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 Quarto do Pietro

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Pietro Maximoff

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MensagemAssunto: Quarto do Pietro    Seg Jul 27, 2015 10:02 am

Era para ser um quarto normal...
Se ele não tivesse sido completamente modificado literalmente de uma hora para outra assim que seu dono teve acesso a ele.
Um sofá, uma poltrona giratória, uma mesa de ping-pong, uma máquina eletrônica de jogos antiga, estantes lotadas de HQ's, livros e discos, tanto vinil quanto cd's e dvd's.
Aparelhos de som, de vídeo, troféus estranhos, garrafas de coca e soda espalhadas e vazias, latinhas de Pringles e caixinhas de lanche do McDonald, pinos de boliche enfileirados nas estantes, três tevês empilhadas uma na outra, um rádio grande e posteres e mais posteres cobrindo as paredes.
[...] Máquinas caça-niqueis, mais de um frigobar, fliperamas e caixas e mais caixas de aparelhos e comida que obviamente um adolescente sem emprego nenhum conseguiria comprar...
Não eram comprados, afinal.
Eram apenas algumas das coisas que passaram a ter ali.

Imagens Ilustrativas :
 

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Regrinhas :p

- Não toque nas minhas HQ's;
- Não mexa nos meus fliperamas;
- Quer jogar Ping Pong? Cinco dólares por dez minutos;
- Ignore a regra acima dessa, eu não tô alugando minha mesa(ou não);
- Não destruam coisas;
- Entre se for rápido o bastante pra isso.


Além de um bilhete na porta com as tais normas acima escritas à mão, havia um outro papel colado com fita-adesiva prateada onde se poderia ler um grande:

"YOU SHALL NOT PASS"


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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Quarto do Pietro    Qua Jul 29, 2015 7:15 pm

Com o tempo, o Instituto cada vez mais ganhava nome e era mais falado e comentado pelos anti-mutantes mas também pelos pais necessitados e jovens mutantes desamparados.
Logicamente, com o trabalho aumentando na escola, o trabalho também aumentara para o diretor que há dias se dizia muito ocupado, mas o que se pensar sobre um homem que carrega o peso de inúmeras mentes apenas na sua? Ele realmente estava tendo trabalho em dobro agora e não foi á toa que cópias das fichas dos alunos novos que ali chegavam foram entregues na porta do braço direito de Charles, quebrador de galhos e as vezes carregador de bêbado quando o amigo acaba bebendo demais...Senhor Erik Lehnsherr.
Após a recepção dos irmãos Allerdyce, havia um outro nome e cabia a Erik lhe dar as boas vindas mas...onde diabos estava o garoto? Charles havia avisado que ele estaria no Hall por voltar das 15:00 mas não havia nada lá a não ser o tapete na frente da porta com marcas escuras como marcas de pneu de um carro que freou bruscamente, Erik apenas observou aquelas marcas e voltou a olhar a ficha que até então apenas tinha lido o nome, sua mente repetiu freneticamente-"Diga que não, diga que não, diga que...droga!"- A mão direita tocou o rosto escondendo-o.
O mutante era superveloz, poderia estar em qualquer lugar.
E foi por isso que foi procurado por todos os cômodos e infelizmente seus únicos rastros além das marcas no tapete estavam no refeitório, haviam latas de soda por toda parte, com um bufar que mais parecia um -"Por que você sempre fica com os normais?"- Erik juntou, usando o magnetismo, todas as latas numa bola de alumínio e a jogou no lixeiro embora não coubesse, era o lugar mais apropriado.
Desistindo de achar o tal garoto e já planejando uma boa desculpa para Charles, o polonês volta para os dormitórios afim de se trancar no quarto como geralmente faz mas algo lhe chama a atenção, algumas portas á frente havia uma em especial...diferente. Fitas prateadas brilhavam com a luz que batia no ângulo certo para fazer tal brilho atiçar a curiosidade de Erik, afinal ele acabara de sair e não havia nada alí.
Já prevendo o que lhe esperava, ele andou com passos rápidos até a porta e pode finalmente ler o que havia escrito pregado na porta-"YOU SHALL NOT PASS"- Um estalar nos lábios como se perguntasse a si mesmo quem foi o moleque atrevido que pôs aquilo na porta...não, não podia ser, Erik não ficou tanto tempo fora, não daria para ele já ter se hospedado e...-"Oh, Erik! não seja burro!"- A lembrança de quando olhara a ficha o faz suspirar forte como um "Lá vamos nós." Quatro batidas na porta deveriam ser o suficiente para fazê-lo abrir. Uma coisa era certa, todas as broncas que o polonês levara do telepata agora lhe serviam de inspiração.
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Pietro Maximoff

