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 Jardim

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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Jardim    Ter Jun 23, 2015 8:17 am





Um jardim longo e vasto, com todas as cores de flores e orquídeas, além de árvores menores espalhadas aqui e ali juntamente de estátuas/estatuetas e bancos confortáveis como assentos.
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Jardim    Sab Jun 27, 2015 12:11 am

A noite estava fria e silênciosa na mansão, talvez por estar tão pouco habitada e quando a noite chegou ficou ainda mais difícil para Erik ficar no quarto olhando para o teto e girando a moeda nazista que há tempos guarda consigo. Erik passou muito tempo preso por grades, por muros e as vezes pela própria mente, ele conseguia entender as regras do Instituto e as responsabilidades a ele investidas mas quando o silêncio daquela noite fria como aço se iniciou, era como se seus demônios voltassem. A moeda para de girar o infinito movimento horário e lentamente Erik a põe no bolso, olha para a janela, está escuro mas alguma lâmpadas o permitem ver o jardim, um grunido impaciente e o polonês se levanta da cama, abre a gaveta da cômoda que range um pouco e dela ele tira um pequeno cantil e o guarda na jaqueta marrom.
Ao sair, Erik tranca a porta e tenta não fazer barulho para que ninguém acorde e entao segue rumo ao jardim.
Seus passor firmes afundam na grama, uma leve tremida involuntária de ombros faz erik perceber que estava mais quente lá dentro, ele levanta alguns fios de cabelo que caiam na sua testa e após um gole estalado e forte do uísque do cantiu que queimara sua garganta ele respira fundo e resmunga baixinho:

- Oh sim, Erik. E aqui está você!

Um outro gole mais forte o faz tossir:

- Não sei se nasci pra isso...
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Jardim    Sab Jun 27, 2015 1:12 am

Boatos que poloneses adquiriram o costume dos alemães de ingerir álcool no café da manhã, mas talvez as duas hipóteses sejam errôneas.— uma voz grave e extremamente familiar soou, logo atrás de Erik.
Talvez o polonês pudesse pensar que o amigo realmente tinha um certo dom - ou quem sabe até outro poder mutante - de poder brotar como um cogumelo algumas vezes.

Quando o rapaz prestasse atenção, veria Charles de pé sobre o gramado, vestido como o habitual: um colete de botões escuro por cima de uma blusa social branca desabotoada no pescoço e calças da mesma cor do colete, além de suas costumeiras luvas de lã cinza que só cobriam o dedo polegar completamente.
Talvez, pela noite estar mais fria que o comum, ele trouxera um suéter também de lã, mas ele estava apenas pendurado em seu ombro direito.

Antes de se aproximar de Erik com passadas lentas e suaves, Xavier enfiou as mãos enluvadas nos bolsos.

Decidiu finalmente abandonar sua batcaverna e sair na neblina para queimar a garganta com uísque?

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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Jardim    Sab Jun 27, 2015 1:44 am

Erik ja estava envolvido com o barulho dos arbustos ao vento e seus goles de uísque quente que se propagavam no silêncio, e por conta disso, um pequeno susto foi causado nele ao ouvir a voz tao familiar. Erik se vira ja pronto para uma provável bronca vinda do amigo:

- E o que eles poderiam ter deixado além de maus costumes?~ Erik ri quase forçado~ Olha charles, eu nao queria ter acordado ninguém e...você tem que parar de aparecer assim! Vai acabar matando alguém desse jeito.

Erik guarda o cantil no bolso da jaqueta marrom e levando as mãos á boca ele as esquenta e levanta a gola alta da blusa preta que veste:

- Sim e já estou me arrependendo...e você, charles, o que faz aqui fora? Não devia estar lendo seus livros de matemática? ~ Erik dá um leve empurrão no ombro de charles~ Essa ausência de alunos está me dando muito tempo vago...eu me sinto preso denovo estando tão parado nessa casa enorme...vamos sentar em algum lugar antes que eu congele e vire uma dessas estátuas~ Erik tira novamente o cantil do bolso~ Não quer se esquentar um pouco?
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Jardim    Sab Jun 27, 2015 3:13 am

Charles bem percebeu a risada forçada, e talvez o tom amargo na voz de Erik, mas preferiu não comentar nada a respeito. Ele sabia muito bem dos motivos daquela reação, afinal.

