzado se foi depois de marcar a mente de cada um ali com o discurso anterior; agora, John, tão alienado pela esperança vingativa que aquele homem alimentava em si; agora o adolescente apenas fazia o resto do trabalho do mutante que, diziam por aí...
Se chamava Magneto.

- Você...- ele engoliu em seco, ainda não realmente alcançando forças suficientes para que se virasse afim de ver o professor que se encostava na parede.- V-Você é...

"Eu fiz o que você queria."- sua voz respondeu, ansiosa, em sua própria mente."Nós fizemos. Eu matei aquele prefeito..."

Magneto. Magneto.
O homem que Pyro gostaria de ver quando se olhava no espelho.
O rosto envolto de cabelos revoltos e loiros se virou, olhando Erik por cima do ombro.
O isqueiro ainda não parara quieto em sua mão.

- Me testado?- seu cenho franziu, enquanto a chama do isqueiro esquentava seus dedos.- Se estava tão no meu encalço, então sabe que eu não tenho disciplina para oferecer...

Ele observou Erik andar, fitando-o intensamente, e John retribuiu da mesma forma. Ainda havia aquela áurea nele. Aquela que o atraía tanto, que brilhava mais do quê a faísca fluorescente do fogo.
E, desde o princípio... o homem chamado Magneto fora uma obsessão tão forte para John quanto a mistura de fogo e caos eram para ele.
Viu que o professor agora se sentava à sua frente, tocando seu peito.
John estremeceu uma vez mais, e apertou o isqueiro com força. Seu punho ardeu com o calor excessivo, a chama estava acesa há segundos demais, a brincadeira com o isqueiro havia parado antes que pudesse terminar o ciclo com o fechar da tampa. Seu dedo queimava com o calor, mas ele não se incomodou...
A dor física.
Ela não importava quando John estava ouvindo a voz de Magneto.
Mas aí, a tampa do isqueiro fechou.
Não foi ele quem fizera isso. Sua pele agradeceu, pois já estava marcada pelo calor, mas John, ele apenas franziu o cenho mais violentamente, fitando Erik sem sequer piscar os olhos.

- Queimar você...?- o pedido pareceu surpreendê-lo, mas ele não deixou que aquilo transparecesse demais.

John riu... um sorriso cínico.  

- Você fala tanto de disciplina e auto-controle quanto aquele homem que vi dando aulas na universidade de Oxford
certa vez, com meu irmão. É o Xavier, não é? O cara do "mundo pacífico"... e aqui está você, num lugar que prega uma ilusão menos dolorida da realidade lá fora, a realidade que eu vivi, apenas criando mutantes ingênuos demais para lutar. O seu amigo provavelmente deve desligar a TV para que os aluninhos dele não vejam, mas... sabe aqueles mutantes perigosos que você ouve falar nas notícias?


Ele umedeceu os lábios com a língua, se endireitou, desencostando-se da poltrona Seus olhos tinham um brilho incomum que simplesmente não tinha como condizer com a iluminação do lugar...
Mesmo escuros, eles brilhavam mais do quê o próprio fogo.

- Eu sou o pior deles.- ele sorriu.

Forçou o isqueiro. Não abria.

- Trapaceiro.- foi do que ele xingou Erik, olhando-o, dessa vez, de cima.- Está com medo do que eu faria com você quando me pediu isso? É óbvio que explodiria você, não... Magneto...?
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Dom Jul 19, 2015 4:40 am

Erik conhecia Pyro, há muito o observava, junto aos mutantes exilados nos esgotos, junto aos entulhos, junto ás queimaduras que ele mesmo provocava, E o que ele mais gostava de saber era o quanto o garoto o admirava, Erik já passara por muita coisa para que simples arrôgancias escondam quem John realmente era...e quem John poderia ser. Aquela marra, arrogância, falta de controle...era o que o polonês um dia já foi com a essência que ele não chegou a ter.
Era terrívelmente estranho mas especialmente agradável ter aquele mutante tão jovem, tão...poderoso por perto. Há uns meses Erik saiu pelas ruas para falar com aqueles que os discursos tão éticos de Charles não alcançavam, aqueles que não podiam ir ás escolas, auditórios ou lugares tão bem frequentados pelos homo sapiens sujos. Erik falava aos que já não tinham mais esperanças, dando-lhes motivos para seguir, enquanto Charles era o messias daqueles mutantes bem vestidos, daqueles "Bobbys", Erik era quem ditava as boas novas aos já feridos e assustados, cansados e com ódio...á Pyro, mas mesmo assim não poderia comprometer seu papel no instituto então ele se encapuzara e passou a se chamar Magneto! Mas Ele não poderia comprometer, até agora...
-Um homem, Pyro. Um simples prefeito...é algo tão pequeno, não foque nele, foque nas pessoas que temem a nós agora, foque nos humanos que agora estão em seus lares achando que estão seguros quando você poderia facilmente carbonizá-los!

Dentre os mutantes, alguns chamaram sua atenção, Calisto dos esgotos, Groxo dos becos sujos mas as palavras...as palavras de John acariciavam a mente de Magneto de forma que nunca ocorrera, eles pensavam de forma tão idêntica que se Charles soubesse apagaria a mente do garoto naquele instante.

-Quem disse que eu quero sua disciplina? Eu não quero que você tenha bons modos, não quero que diga "Bom dia" para as pessoas! Eu quero que você Queime!

Foi então quando a mão do jovem se virou para Erik mas nada ocorrera, o xingamento dito pelo rapaz ao perceber que o isqueiro estava travado ecoou pelo quarto e Magneto apenas o mudou lentamente o semblante sorridente para um rosto sério e frio. Uma leve tremida no olho direito mas Erik não moveu um músculo além dos necessário para dar um sorriso miúdo.

-Tolo!

A mão fechada de Erik se extende em frente a John tocando seu peito e então os dedos se abrem e sem deixar de travar o isqueiro, ele joga Pyro com as costas contra a parede atrás dele.

-O pior? Eu não sabia que o nível tinha caído tanto!~ Erik parece espantado mas não era nada que não esperasse~ Deste que entrou aqui você não para de deixar claro que depende desse isqueiro e foi apenas tirá-lo que você ficou tão inofensivo quanto um cachorrinho! Sabe Pyro, há metal em toda parte...inclusive em você, agora, tente me parar!

Erik ri e girando a outra mão ele tira pequenos pedaços de aço colocando-os sobre os joelhos, cotovelos, cintura e no pescoço de Pyro, apertando especialmente naquele região como um coleira, para assim controlá-lo melhor e o corpo de Jhon que se prendia antes a parede, agora flutua até a frente de Erik.

- Você pode escolher, Charles te ensinará a controlar seus poderes e habilidades básicas mas sem liberdade e depois vai te ensinar a ser controlado...por ele. Mas eu quero testar seu poder, minha criança! quero que vá além do que acha que pode, eu quero fazer de você um deus! Deixe-me guiá-lo Pyro, e eu te darei o poder que nunca pensou que poderia ter! O poder que nos unirá e então reinaremos sobre estes humanos medíucres que já nos pisaram por tempo demais! Fique ao meu lado, Pyro~ Erik abaixa a mão fazendo John se ajoelhar a sua frente~ E tudo também será seu!~ Os metais se soltam e o garoto está livre, Erik extende a mão~ Eu podia te machucar agora mas vou guardar isso para insolências maiores...se bem que você parece não se importar, então... Apenas reconheça que eu sou seu mestre e te darei a oportunidade de ser algo maior que você! Eu estava no bar quando o destruiu, na farmácia quando a incendiou, no ponto de ônibus quando o pôs pelos ares e quando chorava em seu quarto...eu estive lá...olhando por você, esperando que vinhesse a mim por conta própria, você é o meu escolhido Pyro. Minha criança! Apenas me diga, Pyro...quer se juntar á Irmandade?









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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Dom Jul 19, 2015 7:33 am

John encarou a face de Erik quando o sorriso sumiu. Ele prestou atenção quando as feições mudaram, se fecharam... mas nada fez seu corpo fez seu corpo trepidar como o tiritar tão breve em um dos olhos azuis.
O grito que a seguir ecoou pelo quarto...
E então a dor lancinante em suas costas veio, como sucessão de choques que declinavam em sua pele, se alastrando das costas para a nuca e dali para o peito, num abalo que deixou todo o seu corpo dormente por um ápice...
E John riu. O isqueiro ainda continuava firmemente fechado e seus dedos o apertavam com força, sem deixá-lo cair, como se aquele objeto valesse mais do quê qualquer dor que pudesse experimentar.
Mesmo com as palavras de Erik, o garoto loiro simplesmente não parava de sorrir. Um sorriso cínico e masoquista.

- Um cachorrinho...?- ele frisou aquelas palavras.- Há fogo em toda parte também... eu vejo fogo em todo lugar... - suas palavras saíram como se ele estivesse em um delírio profundo. Sua expressão continuava sorridente, os olhos fitando Erik ao longe, semicerrados. Ele parecia em transe, mas aquilo não era realmente surpreendente, se vindo de John.- Na minha mãe, no meu pai, e até no cachorrinho... e eu vejo em você também... mas é diferente. Brilha diferente.

Sentiu que suas pernas eram presas de tal forma que ele não poderia movimentá-las de forma alguma, os joelhos travados por pedaços de aço que, ele viu, deveriam ser apenas a barra de espaço entre ambos os closet's no quarto.
O isqueiro escorregou de seus dedos quando seu corpo foi levitado para frente de Erik, mas John realmente não fez nenhum esforço para se soltar. O aperto gélido em seu pescoço o fez falhar com o sorriso por um segundo, buscando controlar a respiração que se tornara árdua e, quando ele conseguiu essa proeza, o sorriso voltou a triunfar, se moldando em seu rosto psicótico novamente. Ele só realmente ficava daquela forma quando se via sozinho em seu canto escuro, e aquele rosto era reproduzido sob a chama trêmula que geralmente flutuava ao seu redor, e que ele fitava. Para John, Erik devia ser tão interessante de se ver quanto o fogo.
Erik era o poder. John estava envolto e cercado pelo poder dele.
O poder que John sempre ansiara e se entorpecera, o qual ele queria mostrar para todo mundo.
O poder que o deixara doente.

- Eu não quero ser controlado. Eu só estava tentando mudar, eu realmente estava. Bobby...- John engoliu em seco.- Ele me convenceu a tentar fazer isso... mas é difícil. Difícil entender como alguém como o grande e respeitado Xavier é capaz de nos entender de verdade. Ele realmente é? Alguém que sempre viveu nessas boas condições, cercado por essas paredes...- os olhos escuros dele deram uma volta nas orbe, fitando todo o quarto bem organizado até então, só para pararem novamente sobre Erik.- Ele não pode me entender. Eu não posso... não consigo lutar por paz, quando tudo o que eu penso é em vingança... e fogo. - ele sussurrou aquela última palavra.

Seu corpo pendeu, sofrendo um baque involuntário quando seus joelhos foram ao chão e ele pôs as mãos já livres do aço sobre o carpete, logo a frente das solas dos sapatos de Erik, afim de se manter equilibrado.
O garoto ergueu o rosto, divisando a mão que Erik estendia, assimilando as palavras que ele acabava de dizer.
Ele estava lá?
Aqueles acontecimentos, todos eles passaram em memórias distintas dentro da mente de Pyro, embaralhadas, mas, ainda sim, nítidas.

- Então é realmente você...- ele declarou, com um riso que anunciou a volta de um sorriso triunfante ao seu rosto.- Você é o homem que me conhece melhor do que qualquer um.

Um segundo de silêncio. E Erik saberia que aquele não era mais John. Era Pyro. E apenas ele.

Ele engatinhou até a frente, e envolveu a cintura de Erik com os próprios braços.

- Magneto.- ele chamou. O nome soou sarcástico, mas não era num tom desrespeitoso. Sua testa encostou contra o corpo em pé de Erik.- Eu me juntei pela sua causa antes mesmo de saber seu rosto. Você não é o vilão da história. - ele riu.