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MensagemAssunto: Re: Quarto do Pietro    Qua Jul 29, 2015 11:45 pm


O silêncio que o corredor antes transmitia foi simplesmente extinguido assim que Erik chegou perto daquela porta. Uma música começou a soar alto lá de dentro, uma melodia de bateria e som de guitarra. A música traspassava a porta de tal forma que não era lá tão amplificada, mas, quem passasse por ali, certamente a ouviria claramente do lado de fora, juntamente com a voz meio gasguita de uma garota:

- Você pegou essas fitas aleatoriamente?

- Eu peguei o que deu pra levar numa viagem só.- uma voz masculina respondeu, num tom apressado que se poderia julgar, numa primeira impressão, que ele estava realmente ocupado ou impaciente, se não fosse o fato de que, mesmo rápido, ele soou com um meio-desinteresse notável.

- E deu pra trazer trinta e quatro? Legal!- a voz feminina não pareceu desanimar; pelo contrário. Era quase como se já estivesse acostumada ou ouvisse aquilo todos os dias.- Ei! Eu assistia um desenho desses na MTV. A GENTE assistia, lembra?!

- Lembro, na verdade, mamãe puxava nossas orelhas, até que ela começou a gostar também.  

- Cara, que muito lôco. Deixa eu ser o play 2 e jogar com o cabeça de bunda? Ele é a minha cara.

- Você vai fazer eu perder, bundona.- a voz jovial do rapaz ironizou, soando engraçada, embora a resposta da garota não tenha sido tão assim:

- QUÊ? SE MANCA, PIETRO!- a voz gritou, e um estampido no chão a seguir.

- Que é?- ele riu, muito breve.- Você mesmo disse que é uma bundona.

- Sua mãe, seu mané.

- Ela também.

A garota caiu na gargalhada, e, ao mesmo tempo que a música continuava soando, com efeitos de risada eletrônica e alguns outros sons meio irreconhecíveis, o estalar como o de uma latinha de refrigerante sendo aberta foi escutado...
E as batidas na porta.
Um segundo de silêncio...
E, no outro, a porta tinha sido aberta, e a imagem que se estendeu ali na frente de Erik era a de um garoto adolescente deveras mais baixo que o professor, de cabelos lisos prateados - quase grisalhos - à altura dos ombros, uma jaqueta azul-marinho que tinha o símbolo de um raio prateado estampado no ombro direito e que cobria uma camisa acinzentada, onde traços pretos e finos formavam espécies de tijolos juntos e, por cima deles, um nome em negrito: THE WALL.
Aquele conjunto era acompanhado de um jeans preto e sutilmente vernizado, além de sapatos prateados, quase da mesma cor de seu cabelo, cobrirem seus pés. Um tinha os cadarços azuis, e o outro tinha cadarços pretos.
De resto, apenas um relógio prata em seu pulso direito.
Os olhos meio azul, meio acinzentados do garoto fitaram Erik de cima a baixo numa análise que durou meio segundo, antes dele simplesmente falar:

- Qual é? Que foi? Quem é você?- as perguntas soaram atropeladas uma das outras, mas o garoto parecia tê-las dito de uma forma extremamente normal para si mesmo. Sequer dando tempo a Erik de responder, ele simplesmente acrescentou:- Eu não quero comprar rifa, beleza?

- AÍ.- o grito feminino ainda ecoou lá dentro, enquanto, do lado de fora, um cheiro de fumaça adocicada se espalhava pelo corredor.- Pietro, volta logo, olha o que eu achei! Vamo botar pra quebrar de uma vez.