Não me acordou, apenas estava aqui antes de você chegar.— explicou, em seu tom calmo, como sempre.— Você anda muito assustado ultimamente. O que andou fazendo?

A soerguida de sobrancelha que Charles deu a seguir ressaltou tanto seu olho azul que foi quase como se ele estivesse claramente acusando Erik de alguma coisa sem antes mesmo receber resposta. Era comum para qualquer um pensar assim quando Charles bancava algo menos que aquele olhar, afinal, ele podia ler mentes...

Nem tudo na vida são equações.— ele brincou, sentindo o empurrão em seu ombro, o qual retribuiu com um sorriso amigável.— Às vezes é bom sair e bater os dentes de frio um pouco. Parado? Queria ter um tempo para sentir essa sensação, mas minha agenda está lotada antes mesmo do projeto X-men se pôr realmente em prática, se quer saber.

Charles girou sobre os calcanhares, começando um andar lento, olhando Erik por cima dos ombros e o chamando com um movimento de cabeça. Andaram pelo jardim enorme e verde, parecendo se dirigir cada vez mais para perto de um banco logo à frente, ao lado de uma estatueta de uma mulher muito semelhante à Maria Madalena, nua, com os palmos da mão juntos como se estivesse rezando, em frente à barriga. Uma expressão serena e quase esperançosa moldada em gesso, ela tinha.

Adoraria.— ele disse, os olhos azuis, antes focados na estátua, agora no cantil que Erik tirara do bolso.— Mas melhor não, já tomei vinho antes de vir para cá, se tomar mais, talvez as coisas possam ficar meio embaçadas. Quanto a você, Erik, não tome mais isso como se fosse água. Você é um professor agora. Quando os alunos chegarem eles não podem te ver fazendo caretas no jardim e cheirando a uísque, podem?

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MensagemAssunto: Re: Jardim    Sab Jun 27, 2015 4:31 am

- Não ando fazendo nada e talvez seja esse o problema, eu tenho pensado demais sobre o que realmente estou fazendo aqui e...~ Erik dá um outro gole e tira do bolso a moeda que há pouco o entretia no quarto~ Você sabe, ele ainda está por aí e isso tira meu sono algumas vezes.

Erik ouve as palavras de charles como se estivesse sendo ensinado novamente, e embora Erik admirasse o intelecto do professor, havia algo que de certa forma o irritava.

-Como você consegue manter a calma com tantas coisas na sua cabeça? Com tantas mentes falando no seu ouvido? Eu mal consigo me concentrar nas suas palestras, o máximo que consigo é dormir. ~ Erik fala com irônico enquanto se senta próximo a uma das muitas estatuetas~ É, eu sei que tenho seguir as regras agora, quando éramos eu e você por aí nós não tínhamos que nos preocupar com isso, lembra daquele dia no bar ? Das strippers?~ Erik soluça um pouco e levanta as sobrancelhas acompanhando um sorriso~ É eu sei que ja contei varias vezes mas lá estava eu conversando com uma das garotas e quase conseguindo uma dança de graça mas o que aconteceu? Sim, meu amigo charles bebeu demais e chamou um cara com o dobro do seu tamanho de neandertal e eu tive que ajudar e acabei levando um soco e adeus strippers...~ Erik levanta o cantil ~ Mas pelo menos ganhei uma desculpa pra você sempre pagar a conta!

Embora Erik estivesse tenso há pouco tempo, algo em charles o fazia crer que a calmaria que seu amigo trazia no olhar também poderia o pertencer e colocando o cantil agora vazio em cima do encosto banco erik poe a mao no ombro de charles.

- Você confiou em mim para ajudar a fazer desse lugar um lar, não vou desapontá-lo...mas com tantas garrafas de uísque na diretoria, acho que jogaremos xadrez com mais frequência...mas espere, você disse X-men? Aquela agente da Cia te fisgou mesmo né? Mas até que soa bem~ Erik não concordava muito com tudo que Charles pensava mas preferiu nao discutir, nao nessa noite~ Vai colocar todos no seu albúm de figurinhas? Ja até posso te ver num traje azul e amarelo...Professor X.