E Erik saberia que aquilo era um sim mais do quê certeiro para sua pergunta, antes mesmo que o garoto, a seguir, agarrasse sua mão estendida, e se erguesse do chão.

- Se você me escolheu, eu não tenho porquê recusar... apenas fale sobre isso.
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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Dom Jul 19, 2015 11:12 pm

Cada palavra soava como um leve suspiro aos ouvidos de Erik, cada variação de tom cantava na mente do polonês que olhava fixamente os lábios de Pyro se moverem a sua frente.
-"Fogo."- Ele disse. O mais belo dos elementos, o mais cativante, destrutivo e ...sedutor! Fogo que Erik via brilhar nos olhos do jovem mutante, fogo que poderia transformar um homem num fósforo queimado.
-"Eu não quero ser controlado!"- Ah, como a voz do garoto soava limpa e bela, há muito tempo Erik esperava ouvir isso da boca de alguém além dele, ouvir tantas certezas vindas de um jovem que nasceu neste novo mundo fazia Magneto mordiscar os lábios. Os ideias de soberania de Erik eram negados por Charles e reprimidos e agora, ver suas mesmas palavras naquele jovem, era como ver a si mesmo!
-"ele não pode me entender!"- Erik via tanta certeza, tanto poder, tanta decisão...mas também via dor, tristeza, abandono, e isso ele entendia muito bem, como poderia não entender? Erik sentiu e viveu quase o mesmo anos atrás. -"Vingança e fogo!"- Por deus, Magnus tinha a chance de dar o prazer que a ele foi privado por promessas bobas e questões morais para com o amigo telepata, o prazer da vingança!
Todos os dizeres de Pyro deram certeza de que ele não seria apenas um capanga, um lacaio, ele seria o alicércie de uma irmandade de poder, uma irmandade de mutantes, uma irmandade de deuses! Mas nenhuma palava se comparou a ver Pyro engatinhar, como um animalzinho até ele, seu mestre e o abraçar fortemente a cintura causando surpresa e prazer ao ouvir o jovem dizer-"Magneto"- no polonês que se transforou num arregalar de olhos, um suspiro e um estranho formigamento na região abaixo da sua barriga exatamente onde Pyro pos o rosto.

-O quê você...P-Pyro, eu não...

A frase não se concluiu, nao porquê Erik não conseguiu mas porque não quis. As mãos de Pyro estavam mornas assim como seu rosto e por impulso Magneto pensou em o afastar...mas as mãos do polonês passaram pelas costas do jovem subindo até seus cabelos onde lá entrelaçou os dedos e aos poucos empurrando a cabeça do jovem contra seu corpo, deixando-os ainda mais colados. E acariciando a cabeça de Pyro, Erik volta a falar.

-Oh, minha criança, tão manuseável, tão poderosa, sorte a nossa de eu ter te encontrado antes que Charles o tranformasse em um...em seu irmão. Eu sou fogo, Pyro. Um fogo que que não te queimará mas te fará mais forte! Eu sou seu abrigo, sua proteção e ignição agora, confie em mim!~ Pyro se levanta e Erik acompanha-o com os olhos~ Charles entende os mutantes mas não entende nossa dor, nunca sentiu a pele se rasgar por causa dos homens inferiores! Mas nós, meu menino, vamos lembrar a eles quem está no topo! Quem está a frente do próprio tempo. Assim como os homo sapiens extinguiram os neandertais, é natural que nós daremos um fim a eles... Mas a natureza é lenta demais.

Erik põe as mãos nos ombros de Pyro e aproxima seu rosto do dele fitando seus olhos escuros.

-A Irmandade é um passo a frente para nossa soberania meu irmão, mas como eu disse, você tem que se controlar, ninguém pode saber ainda...~as mãos de Erik apertam os ombros de Pyro~...entendeu? Nós temos mais a conversar mas não aqui, não assim, seu irmão está voltando, sinto o metal do seu sangue. Venha a minha sala quando precisar ou quiser, se não estiver lá eu estarei no meu quarto...eu passo a noite toda lá, estarei esperando por você...

Erik se afasta e balança a mão fazendo os metais voltarem aos lugares de origem. Ele então se dirige a porta que se abre diante dele e olha sorrindo levemente para Pyro.

-Bem vindo ao instituto, John e não esqueça...você é um mutante, se orgulhe disso.

Erik sai do quarto e obser Bobby que vem ao fundo, olha para Pyro dentro do quarto e pisca um olho como um -"Comporte-se"- e espera o mutante gelado se aproximar, -"Ele é todo seu, bem vindo ao instituto"- E então faz seu caminho até seu quarto com as mãos nos bolsos e um sorriso de orelha a orelha...A evolução...A Seleção natural começou...a vida será privilégio dos mais áptos e dos que tiverem um bom protetor solar e armas de borracha.
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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Seg Jul 20, 2015 5:24 am

Ele não diria em voz alta; não por ter não ter a coragem no momento, mas por não achar ser o momento apropriado, mas o aperto de Erik e o afago em seus cabelos foram mais do quê bem aproveitados por John.

- Eu sei que você é. Você sempre foi um abrigo.- foi o que ele afirmou, ao se levantar completamente do chão.- Meu único abrigo.

Pyro sentiu o aperto em seu ombro, e sustentou o olhar azul e sério de Erik sem fazer esforço, mesmo que a proximidade de ambos o fizesse conseguir sentir a respiração do professor bater contra seu nariz.

- Entendi... você não quer que o Xavier descubra. Isso arruinaria tudo. Eu posso fazer isso. Eu posso me controlar na frente deles, se é para ter liberdade depois.  Mas sua Irmandade... nossa irmandade, ela-...- ele parou, ouvindo o que o professor dizia a seguir.

Apenas então, Pyro engoliu em seco e suspirou profundamente, num dar de ombros como quem diz um "tudo bem".

- Bobby não entenderia, não é? Você tem razão. Ele não pode saber. À essa hora, ele já deve ser um cachorrinho do Xavier.

Enquanto Erik se afastava, John apenas o observou.

- Mutante e orgulhoso...- foi o que ele sussurrou para si mesmo, antes que o professor pudesse desaparecer de sua vista, dobrando o corredor.

John girou sob os calcanhares, dando alguns passos adiante e se abaixando para que pudesse pegar o isqueiro caído no carpete.
Num click, ele abriu, destravado. A chama brilhou novamente. Encarou-a por um segundo, fixamente, e por um segundo ele pensou que pudesse reproduzir milhões de vezes aquela última piscada no olhar de Erik bem ali... até que ouvisse a voz do professor se referir a Bobby lá fora.

- Espero que o meu irmão não tenha lhe dado tanto trabalho e... obrigado, senhor. Boa noite.- Bobby saudou Erik, com um sorriso mínimo, gentil.

John fechou o isqueiro e subiu a escadinha das camas com uma agilidade invejável, se aconchegando na beliche de cima. Fitou a janela à sua altura na parede e encarou o pôr do sol que já se concluía, dando lugar à penumbra que aos poucos se alastrava pelo céu lá fora como uma tinta negra mancha uma folha de papel.

- Hey, John.- a voz de Bobby chamou sua atenção. O irmão de olhos azuis agora entrava no quarto, percebendo que sua mochila estava jogada no canto. Bobby revirou os olhos, pegou-a nos ombros novamente, só para ajeitá-la ao pé de sua própria cama, logo abaixo da de John.- Diz aí, te colocaram em observação ou só recebeu muito dever de casa?

- Não te interessa, picolé.- John rosnou.

- Tá bem, tá bem, não queria saber mesmo.- Bobby bufou, se jogando em sua cama e tirando os tênis com as próprias pontas dos pés, deixando-os bolarem em algum lugar pelo chão, longe do colchão. Se abaixou, a seguir, então, olhando o pacote bem selado de livros que estavam sobre a mesinha de cabeceira. Dois pacotes enormes. Um para John, e outro para Bobby. O mutante de gelo pegou um deles, arrastou-o para cama e, na ponta de seu indicador, uma ponta afiada de gelo surgiu, que ele usou para cortar o papel plástico que envolvia os livros. E folheou cada um, interessado, enquanto falava:- Sabe, esse lugar é enorme, você tem que ir comigo amanhã de manhã pra dar uma volta, antes das aulas. Os jardins são lindos, John. Eu estava passando por lá e adivinha quem eu encontrei...?

- Já imagino. Quem é a tua gostosinha agora?

- Não, nada disso.- Bobby riu.- Eu encontrei o professor Xavier. Ele parecia meio ocupado, mas nós falamos um pouco, vamos nos ver mais nas salas de aula e no campo de treinamento. Ele é legal, sabe... de verdade. Eu estava meio perdido, mas ele me deixou confortável o bastante pra já gostar daqui. Ele fala tão bem quanto dizem por aí. Tenho certeza que você entende, John. Ele praticamente me disse que vamos mudar o mundo aqui.  

De cima do beliche, John apenas escutou o irmão, apoiando a cabeça e os cabelos molhados de gel sobre um travesseiro macio. O isqueiro em suas mãos, sobre seu peito, exalava uma chama forte com cheiro de gás.


- É claro que eu entendo, Bobby...- John sorriu... como jamais havia sorrido antes.- O professor Lensherr me disse a mesma coisa.
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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Qui Jul 23, 2015 8:28 am

Naquela noite fria Erik já não tinha certeza se o garoto de cabelos loiros já dormia mas mesmo assim seus passos firmes e estalados na madeira pararam na porta de Pyro.
A mala é posta no chão enquanto afastando um pouco a jaqueta semi-fechada ele retita um envelope com um bilhete dentro e o empurra por debaixo da porta, -"mas e se Bobby a lesse?"- a breve pergunta logo teve sua resposta, o nome de John estava escrito no envelope, Bobby não o abriria, era "bom garoto" demais para fazer isso.

No bilhete havia escrito:
"tenho que IR agora mas volto logo, MANtenha-se comportado, trarei algo para você quando eu voltar á ciDADE.

Mutante e orgulhoso!

~M~"

Erik continua seguindo pelo corredor.
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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Sex Jul 24, 2015 12:31 am

O sono pesado de Bobby o preservava de ver muitas coisas, de perceber muitas coisas e de fazer muitas coisas; o mais interessante era que fazia o mesmo por John.
Por isso, o caçula de cabelos pintados e rebeldes sequer se preocupou em fazer menos barulho quando, naquela mesma madrugada, depois de vir pelo corredor apressadamente, com passos que mais pareciam marchas calculadas, simplesmente adentrar o quarto com pressa e fechar a porta atrás de si.
Por um segundo, ele só ficou ali, encostado na madeira, o silêncio reinando em seus ouvidos... mas não em sua cabeça.
Estava com raiva, preocupado e sabe-se lá mais o quê de coisas que ele não conseguia distinguir, mas tudo se resumia a uma bela incapacidade de reduzir um desconforto gelado que estava preso e se alastrando por sua barriga, como uma agonia contida...
Ele suspirou, bateu uma das mãos contra a parede ao lado.
Bobby apenas se mexeu na cama, mas, é claro, não acordou.  
John se apressou, então, para dentro do banheiro e trancou a porta pelo lado de dentro. Seria uma noite daquelas... daquelas que lhe rendiam a caixa de lenços de papel totalmente vazia e a pergunta de Bobby na manhã seguinte: "Sério que você inaugurou o ralo de novo, John? Que nojo".
Bem, no fim, depois de um trabalho meio árduo lá dentro, foi justamente este que o cansou e relaxou o bastante para conseguir dormir, mesmo que só depois das cinco da manhã, sem sequer se dar o trabalho de olhar o resto do quarto - ou da entrada deste, onde a carta já havia sido posta - e simplesmente caiu na beliche de cima...
E ele teria dormido o dia todo, como de praxe em toda a sua rotina antes do Instituto, se não fosse os barulhos de Bobby batendo as gavetas da cômoda lhe arrancarem do estado esgotado e derreado que estava.
Será que ele não podia ser barulhento apenas na hora de dormir, tinha que ser também acordado? John não pôde deixar de se perguntar isso quando escondeu a cabeça debaixo do travesseiro... mas isso não o impediu de ouvir um Robert mais do quê furioso:

- Droga, John, eu não acredito! Você devia ter sua própria caixa de lenços de papel, isso é nojento, cara, isso é muito nojento. - Bobby resmungou, tratando de mexer na gaveta de meias suas, onde ele retirou dali uma caixa de lenços de papel ainda embalada - era para ser reserva, de qualquer forma, mas pelo visto ele já teria que usá-la para enxaguar o rosto naquela manhã.