E uma música extremamente alta praticamente fez a porta de madeira tremer, junto com as costelas e ouvidos de cada um ali, podendo fazer os ossos vibrarem, praticamente extinguindo a outra música que antes tomava o lugar. No quarto, além de uma TV menor ao lado da cama sobre a cômoda, onde a imagem de um jogo pixerizado mostrando dois homenzinhos loiro e moreno em um cenário completamente pichado, havia uma outra TV enorme de plasma que sinceramente não parecia ter vindo em conjunto com o quarto(afinal havia uma TV menor jogada em um canto com uma pilha de tralhas{papéis de parede, abajures vintage; a cara de Charles Xavier} que antes deviam pertencer ao ao cômodo que um dia - ou há cinco minutos atrás - fora organizado). Uma imagem dançante extremamente colorida se projetava naquela tela de 60 polegadas que estava simplesmente no chão do quarto, enquanto a garota lá atrás, a qual Erik podia notar ser loira e ter duas maria-chiquinhas nos cabelos curtos - começava a dançar freneticamente, derramando o conteúdo da latinha de Redbull que tinha nas mãos, sem se importar com isso.

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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Quarto do Pietro    Qui Jul 30, 2015 1:37 am

Com a proporção que Erik se aproximava da porta, uma música que se assemelhava á um sintetizador podia ser ouvida mas isso realmente não pareceu ser problema, o garoto poderia estar ouvindo alguma música, que de alguma forma, pra ele era agradável. Tanto não lhe importava que o polonês bateu na porta sem dar muita importância mas quando a porta se abriu e o som ficou mais alto, ele pode ver que a música vinha de um video game...bem, ele não sabia se era proibido então resolveu não ligar tanto mas antes que ele pudesse correr os olhos pelo resto quarto uma voz ainda mais estridente que o som que vinha do aparelho eletrônico se fez presente e instantaneamente Erik olhou para onde a tal voz vinha. Virando o rosto ele pode ver que na sua frente mas alguns centímetros abaixo estava o garoto de cabelo grisalho meio cinza, o tal superveloz que havia visto na ficha, aquele que deixou marcas no tapete e bebeu todas as sodas do refeitório...aquele que estava mais do que encrencado, pois o seu bom diretor estava de folga e  pelo jeito escolheu a pessoa errada para lidar com as crianças. Era como se aquele fedelho que o encarava, com um raio estampado na jaqueta e cara de quem não tá gostando do que vê, fosse uma junção de tudo que ele não gostava.
Erik mal havia visto Pietro pela primeira vez e já queria jogá-lo pela janela!

- Eu sou Eri...Eu não vim vender nada eu...Ei, você não devia estar na sala de aula? Ainda está no período de aulas e...~Os olhos azuis de Erik se direcionam por cima do ombro do garoto vendo uma garota a se levantar~Você não devia estar só?~A garota então se direciona até próximo de uma TV enorme~Você com certeza não devia ter uma televisão de plasma!~Erik aponta para a TV com cara de espanto e depois volta o olhar para Pietro~ Onde diabos você conseguiu isso? Oh, garoto! Você tem que...~Um som simplesmente altíssimo começa a tomar conta do quarto e a sair dele como se pouco importasse onde eles estavam, o polonês gritou tendo sua voz coberta pela música~ DESLIGUE ESSA PORCARIA!~Empurrando Pietro da sua frente e esbarrando no próprio ele entra no quarto e esticando a mão faz a tomada sair e a TV desligar, agora dentro do habitat do velocista, Erik pode olhar em volta e nao escondeu o rosto de espanto~ C-Charles vai me matar...

Não havia apenas uma televisão, que com toda certeza o garoto grisalho não tinha comprado, e um Nintendo. Haviam quase pilhas de latinhas de soda ou até algo mais, Um sofá e uma poltrona que não faziam parte da decoração do quarto, uma mesa de ping-pong, fliperamas e até uma máquina caça-niqueis! Onde diabos ele arranjou algo que só existe em cassinos? O olhar nem um pouco agradável de susto e a boca entre-aberta de Erik apenas servem para estampar um simples-"QUE PORRA É ESSA?"- E enquanto olha espantado para todas aquelas tralhas e aparelhos eletrônicos, ele apenas move a cabeça olhando para a porta e com um gesto ela se fecha, quando seu rosto volta ele fixa os olhos em Pietro.