Erik ri mas não como deboche, o polonês passou a vida cercado por tiranos e talvez pela primeira vez ele esteja do lado certo embora a vingança ainda o perturbe
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Jardim    Sab Jun 27, 2015 5:14 am

Uma mente vazia é pior do quê uma mente cheia... porque ela busca se encher com as piores coisas.— Charles comentou, o tom de voz soando distante, como se aquele dizer fosse tão familiar para ele próprio.— Há algo em mim de que me orgulho, algo que me deixa suportar a dor das vozes na minha cabeça sem me destruir por causa delas, Erik. Não é tão difícil, quando você descobre o ponto... — um momento de silêncio, apenas para que desse tempo a Charles para arrumar o cabelo quase bagunçado pelo vento, penteando-o brevemente com os dedos para trás da orelha.— Não deixe que pensamentos controlem você. Só está impaciente, porque estamos todos à espera. Estou à espera dos alunos, e você está à espera de, bom...— Charles pigarreou.— Shaw.

A língua dele umedeceu os lábios como era de praxe, ao mesmo tempo que seus olhos azuis desviaram-se de Erik no segundo seguinte.

Mas estamos todos atrás deles, Erik. CIA, FBI, você, eu... você só tem que se acalmar... e, pelo amor de deus, se distrair, mas tente não encher a cara.— e então ele divisou o cantil soar vazio e oco contra o encosto do banco.— Tarde demais.

Charles revirou os olhos brilhantes, suspirando, como um verdadeiro professor que observa um aluno danar e teimar na sala de aula.

Obrigado pela consideração.— ele respondeu com o mais puro sarcasmo a ironia de Erik sobre suas palestras para o governo.— Talvez se eu trocasse o termo "igualdade e democracia" para "orgulho e ditadura", você se interessasse.— e rebateu, sem mais nem menos.— Oh, Deus...

Mas aí ele baixou a cabeça, segurando a ponte do nariz e rindo sutilmente.

Não me lembre desse dia, é vergonhoso toda vez que penso... eu já falei, eu não sou da parte de brigas, eu iria apanhar feio, e já te digo "obrigado por ter me salvado do grandão" todas as vezes que pago sua conta na taverna, ora...— resmungou, mas o sorriso divertido não saiu de seu rosto.— Boa ideia. Venha pedir para perder no xadrez ao invés de ficar no quarto com pensamentos confusos, Erik.

Encarou Erik por alguns segundos, antes de ajeitar o suéter por cima dos ombros e cruzar as pernas, relaxando um pouco mais no banco, embora seu olhar fosse firme para o amigo, como quem não acha graça de uma piada.

Moira não é da sua conta, ok? E eu apenas gosto do nome. X-men...— o olhar dele suavizou, e Charles fitou a estátua à frente, parecendo imaginar perfeitamente um X impresso em gesso e bem pintado assim como a estatueta.— Sim, soa ótimo. E, qual é, não pode me chamar de professor sem que eu esteja dando aulas. Já me basta Raven me chamando de velho e careta.

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MensagemAssunto: Re: Jardim    Sab Jun 27, 2015 6:01 am

- O ponto entre a serenidade e raiva, eu lembro, charles... ~ Erik leva os dedos ás têmporas imitando Charles~ Não precisa mais fazer esse seu lance comigo, estou aqui não estou? Você me ensinou a confiar no que parece incerto e errado caso seja a coisa certa a se fazer, eu não concordo com todos os seus métodos mas está parecendo ser o mais certo...no momento~ Erik cruza as pernas ~ Eu não mentiria pra você Charles, sei que Shaw está sendo procurado como um rato mas se eu o encontrar...eu não irei capturá-lo Charles, eu irei matá-lo...

Os olhos de Erik estão fixos nos olhos azuis do telepata, seu olho esquerdo treme contraindo as pálpebras, era estranhamente incrível como dois amigos pareciam se tornar estranhos quando um tipo de besta presa em Erik se mostra.
Não demorou até que ele perbesse a desaprovação de Charles.

- Olha, me desculpe...eu não queria ter dito isso, talvez eu realmente tenha bebido demais...e você tem que começar a reconhecer brincadeiras, eu fui torturado por homens que pregavam orgulho e ditadura...a última coisa que quero é ver um homem como você falar disso!~ No fundo ele não sabia se dizia isso por crer ou por querer tranquilizar charles ~...quando isso virou um debate ideológico?~ Erik ri e tenta mudar o rumo da conversa ~ Espero que você não tenha que me proteger de um brutamontes hoje ou vou perder meus drinques na taverna.