- Desculpa aí se te assusta tanto, eu não sabia que você tinha um que saía purpurina ao invés de esp-...

- Pelo amor de deus.- Bobby bufou, interrompendo o irmão.- Ninguém te merece. Sério, às vezes você precisa de castigos pra aprender a se comportar...

Bobby terminou de colocar seu casaco xadrez azul e abotoá-lo até a gola. Só então, ele se dera conta de que John voltara a dormir sem mais nem menos. Bobby sorriu cinicamente, e divisou o isqueiro de tubarão que estava sobre a estante ao lado da cama deles.
Apontou, lentamente, o indicador para ele.
O metal congelou quase por completo, prendendo a tampa no gelo de tal forma que seria impossível abri-lo.
Era o mínimo que podia fazer - ou talvez o máximo, já que John amava aquele isqueiro eternamente.
De qualquer forma, Bobby deu de ombros. Olho por olho, dente por dente. Ao menos era assim - tinha que ser - com seu irmão.
O homem de gelo estava pronto para deixar o quarto, quando notou a carta traspassada na porta...
Ele a pegou, com o cenho franzido. Olhou de um lado, olhou do outro e a curiosidade para abrir aquilo fez com que uma breve baforada de fumaça gelada saísse por seu nariz. Mas ele deu de ombros e se virou para o dorminhoco na cama lá em cima.

- Aí, John.- ele chamou, claramente num tom de voz mais alto.

- Cara, dá pra ficar quieto por um segundo ou tá difícil?

- Ui, que nervosinho.- Bobby zombou.- Só queria dizer que tem um envelope pra você aqui.

- Envelope?- John resmungou, com sono, se erguendo da cama muito lentamente...
Piscou os olhos uma, duas vezes. Uma memória vaga lhe esclareceu na mente.- De quem é?

- Sei lá, só tem seu nome aqui. Vem pegar. - Bobby colocou o papel sobre a cômoda, vendo o irmão já descer desajeitadamente as escadinhas do beliche.

O mutante de gelo se voltou para a porta e a abriu, olhando John por cima do ombro.

- E fica frio, cara.- ele riu, antes de sair pelo corredor, fechando a porta atrás de si.

John tocou os pés no carpete meio frio, e bocejou fortemente. Se dirigiu molenga até o envelope, pegando-o entre os dedos e o olhando fixamente...
Abriu-o.
Seus olhos escuros percorreram as poucas linhas que ali estavam, e aos poucos sua boca correspondeu à leitura que ecoava em sua mente, num sorriso mais do que avassalador...

- Mutante e orgulhoso... eu vou esperar você, Magneto.

Guardou o envelope no bolso da bermuda marrom, a mente já alta depois de ler aquilo àquela manhã e o sorriso... bem, ele sumiu.
Sumiu assim que seu campo de visão incluiu o isqueiro sobre a estante... congelado.

- BOBBY! - ele rosnou, correndo até o isqueiro e o pegando. Não dava, o gelo estava fixo demais, denso demais para que sequer começasse a derreter... e John não poderia derretê-lo se estava sem o fogo.- Eu vou matar você, seu babaca!

Ele correu para fora do quarto - dane-se se estava de pijamas ainda e haveriam muitas pessoas desconhecidas acordadas lá fora - ele apenas bateu a porta do quarto, saindo às pressas pelo corredor e perguntando a cada um dos alunos se ninguém tinha visto um loirinho afeminado e pré-frito andando por aí...
Um belo dia.
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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Sex Jul 31, 2015 6:47 am

"Podem tirar nossas vidas mas não nossa liberdade." Disse um líder escocês da maior revolução que lá houve. Se foi lhes dado o privilégio de nos tirar a vida, será nosso o direito de sermos livres perante as suas mortes. Essa é a maior certeza de Erik após a volta da viagem bem sucedida ou quase isso. Shaw ainda estava vivo e com toda as forças o polonês queria crer que o amigo estava certo mas deixá-lo vivo não lhe trouxe paz. Shaw ainda morrerá mas não pelas suas mãos, afinal ele prometera, e sim por mãos mais jovens e quentes que as suas.
Com uma das malas grandes e trancadas em punho, Erik andou firmemente em direção ao quarto de Pyro, que provavelmente estaria no quarto. Sempre ao fim das aulas os alunos se reuniam com os mais chegados em algum lugar, mas John não se dava com isso, se alguem chegasse perto demais sairia tostado e por isso Erik tinha certeza de que o encontraria fugindo da socialização.
Co um moletom cinza com um zíper que o dividia e um X preto, e uma calça tambem cinza, Magnus andou sem tanta pressa em direção a porta, o corredor estava silêncioso, algumas vozes podiam ser ouvidas vindas escadas e então as batidas na porta se tornaram o único som naquele andar.
O que era realmente estranho estando na frente do quarto dos Allerdyce.
Algo faltava.
Aonde estava o "Click"?
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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Sex Jul 31, 2015 8:59 am

Geralmente os outros alunos de fato se reuniam para aproveitar o tempo após as aulas até que o toque de recolher se fizesse presente, mandando todos ali aquietarem-se em suas camas para estarem descansados o bastante para o dia seguinte. Uma rotina normal de um colégio interno, afinal, embora este fosse um que envolvesse treinamentos e super-poderes.
Não era como se a rotina incomodasse John. Ele só largara a escola anterior por conta de ter problemas com os outros alunos quando se tratava de estar simplesmente andando pelos corredores e ter que ouvir coisas como "psicopata" ou "doente" o tempo inteiro. Claro, além do clássico: "aberração".
O real problema era que ele não podia dizer que as coisas estavam realmente diferentes ali, naquele instituto. O último e mais usado termo havia sumido, é claro; ninguém mais o chamava daquela forma, afinal, ele estava no meio das tais "aberrações". Ninguém ali se reconhecia assim, o que era bom...
Mas os outros dois adjetivos não haviam sumido. Por mais que ninguém mais o gritasse, John ainda podia ouvi-los sendo sussurrados por todos os lugares em que passava, por grupinhos de estudantes que ele não fazia nem questão de saber o nome.
Exatamente por causa disso e por perceber isso, Charles Xavier o chamara para uma conversa particular em sua sala.
John estremeceu na própria base. Ele se sentia vulnerável, vulnerável, e mais disso ainda. O fogo podia rodeá-lo o quanto quisesse, mas não seria capaz de esconder sua mente do tal telepata.
E, se ele tivesse visualizado a mente do adolescente naquela tarde, veria claramente apenas uma imagem e uma voz: a de Erik.
Ou, como soava em toda a mente de John: Magneto.  
E, exatamente por isso, por manter as lembranças da voz e das expressões de tal homem na cabeça, ele pode seguir exatamente o que ele lhe dissera.
Por isso, para cada pergunta de Xavier, a resposta era sempre algo como:
"Está tudo bem".
Ele até sorriu mais, e achou mais graça. Não exagerou nisso, é claro. Apenas fez o possível.
E logo depois ele voltou para o próprio quarto rindo e xingando muito mentalmente...
Quem aquele homem era? Do que adianta ser o maior telepata do mundo se não é incherido? A traição estava aos pés dele e ele se negava a vê-la apenas por "morais" inúteis.
Erik tinha razão - como sempre tinha.
John não seria liderado por um líder tão pacífico como aquele... era incapaz de entendê-lo.
De qualquer forma, isso fora no dia anterior...

Neste, o agora era um tanto mais doloroso. Especificamente num corte profundo em seu lábio inferior.
Após as aulas terem finalmente acabado, ele apenas voltou pelo corredor... deixando uma roda de adolescentes curiosos e meio pasmos para trás, inclusive um dos professores, que pareciam tentar botar ordem em alguma coisa.
John apenas seguiu pelo corredor, ignorando o chamado autoritário do professor. Subiu os lances de escadas com passos pesados, praticamente bufando. Seu cabelo estava todo despenteado, embora ainda houvesse gel nele.
Ele encontrou seu quarto, entrou, fechou a porta atrás de si e se encostou nela.
John passara o dia todo estressado, e o motivo estava bem ali em seu bolso onde uma mancha úmida se formava na calça escura. Ele enfiou a mão ali, e retirou o que fez seus dentes cerrarem.
O isqueiro...
Ainda congelado.
Desde de manhã, desde aquela manhã.
Depois que Bobby se recusou a descongelar o objeto e simplesmente sumiu do alcance novamente, como numa última alternativa, John se viu obrigado a tentar colocar o isqueiro sob o sol. E teria sido realmente eficaz, se tivesse houvido algum rastro de luz solar, porque o dia inteiro fora nublado e chuvoso.
Ele se sentia numa tigela de água e gelo, e aquela não era nem de longe a melhor das sensações. Ele até teria usado outros métodos, como o fogão por dentro dos preparos do refeitório, mas ele teve que passar o dia todo nas malditas aulas.
E lá não tinha fogo. Nem. Um. Rastro.
Sua pressão arterial fora às alturas com o estresse, como se estivesse sofrendo de uma abstinência. Alterado, mais agressivo que o normal; justamente por isso, digamos que a primeira impressão que ele passou para seus colegas de classe não foi das melhores...
Mas ali ele estava, depois do dia inteiro.
E ainda sem poder usar o bendito isqueiro. Sem poder queimar alguma coisa para descontar a raiva.
Bem, ele tentara se aliviar um pouco com as próprias mãos, aliás, até alguns minutos atrás, mas aquele corte sangrento e dolorido em seu lábio era a prova de que não era tão divertido quanto tostar alguma coisa...
O silêncio era perturbador.
Estava sozinho ali, e pela primeira vez em muitos anos ele se dera conta disso.
Podia falar com o fogo quando estava livre das pessoas, e estava mais do quê ótimo; ele preferia escutar a brasa crepitar do quê qualquer outra coisa.
Mas agora, aquele gelo filho de uma p*ta o estava privando disso.
Ele até tentou escutar alguma outra coisa. Músicas pesadas, agitadas, mas nada realmente poderia compreendê-lo ao ponto de fazê-lo se acalmar.
Então, ele se manteve minutos na mesma posição e mesma tarefa: sentado sobre a beliche de cima, sentado em borboleta e as mãos fechadas com tanta força que os nós de seus dedos estavam todos brancos. Dentro da cúpula que ele formava com os palmos, o gelo do isqueiro queimava sua pele, queimava seus dedos de tal forma que ele rosnava e tinha que dar o tempo de um ou dois minutos para continuar.
O resultado disso ao longo do prazo não podia ser melhor do quê ambos os seus palmos encharcados de água, repletos de queimaduras vermelhas e ásperas; realmente feias de se ver.
E suas mãos... ele nunca as tinha sentido tão frias antes.
Era uma merda. Maldito seja Bobby, o homem do gelo. Jurava a cada segundo que iria derretê-lo completamente a cada segundo que se passava e...
As batidas na porta ecoaram.
Ecoaram porque a música que antes estava tocando havia acabado de terminar, e levavam alguns segundos para que a próxima começasse a soar no toca-discos na cômoda.
John estava prestes a gritar e xingar, dizer que não queria falar com ninguém. Afinal, se fosse Bobby, teria simplesmente entrado...
Mas, outra música se deu início, tão alta quanto as anteriores, e por isso ele revirou os olhos, se calando diante do barulho com certeza maior que sua voz.