- De onde você tirou tudo isso, moleque? E...como...quando você trouxe isso tudo pra cá? Isso deveria ser...~Erik chuta levemente uma latinha e dela um rato corre e se esconde em outra pilha de coisas~...seu quarto e não um lixão! E o que você faz aqui? eu não lembro de ter visto nenhum nome além do nome do Senhor Ligeirinho aqui!~O Olhar agora sério encara firmemente a garota loira e então retorna a encarar Pietro~ E antes que pergunte denovo eu sou o...sou o responsável por não deixar você fazer o que está fazendo!~Leves cheiradas no ar e a cara de espanto retorna~ Isso é...? Puta merda!~ Em cima da cama já cheia de vinis fora das capas e fitas de videogame havia algo que Erik fez questão de dizer o que era~ UM BASEADO? CE TA LOUCO?~ A vontade de Erik era de prender o fedelho entre duas barras de ferro mas ele tentou se controlar~Você leu a placa lá na frente? Charles Xavier é o dono desse lugar e ele está numa sala agora esperando pra ver você e eu devia estar te levando agora mas você não me ajudou muito, olha...~Erik abaixa a cabeça e respira profundamente com as mãos na cintura, depois pega o cigarro em cima da cama, aquilo provavelmente não seria algo que Charles faria mas desde quando Erik soube fazer o que telepata pedia?~ Vamos fazer um acordo, certo?
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Pietro Maximoff

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MensagemAssunto: Re: Quarto do Pietro    Qui Jul 30, 2015 6:00 am

- Que tipo de nome é Eri?

Seu cenho franziu, juntamente com suas sobrancelhas grisalhas tão semelhantes ao próprio cabelo(e à blusa, e aos tênis, e ao relógio...)

- Bem, eu soube que não se pode entrar mais na sala se estiver com mais de dois minutos de atraso, e esse foi o tempo que eu levei pra recolher todas as bolas de boliche na área de lazer do center-park do outro lado da cidade e trazê-las pra cá.- seus olhos claros se voltaram para um canto do quarto, por cima do ombro, onde uma caixa de papelão enorme que extravasava bolas de boliche estava presente. E então ele tornou a fitar Erik, continuando num tom de voz tão apressado que não seria muito fácil entendê-lo, embora sua expressão continuasse - Ah, e também tive que ir fazer um lanche em casa, em Los Angeles, e entregar umas coisas pra um colega lá, vir pra cá, voltar pra lá, porque esqueci de escrever um bilhete pra minha mãe e comprar o leite da minha irmã, enfim, cara, eu vou amanhã... eu acho.

O dar de ombros do adolescente foi inevitável, num gesto como quem não quer nada - e ele não queria mesmo. Pietro sequer parecia perceber o incômodo frustrante de Erik consigo, que havia se formado apenas por encará-lo na porta; ou, se percebia, então o jovem simplesmente não dava a mínima para isso.

- A não ser que ela seja uma boneca inflável ou algo assim, não.- ele respondeu, sei mais nem menos. Por mais que o professor ali fizesse perguntas, perguntas e mais perguntas, elas ainda soavam lentas demais aos ouvidos de Pietro, de modo que ele simplesmente cutucou o lóbulo esquerdo por debaixo do cabelo antes de responder a seguir, não realmente olhando mais no rosto de Erik.- Qual o seu problema com a TV? O pessoal daqui que não deveria usar rádios ainda.

Sentiu-se ser empurrado, e o máximo que ele fez foi reprovar e xingar mentalmente aquela atitude - ou melhor, aquele homem.

- Ih pifou?- a garota, vestida com uma blusa rosa que não lhe cobria o umbigo e uma saia rasgada, além de meias 3/4 de cores diferentes, fez um biquinho de reprovação com os lábios, batendo algumas vezes naquela TV híper sensível... até que ela se deu conta do outro rapaz no quarto, e pode entender - mais ou menos - o que havia acontecido. -Aaaaaah, qualé, quem é esse cara?- a garota bufou, cessando sua dança assim que a TV foi desligada, tomando mais um gole longo do Redbull.- Eu que vou te matar, tava na minha parte favorita da coreografia! EI!- ela praticamente gritou esganiçada quando a latinha foi chutada, e saiu abaixada atrás do tal rato. Ela se enfiou debaixo da cama completamente bagunçada e cheia de tralhas, ao mesmo tempo que Pietro já estava, repentinamente, na frente de Erik, sentado sobre o sofá coberto com uma capa de oncinha, logo ali, bem de frente para Erik. Estava devorando um picolé sabor manga que ele parecia ter acabado de abrir do pacote, mas que a sustância já havia chegado quase ao fim, deixando o palito todo a mostra, como se ele tivesse devorado o retângulo laranja e gelado quase em um milésimo de segundo.