A esperança de charles era inegavelmente encantadora, Erik provara isso ao ser salvo por Charles quando eram desconhecidos. Shaw poderia ter feito de Erik a arma que ele é hoje mas Charles lhe dava a chance de ser algo maior que a própria vingança, erik só não sabia por quanto tempo.

- Mas " Professor" te cai tão bem, pra falar a verdade só te falta ficar careca~ Erik assanha os cabelos de charles sabendo do seu ciúme~ Raven, ela é fascinante...é ótimo te-la na equipe mas por que ela se esconde? Para parecer com eles? Mesmo aqui na mansão, não a vejo sem aquela falsa forma...se eu fosse como ela...não mudaria em nada...ela devia estar orgulhosa e não assustada, você não tem algo em relação a isso, tem?
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Charles Francis Xavier
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MensagemAssunto: Re: Jardim    Sab Jun 27, 2015 7:34 am

Depois que Erik disse aquilo, os olhos antes baixos de Charles, antes observando as próprias mãos enluvadas em seu colo, se ergueram metodicamente, encarando sem medo o monstro raivoso e sedento por vingança que se mostrava agora brilhante nas íris de Erik...


E então o professor sorriu.
Irônica, quase forçadamente, mas sorriu.
Um sorriso que não tinha nada de feliz...
Quase como se ele não tivesse acreditado no que tinha acabado de ouvir.
E naquele momento de segundo, eles se tornaram mesmo dois estranhos.

Hm...— Charles inclinou a cabeça.— Matá-lo, Erik? Foi isso o que você disse?

Charles se manteve em silêncio por um momento.
Antes de suspirar, e suspirar profundamente, tentando passar para os outros assuntos:

É, acho que você bebeu demais sim.— dizer aquilo o fez realmente ter força para se concentrar a seguir:— Certo, eu entendi...

Charles queria dizer "desculpe", mas ainda estava meio abalado com a questão anterior para conseguir tal feitio.
Bem, mas ele conseguiu.

... Desculpe. Eu só... ainda sinto esses ideais na sua cabeça. Foi criado por homens assim e se deixou ser moldado por eles até hoje, Erik... como um monstro de Frankstein.— Charles pigarreou, olhando mais uma vez os olhos do amigo.— Está sendo assombrado pelo fantasma do passado e isso não vai te ajudar. Você pode ser superior a isso, sabe que pode. E, bem, nossas conversas sempre viram um debate. Mas eu gosto disso...embora algumas vezes eu me estresse.

O telepata deu de ombros... antes de sorrir.
Dessa vez, de verdade, dando tapinhas nos ombros de Erik para que ele afastasse a mão de sua cabeça.

Não toque no meu cabelo!— ele resmungou, tentando ajeitar os fios castanho-escuro bagunçados.— E, bem, sobre Raven...

Ele pareceu ter engasgado, mas disfarçou isso.

Não tenho nada contra que ela ande azul por aqui. Talvez, Erik, ela apenas se sinta mais normal, andar por aí com uma aparência mais bela não é se sentir assustada, ora. Talvez ela esteja se acostumando para quando os alunos chegarem.

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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Jardim    Sab Jun 27, 2015 10:53 am

Estando certo ou errado, Erik tinha o bom senso de seguir Charles mas entre seguir o professor e se entregar ao ódio havia apenas uma frágil barreira e naquele instante Erik ia contra si mesmo, contra seus ideais, a mente do polonês estava em guerra e paz nao era uma opção.
Ele ouviu cada palavra do telepata com atenção e não havia como discordar. Erik foi lapidado por homens dos quais charles hoje luta contra, homens cruéis e guiados por uma falsa soberania, homens que erik foi obrigado a se espelhar para manter-se vivo.

- Por quê me faz perguntas das quais você ja sabe as respostas? Eu já sou superior a isso, a eles!

Erik se levanta do banco e erra um pouco o passo afinal o uísque teria de fazer efeito.