O adolescente se viu obrigado a descer da beliche, escorregando pelas escadas e semicerrando os olhos com a dor que se fez presente quando suas mãos encostaram na escadinha.
Ele foi abaixar o som, primeiramente, tornando-o definitivamente apenas de plano de fundo, e pôs o isqueiro logo ao lado. Metade do gelo ainda estava ali...
John suspirou...
E ele foi até a entrada, apressadamente, já buscando xingamentos em sua mente - o que não era tão difícil - e abriu a porta num solavanco repentino...
Mas as palavras simplesmente sumiram, e sua já no céu da boca simplesmente baixou novamente, se aquietando.
Ele piscou uma, duas vezes, três...
Quis dizer algo; na verdade, muitas coisas.
Mas sua boca apenas pronunciou uma palavra:

- Magneto...- ele engoliu em seco, e rapidamente olhou de um lado para o outro, no corredor.Certo, não havia ninguém para tê-lo ouvido falar aquilo. Seus olhos escuros se fixaram em Erik novamente.- Então você voltou...

Talvez, pela primeira vez no dia, ele tenha dado um sorriso mínimo, suas mãos se unindo à frente do corpo...
Antes de desfazer aquele sorriso por se dar conta de algo; então ele rapidamente escondeu ambas as mãos machucadas e frias atrás do próprio corpo, desviando o olhar do de Erik, então, torcendo para que ele realmente não tivesse visto nada. Ele tentou morder o lábio ferido, mas aquilo só fez doer mais, então ele meio que disfarçou isso dizendo a seguir:

- Finalmente você voltou.
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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Sex Jul 31, 2015 8:18 pm

A pequena demora fez Erik pensar que talvez tivesse dado o azar de encontrar o quarto vazio, mas logo após alguns segundos uma música se iniciou e embora abafada pela porta, era um sinal de que o jovem estava alí. Mas mesmo assim a demora continuou como se o John estivesse resistindo ás batidas na porta, algo havia acontecido? Talvez não, era certo que ele não abriria a porta tão rapidamente para um estranho, ou talvez nem abrisse, a anti-socialidade de Pyro era uma característica inegável e por um lado muito útil para quem carrega um segredo nas costas.
A música já abafada, se tornou ainda mais baixa, alguns passos firmes puderam ser ouvidos e Erik que se encontrava muito frente a porta, deu um passo para trás ao vê-la sendo aberta com tanta força fitando Pyro que claramente não estava tendo uma boa noite a jugar pelo cabelo loiro assanhado que sempre estava devidamente arrumado, ou deveria estar. Com isso em mente não foi difícil não prestar atenção nas reações tão aleatórias e suspeitas do garoto. O silêncio deixado pelo corredor vazio e pela música recém abaixada foi cortado pela voz firme e um tanto surpresa de John que fez Erik, assim como ele, olhar para os lados para se certificar de que ninguém o ouviu chamá-lo assim.

- Assim como prometido, minha criança. A era de ser abandonado já passou há tempos e eu...posso entrar?~Erik passa pelo garoto sem esperar uma resposta, afinal ficar alí na sua porta segurando aquela mala era um tanto alarmante~ Eu tenho que lhe falar algo, e dessa vez não se trata apenas de queimar fotos.~Com um balançar de mão a porta se fecha~ Eu preciso de seus serviços, nossos irmãos precisam de você, não há mais por que lutarmos apenas com palavras, é inútil tentar se comunicar com esses primatas sem pelos~ A mala foi posta em cima da cama de baixo da beliche com cuidado~ Nós daremos um passo ainda maior, não haverá retorno a partir daqui. Então, Pyro. Você se compromete com a causa?

Erik estende a mão e fita os olhos claros extremamente sérios em Pyro esperando uma resposta que ele talvez já tivesse mas aquela não era sua única dúvida, John era um ser complicado, complicado demais para quem não o entende, e quando não se entende algo coisas ruins acontecem, talvez fosse essa a real pergunta -"O que está havendo?"-. Um pouco de bom senso paira sobre a mente já agitada de Magnus, seus irmãos não eram máquinas mandadas como as sentinelas que afligiam tanto até o mais simples ato de andar nas ruas. O foco errado e a pressa de se vingar dos tiranos estava fazendo-o esquecer do seu primeiro objetivo, cuidar pelo bem dos seus. Se algo estava errado com John, ele deveria saber.
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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Sex Jul 31, 2015 9:09 pm

- Pode.- ele tentou dizer, mas Erik já estava dentro de seu quarto, então.

Quando a porta atrás de si fechou, John se certificou de trancá-la.
Seus olhos semicerrarem, meio preocupados com as palavras de Erik, enquanto ele fitava intensamente apenas a mala que este acabava de pôr sobre a cama. Mas John não deixou de responder prontamente, mesmo que um monte de dúvidas se fizessem em sua cabeça:

- Claro. Eu me comprometi desde o começo, lembra? Já estava na hora.- ele se aproximou, olhando da mala para Magneto e vice-versa.- O que tem aí?

Ele coçou a nuca, dando um suspiro baixo. Suas mãos ardiam mais que tudo, mas ele não deixava isso transparecer em seu rosto, afinal.
Mas, uma certa aflição, como uma criança que suja o tapete quando a mãe está prestes a chegar em casa, se aflorou em sua face.

- Olha... se for agora, então eu vou ter que ir pegar uma caixa de fósforos escondido... - seus olhos escorregaram de Erik para o canto esquerdo das orbe. Definiu, de relance, a cômoda sobre onde o isqueiro meio-congelado estava.- Você não estava aqui, mas Bobby vacilou comigo hoje e... bem...
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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Sab Ago 01, 2015 4:47 am

- Bobby...~Uma espécie de grunhido faz a garganta de Erik estalar, um balançar de cabeça e um suspirar forte~ Essas crias de Xavier...Você é muito tolerável com seu irmão, pode parecer comum aqueles homo sapiens quererem tirar nosso direito de usar nossos dons de nós mas ele lhe tirou algo que lhe tem um grande apreço, isso é mais do que errado.~Erik se aproxima da cômoda segurando o isqueiro coberto de gelo~ Não quero que se separe do seu brinquedinho mas talvez possa ser uma boa notícia...você não vai mais precisar dele. E eu não estou falando de fósforos.

Magnus põe o isqueiro novamente sobre a comoda, o próprio ainda congelado desliza um pouco por cima da água deixada por ele durante o descongelamento, andando novamente até a cama da beliche onde estava a mala Erik e com um olhar calmo embora sério ele aponta para a lâmpada fazendo um movimento com a cabeça para que Pyro prestasse atenção. Poucos segundos depois a lâmpada começa a piscar, o ritmo se acelera cada vez mais e quando menos se espera o piscar já tão frenético faz a luz se tornar uniforme de tão rápida que pisca, a luz muito mais forte era capaz de fazer os olhos arderem mas não era esse o objetivo. Quando final mente a luz voltou ao normal, uma leve fumaça branca se esvaia dele como se estivesse extremamente quente. Magneto sorri para o jovem de cabelos loiros e diz ainda sorrindo.

- Você viu? eu poderia tê-la explodido mesmo que eu não estivesse controlando o metal da lâmpada, eu apenas mudei os focos da energia sem precisar do metal...e você, minha criança, não precisa do fogo para queimar!~ As mãos de Erik agora tocam os ombros de Pyro, há um sorriso estampado no rosto do polonês~ Você não tem limitações, meu irmão, seu poder flui de cada molécula no ar ao seu redor! VOCÊ PODE QUEIMAR TUDO QUE O AR ESTÁ AO REDOR!~ Um risada como se tivesse alcançado algo grandioso toma conta do rosto de Erik que já está tomado por um sorriso imenso.



O que tem na mala você saberá logo, paciência John, lembre-se que até para nós nos tornarmos quem somos tivemos que esperar pela própria evolução. Mas hoje é uma noite especial minha criança, sem mais covas para nossos irmãos, sem mais esconderijos para os humanos. Este é o dia que foi nos escolhido, o dia que foi feito para nós, alegremo-nos pois humano algum...~ de braços abertos Erik flutua de queixo erguido até alguns centímetros abaixo do teto~...se colocará no caminho da Irmandade. O dia que o ser dominante tomará seu lugar está próximo, e eu direi para cada exilado nos esgotos, para cada abandonado nas ruas, para cada irmão que tornará nosso sonho realidade tomando o que é nosso de direito~E então Magnus olha para baixo fitando o jovem~ Me escute, minha criança, eu sou seu messias e lhe trago a boa nova! Você, John Allerdyce, não mais será só um perante muitos, você trará a liberdade seja por medo, pelo sangue ou pelo fogo! Você, John...~ com a proporção que seu corpo desce a mala desliza para sua frente~...você morre hoje. E das tuas cinzas ardidas...~Erik toca os pés no chão, o cadeado se abre e a mala mostra o seu interior~...nasceu Pyro! Um deus entre os vermes!

No interior da mala havia, dobrado com maestria impecável, um visível traje vermelho escuro e alaranjado, acima dele havia uma foto como um desenho feito pelo responsável da criação para melhor se entender como pôr e como funciona, o tecido é feito de algo parecido como o do qual são feitos as jaquetas de bombeiros mas muito mais resistentes, especialmente ao fogo. Óculos de proteção também anti-fogo. Nas luvas, dois tubos nos quais sairiam gás guiados por tubos que traziam o gás de um reservatório que também se encontrava na mala, na ponta de cada tudo uma pequena faísca seria feita para que Pyro pudesse facilmente queimar todo o gás inflamável que quisesse.



-É seu, com isso você não será só mais um cordeiro de Charles, como os outros, como o seu irmão. Você será parte de um luta por algo que vale realmente a pena, você será parte de mim! Meu sangue agora corre em suas veias!~ As mãos de Erik seguram os pulsos de Pyro~ Você trará liberdade para nossos irmãos com suas próprias mãos!~ Magneto desliza as suas mãos dos pulsos até as palmas de Pyro sentido-as mas por nenhum segundo tirou os olhos do jovem~ Não se machuque pela dor causada por outros, se fizer isso, será fraco! Não seja fraco! Não tem de ser fraco, Pyro. Da próxima vez que alguém se por no seu caminho, da próxima vez que alguém lhe privar, apenas...queime-a.~O olho direito se tornou trêmulo ao dizer aquela frase e Pyro sabia que poderia confiar em Erik afinal, ele não o jugaria ou lhe faria mal~ Agora me diga o que aconteceu. Tudo o que aconteceu enquanto eu estava fora.

A lâmpada ainda fumaçava após aquele breve momento e já estava mais do que na hora de conduzir seu principal soldado a um patamar maior de controle. Lentamente, com a mão apertando o ombro de Pyro, Erik olho para a lâmpada que certamente estaria mais do que quente e depois volta os olhos azuis agora brilhantes para os olhos tão escuros e profundos de John.