- Lixão? Só se tornou um depois que você chegou, então.- ele rebateu a resposta como quem não quer nada - de novo, sem sequer parecer se importar se aquele era uma autoridade que poderia mandá-lo embora dali agora mesmo. Ou ele era muito ingênuo, ou muito corajoso... mas talvez fosse só um pé no saco, afinal. Seu semblante permanecia indiferente, embora agora fosse misturado com um sorrisinho mínimo e completamente cínico de canto.- Você é responsável por me impedir de jogar video-game? Que saco, Eri.

Mas Pietro caiu na gargalhada quando Erik foi apanhar o tal cigarro sobre a cama, e o encarou de forma pretensiosa.

- Ih, alá, acordo? Foi mal cara, eu não vendo...

- Sou eu!- de repente, Tabitha já tinha brotado de pé novamente, como um cogumelo, o ratinho rabugento de pelos pretos e úmidos em seu ombro esquerdo. Ela tomou, então, o tal cigarro das mãos de Erik.- Mas não pra você. Falei? Até os caras mais velhos curtem a parada. E é de menta, não é baseado.

Ela deu um suspiro, fechando um dos olhos a seguir.

- Mas já deu pra ver que é melhor vazar. Isso aqui ficou muito chato de repente.- ela deu um trago naquilo, mas a fumaça não saiu; inalou, apenas. Sua expressão deu uma amenizada, e ela passou o dedo indicador pelo rosto de Erik, contornando seus lábios e então apertando levemente seu queixo.- E a culpa é sua.

O tom dela, apesar de sua fala, não soou agressivo. Soou meio lento e rouco, apenas, enquanto ela dava um sorrisinho nada displicente...  
Antes de ir até Pietro e agarrar o que restara do picolé, tomando-o dele antes. É claro que ele não ofereceu resistência, ou ela sequer teria conseguido aquela proeza.
De qualquer forma, ela apertou a bochecha dele com força, enquanto depositava um beijo sútil na oposta.

- A gente se vê, Pi. Aliás, não esquece do baile da minha escola hoje, ou te explodo em pedacinhos.- foi o que ela disse, sorrindo, antes de sair por aquela porta com o cigarro e o pirulito em mãos, enquanto o ratinho em seu ombro rosnava agudo e zangado com os olhos fixos em Erik.

- Deixa comigo. Tchau, Pom-Pom. Então. - Pietro se voltou a Erik, colocando as mãos como encosto atrás da cabeça.- Estava me procurando desde 15:00. Você é meu guia ou algo assim? Estava com a minha ficha, tinha minha foto e tinha mais coisa lá do quê minha mãe sabe de mim. Isso aqui funciona como um presídio, às vezes. Vocês vão chamar a polícia pra mim? Melhor não.
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Erik Magnus Lehnsherr

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MensagemAssunto: Re: Quarto do Pietro    Qui Jul 30, 2015 8:50 pm

Talvez por Erik ter entrado no quarto de supetão sem realmente esperar uma resposta ou algo do tipo vindo do garoto grisalho ou talvez pelo garoto simplesmente falar rápido demais para se entender de primeira, somente depois de já dentro do quarto e alguns poucos minutos depois de ver toda aquela situação é que pode raciocinar e ligar as frases de Pietro quando ainda estava na porta. Mesmo assim permaneceu parado apenas observando a completa cara-de-pau do tampinha ao entender que ele queria um base...cigarro de menta.
Na verdade um riso muito escondido tentou se manifestar mas nada além disso.

-Eu não quero um, não seja estúpido!~O cigarro é tomado de suas mãos e levado a boca pela garota que o traga, Erik poderia ter dito algo mas tal Pom-pom nem ao menos estudava lá~ Então vá logo, antes que eu...~A garota toca seu rosto fazendo-o interromper a fala e então segue pela porta deixando apenas os dois no quarto após um breve comunicado a Pietro~ Olha, antes de qualquer coisa, meu nome é ERIK, certo? E que droga, moleque, de onde ce tirou esse picolé? Você não consegue parar um maldito segundo? Não...não precisa responder.~Embora Erik soubesse que o tempo entre a pergunta e o "não" seria o bastante para o garoto respondê-lo.