- Talvez você tenha razão, sou o Monstro de Frankstein! E agora, charles, preciso encontrar meu criador e acertar as coisas com ele! Normal? Espere...nós não somos normais! Não pode tentar fazer com que a sociedade a aceite quando ela ainda não se aceita! Ela nunca vai entender o que ela realmente é, charles, e ela é perfeita mesmo azul... ~ Erik põe uma das mãos na testa como se brigasse consigo mesmo~ ...eu sei das regras que tenho que seguir e das minhas atuais responsabilidades, não irei desapontá-lo...estamos hà muito tempo aqui, melhor entrarmos e...você tem razão, eu bebi demais...até mais charles.
Erik caminha em direção á entrada com as mãos frias nos bolsos e um grito preso no peito. Era inevitável que certas discordâncias entre Charles e ele acontecessem e isso não significa que algo está errado, Erik estava tentando ajudar charles e charles ainda tenta o ajudar, talvez Erik seja seu aluno mais complicado e Charles seja o professor mais esperançoso do polonês que agora está de volta a sua toca escura.

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MensagemAssunto: Re: Jardim    Sab Jun 27, 2015 9:56 pm

Mesmo com a exclamação de Erik, Charles teve o impulso de segurar o braço do rapaz quando este se levantou, o que amenizou a chance de uma possível queda quando este se ergueu do banco. Mesmo que sua expressão fosse de testa franzida e olhos severos, Charles se levantou também, soltando o braço de Erik apenas depois que o polonês conseguiu realmente se equilibrar no chão.
E então o professor permaneceu em silêncio.
O fato é que ele não tinha exatamente palavras para rebater Erik no quesito Raven. Por um lado, Erik tinha razão, e admitir isso significa admitir estar errado ao tentar educar Raven daquela forma, e Charles não se perdoaria por ter errado em algo assim...
Mas, por outro lado, o professor bem sabia que se ela saísse azul por aí, as pessoas iriam estranhar e rebaixá-la ainda mais do que ela se rebaixa sozinha. Seria mil vezes pior não se esconder. Pelo menos por enquanto, já que Raven ainda parece bastante sensível mentalmente.
Charles acreditava no dia que ela poderia se aceitar e sair na rua de cara limpa sem que fosse estranhada, comentada, xingada...
Mas até lá, até esse dia, seria melhor permanecer no anonimato.

Erik, eu...— ele viu o outro simplesmente dar as costas, resmungando um "até mais".
Não houve como impedi-lo de se afastar. Na verdade, havia como, mas Charles não seria tão baixo de usá-lo...

Às vezes, muitas pessoas, fossem em teses ou apresentações, chegavam para o professor de genética e simplesmente perguntava: "você realmente tem ideia do que você é capaz?".
Charles Xavier poderia fazer Erik Lenhsherr voltar ali no jardim e pedir desculpas de joelhos. Podia fazer Raven se aceitar apenas piscando os olhos, podia moldar todo mundo apenas com literalmente a força do pensamento...
Ele podia fazer qualquer coisa.
Ele podia evitar todos os debates que tinha com Erik, e que a maioria deles acabavam em estresse, embora isso não o fizesse desistir de seu aluno mais desamparado.
E, mesmo podendo fazer isso tudo, ele não ousava sequer pensar ou considerar essa possibilidade.
Seria cruel fazer algo assim, indo completamente contra seus princípios. Não importa se ninguém fosse notar a mudança; Charles notaria, e não se perdoaria por isso.
Além do mais, qual seria a graça...?
Ele venceria os debates, tornaria Erik um "bom homem", e então...?
O que de fato ele ganharia com isso?
Nada. Charles Xavier não sentiria mérito algum, afinal...
Ele não é um manipulador, como Erik está acostumado a ver homens de terno...
Ele é um professor.

Daquela forma, Xavier segurou o cantil que Erik deixara por sobre o banco, olhou-o fixamente e suspirou.

Eu só queria que você me escutasse ao menos essa vez, me escutasse com muita atenção... essa matança que você está buscando, meu amigo... isso não vai te trazer paz.

Guardou o cantil no bolso, se dirigindo para fora do jardim, mas não para dentro da mansão.
Charles ainda precisava de um ar puro...

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MensagemAssunto: Re: Jardim    Qua Abr 13, 2016 6:24 pm

Saya havia acabado de chegar e já estava perdida já que não possui um senso de direção então acabou seguindo a direção errada, Saya já estava cansada de andar se sentou na grama e alguns ramos cresceram já que a energia que ela exalava fazia as plantas crescerem e começaram a prende-la no chão como já estava acostumada não deu muita importância então simplesmente ficou sentada se perguntando pra que direção ela iria.

-Pra onde eu vou agora? Odeio não ter um senso de direção....
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Jardim
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