-Eu quero que exploda a lâmpada...não estou perguntando se consegue, estou lhe dando uma ordem! Eu sei que pode fazer, então queime a lâmpada, use seu calor como ignição, você só precisa sentir as moléculas de ar, aquilo que você sente quando faz o fogo aumentar são estas moléculas! Queime-as Pyro!~ Magneto seguro o pulso de John e o direciona para a bola de vidro no teto~ Imagine todos os que te pisaram ,todos os que te chamaram de "Aberração", imagine cada um deles dentro dessa lâmpada! faça-os queimar! Eles não merecem sua piedade, meu garoto! Deixe suas chamas consumirem suas almas como uma última carícia...mostre a eles o inferno na terra!
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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Sab Ago 01, 2015 5:01 pm

As palavras de Erik entraram pelos ouvidos de John e ali atrás formaram uma pulga.
Tolerável?
Se alguém era tolerável com alguém, era Bobby e John era plenamente capaz de reconhecer isso.
Além de atitudes óbvias entre a convivência dos dois irmãos que provasse aquilo, o adolescente agora não podia deixar de se perguntar o que diabos Erik gostaria de dizer-lhe com aquilo.
Deveria literalmente atear fogo em Bobby sob qualquer outra circunstância? Provocar uma briga entre gelo e fogo?
Bem, não que fosse a primeira vez, nem a última, é claro, desse tipo de batalha entre eles, e algumas vezes foram realmente sérias...
O fato é que, mesmo estando cego pelos ideais impostos por Magneto, alguma coisa lá dentro de si ainda não dançava conforme seu fogo. Talvez alguma espécie de sentimentalismo? Mínimo. Mas sim.
Ele se manteve calado diante daquilo, não vendo realmente como respondê-lo se estava confuso interiormente. Não ergueria a voz para discordar de Magnus, é claro. Isso não.
Porém, algo no fim da frase que soava pelo quarto lhe chamou a atenção, e o fez erguer o rosto novamente, virando-se para só então fitar Magnus repôr o isqueiro inutilizado sobre a cômoda e o acompanhando com o olhar quando este se dirigiu à cama. Ele estava meio ansioso para ver o que tinha na mala, mas forçou um tanto seu queixo a levantar até que a lâmpada no teto entrasse em seu campo de visão.

- Sério? Então é assim que funciona? É incrível.- foi o que ele comentou, antes de sentir seus ombros serem tocados com aquela veracidade, ouvindo palavras que, mais uma vez, o fizeram extremamente confuso.- Mas eu... não entendo como isso possa ser capaz...

Seus ombros encolheram e ele soltou um suspiro baixo. Estava apreensivo, um tanto...
Até que a mala se abriu a seguir, e ele ouviu, mais uma vez, tudo o que Erik estava revelando. Aquelas palavras, daquela vez, fizeram e moldaram seu ego de uma forma que ele realmente acreditou que poderia, de repente, fazer fogo daquela lâmpada fumaçante.  Seus olhos brilharam fitando de longe a roupa. Então aquele ia ser Pyro? Com os óculos de proteção e o tecido alaranjado. Era perfeito, mais do quê isso.
John teve que se concentrar, porém, ali à sua frente, já que Magneto segurava suas mãos, e, embora a dor tivesse voltado á tona quando ele fez isso, John não realmente a sentiu.
Estava concentrado demais no "apenas queime" para sentir alguma coisa.
Tanto é que a sensação incômoda de antes, aquela brasa seca e crepitante de sentimentalismo que insistia em se manter acesa, simplesmente apagou...
E John teve a certeza de que queimaria qualquer um.
Até mesmo seu próprio irmão.
De um mutante de rua humilhado e sofrido, ele passara a ser o deus no meio de insetos nas mãos do único homem que um dia dirigira respeito. Para John, aquilo já era mais do quê suficiente. Era tudo o que ele buscara, afinal.

- Tudo bem. Eu o farei.- ele afirmou, sem demora, e então pigarreou diante da pergunta a seguir.- Bom... foram só coisas estressantes, mas já está tudo bem agora que você voltou. Melhor deixar pra lá.

Num dar de ombros, ele franziu o cenho... sustentava o olhar de Erik com quase a mesma intensidade, mas aquele pedido fizera John estremecer. Mas ele sequer teve tempo de dizer nada, porque suas mãos foram imediatamente direcionadas à lampada quente. Por isso, pela pressão do momento, ele tentou. Seus dedos dobraram e contorceram, suas mãos tremelicaram. Seus dentes cerraram e seus olhos sequer piscavam graças à respiração presa pela concentração
Um, dois, três, quatro segundos... cinco... nada.
Nem uma faísca.

- Não dá, eu não consigo.- ele deixou as mãos caírem, pendendo ao lado do corpo, e puxou o ar com força para dentro dos pulmões, dando meia volta para fitar Erik com a expressão de um aluno que não fez o dever de casa...- É impossível. Eu disse, eu preciso ao menos de uma fagulha. O que aconteceu? Por que acha que eu consigo mais do quê isso? Sinto as moléculas, mas agitá-las a ponto do calor virar fogo requer muita prática... e eu nunca consegui isso.

Ele suspirou... de novo. E abaixou o olhar, em seguida.

- Desculpe...
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Dom Ago 02, 2015 3:15 am

Sentindo a pulsação forte no punho de Pyro, Erik pode sentir um esquentar, seu pupilo se mostraria mais uma vez tão poderoso? Os olhos do polonês brilharam ao ver o quant oo garoto se esforçava e o sucesso de tal esforça estava claro que viria.
Expectativa demais, pressa demais talvez...mas o esforço exercido nao foi o bastante.Diante tudo o que Erik falou e fez, do que ele proporcionou a Pyro...parecia não ser o suficiente. Um tipo de frio na barriga se misturava há um sentimento complexo de melancolia, não era aquilo que Magnus esperava para aquela noite e isso começou a lhe causar raiva, uma decepção, John deveria ser sua obra prima mas não parecia ser.

-Eu esperei demais de você...eu pensei que seria o alicerce da nossa revolução, mas estava errado! Você não conseguiu! Você não foi forte o bastante Pyro, como posso lhe entregar o futuro dos nossos irmãos? Irá fraquejar quando um dos humanos lhe apontar uma arma e estiver sem seu isqueiro? Você não pode dizer que não pode! Eu pensei que você conseguiria mas, Você é muito...

As mãos de Erik apertaram seus ombros e seus lhos azuis o olharam tão fixamente como se pudesse ver além daquele rosto que parecia tão abatido, e na verdade ele podia, não era Pyro que estava alí mas sim Erik Lehnsherr, e ele não conseguiu mover a maldita moeda, ele não conseguiu, e não importava se era apenas uma criança, ele devia fazer aquilo? Não. Pyro poderia ser um Erik mas Erik não seria um Shaw, sua boca ficou entre aberta ao reparar como quase se tornara o homem que mais odiava, um remorso tomou conta de seu peito, um remorso gelado como o gelo que envolvia o isqueiro de John e Magnus então o abraçou fortemente como se abraçasse a si mesmo dando-lhe o abraço que precisou mas não teve, dizendo-lhes as palavras que não ouviu.

-...Você é muito jovem, minha criança. Me desculpe por cobrar tanto de você...você fez seu melhor e e-eu estou orgulhoso...~os corpos se afastaram mas Erik não deixou segurar os braços de Pyro~ Eu estou orgulhoso!

Um sorriso se fez no rosto de Erik embora seus olhos agora se tornassem um pouco marejados, as mãos de Magnus foram até o rosto de Pyro segurando o levemente, movendo a cabeça para frente ele pode encostar a testa na do garoto quase tocando seu nariz-"Nunca diga que não pode, você pode qualquer coisa."-A voz de Erik fez sua respiração tocar o rosto de Pyro como uma brisa. Por trás dos dois o reservatório metálico de gá flutua trazendo ligados a si dois tubos, que por sua vez, eram ligados nas luvas e nos geradores de faíscas. Com a proporção que os corpos se afastaram, o reservatório se fez presente entre eles.

- Vista, Pyro. Coloque-o e liberte seu isqueiro, não se preocupe com não ter conseguido queimar a lâmpada hoje, nós temos uma ótima sala de treinamento lembra? e está na hora de testarmos seu fogo em alvos maiores. Agora, só tente não queimar toda a mobília certo? Aperte a mão direita e o gás sairá por ambos os tubos, aperte a esquerda e apenas acenderá uma pequena chama sobre o tubo. Eu acho melhor não usar o gás aqui dentro. A propósito, todo o traje é anti-fogo, mas mesmo assim, o mantenha limpo. Temos de estar bem arrumados para quando formos visitar aquele porco anti-mutante do senador Kelly, e isso é tudo que posso lhe falar no momento. Agora, aproveite seu novo brinquedo, minha criança.

Magneto cruzou os braços com um sorriso um pouco desajeitado e apenas se encostou na cama, se mantendo em pé apenas para observar Pyro manusear as tais luvas.
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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Dom Ago 02, 2015 6:58 am

Não era que John não esperasse. É que, mesmo sabendo o quão decepcionante aquilo era - até para si mesmo - o susto e a apreensão não se amenizaram quando ele fitou aqueles olhos azuis de Erik, esbanjando pequena depressão que lhe parecia tão feroz.
O garoto de cabelos loiros oxigenados se encolheu como se de repente tivesse começado muito, muito frio ali dentro.

- O-Olha, desculpa, eu não quis... eu...- ele tentou dizer, mas sua voz morreu diante daquelas palavras que soaram com tanta voracidade.

Erik tinha que ter em mente - talvez já tivesse - que tudo o que ele falava era simplesmente verdade absoluta para Pyro. Poucas vezes o garoto se atrevia a contestá-lo, na realidade, quase nunca. E, se agora estava claramente recebendo uma bronca, coisa que John nunca deu bola, então agora ele se importava, e se importava de verdade.
Apesar de toda a sua marra, grosseria e egoísmo; toda a raiva contida e violência dentro de John, aquilo tudo havia sido desarmado por Erik desde que ele se revelara Magneto. E era justamente por causa disso que o garoto não encontrou meios de rebater aquilo. Na verdade, achou que não deveria.
Ele estava pronto para abaixar a cabeça e dizer o quanto ele queria sair por aí e destruir tudo. O quanto ele gostaria de seguir qualquer ordem só para ver tudo queimar. E, se Erik não o achava bom o bastante, então...
Não sabia. Não sabia exatamente o que dizer.
John estava meio perdido, até que...
Aquele abraço o fez prender a respiração, e tudo lá dentro de sua cabeça  se aclamou tanto quanto se ele estivesse sob o comando de uma chama quente e poderosa. O poder sob seus dedos sempre lhe fora acalmante e, ao mesmo tempo, sinônimo de adrenalina. John poderia dizer, de certa forma, que aquele poder o abraçava agora...
Por isso, ele o retribuiu, passando os braços pela cintura de Erik com força, e o apertando contra si.

- Eu vou continuar tentando, ok...?- foi o que ele disse enquanto Erik terminava de falar, olhando tão fixamente nos olhos do professor. Sua respiração correu lenta, calma, voltando a funcionar naquela oca de narizes que lhe pareceu tão aconchegante e, para John e especialmente para ele, tentadora, é claro.

- Eu vou conseguir. Se você disse que eu posso, então está certo. Eu só nunca tentei isso muito bem...

Quando ambos se afastaram e agora aquele peso da mochila de gás vinha flutuando até se interpor entre eles, Jon o observou atentamente. Sem mais cerimônia, após o comando de Erik, o garoto segurou as alças do equipamento e as enlaçou perfeitamente sobre os ombros.
Encaixou as luvas em suas mãos, e sentiu os tubos se apoiarem perfeitamente sobre seus braços.
Ele olhou Erik de baixo, ouvindo a instruções, como quem se pergunta se aquilo realmente ia funcionar como lhe era explicado.
Bem, era Magneto quem lhe falava, ele não devia duvidar.
Por isso, ele estendeu os braços à frente e fechou lentamente o punho esquerdo. As válvulas em seu pulso liberaram um gás tão perfumado para seu nariz que ele respirou-o profundamente, fechando os olhos de maneira breve, quase como o faro de um predador faminto quando sente a presa.
Como dito, uma pequena chama se fez. Escorregou por seu antebraço até chamuscar por cima da luva, em seu palmo.
Seus olhos cintilaram, fitando o brilho amarelado e quente em suas mãos.
Foi como se quisesse consumi-lo mais do quê nunca; ele passara horas sem aquilo, sem poder vê-lo, e agora ele estava ali, vindo de uma forma tão mais estrondosa que o habitual...
Pyro abriu um sorriso de orelha à orelha.
E, no segundo seguinte, aquela pequena chama implodiu, tomando proporções maiores numa explosão breve. O fogo viajou pelo ar, aumentando mais e mais de tamanho, de temperatura, de tal forma que se projetou diretamente atrás de John, sobre o chão. Um rastro de fogo se espalhou por cada pelinho felpudo do estampado do carpete, como um risco que ia das costas de John até a cômoda do outro lado do quarto.
Mas ele em nenhum momento queimou o tapete.
O fogo atrás de si já formava uma barreira alta o suficiente para esquentar o teto, e lâmpada já quente acima deles simplesmente estourou. O quarto se tornou um breu, iluminado apenas pela barricada de fogo logo detrás de John...
Que logo tomou forma.
De um por um e, então, todos ao mesmo tempo, criaram crinas de fogo que se balançavam ferozmente no ar, agitadas tanto quanto John se sentia por ter finalmente aquele poder em mãos, por tê-lo de volta daquela maneira tão avassaladoramente mais forte.
Aos poucos uma cabeça retangular afinou em cada parte do fogo, as patas chamuscantes de cada um bateram contra o chão, o barulho do fogo imitou um relinche agudo e soprado pelo zéfiro do vento e do oxigênio em combustão.
Cada um, lentamente, tomou forma.