Erik já havia conhecido muitos mutantes em odas as visitas e viagens que fez com seu querido amigo para muitos lugares do mundo e bem, de alguma maneira, Charles sabia como chegar ao ponto certo de cada um para que dessem o braço a torcer mas esse garoto, poderia facilmente tirar a paciência do telepata. Estava claro, não haviam reais regras para ele, afinal ele mesmo pôs as suas pregadas na porta -"Insolente!"- era a melhor definição para o pé alado que já tirara Erik do sério. Mas como todo visionário, não era certo ver apenas a bagunça no quarto mas sim ver como utilizar isso ao seu favor. Algo não saia de sua cabeça -"Dois minutos..."-

-Eu sou apenas o responsável por não deixar você destruir o que agora é sua casa, apenas mantenha o volume baixo o bastante para não acordar o velhote que dirige esse lugar e vai ficar tudo bem~Um leve risada e Erik senta-se na cama já esperando alguma reclamação do garoto~ Nós temos fichas apenas para sua própria segurança ou...~ Ele vira os olhos olhando o quarto que há dez minutos estava novinho em folha agora quase destruído~ para a nossa. Eu poderia chamar a polícia, ambos sabemos que você não tem grana pra comprar nem metade disso tudo, mas apenas relaxe, Pitro~Erik estende a mão com o palmo para cima e uma das latinhas flutua do meio da pilha e então a amassa fazendo uma pequena bola~ Você está entre semelhantes agora, sem mais policiais ou qualquer opressão. E antes que você suma denovo, é complicado ganhar permissão para sair a noite do Instituto, e embora eu saiba que pode sair e voltar sem problema algum, Charles colocou um sistema de segurança não muito agradável para visitantes indesejados. Então você poderá sair mas ...não voltar, e como você falou que tem família, então não deve estar aqui á toa e não ia querer que eles soubessem que você destruiu tudo por causa de um baile. Porém, Eu posso te ajudar a voltar sem acionar os robôs mas antes~Erik se levanta calmamente arrumando a jaqueta~Ponha alguma roupa limpa, tem mais Doritos na sua jaqueta do que no super-mercado, eu vou te mostrar a escola, vamos apenas conversar, nós não temos que ser inimigos, Pietro...venha comigo!

Erik sorri sutilmente enquanto não demonstra de mais nenhuma forma oposição aos atos de Pietro, apenas estendendo-lhe a mão. Não havia por que não aceitar o seu convite afinal, além de uma boa proposta, Magnus não parecia de forma alguma ter intenção de prejudicar o garoto que agora sem video-game ou televisão não teria muito a fazer por lá.
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Pietro    Sex Jul 31, 2015 2:09 am

- Erik? Tá.- ele deu de ombros, e passou a encarar Erik fixamente, então.- Só pra constar, meu nome é Pietro, não "moleque". - ele pareceu tentar imitar - ou zombar - o tom de voz usado por Erik, dando ênfase à sua frase.

Seus olhos claros não mais fitavam Erik, de maneira que apenas preferiam olhar um poster do Radiohead atrás da imagem do polonês. Era como se ele não estivesse mesmo interessado em observar ou analisar as expressões faciais do professor, como se já o conhecesse de longa data e nada que surgisse ali pudesse ser capaz de surpreender o Maximoff.

- Experimenta ficar uma hora parado e olhando pra parede.- e sim, Erik estava certo. Mais uma vez, a pausa entre a pergunta e a revelação retórica desta deram a Pietro tempo suficiente até para prosseguir:- O seu tédio e impaciência vão se igualar ao meu quando fico um segundo parado.  

Talvez aquela rapidez em falar, comentar e indagar conjunto com a impaciência em esperar por respostas o fizessem um tagarela. Não era realmente Pietro que gostava de falar demais; na verdade, ele gostaria de ficar calado na maioria das vezes. O que o atormentava para falar, de fato, era a pressa.
Pressa de tudo.
Palavras eram muito lentas para ele. Devia ser meio agoniante.
Porém, o cenho grisalho de Pietro franziu quando ouviu do quê o outro chamara o tal diretor do Instituto.