Uma tropa de cavalos de fogo estava logo atrás, tão ferozmente quentes e crepitantes.
E John apenas riu. Ele riu, como se nada realmente importasse mais além do fogo e do homem que encarava agora: Erik.

- Isso é fantástico!- ele exclamou, no meio de uma risada.- Tem tanto fogo... tanto... Aliás.- ele riu mais um pouco, abaixando as mãos, mas isso não fez os cavalos atrás dele se dissiparem. Ainda continuavam ali, relinchando o barulho do fogo cortando o ar com ferocidade. Os olhos, antes tão escuros de Pyro, agora se tornavam levemente esverdeados, marejados, as lágrimas só deixando-os cada vez mais dilatados. Aquilo, misturado ao seu sorriso e ao corpo que estremecia de forma frenética vez ou outra, seria assustador.
Seria maníaco. - Senador Kelly, você disse? Ótimo... porque eu posso queimar o mundo com isso!

Ele apertou a mão direita, dessa vez. Não apenas uma faísca se formou, mas se uma labareda de fogo por ambas as suas mãos. Ele a direcionou cuidadosamente para o lado, não acertando Erik, sequer chegando muito perto dele. O quarto foi ainda mais iluminado, como se a falta de luz fosse suprida completamente tamanho a intensidade luminosa do fogo. De tal forma, aquelas rajadas se direcionaram especificamente ao lado de Erik, e não saiu dali.
Aos poucos, ela tomou outra forma. Uma forma humanoide e mortalmente chamuscante de um homem, com uma capa longa e dois olhos extremamente brilhantes e ameaçadores.
E um capacete bem moldado na cabeça.
O capacete de Erik.


- Nós vamos queimar tudo... eu e você. Obrigado, Magneto.
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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Seg Ago 03, 2015 1:25 am


O apertar dos braços de John em sua cintura não foi apenas uma retribuição do abraço mas uma amostra do abrigo que ele representava para o jovem mutante, o abrigo que qualquer outro mutante alí rejeitaria mas que Pyro aceitava de muito bom grado. Era algo de certa forma novo, e discordava completamente do que o polonês estava acostumado. Respeito pelo medo não se encaixava ali, o toque dos corpos, das faces, ele ainda sentia o que sentiu da última vez no seu quarto, uma espécie de consolo misturado a um carinho de alguém que concorda com o que ele prega, e isso era realmente raro estando naquele lugar.
Magneto poderia dar a solução dos problemas que afetavam Pyro, fazendo-o poder resolver seu mundo lá fora mas Pyro dava a Erik um sentimento de poder resolver os problemas em seu interior. Os olhos azuis de Magnus brilharam ao ver John vestir o equipamento, era visível a alegria nos olhos do jovem e por uma instante Erik pode imaginar que havia um espelho a sua frente, o que não era dificil. A sensação dada a Pyro lhe dava a certeza de estar fazendo pelo jovem o que não foi feito por ele, dando-lhe a oportunidade de queimar todos os vermes que lhe pisaram, era um prazer de certa forma insano que Erik sentia em ver tanto poder, tanto fogo.
E assim foi quando o barulho do gás saindo da pressão dos tubos deu lugar a uma chama arredondada na mão de Pyro, se o fogo já brilhava nos olhos agora tão cintilantes do jovem, brilhava quase da mesma proporção nos olhos azuis de Erik. A chama que cada vez mais crescia nas mãos de John era como se o próprio ar lhe servisse de alimento, Magnus arregalou os olhos ainda mais claros pelo brilho chama que se tornava maior e maior assim como se Pyro fosse o ser criador do tal elemento, criador do fogo, era fascinante tanto poder e ainda mais fascinante como Erik tinha um controle sobre John, um controle não imposto, não obrigatório mas que lhe dava a real sensação do que é ter o domínio de um ser deveras tão incrível. Por um instante as chamas que já tocavam o teto pareciam dançar e como num complemento da dança a lâmpada já aquecida não suporta o calor e explode fazendo cada caco minúsculo preencher o chão como estrelas que brilhavam perante a luz do grande sol, de Pyro. E por um instante aquela chama parecia chamar -"Erik..."- e talvez Magnus tenha tido uma amostra da paixão pelo fogo quando ergueu uma das mãos para tentar tocar a chama, o queimar o fez voltar a mão a posição de origem mas aquela chama que agora se projetava como uma barreira atrás de John permanecia incrivelmente sedutora...assim como Pyro.
Aquele rosto, aquela expressão tão natural e ao mesmo tempo assustadora, o sorriso enorme em Pyro era um sinal de que John estava dentro de sua loucura particular e era algo que Erik entedia bem e no momento ele a compartilhava.

- É essa a sensação minha criança! O CONTROLE NAS SUAS MÃOS!

O sorriso de Magnus acompanha cada fagulha que desprende como se visse um show, o mundo queimar e diante disso, as chamas começaram a ganhar formas cada vez mais bem formadas e em seu movimento contra o ar Magneto viu as chamas se tornarem corcéis avermelhados a cavalgar atrás de Pyro. Seus olhos claros lagrimejavam pela intensa luz, o calor aumentava e o suor descia pelo seu rosto enquanto o balançar frenético da chama envolvia cada vez mais a Magneto. No meio daquilo já não havia mais diferença entre Pyro e as chamas, eles eram um só, o fogo e apenas, num transe mortal.

- Você Pyro, é a perfeição!

E antes que Erik pudesse dizer algo mais, parte da chama vai até o seu lado, a jugar pelo transe de Pyro aquela chama poderia tê-lo acertado mas estava mais claro que antes, John nunca o machucaria e da chama que ardia do seu lado outra imagem se formava, moldada em chamas se tornava cada vez mais visível a silhueta humanoide que rapidamente recebendo detalhes de fogo se tornou Magneto vestindo seus trajes mas agora vermelhos pelo fogo...estava perfeito! Os olhos brilhantes se mostrando pelo escuro do capacete era a representação mais divina de si, moldado no fogo de forma que ninguém mais faria, ninguém mais conseguiria fazer. Moldar usando um elemento que não tem controle, o mesmo fogo que queima casas, destrói campos agora tão controlado dentro do quarto que embora cada vez mais quente não era queimado. Atrás de Pyro o isqueiro com o tubarão pintado nadava na poça de agua que antes era o gelo que o prendia.
Diante do vislumbre do que o deixava cada vez mais maravilhado, Erik encara os olhos cintilantes de Pyro como um colecionador olha um quadro raro, o relinchar dos cavalos apenas servem de sinfonia para aquele transe ardente que se crio. Fitando fortemente o Joven, Erik começa a dar passos lentos em sua direção falando com voz branda e mansa porem grave e firme.

- Oh, minha criança...você agora é um só com o fogo...tocar em ti e encarar o risco de ser devorado por tuas chamas.~ Magneto sabia que embora chamas dançassem pelo quarto, ele não seria ferido~ Oh, o fogo. ~ mais e mais se aproximando~ Dizem-nos para não brincarmos com ele...mas como não? ~ De frente com Pyro a obsessão e fascínio pelo poder já queimam Erik por dentro~ Como negar que ele é tão chamativo? Nós sempre podemos fazer fogo mas nunca deixarmos ele a nossa maneira e então acabamos nos queimando! E então lembramos o quanto queima e o quanto dói...~Erik agora já próximo fita John de frente~ Mas nós sempre damos um jeito de nos queimarmos denovo. Daqui há alguns dias o Senador Kelly irá fazer um comício, ele irá pregar seus ideias sujos anti-mutantes e o povo que é seu gado guiado o obedecerá, nós iremos lhe mandar um recado e boas vindas calorosas, Minha criança! Está na hora de virarmos a moeda, e do outro lado dela há apenas os nossos rostos!

Magneto estava próximo o bastante para ver o sorriso tão aberto, tão maníaco de Pyro. O garoto tinha poder, e como tinha, não se podia negar que a sede pelo fogo se esvaia pelos seus poros, seu irmão Bobby já nasceu com o gelo em seu ser, tê-lo não lhe trás risco algum, diferente de Pyro que não é imune ao fogo porem seus olhos brilham de forma assustadora ao vê-lo quase como se quisesse adentrá-lo mesmo sentindo a pele queimar, e talvez fosse esse o objetivo.
Pyro controlava o fogo.
Mas quem controlava Pyro?
Erik estava perto, perto o bastante para perceber que o garoto era um barril de pólvora em meio as chamas e quando fosse tocado por elas, nada ou ninguém sairia sem uma leve queimadura de terceiro grau. Porém, medidas não deveriam ser tomadas, John parecia ser obcecado por algo além do fogo, e essa poderia ser uma forma de assegurar que Magnus não se queimasse na explosão.
Magneto estava perto, muito perto, e daquele sorriso que parecia que nunca iria acabar, um corte no lábio do garoto loiro se mostrou, não era apenas um machucado por ter se mordido sem querer mas um corte fundo.

- Não tem que me agradecer, Pyro. Aqui, nas mãos destes pacificadores, você apenas aprenderia a ter seu poder mediano, ou talvez nem isso. Querem ensinar os humanos a não nos temer mas Xavier ensina a essas crianças a temerem seu próprio potencial. Eu apenas lhe mostrei a iluminação meu caro. Mas me diga...~Erik levemente com uma das mão segura o lábio inferior de Pyro e o abaixa para melhor visualizar o recém descoberto corte~...O que realmente aconteceu enquanto eu estava fora? Quem fez isso a você?
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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Qua Ago 05, 2015 8:27 pm

Nem quando a mão de Erik se ergueu, em transe, para tocar a chama e se queimou. Nem quando ele a afastou, já mais consciente, embora ainda maravilhado com o poder do fogo.
Para John, apenas a segunda alternativa estava funcionando, de tal forma que ele sequer pareceu ter percebido que o outro á sua frente quase se queimara. O adolescente apenas continuava sorrindo, rindo baixinho vez ou outra, os olhos fixos em algum ponto que não era realmente específico; apenas onde ele pudesse apreciar o brilho das próprias chamas dançando ao seu total controle.
O rosto do garoto também estava empapado de suor, mas não era como se ele realmente se importasse com isso.
Porém, os passos que Erik de repente começou a dar em sua direção, vindo tão perto das chamas, tão perto daquele garoto com rosto insano, como se pudesse simplesmente explodir tudo ao redor no segundo seguinte, fizeram Pyro finalmente erguer os olhos para o professor.
O relinche dos cavalos se fez mais presente. Mas nada aconteceu com Erik.
John apenas sorriu mais abertamente, ouvindo o que o outro tinha a dizer...
E ele não poderia querer ouvir coisas melhores.

- Anti-mutantes não merecem viver... eles, eles...- ele gaguejou, respirando profundamente, o fogo correndo pelo quarto de uma maneira que seus olhos se perderam dos de Erik novamente. Era como se não conseguissem manter o foco. Não pudessem.-... apenas não aceitam a evolução. Eles falam demais. Vamos queimar a boca deles então.

Porém, o que Erik disse a seguir, fez com que aquele sorriso maníaco de John diminuísse numa escala aguda, e ele apenas fitou o chão, respirando forte, sentindo a blusa que estava usando empapar de suor também...

- Você fala isso de tal forma, consegue humilhá-los tão bem...

Seu rosto ergueu, encarando Erik profundamente.


- Acha que... mesmo sendo um mutante... Xavier merece viver...?

Aquela pergunta ficou no ar por alguns segundos que pareceram eternidade, mas John não recuou com sua palavra...
Talvez ele estivesse pretendendo aliviá-la, de alguma forma, mas ele parou. Tudo parou ao seu redor quando ele sentiu aquele toque.
Seus lábios foram tocados sem aviso prévio pelos dedos de Erik.
O fogo cessou.
Simplesmente apagou, como se o sopro de um gigante tivesse desfeito tudo, e os cavalos sumiram, assim como a imagem queimante e mortal de Magneto; se foram sem deixar rastros.
O quarto voltou ao breu, e a penumbra escondeu, por um momento, a imagem dos dois, deixando-os leigos de visão.
Até que Pyro estalou os dedos. Num rasgo sútil, outra chama se fez, logo ali, acima de sua mão, que estava displicente e metodicamente aberta entre si mesmo e Magneto, passando a iluminar levemente apenas os rostos dos dois, justamente apenas o suficiente para que John pudesse encontrar o olhar de Erik novamente, sentindo seu lábio inferior arder ainda mais com o movimento de Erik sobre este.

- Isso não foi nada... só estavam me enchendo o saco aqui dentro e eu... droga, eu sei o que você disse, sobre tentar me controlar na frente deles, mas eu não consigo controlar minha raiva... não dá...- ele suspirou, profundamente. A chama entre eles implodiu muito sutilmente, mas nada mais do quê isso.- Talvez eu só tenha que treinar isso...
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Qua Ago 05, 2015 11:13 pm

Mesmo que os cavalos de fogo tivessem ganhado mais força em seu relinchar, Erik não se intimidou. O fogo estava sob o controle de Pyro e o garoto loiro nunca deixaria que esse fogo o queimasse embora antes por escolha própria Magnus acabara se queimando ao tentar tocar as chamas que pareciam dizer seu nome como se tivesse vida própria, como uma entidade sedutora o bastante para não precisar queimar mas apenas atrair sua presa para perto o bastante para queimá-la por completo. Poderia ter sido apenas a mente de Erik mas pareceu muito claro e audível que as chamas sussurravam seu nome, teria algo a ver com o transe que Pyro criara quando as chamas aumentaram? As chamas também diziam seu nome? Talvez não, Magneto sempre criava dúvidas muitas vezes inúteis e sem um real fundamento e quase sempre fazia decisões erradas por crer em algo que parecia tão certo mas na verdade foi apenas um impulso tolo.
Talvez ter noção de que ele próprio fazia e dizia coisas sem pensar o ajudou a melhor coordenar os pensamentos quando tal pergunta foi feita. a julgar pelas chamas que cessaram poucos segundos antes, aquela poderia realmente ser uma dúvida mas...Erik apenas esperava muito que só fosse isso.

- Todo mutante é um irmão, Pyro. Todos são tão importantes quanto você e quanto eu!~Erik empurra o indicador no peito de John e depois o leva até si~Foi pensando assim que pude lhe dar o que ninguém cogitou que lhe fosse de direito, foi assim que chegamos até aqui. Charles apenas não entende...ainda. Mas ele entenderá e deixará de ser um empecilho.~Dando de costas, Erik caminha lentamente para longe de Pyro enquanto coloca o braço dobrado nas costas e move a outra mão em rotação se tornando mais e mais apagado da vista do garoto que segurava o único foco de luz~Porém, minha criança. Alguns mutantes podem ser tolos e ignorantes, podem ir contra nossa luta ou nossos meios, eles tem a escolha de se juntar a nós ou apenas nos ver conquistar nossa dominação, mas se algum mutante estrar no nosso caminho...esses sim...são tão descartáveis quanto os humanos!~Erik se vira e encara Pyro nos olhos e continua a caminhar mas dessa vez para perto do jovem se mostrando aos poucos~ Por que apenas abaixam a cabeça e aceitam serem surrados! Eles não farão da nossa nação mais forte! Entendo que esteja ansioso e animado o bastante para querer queimar nossos obstáculos, mas antes de apenas erguer suas mãos e apenas queimar tudo lembre-se que você não é um assassino, nós não somos, nós apenas lutamos pela nossa terra...nosso lar. Mas nós não lutamos sozinhos...~Erik abre os braços como se desse ênfase ao lugar~...Se hoje estamos aqui é por causa de Xavier, nós podemos ir contra Charles mas não temos o direito de sermos ingratos! Lembre-se, Charles fez mais pelos mutantes do que você jamais saberá!

Na realidade, foi necessário um certo esforço para não agir de forma violenta. Com a presença de Pyro tão próxima e agora tão semelhante a sua própria, um medo particular se alimenta cada vez mais dentro de Erik, um medo que parecia ser o mais racional no momento, o medo de evoluir de monstro para seu criador. Não seria justo tirar de Pyro o direito de ser corrigido, afinal Magneto já o fizera antes e o mutante loiro pareceu agir bem com isso, no fim Erik apenas quer o bem para seus irmãos e agora para o que mais se aproxima de um...filho.

- E então você resolveu brigar? Você pensou no que poderia ter acontecido caso esses garotos...caso...CASO TE MACHUCASSEM MAIS? O que Charles fez a respeito disso?~ Erik percebe que seu tom de voz está muito alto e arruma os cabelos muito suados desgrudando-os da testa~Você está no Instituo, não pode esquecer disso! Aqui dentro temos que nos controlar...ao menos até que eu ache um lugar apropriado. Então tente se controlar, você pode fazer isso mas algo aí dentro...parece que não quer...~Erik fita fortemente Pyro nos olhos~ Eu sei do que é capaz...sei o que teria feito caso estivesse com aquilo em mãos.~Erik balança a cabeça para a direção do isqueiro que já estava seco o bastante em cima da cômoda devido ao calor~ E eu não lhe impediria. Se quer queimar alguém, eu lhe dou um alvo e lhe mostro aonde encontrá-lo mas aqui não, não por motivos como esses. Quer controlar sua raiva?~Erik estende a mão e joga o corpo de Pyro contra a parede~Você não é fraco, minha criança. só precisa entender como o jogo funciona!~O corpo de John agora se afasta da parede e flutua no ar~Agora, neste quarto, eu dou as cartas! Você está nas minhas mãos! Eu digo as regras! Mas quando você estiver só, você tem de lembrar que você também dá as cartas e recolhe as apostas.~ o corpo de Pyro levemente volta ao chão ,flutuando lentamente o isqueiro vem a sua direção enquanto Erik se aproxima o encarando seriamente~Não estrague o jogo matando o jogador errado!~Erik segura o isqueiro no ar e o entrega para John~Eu planeja visitar aquele porco maldito do senador Kelly em casa, aquele humano anti-mutante, mas por que nos contentarmos com peixes pequeno Pyro? Vamos apenas fazer uma pequena surpresa para o senador em seu comício sujo para aqueles pobres primatas do senado, haverão muitos deles lá e talvez até o presidente! Vamos abrir suas mentes e iluminar suas visões ou melhor, se necessário for, abrir suas cabeças e queimar seus olhos!~ A entonação firme e tão certa do que fazer apenas dá uma deixa para um olhar ainda mais sério para Pyro enquanto um silêncio reinava sob os olhos azuis de Erik.



O que Pyro disse foi mais sensato ainda do que qualquer punição que Magnus pudesse imaginar, poderiam treinar para fortalecê-lo e afinal, não era essa uma das propostas do instituto? Erik apenas segurou levemente o rosto de Pyro com a mão, seus dedos se estenderam até seu cabelo, os olhos azuis apenas o fitaram de forma calma dessa vez, como se buscasse também acalmar o garoto que parecia um tanto confuso. Pobre Erik, talvez estivesse sendo tão tolo quanto Charles...buscando esperança onde só havia caos.

- Amanhã cedo quero que esteja de pé, nós iremos para a sala de perigo. Mas não vista esse traje, esconda-o num lugar onde nem mesmo Xavier o encontre, terá de usar a roupa de treinamento que lhe deram ao chegar. Seis da manhã esteja na sala de perigo pra dar inicio aos treinamentos, a qualquer momento Bobby pode voltar então guarde isso logo, certo? E pyro, boa noite.~Indo em direção a porta Erik para poucos passos distantes e volta se aproximando novamente~ Eu pensei que fosse precisar.~dum bolso de dentro jaqueta Erik retira um tipo de lata preta com uma tampa avermelhada, era um óleo de isqueiro~Então...cuidado com as mãos.

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John|Robert Allerdyce

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Sex Ago 07, 2015 7:02 pm

Era inútil tentar descobrir algo sobre a relação entre Pyro e o fogo  além do quê já era mostrado.
Tudo em John mudava quando o fogo estava em suas mãos, rodeando-o, ou então quando ele apenas sentia o cheiro de gás. Cada mínima célula em seu corpo podia se atiçar, como se algum ponto literalmente prazeroso além da compreensão em seu cérebro fosse capaz se sobrecarregá-lo com uma descarga tão quente quanto aquelas chamas.
E então, seus olhos eram os primeiros sinais a demonstrar. O brilho do fogo fazia com que suas íris mudassem de cor, muitas vezes nada sutilmente. Não se poderia dizer se aquilo era parte de sua mutação, também. Simplesmente não havia como decifrar toda a mudança que acontecia em seu corpo quando ele tinha o controle do fogo em prática.
O garoto não mais era John Allerydce quando isso acontecia.
Ele era Pyro.
E cada vez que seus lábios dobravam e permaneciam naquele sorriso doentio, isso era confirmado junto a sua piromania.
Era incontestável que ele tinha realmente aquilo, o distúrbio mental que se caracterizava na obsessão pelo fogo e a produção de incêndios por prazer ou para descarregar tensões.
Mas, é claro, a razão de suas mudanças de humor diante do calor do fogo não se resumiam aquilo... simplesmente não pareciam se resumir aquilo.
Talvez até para John fosse um pouco inexplicável, porque ele não realmente tinha consciência de quando se queimava propositalmente e gostava disso, quando sua expressão alterava daquela forma ou de quando ele ria sem parar.
Ou talvez tivesse.
E então simplesmente se deixava levar. Ou melhor: perdia o controle.
Porque Pyro era assim. Descontrolado. Caótico. Porque é assim que é a essência do fogo.
Usado para o bem ou para o mal... ele sempre vai queimar alguma coisa.
Fora de controle, então, ele é capaz de causar a pior das dores.
Uma faísca que se prolifera como fungo, devastando e crescendo até ficar selvagem.
Era o que acontecia com o adolescente, embora aquela faísca tenha falhado, de tal forma que o sorriso em seu rosto não tornou a acender, e ele apenas franziu o cenho quando seu peito foi tocado daquela forma.

- Eu não acho que ele entenderá.- foi o que ele disse, e, por um segundo, pensou em abaixar a cabeça e pedir desculpas... mas ele não fez isso.- Ele não pode, lembra?