- Tô achando que ele descontou seu salário pra bem menos ultimamente, né não?- apesar da fala, ele não riu. Talvez estivesse mesmo falando sério. Ou não. Seu timbre apressado não dava muita brecha para as entonações.- Comprar?- ele inclinou a cabeça de um lado, depois mordeu o lábio inferior, depois inclinou a cabeça para o outro lado.- Você compraria? Compraria se pudesse só pegar? Ah, cara, eu faço mais pela diversão, não dá pra parar. Me disseram que isso é doença. Tanto faz. Aliás,

Ele realmente quis acrescentar, o que não levou muito tempo, então:

- O que você diria? Que um garoto de 16 anos assaltou mais de vinte caixas de biscoitos de uma só vez, levou duas caixas de garrafas de refrigerante e dois aparelhos de som quando na verdade esse garoto nem foi visto no super mercado? Além disso, esse lugar tem muita má fama lá fora, pros humanos. Resumindo: ninguém acreditaria em você se abrisse a boca. - a expressão dele, extremamente despreocupada, só se tornou mais intensa daquela vez.


Talvez aquelas afrontas fossem realmente um problema para Erik, que estava acostumado a consumar seus objetivos pelo medo ou chantagem. Pelo visto, nenhuma das hipóteses realmente funcionava com o garoto de cabelos prateados.

- Legal.- ele disse, quando viu a lata de refrigerante vazia voar até a mão do polonês.- Qual seu poder? Telecinese? Cinético? Controla refrigerante? Reciclagem?

Ele deu de ombros de uma forma muito displicente, o que fez migalhinhas de salgadinho em sua roupa se espalharem pelo sofá.

- Esse tal de Charles entenderia, não? É só um baile. Open Bar, mas ele não precisa saber dessa parte.- bem, de fato, ele não era lá muito bom em guardar segredos. Não havia pensado que Erik poderia muito bem dizer ao tal diretor sobre essa história? A resposta é: sim.
Claro que havia pensado, afinal. Mas ele se importava?
Pietro tinha na cabeça que iria de uma forma ou de outra, e era isso.
Ele sumiu num vulto, e apenas o sofá estava na frente de Erik, agora.
Um barulhinho eletrônico se fez do outro lado do quarto, e então Pietro estava ali, logo na frente de um fliperama que produzia uma imagem colorida com um nome enorme e vermelho à frente: Street Fighter.

- É, eu ia odiar sair daqui. Minha mãe tá me pagando pra ficar aqui, cara. Eu não quero perder trezentos por mês.

Quando Erik falou a seguir,contudo, Pietro afastou suas mãos da alavanca e dos botões coloridos do fliperama, encostando o queixo na própria clavícula, só para olhar o casaco.
É, estava mesmo mais amarelo e salgado do quê azul...
Ele sumiu num vulto de novo. Ele parecia uma barata escorregadia por todos os lugares, apenas a massa cinzenta se deslocando pelo ar.
De tal forma que a jaqueta melada por Doritos voou bem na direção do rosto de Erik...
Porém, quando ele finalmente parou, desta vez estava com uma jaqueta preta estampada com dois tigres à frente e um par de fones de ouvido envoltos de seu pescoço; uma blusa preta também, embora também fosse do Pinky Floyd, assim como a outra, embora essa fosse estampada com a capa do album The Darkside of the Moon. Ele não tinha trocado as calças ou os sapatos, eles estavam bem.

- Eu já andei por essa escola quase inteira só enquanto você estava subindo as escadas pra vir pra cá, mas...- ele olhou ao redor, suspirando baixinho.- Tá legal, vamos lá, eu não tenho nada a perder mesmo.