Fitou a imagem de Erik se afastar, se tornando cada vez mais impossível de se distinguir da escuridão. John não aumentou a chama, contudo. Queria que o outro se aproximasse mais, estivesse perto o suficiente para conseguir vê-lo, então. E foi o que aconteceu, de tal forma que ele não precisou de esforço para reencontrar o olhar de Erik, que já estava o encarando anteriormente, ligando-se de tal maneira até por detrás da cortina de escuridão.
Mas não foi aquilo que fez John dar um passo em falso para trás.
Foram algumas das palavras de Erik, numa curta frase e completa afirmação.  
"Você não é um assassino".
Ele podia dizer que, desde o acidente com sua prima de nove anos, soterrada debaixo da antiga casa na Austrália depois de uma explosão de fogo no gás do fogão, ele não realmente tinha mais medo daquela palavra que não muito tempo depois passou a se tornar um vocativo para si mesmo. E, durante um tempo, ele realmente acreditou que aquilo era o máximo que ele poderia ser...
Exatamente por isso, ouvi-la ser negada a sua imagem era muito além de uma nova perspectiva... era um voto de confiança.
Talvez, por isso, ele não mais tenha protestado sobre o assunto Charles, se mantendo calado diante de Erik, que falava com tanta razão e dava a John motivos suficientes para concordar com ele, então o garoto não seria bobo de fazer o contrário.
Se era correção que Erik estava tentando, então estava indo bem... ou era o que parecia.

- Eu perdi a cabeça, já estava estressado o suficiente por causa do Robert. Às vezes eu esqueço que isso é um Instituto e não as ruas...- ele tentou se explicar, os ombros encolhendo como se agora sustentassem um peso invisível.- Ele só me chamou pra conversar... e não deu em nada. Está tudo bem, eu só fiz o que você mandou, ser normal e alegre. Eu consegui, ele não percebeu nada, eu acho.


Ele observou Erik arrumar os cabelos daquela forma e a chama tremelicou em sua mão sem realmente um motivo aparente ou específico.

- Eu tô tentando me controlar, acontece que tem muita gente babaca aqui que dentro que merece-...- ele não teve tempo de completar a frase.

Seu corpo foi simplesmente levitado do chão, sem controle nenhum de sua parte e a chama que antes flutuava sobre seu palmo simplesmente apagou.
John sentiu-se ser jogado contra a parede de tal forma que não foi realmente agressiva, embora o susto daquilo tudo tivesse provocado nele uma dor hipocondríaca que não veio.
Então, quando flutuou no ar, remexendo o corpo o suficiente para parar ao perceber que isso não o faria descer mais rapidamente, ele compreendeu...
Magneto podia fazer o que quisesse com ele, desde prendê-lo até jogá-lo pela janela, e ele não teria exatamente como se defender.
Na verdade, até tinha... algo ali, bem em suas mãos e costas, a mochila que acabara de ganhar e...
Ah, é mesmo. Ele acabara de lembrar que o equipamento era metálico...
Ele não revidou. Não quando sentiu, quase imediatamente, seu corpo pender suavemente e a sola de seu tênis surrado tocar o chão.
Retirou, então,muito lentamente as luvas e as pondo sobre a cômoda, junto à mochila, de pé, sem exatamente medo de se sentir indefeso, já que o isqueiro vinha voando na direção deles.
Quando Magneto o estendeu, John o segurou, suspirando.

- Tudo bem... eu posso me controlar. Se é pra poder queimar algo bem maior que três adolescentezinhos depois, então tudo bem. - sua sobrancelha ergueu para a informação a seguir, e ele até inclinou a cabeça.- Sério? Nós vamos treinar? Eu e você?- não havia como decifrar se aquela admiração era algo bom ou ruim... até que ele sorriu de canto, dedurando a primeira opção.- Seis, certo. Eu vou estar...

Geralmente ele não respondia aos cumprimentos formais. Não era nada pessoal, ele apenas preferia dizer "tchau" com um olhar, e não com palavras. Daquela vez não seria diferente, se Erik não tivesse parado na porta e John tivesse pego o que ele tinha nas mãos.

- É, eu vou precisar...- com um sorriso que pareceria doce até para alguém como John, ele disse, tomando o cuidado de sussurrar a última palavra daquela frase: - Boa noite, Magneto.
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Bobby & John   Sab Ago 08, 2015 1:18 am

Talvez Erik estivesse certo ao mostrar que Pyro poderia controlar a situação ao invés de queimá-la.
Talvez Pyro não pudesse controlar.
Talvez o treinamento apenas adie o inevitável.
Talvez ambos estejam errados.
Mas Pyro tinha razão, Charles não pode entender.
O porque de Magnus negar isso era algo mais complicado que, bem, não teria apenas uma resposta certa e rápida como todas as outras que respondera há pouco.
Tinha algo que não calava em sua mente, ter dito que Pyro não era um assassino foi quase como uma das tais negações, a vontade de queimar tudo a sua volta estava em seus olhos que estranhamente mudavam ao olhar o fogo que ele manipulava como um animal de estimação, estava no seu semblante...maníaco e quando John se pôs contra sua palavra sobre Xavier, ficou claro o limite do controle que Erik tinha sobre ele.
Limite imposto pelo fogo.
Ter dado um equipamento que o deixaria tão poderoso talvez tivesse sido uma ajuda para o início da Irmandade, mas as chances eram as mesmas de Pyro acabar se tornando uma bomba relógio, quanto ele aguentaria ser pressionado até perder o controle? Se John se entregasse de completo ao fogo, ele não ouviria ninguém, nem os gritos de aviso nem os de socorro...nem mesmo a Magneto.
Se fosse necessário pará-lo, era melhor saber como. E a sala de Perigo poderia dar a Magnus uma ideia de limitação para o poder do jovem.

- Que bom que conseguiu disfarçar com Charles, mas não podemos subestimá-lo. Avise a Bobby, leve ele com você, assim Xavier duvidará menos do que estamos fazendo e pensará se apenas mais um treinamento e já estava mais que na hora de começarmos e eu direi que...é uma forma de deixar você e seu irmão mais próximos~Erik ri de canto de boca~ E você pode até dar uma tostada nele de vez em quando de leve pra aliviar. Não se preocupe John, nossa casa está próxima de ser arranjada e quando tivermos a ela, nao precisará se pôr por baixo desta pele de bom rapaz, aguente, só por mais um tempo e valerá a pena.

Erik se dirige até a porta com um sorriso no rosto, era como ver um garoto ingênuo se transformar numa besta e logo depois num garoto inofensivo novamente, por um lado seria fantástico mas algo o fazia ter receio quanto a Pyro, desde que ele chegara, Erik tem se focado em fazê-lo mas forte, e se não fosse o polonês que o controlasse mas o sim o contrário? Maldita mente ansiosa que não para de trabalhar! Voltando o rosto para Pyro, Magneto apenas sorri e diz baixinho mas audível o bastante para o mutante ouvi-lo-"Boa noite...Pyro!"- E fecha lentamente a porta enquanto a imagem do garoto que estava lá ainda com a mochila se torna uma linha entre a porta e a parede e depois some. Erik teria seguido seu caminho até o quarto se não fossem os cochichos que vinham da escada.
Rapidamente Magnus se pôs como despercebido encostado contra uma porta vizinha a de Pyro fingindo procurar a chave enquanto as vozes se tornavam mais altas e então ele pode entender.
-"Eu devia ter matado aquele psicopata! Como o professor deixou ele entrar aqui?"- -"Sim, ele perigoso! dizem que matou até uns parentes!"-
As três vozes se tornam mais altas e então cessam ao perceberem que não estavam sós, o garoto do meio, o mais alto e mais forte, aparentemente um tipo de líder, Tolo, líderes sempre caem sob os pés dos que realmente comandam, claramente eram aqueles três de quem Pyro havia falado.
Os três passaram e Erik pode ver de canto de olho aonde o tal grandalhão entrara.
O corredor ficou vazio, Erik foi até seu próprio quarto.
Debaixo da cama ele tirou a segunda mala que havia trazido da Rússia, ele a põe em cima da cama e a abre olhando-a fixamente com um sorriso um tanto discreto. A porta atrás dele se fecha.
Dentro da mala havia um segundo traje, mas não como o de Pyro, não era algo como uma roupa de proteção a si próprio, o traje era feito completamente de ligas de metais leves mas extremamente resistentes e duráveis, pintados cuidadosamente em vermelho desde seu peitoral...até o capacete.
Em seus ombros uma capa violeta que poderia tocar o chão e foi assim que Magnus ao colocar seu capacete, recém modificado, agora poderia se sentir completamente Magneto!
Da janela recém aberta por seu magnetismo, Magneto passou flutuando e pelo ar se dirigiu até uma janela não muito distante da sua, lá estava o tal garoto, já dormindo, tão inofensivo. Por um momento pode entender o que Pyro quis dizer quando mencionou queimá-los. A tranca pequena levemente se fez inútil ao se abrir, e dentro do quarto o garoto brutamontes já não estava só.
Alguns passos a frente e Magneto pode encará-lo de tão perto que poderia quase tocá-lo e foi isso que o fez.
Magnus estendeu a mão fortemente tapando a boca do garoto que arregalou os olhos enquanto se debatia e procurava entender o que estava acontecendo, mas o que os olhos assustados encontraram não ajudaria muito.
Camuflado pelas trevas daquela noite, apenas a luz da lua cheia poderia iluminar o quarto no qual acabara de entrar, sendo assim, o jovem mutante teve apenas na mira de sua visão um par de olhos claros que se mostravam contrastando a escuridão irreconhecível do rosto do que parecia apenas um ser desconhecido.



O corpo do garoto parou de se debater e simplesmente começou a tremer enquanto suas mãos seguravam forte a colcha da cama. Os olhos arregalados agora um tanto marejados apenas viam aqueles olhos serenos mais ameaçadores de Magneto que calmamente começou a falar com ele.

- Você não parece ser tão valente agora, rapaz. Eu não vim te machucar...ainda não, então onde está toda sua virilidade? Está assustado, garoto?~o rosto escuro se aproxima ainda mais~ Deveria estar! Acho que sabe por que estou aqui, eu vim de onde mutantes como você não ousam ir por medo, vim das ruas de onde você se recusou a lutar, você é uma vergonha para nossa raça! Foge do perigo real para se esconder embaixo de uma saia e ainda pensa que pode agir como os humanos sujos lá fora machucando seus próprios irmãos? Sou um velho amigo de quem você chamou de "psicopata". Amanhã quando acordar, talvez queira um nome para se referir a mim quando falar com aqueles seus companheiros tão rastejantes quanto você, não é? Não queira saber meu nome, se eu tiver que voltar aqui, eu quebrarei seu pescoço como se fosse uma simples ave e ninguém dará conta de que eu o fiz...lembre-se disso antes de tocar em outro da sua raça, em outro dos nossos irmãos! Amanhã quer que se desculpe com John Al...~Magneto olha para a calça do garoto que parece se molhar aos poucos~ Céus, eu deveria te fazer sangrar!~ Erik levanta o punho livre em direção ao rosto do rapaz que agora vira os olhos e simplesmente desmaia, Magnus solta o rosto do garoto~ Patético...

Foi rápido e silencioso, provavelmente o garoto pensaria ter sonhado...ou não. Mas o medo que Erik causara, aquilo ele saberia que foi real e para Magnus foi prazeroso! Magneto conhecia bem o tipo de cara que o tal mutante era, gostava impor ser maior que qualquer um apenas por ser tão pequeno. Um pouco de pressão e logo perderá seu peito cheio de arrogância. Ele não diria aos amigos o que aconteceu, diria que se urinou quando foi ameaçado por um desconhecido? Quem acreditaria? E além do mais, perder a moral que tinha com os tais companheiros era algo que visivelmente não estava em jogo, assim como seu orgulho ferido o impediria de mostrar-se afetado e até de pedir ajuda ao bondoso diretor Só lhe restava guardar seu traje de volta na mala, trancá-lo e esperar até a manhã do dia seguinte.
Desde que Magnus se entendia por gente, ele foi imposto a uma hierarquia, era quase um dever particular por cada um em seu devido lugar.
Inclusive qualquer um que ameace seus planos...qualquer um.
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