Mas ele não segurou a mão de Magnus, de tal forma que apenas cruzou os braços e cutucou os dentes com a língua por dentro da boca.
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Pietro    Sex Jul 31, 2015 5:19 am

Aquele garoto tinha uma mistura de ansiedade crônica com uma cleptomania nada convencional, o que diabos havia com ele?
Era lógico, ele não só corria rápido. Ao analisar o quanto que ele bebeu em tão pouco tempo, estava claro que seu metabolismo era acelerado, também como sua mente, ele não passava um minuto parado ou calado, não tinha como acompanhar, era como tentar interagir com raio que nunca termina de cair.
Isso estressava muito Erik, mas o moleque tinha senso de humor

-Não, não.~ Um riso de canto de boca ~ Charles me paga bem, só que é tão careta quanto sua avó. Bailes para ele talvez sejam como orgias. Eu não devia dizer isso, ele pode ler a mente de qualquer um então cuidado com o que pensa ou não será com sua mãe que vai ter que se preocupar. Ele vai te olhar e ficar meio ~ Erik põe os dedos nas têmporas e faz uma careta como um resmungo imitando Charles~ Você devia ter lavado as mãos depois de ir ao banheiro! Vou tirar sua sobremesa!~ Uma risada estalada vem da parte de Erik que se espanta ao ver que a imagem de Pietro se tornou um vulto e já mudara de direção~ Isso é incrível moleq...Pietro, a propósito, eu não compraria não, mas eu já peguei algo bem maior que uma simples fliperama. Algo como...~Erik se direciona até Pietro que já havia trocado de roupa como num tempo de espirro e ja havia ligado o video game, dando-lhe um leve soco no ombro se gabando~...Como um submarino russo de um nazista. E só pra você saber, eu já passei dias olhando para uma parede mas isso me ensinou a ser paciente, me disciplinar e...tanto faz.

Algo naquele garoto, em Pietro lhe parecia muito familiar, algo no seu rosto, algo no seu jeito de jogar tudo pro alto, algo na sua facilidade quase extrema em lhe irritar, era estranhamente comum.

-Vamos para o refeitório certo? A essa hora está vazio mas a comida ja está servida. E eu não quero ter que te vencer no Mortal Kombat pra isso.

As respostas curtas e pressa para tirar Pietro do quarto não foram de desdenho, mas sim porque manter a paciência perto de alguém como ele era complicado mas uma coisa certa Erik aprendeu na guerra, todos tem medo e um preço...até mesmo o relâmpago prateado desaforento, e quando ele descobrir...Pietro não terá pra onde correr.
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Pietro Maximoff

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MensagemAssunto: Re: Quarto do Pietro    Sex Jul 31, 2015 6:08 am

Talvez tenha sido a primeira vez naquele dia que Pietro tenha se mantido calado por mais de dez segundos...
Ele apenas se manteve quieto durante a imitação do tal Charles que Erik se dera o trabalho de fazer, e também permaneceu meio estático ao término de sua fala.
Quando Erik riu, descontraindo, Pietro apenas inclinou a cabeça, rindo muito sutilmente.

- Já pensou em fazer stand-up? - ele indagou, antes de esticar o braço para pegar um recipiente colorido de Pringles e tirar uma porção de quatro batatas dali de dentro. Comeu a primeira, a segunda, e falou a seguir, num tom de voz abafado pela comida - ao mesmo tempo que sentiu o soco em seu ombro:- Sério? Tipo o quê? Mas você conseguiu pegar essa coisa em quatro segundos e oito milésimos como eu fiz?  

Se Erik notava alguma coisa especificadamente familiar em Pietro, o garoto também notava algo assim no professor, embora ele não pudesse chamar da mesma coisa.

- Um submarino nazista? Cara, você é estranho. Bem, pode ser por isso que passou dias olhando pra parede no seu quarto. Que triste.

Ele suspirou, baixinho.

- Beleza, pode ser. Peraí, Mortal Kombat? Legal, não conheço tanta gente da sua idade que conhece o jogo.- e ele frisou tanto aquele "idade" que realmente pareceu estar falando de um velho de sessenta anos e com gastrite.

Porém, de qualquer forma, o garoto apenas devorou o restante das batatas em suas mãos e prosseguiu para foto do quarto juntamente com Erik, passando por último, afim de fechar a porta em seguida.

- Tem sorvete lá? Tava afim de um.- ele saiu comentando enquanto os dois desciam as escadarias.- Ei, você não me respondeu sobre o seu poder e-...

Sua voz jovial, aos poucos, se tornou abafada e incompreensível, apenas soando ao longe.
E, pelo visto, ela não pararia por um segundo até que eles chegassem no tal refeitório.
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Pietro    

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